Pular para o conteúdo

Frases de EdsonRicardoPaiva

1.461 frases

Eu passo todo dia pela mesma rua e na frente de cada casa
Continuar lendo

Eu passo todo dia pela mesma rua e na frente de cada casa Há sempre um jardim disposto de maneira diferente no tempo e no espaço Eu faço a vida inteira esse trajeto e faço do mesmo jeito do lado oposto Mas é a mesma rua Que não é mais a mesma Quando termina Existe outra calçada Quando a gente Está perto da praça Mas a graça de tudo isso É o colibri que bate as asas e sempre se aproxima Mas não é todo dia que ele sorri. Ali tem um Sol sempre brilha E tem sido assim a vida inteira Pois o fato de as nuvens o encobrirem Impedindo que a gente o veja Não significa necessariamente Que esteja apagado Nem sempre a cerejeira dá cereja E os jardins são sempre jardins Todas as ruas do mundo tem dois lados Sempre sobra uma sombra Mesmo que a gente não veja O sorriso do colibri Por detrás dos escombros Eu acho assombroso Tantos seres alimentando essa dúvida de que o beija-flor realmente sorria Pois não acredita no que não pode ver Mas crê nos poderes da dor E a gente sempre chega a outra rua No final de cada dia Brilhando ou não havendo Sol Outra noite E nunca é igual E aquela rua também não é mesmo A mesma que termina numa praça E esta é a bela graça de toda vida Aprendida na ausência de pressa E que a gente não vê Mas ... Invariavelmente termina Na esquina onde tudo começa E que fica naquela rua A mesma Onde todo mundo passa. Edson Ricardo Paiva

Se a gente pudesse Enquanto vivos Esquecer realmente
Continuar lendo

Se a gente pudesse Enquanto vivos Esquecer realmente Àquilo que a gente esquece Apenas o tempo Que seja suficiente Quando a alma obedece Os desmandos da alma Que condena a gente à vida E assim vai passando Outra tarde perdida E a conta a ser paga cresce Mesmo que nos lembremos Não raro Só vagamente Pois assim Tem sempre a reclamação Que o preço tá caro. Edson Ricardo Paiva

Nada Nesta vida ou neste mundo Nos pertence
Continuar lendo

Nada Nesta vida ou neste mundo Nos pertence Apesar de tudo que fazes Ou que sabes O sapato apertado A alegria que não te cabe Cada dia ... cada segundo Os olhos inchados de tristeza A promessa vazia A gula engolida A ira, orgulho, a vingança Voz desafinada Os passos errados Na dança do dia-a-dia Melodia do tempo A travessa de salada Cada passo apressado A cara amassada de tanto descanso Nem mesmo o descaso Que usam pra te afligir. Eu, quando em criança Vencia a corrida E pensava que os pés eram meus Cada ordenado recebido Por cada trabalho malfeito Eu fazia de conta que era meu Assim como tudo na vida Cada elogio, sincero ou fingido Que eu hoje em dia não mais eu espero Por cada poema mal escrito Seja ele feio ou bonito Eu pensava ou fazia de conta Que eram meus ou pra mim Assim como cada coisa errada E cada coisa na qual eu não quero pensar Cada marca de pés sujos deixados ao longe na estrada A comida que ficou salgada Cada culpa atribuida A palavra que não foi escrita As contas que não davam certo Nas lousas da infância Nas coisas da vida A pedra que não alcançou a vidraça Na verdade não passou nem perto E agora eu não sei Se foi erro ou se errar foi o certo Cada mentira mal contada, que a mãe descobria E a dor das chineladas que levei da vida Agora eu sei Somente as dores e as risadas são da gente Não se leva culpa Nem talento A vida é uma mera ilusão Arrastada no vento Um dia você olha tudo isso E fica feliz ou se arrepende O mundo ensina coisas Lições que jamais se aprende Mas um dia ouve tocar O sinal de saida E percebe, no apagar das luzes Que da vida Não se leva nada. Edson Ricardo Paiva.

Há dias que amanhecem azuis Com nuvens lilases Tem dias que começam ainda de noite
Continuar lendo

Há dias que amanhecem azuis Com nuvens lilases Tem dias que começam ainda de noite Outros terminam de madrugada Com outros dois ou três dias Quase amanhecendo E é só quando acontece De correr os olhos pela paisagem Talvez ... pela última vez Então percebe que houve dias Que não teve tempo de olhar o Sol Nascer e nem se por E por obra de algum acaso Percebe que foi assim Na maior parte dos dias Chegando sempre Bem antes do atraso Durante toda uma vida Chovia E eu não vi Que haviam nuvens alí. Edson Ricardo Paiva.

Hoje Os dias são de inverno No inverno
Continuar lendo

Hoje Os dias são de inverno No inverno os dias sempre são mais curtos Mas existe a solidão lá fora Embora ela esteja aqui dentro há tempos Pois os tempos não voltam E as lembranças remontam O meu dia aos avessos E a cada dia mais frio Tão frio quanto a madrugada Desses dias de frio inverno Resta escrever poesia Fria, em seus mornos versos O latido de cães E as cantigas de roda de outrora Agora, tudo isso é coisa por demais antiga Saudade verdadeira Verdade da boa O forno de pão O chão de terra batida Violão e conversa Lembranças tão dispersas Quanto estrelas no Céu Isso é a vida No início Um papel em branco ... e bonito No final Um livro escrito de qualquer jeito Com direito à notas de rodapé Em tempos de outra estação Infância de poetas São sempre as mais felizes ou talvez as mais tristes de vez que o poeta existe Pra que elas sejam sempre algo mais Mesmo que sejam somente as mais distantes tão distantes que agora Não existe diferença entre as verdades e as mentiras O vento sopra e a roda gira Uma longa lista de lembranças As quadras, cantigas de roda e canções pra lá de antigas Pondero Que nunca mais eu cantei como antes Pois a dura vida de ontem vivida de hora em hora Eu vejo agora Parece que durou somente um mero instante. Edson Ricardo Paiva.

Existe tanta coisa nesta vida Enquanto eu a tenho uma só Escolhas são sempre as nossas
Continuar lendo

Existe tanta coisa nesta vida Enquanto eu a tenho uma só Escolhas são sempre as nossas Portanto eu não posso perder meu tempo Reclamando da imperfeição na paisagem Quando eu sei que é uma viagem só de ida E nada se deixa e nada se leva A não ser saudade Tudo mais não me pertence Aquilo que tens hoje ao teu redor Não o olhe como a uma conquista Pense que são como estrelas Assim como eu, todos podem vê-las Sem jamais tocá-las Pense no presente como uma lembrança Uma fotografia de um tempo Em que havia ou não havia esperança A vida é algo tão breve E não há ninguém que leve nada Não vou desperdiçá-la sentindo medo Não tenho direito de me queixar Se o limão era azedo Quando ele esteve em minhas mãos e sei que deixei ficar passado e amargo Hoje eu não trago mais nada comigo Além daquilo que possa sempre carregar Pois eu tenho o mundo todo Sabendo que nenhum lugar me pertence Vivo o presente agora Sem chorar passado e nem futuro O tempo jamais esteve ao alcance da vista Diferente das estrelas, que eu posso ver. Edson Ricardo Paiva.

A nuvem no horizonte Não diz, nem quis dizer nada ou pode ser que hoje chova
Continuar lendo

A nuvem no horizonte Não diz, nem quis dizer nada ou pode ser que hoje chova E forme um canteiro de flores Naquela sombra escondida que existe por sob a ponte No final da longa estrada A Lua minguante à luz do dia Quem sabe exerça influência E revire totalmente Esse oceano de melancolia Trazendo outra flor e outra semente Pode ser que outra dor somente Os pássaros voltam Quando o Sol brilha mais forte Assim como o copo de cristal Emite um som diferente Varia a tonalidade Harmonia em lugar de ruido nas cores da luz do dia Festa em fundos de quintal A luz do Sol na janela partida Um arco-íris de cacos Aquarela, mosaico, poesia Um castelo no ar termina Tristemente o cristal partido As cores quentes Algo a surgir das ruínas Pode ser que a nuvem feliz Quis ser sinal no horizonte a chover por sobre a gente Conforme o escrito e prometido e antes que termine a tarde A vida passe a fazer sentido. Edson Ricardo Paiva.

Hoje Pra mim Assim como ontem
Continuar lendo

Hoje Pra mim Assim como ontem Não é dia nenhum Assim como eu Pra você Não sou ninguém Sendo apenas mais um Posso ser Um poeta idiota Um palhaço Um cara legal e desconhecido Um amigo, um bandido ou um bebum É provável que não seja nenhum deles Assim como esse dia Também tem tudo pra acabar Sendo apenas uma marca vermelha Num calendário que foi parar no cesto Na primeira terça-feira do ano seguinte Pode ser que aconteça No instante em que você passar Pela moldura da porta Que estiver mais perto de repente Chover no deserto Num dia qualquer Nesta vida, onde nada está escrito ainda O errado pode ser Que esteja certo Mas a visão advinda Lá de um lugar que não se sabe aonde Venha abrir teus olhos Pra tudo aquilo Que você escondia de você Pode ser que hoje seja o grande dia Tudo depende Se você Aprende ou não Abrir os olhos de ver As coisas que você procura debaixo da moldura das portas que essa vida dura Permitia a você enxergar e ao mesmo tempo te impedia de ver. Edson Ricardo Paiva

Um dia Num tempo Hoje não longe
Continuar lendo

Um dia Num tempo Hoje não longe Nem por isso perto Existia um lugar Que não chegava a ser deserto Mas era distante do mar E ficava em frente a uma janela Onde havia acima um Céu Não sei dizer se as estrelas Que brilhavam naquelas noites Costumam sair ainda Meus olhos agora Enxergam muito mais, quando fechados Um dia Reluzia esperanças Que olhando neste momento Penso ser melhor esquecê-las deixá-las de lado Relegar ao esquecimento Agora O silêncio daqueles dias Ganhou voz e hoje me diz Que era por não saber Que eu trazia guardado no peito O sonho de ser feliz A gente era apenas criança Que não sabe nem mais querer O que um dia quis. Edson Ricardo Paiva.

A vida há de trazer eternamente Questões difíceis de ser resolvidas Elas existem, porque a alma existe
Continuar lendo

A vida há de trazer eternamente Questões difíceis de ser resolvidas Elas existem, porque a alma existe Triste quem não percebe Que a forma mais acertada É aceitar que nada acontece Sem que exista pra isso uma causa um motivo ou razão Pode ser que seja um empurrão que a vida dá Obrigando a um pensamento superior Você procura escuridão Na vaidade e a mentira Mas é nos momentos de calma Que enxerga a verdade Se não consegue viver alegria Um dia encontra a infelicidade O caminho trilhado Palmo a palmo, o tempo passa Um dia há de enxergar Que as palavras ao vento não foram perdidas Mas o ódio no pensamento destruiu tudo que havia de concreto Um dia o silêncio há falar mais alto E então você vai perceber Que a sua alma não se precaveu E perdeu grandes oportunidades Deixando ir embora A tudo que deseja agora Então você se dá conta Que deixou passar por entre os dedos Os sonhos que tinha em mãos No ato e na ânsia de abraçar com força A tanta ilusão que a vida trouxe No formato incorreto de questões Agora Impossíveis de ser resolvidas. Edson Ricardo Paiva.

A História passada Há coisas certas Pelos caminhos equivocados
Continuar lendo

A História passada Há coisas certas Pelos caminhos equivocados Tortuosos Fatos ocorridos neste mundo Lembranças esquecidas Que não passam de segundo A mentira é coisa eterna Por sua própria natureza Resta-nos, sem sombra de dúvida A dúvida, a infernizar as nossas vidas Busque uma razão e sentido Em tanto tempo perdido Tudo expira Utilize a qualidade da felicidade que lhe chegar Antes que lhe expire a validade Ela pode perdurar por uma vida Quando bem cuidada Seja você O bem que quiser ter Não permita nunca mais Que o mundo te obrigue Ser o que te mandam Olha ao teu redor E simplesmente veja A Lua que à noite te beija E o Sol que te corteja, ao longo do dia A vida, enfim Não pode ser somente O que te disseram Que era Remédio sem cura Não era Toda dor Perdura pelo tempo estipulado O permitido a mais que isso É de bom grado, mais nada Não se esqueça de fechar as portas ao sair e deixa ali teus infortúnios e tristezas Melhor viver alguns segundos de alegria A séculos de pura melancolia Depois de passados Não lhes resta Sequer um segundo E agora viva Talvez ainda reste algum tempo Seja feliz Edson Ricardo Paiva.

Pode acontecer Um dia você desejar o Céu cinzento
Continuar lendo

Pode acontecer Um dia você desejar o Céu cinzento E enxergá-lo insuportavelmente azul Pode ser que aconteça Olhar a robusteza das árvores E pensar na ansiedade da verdade que o outono revela Em sua sala iluminada Lembrar-se com muita saudade do tempo do candeeiro ou da vela Cada momento difícil dessa antiga caminhada Pode acontecer de um dia Olhar com imensa nostalgia pela janela à própria alma descobrir que não viu quase nada Reclamou, perdeu a calma Pagou pela viagem Porém não suportava A distância, a passagem do tempo ... a paisagem A jornada da vida Cuja partida Ocorrida lá na infância, hoje distante pode acontecer Um dia você finalmente se dar conta Que o caminho era só de ida. Edson Ricardo Paiva

A gente briga Até mesmo com a barba que cresce Olha a própria cara no espelho
Continuar lendo

A gente briga Até mesmo com a barba que cresce Olha a própria cara no espelho Pára, fita ...se encara Meu Deus Acho que conheço esse cara! Eu já vi esse rosto numa foto antiga ...esquece! Diacho! Não lembro com quem parece Devagar, me afasto Me bastam os apelos jamais atendidos E tantos pedidos Perdidos no silêncio Me arrependo por ter esquecido Foram só ruídos de passos Que deixei pelo chão Igual a mim A cada qual A solidão igual e contrária Um baú lotado dela Aquela Que ninguém sabe por que merece Sem mesmo caber merecê-la Em cada noite sua escuridão Em cada escuro uma estrela Edson Ricardo Paiva

Pode acontecer de o tempo do dia-a-dia Trazer-te a esperada alegria
Continuar lendo

Pode acontecer de o tempo do dia-a-dia Trazer-te a esperada alegria Aquela que vem do nada Como quem confere nuvens No Céu da madrugada Espere, mas não a acelere Cada risada tem seu tempo certo Assim, como nem toda nuvem chove Não é tudo que o tempo apruma Tem dias que o silêncio das folhas Fere mais intensamente Que todos os vendavais passados A quietude é uma alma viva Mas o vento sopra e não existe alternativa de direção No teu pensamento Alguma opção de escolha Não se desespere A quilha do destino Fatalmente faz mudanças Mantenha manso o coração Atrás das nuvens da madrugada Te alcança os olhares de Deus Um redemoinho, a dança No nada, atente pro orvalho que brilha do horizonte o recado do novo dia Enquanto sentir-se perdido Procure prestar atenção À grandeza das coisas pequenas Que sempre estiveram aí E apenas você que não viu ou mentiu pra si mesmo ao fingir que não via. Edson Ricardo Paiva

Passarinho Passou voando aqui Pousou por entre as folhas
Continuar lendo

Passarinho Passou voando aqui Pousou por entre as folhas À escolha de um galho Fez ninho Uma casa, onde descansa As asas desgastadas por voar Passarinho não tem nada Não tem amor, não tem lar Nem flor pra beijar Passarinho passarinhou Voou, voou, voou e de tanto voar Foi embora. Edson Ricardo Paiva.

Passarinho Passou voando aqui Pousou por entre as folhas
Continuar lendo

Passarinho Passou voando aqui Pousou por entre as folhas À escolha de um galho Fez ninho Uma casa ...e descansou As asas desgastadas Em seu tão perdido voar Passarinho não tem nada Não tem amor, não flor pra beijar Nenhum lar onde voltar Esconde uma mínima lágrima A pulveriza pelo ar Passarinho passarinhou Voou, voou, voou e cantou seu cantar perdido Sentiu-se esquecido e foi embora. Agora Não se sabe onde está E não cabe a mim Perguntar. Edson Ricardo Paiva.

Tem horas Que não interessa Saber ou dizer o que é
Continuar lendo

Tem horas Que não interessa Saber ou dizer o que é Tem horas Que o coração quase chora E outras em que quase Hora em hora, frase em frase O jogo muda A vida oferece ajuda Alguma coisa quase sempre Assume o papel de coisa E precisa ir embora E aquilo que fica aqui Causa rica alegria E assim Tem dias em que a gente ri A risada mais sincera desse mundo Não espera mais nenhum segundo E quando dá essa risada É só de alegria Jaz o que ficou pra trás No tempo do nunca mais. Edson Ricardo Paiva.

Sobre as Gentes Superiores. A coisa mais impressionante Que se pode conhecer na vida
Continuar lendo

Sobre as Gentes Superiores. A coisa mais impressionante Que se pode conhecer na vida É a inteligência humana Basta olhar pela janela E lá se vê caminhando Aquela alma arguta, desprendida e astuta Atenta pra toda malícia Ciente da própria inteligência adquirida Nos livros, nas peças teatrais, nas viagens, na poesia ...e no seu fácil dia-a-dia Plenamente senhora de tanta sabedoria Que sabe aprender com quem sabe menos Ou que pelo menos Em sua pretensa vivacidade Essa pobre alma humana Tem certeza que sabe mais Conhece toda verdade E demonstra isso a cada vez que diz Não existir certeza de nada Mas ela sempre sabe mais que o padeiro, que o mecânico, que o vizinho, sabe mais que seus próprios pais, que o trouxeram ao mundo, sabe mais que O próprio Deus ... e por isso tornou-se ateu. Defensora das coisas corretas Compromissada com a boa ideologia Coisas que aprendeu nas conversas Que teve com outras pessoas inteligentes Que conheceu numa festa outro dia Protesta contra todas as guerras Mas jamais enfrentou batalha Sabe todas as respostas E gosta de apontar a direção dos trilhos Porém .... não deseja ter filhos E se algum dia teve, não criou Apesar de não ter medo de nada É contra qualquer ação violenta desde que praticada pelos mais fortes e tem certeza de estar em favor dos certos Não foge jamais à morte de sorte que também não se arrisca pra não ser preciso vê-la de perto Sabe falar bem sobre tudo E fala e fala e fala, contudo Tenta estar bem com os dois lados Quando estiver diante de ambos Pois a lealdade nunca foi coisa importante. Perante os erros da humanidade A sua participação foi mínima A sua autoria ou influência são anônimas Pois esteve sempre um passo à frente E a sua mente sempre acima das gentes comuns e mundanas A sua presença emana paz Apesar de jamais ter acendido o fogo, Perdido no jogo da vida ou contado uma mentira por maldade Enganou de boa intenção pra obter o melhor resultado Pois a luz e a verdade Estiveram sempre ao seu lado E como todo sábio que se preza Conhece as orações, as ladainhas e as rezas E se alguma coisa der errado Se ajoelha, pra que a gente se espelhe nela E a culpa será sempre sua E também será minha Pois a gente não deu atenção Ás sua sábias elucubrações E suas verdades de mentirinha. Edson Ricardo Paiva.

Longe se vai O tempo que eu fui menino de cara queimada de Sol
Continuar lendo

Longe se vai O tempo que eu fui menino de cara queimada de Sol Joelho repleto de machucados de quem sobe em muros Cai de árvores Maceta mármore em lata Corre atrás das pipas E não pára quieto um instante Lá se vai ao longe O tempo do Sol a pino A rolimã que rangia A metade de um dia eu tinha Pra resolver os problemas Que arrumava de meio-dia em diante Sem atentar para o fato Que eu já os tinha e eram muitos Eram tantos Que até hoje minh'alma duvida Que mesmo se hoje eu tivesse Toda calma que existe no mundo Eles pudessem ser resolvidos Em somente uma vida da mesma maneira que Naqueles dias que longe se vão Sem pensar, eu apenas desatava Em questão de segundos A mesma espécie de emaranhado Que hoje, me faz calado e me dói no peito Pois um dia a gente cresce ... e esquece como era o jeito que se fazia. Edson Ricardo Paiva.

Meu espírito de pássaro Passou perdido por algum lugar Faz tempo que não sabe aonde
Continuar lendo

Meu espírito de pássaro Passou perdido por algum lugar Faz tempo que não sabe aonde Um mísero passarinho Um papagaio cuja linha se rompeu Num atalho, um retalho de vida O olhar perdido Acatando às vontades da ventania Meias verdades, volta e meia Vagueia ao Sol do Meio-dia Implorava por um poleiro Um sorriso de pranto, um canto qualquer Um galho pra poder pousar E cantar por um dia inteiro e deixar o seu rastro perdido Esquecido na linha do horizonte que se rompeu Essa vida era minha Esse pássaro era eu. Edson Ricardo Paiva.

Por mais que você tenha sempre mais daquilo que não precisa
Continuar lendo

Por mais que você tenha sempre mais daquilo que não precisa Venha ver o seu futuro da janela Aquela brisa leve, um dia vira tempestade E a tão amada liberdade que invadia a alma Não há de servir pra mais nada A vida é uma breve viagem E você vai perceber Que deixou de cumprir o prazo por questão de alguns segundos O rio da vida, outrora profundo agora é raso Por mais que você tenha sempre mais daquilo que não precisa Entenda que nada Jamais te pertenceu. Edson Ricardo Paiva.

Nós temos a nós Corações batem velozes Sem chorar distantes
Continuar lendo

Nós temos a nós Corações batem velozes Sem chorar distantes Agora temos o antes E quase o depois Temos a nós Quando precisar A gente faz a lista sem demora A tudo sabemos sobre distancia E somos donos do agora Pois agora somos dois E sendo dois A tudo se conquista Até mesmo as três estrelas Que você queria Pode tê-las Basta abrir a janela Elas vão estar lá todo dia A leveza do viver é tão vasta! Que qualquer pedacinho de chão Nos basta e é suficiente Veremos o Sol Ao se pôr e ao nascer Tudo ficou mais fácil O vestido florido A camisa de linho O abraço pronto Esperando no varal Um jardim, um quintal Tudo isso num vaso Nenhum prazo a cumprir Nada pode desfazer Se a gente não quiser O nó da garganta Agora é laço Perfeito, sob medida Um homem Uma mulher Uma vida. Edson Ricardo Paiva