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Frase de EdsonRicardoPaiva

Eu passo todo dia pela mesma rua e na frente de cada casa Há sempre um jardim disposto de maneira diferente no tempo e no espaço Eu faço a vida inteira esse trajeto e faço do mesmo jeito do lado oposto Mas é a mesma rua Que não é mais a mesma Quando termina Existe outra calçada Quando a gente Está perto da praça Mas a graça de tudo isso É o colibri que bate as asas e sempre se aproxima Mas não é todo dia que ele sorri. Ali tem um Sol sempre brilha E tem sido assim a vida inteira Pois o fato de as nuvens o encobrirem Impedindo que a gente o veja Não significa necessariamente Que esteja apagado Nem sempre a cerejeira dá cereja E os jardins são sempre jardins Todas as ruas do mundo tem dois lados Sempre sobra uma sombra Mesmo que a gente não veja O sorriso do colibri Por detrás dos escombros Eu acho assombroso Tantos seres alimentando essa dúvida de que o beija-flor realmente sorria Pois não acredita no que não pode ver Mas crê nos poderes da dor E a gente sempre chega a outra rua No final de cada dia Brilhando ou não havendo Sol Outra noite E nunca é igual E aquela rua também não é mesmo A mesma que termina numa praça E esta é a bela graça de toda vida Aprendida na ausência de pressa E que a gente não vê Mas ... Invariavelmente termina Na esquina onde tudo começa E que fica naquela rua A mesma Onde todo mundo passa. Edson Ricardo Paiva

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva