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Frases de EdsonRicardoPaiva

1.461 frases

Quando a gente nasce Um anjo faz uma prece Em algum lugar deste Universo
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Quando a gente nasce Um anjo faz uma prece Em algum lugar deste Universo Alguma coisa muda Mas nem tudo que acontece Na vida da gente É do jeito que se espera No dia que a gente nasce Inicia-se uma contagem Alguma imagem boa e muda Na esfera do mundo Existe e não é à toa Apesar de fazer o inverso de tudo Cada segundo vai sendo contado Tem dias que a gente vive E tem a incrível sensação De ter sido esquecido E deixado de lado pela vida Mas um dia, finalmente a gente morre E ocorre de nesse dia O mesmo anjo fazer outra prece Não sei dizer Como e porque acontece Mas sei que acontece assim Portanto Enquanto isso, eu vou vivendo Pois a prece Que algum anjo atrapalhado fez por mim Deu certo E quis Deus que fosse assim Exatamente desse jeito O mesmo vento que me trouxe Deixou-me com um beijo doce E me disse Que eu devia encarar sorrindo O lindo amargor dessa vida Pois iria passar bem depressa O vice-versa O início ao avesso O doce que sempre caiu no chão As verdades de mentira Deus, por favor, me socorre Não me esquece! Manda o anjo fazer logo a prece do dia que a gente morre. Edson Ricardo Paiva.

Pode ser que a luz se apague E quem sabe a escuridão carregue Pra algum lugar que fique
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Pode ser que a luz se apague E quem sabe a escuridão carregue Pra algum lugar que fique Nas fronteiras do infinito A cada linha que escrevi para as estrelas Minha vida pertenceu a elas E as estrelas nunca foram minhas Ou quem sabe a escuridão revele A fronteira que impediu A lentidão do pensamento em prosseguir É impossível que não tenha havido Algum motivo Enquanto vivos, nunca saberemos A via de mão que havia Encobria o que se ver no Céu Restou somente o chão batido O som da minha voz Jamais passou de ruído Os segredos que pensas escondidos Fazem sentir muita pena Transformaste a própria vida Numa coisa sem sentido Tiveste a chance de ter tanto No entanto não és mais nada Eu deixo escrito às estrelas A última linha de outra carta Sabendo que talvez jamais A lentidão nos pensamento Permita que ela seja entregue Se pudesses ver Saberia o quão bonita ela era Mas agora é tarde, muito tarde O tempo passou E o presente não mais espera Pode sim, parecer bem triste Não há na vida luz que aguarde Um segundo a mais pra se apagar. Edson Ricardo Paiva

Anoitece! Antigamente Antes do anoitecer
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Anoitece! Antigamente Antes do anoitecer A gente entardecia E em meio a esses dois tempos de vez em quando Ainda havia uma prece Me lembro também de abraços Agora Nesse espaço de tempo A gente prende algo no peito Vivendo do jeito que dá Perdidas as esperanças Fica triste, sem chorar Agora O anoitecer deixou de ser importante Parece alguém igual a gente A gente é só mais alguém O anoitecer É só hora Ninguém chega Nem vai embora Agora é só isso Mais um dia na vida se vai No mais Tudo já foi Anoitecer Simplesmente outra noite que cai. Edson Ricardo Paiva.

A melhor receita pra se tornar a pior pessoa do Planeta É tentar pra sempre ser
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A melhor receita pra se tornar a pior pessoa do Planeta É tentar pra sempre ser durante a maior parte do tempo que Deus te der A melhor pessoa que se pode ser A maneira mais fácil de cair É tentando manter-se em pé A maior e mais feliz liberdade que existe É aquela que se vive Tristemente, atrás de alguma grade Somente quem já viveu bastante Conhece o valor de um único instante E quem reconhece o futuro descobre que o presente Se perdeu há muito no passado Depois da curva daquela estrada Vem o fim Após o fim Haverá pra sempre Uma bela porção de nada E é sempre triste ser nada Um dia você vai saber E é este o segredo da vida O tempo não se vende Também não aceita suborno Difícil saber é que pouca gente aprende Que pra onde a gente vai no tempo Cai sempre e sempre e pra sempre Na mesma trilha sem retorno E tudo que antes tanto valia Não há de ter valor algum Pois todo valor que havia Foi se deixando ficar pelo caminho Perdendo o seu valor sem ser vivido No triste e comprido dia a dia Que um dia há de causar muita saudade Daquelas que se sente Sem nem ao menos atentar que sente. Edson Ricardo Paiva

O amor de Deus é coisa estranha Permite a gente caminhar Faz a gente ter tanta visão
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O amor de Deus é coisa estranha Permite a gente caminhar Faz a gente ter tanta visão Que o domínio da própria vida Parece ser total Tamanhas são as ilusões que Ele permite Difícil encontrar alguém que acredite Que Deus sabe mais que nós A exata tradução da muda voz Que se cala triste Triste por ver que após a caminhada A ilusão desaparece No alto da montanha onde subiste Teu sorriso há de apagar-se Pois nada daquilo que Deus te deu Jamais foi posto assim, tão distante São teus pés e tua fraca visão Que permitiram Tua cara triste no escuro do teu quarto Fruto da ilusão que Ele permite E prossegue a permitir Que cada um tenha o direito De destruir o próprio mundo do jeito que bem entender Que chega a ser difícil acreditar No amor de Deus Essa coisa esquisita Tamanha imensidão desse carinho Que permite a cada um de seus tristes filhos queridos Criar pra si mesmo uma montanha e subir Pra depois, sozinho, chorar escondido. Edson Ricardo Paiva.

Amanhece mais um dia O tempo passa O mundo gira
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Amanhece mais um dia O tempo passa O mundo gira Nasce o Sol E o Sol se põe Nuns dias a gente sabe onde vai Noutros não É somente uma questão de tempo A vida vai correndo como um rio Os sinos tocam Mas você não os escuta Sopra o vento E vai mudando a cara do mundo Momento a momento Corre o rio Frio e calor Seu coração se enchendo de amor Transborda segredos Pra depois se transformar em ódio Ódio em medo E o medo traz saudade Nesse momento você pensa Que já possui sabedoria Mas foi só mais um dia Um dia na vida que passa Não há nada que se faça Ou que se possa fazer A vida passa O cansaço te alcança O teu coração repleto de espaços Incompletos Vazio de valor Amores e abraços Agora há somente Espaço e lembrança. Edson Ricardo Paiva.

A vida poderia ser nuvem Sem haver necessidade de chover ou trovejar
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A vida poderia ser nuvem Sem haver necessidade de chover ou trovejar Apenas dividir Esconder o Sol Mas deixar passar a luz Podia ser só lembrança Daquelas que vão e vem E não deixam sequer saudade Um jardim por detrás de uma grade Daqueles que a gente viu Mas nunca foi lá Só olhos despercebidos Escondidos pela cortina Nada além Mas não Ela foi escolher ser vida E como se não bastasse Colocou meu nome na lista Agora Enquanto vivo Também faço parte da busca Descobrindo o que o tempo revela No pouco que penso Penso que procuram Como loucos Poder dar um preço a ela Quando a coisa mais certa Seria não tratá-la como disputa Uma luta a ser vencida Qualquer coisa sem sentido Pois a vida possui um valor Um dia você há de perceber Que as conquistas esperadas Não foram jamais As mesmas que eram antes E o rio correu, despercebido O que era importante Passou bem perto Mas agora já vai, bem distante Vai, até se perder de vista Evapora pra formar A nuvem que podia ser E não é. Edson Ricardo Paiva.

Dúvida Não raro Necessária e boa
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Dúvida Não raro Necessária e boa No momento oportuno Justifica o cinismo egoísta Existe uma voz gritante Nos dizendo em brados surdos Mas não temos tempo Para ouvir e nem pensar É urgente viver Enquanto isso os sinos tocam Lentos ponteiros de areias ao vento Os seus olhos, sempre abertos Não veem Com qual velocidade O Universo se move A dúvida se esconde Por detrás da cortina fechada E passa completamente Veloz e despercebida Vidas e vidas Talvez a gente as viva muitas Apesar de alguém dizer Que não existe a certeza de nada A ciência a explica Mas somente a existência de um Deus A justifica Não dá pra juntar dia com noite Nem se pode os separar também Mas a luz existe Quando a mente se permite A gente pode Acendê-la e apagá-la a qualquer instante O pensamento é uma uma obra do acaso Diferente dos pássaros Que foram feitos pra voar E voam Gente feita pra pensar Destoa da multidão, quando pensa E quando pensa Pensa que voa Persiste aquela voz, que nos fala E outra, que a manda calar Qual delas, dentro de nós Seremos nós? É como olhar pelo espelho Através de um outro espelho Saber que existe algo infinito É o princípio de qualquer insanidade Insistente em querer-lhe alcançar Enquanto isso os sinos tocam Seus ouvidos atentos não ouvem Você crê só naquilo que vê Mesmo que não veja Que aquilo eram somente sombras Projetadas pelas próprias mãos A vida e o mundo Se curvando e obedecendo A cada vontade sua Quem sabe, um dia a gente acabe Ou não Passando pela morte de olhos fechados O "olhar para o nada " É finalmente perceber a quase tudo Mas creio ser esse Aquele momento, que efetivamente Costumamos dizer Demasiado tarde. Edson Ricardo Paiva.

Chuva fina A cara cinzenta do dia Deseja a todos
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Chuva fina A cara cinzenta do dia Deseja a todos Mais uma semana de qualquer coisa que seja Alegre ou triste O dia começa igual a tarde Parecendo que acaba e escurece Sem nascer nem por de Sol Apenas passa Tão sem graça quanto a vida Só isso Chuva cinza Como tem sido Cinza e vazia A cara de cada dia Que tem nascido Parece uma canção Cuja melodia remete A um tempo que há de nascer Um tempo que promete Ser tão cinza e tão frio Tão vazio Quanto tem sido A própria vida Dividida Entre cinza e vazia Embora também Tenha sido bem fria Mas isso ninguém viu Pois já faz tempo demais Que amanheceu Chovendo assim Edson Ricardo Paiva.

Eu queria saber Por que é que eu insisto em me perguntar Sobre coisas que não tem resposta
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Eu queria saber Por que é que eu insisto em me perguntar Sobre coisas que não tem resposta É como morrer mil vezes Enquanto se vive uma vida Que nem chega a ser assim ... Tão longa O mundo esconde o valor das coisas Enquanto a vida vai vendendo O que não vale quase nada Até que um dia Vem o tempo e nos desvenda A esses e a tantos segredos Carregados de mais perguntas Somos cegos Seguindo os caminhos traçados Guiados pelas vozes de lobos vorazes Que a bem da verdade sempre foram Muito mais cegos do que nós Não percebem, não sabem Que aquilo a que se busca Não se pode alcançar É como um raio de luz colorido Caindo do Sol pela manhã E o azul do Céu, que desaparece No momento em que a gente o toca Felicidade, uma ilusão O brilho da Estrela deixou de estar lá E a vida não é como se pensa Durante a guerra sempre os rios congelam E os seus invernos são mais frios Parece que foi sempre assim A vida nos nega um sorriso Justamente nos momentos Em que tudo que mais se precisava Era de um sorriso, simplesmente Eu queria ter palavras Pra explicar que não tenho respostas Tem dias que o que mais desejo É saber a verdade das verdades Mas a única palavra que me vem Me causa o querer e a vontade de não querer saber mais nada. Edson Ricardo Paiva.

Eu me lembro Que quando em criança Eu morei pertinho
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Eu me lembro Que quando em criança Eu morei pertinho de um pé de pitanga Eu olho que passou-se A vida inteira Mas o cheiro das folhas fica Se Deus nos fizesse alados Quem sabe a gente não sofresse tanto E se Deus nos quisesse atrelados à terra Teria nos dado raízes Assim, de certa forma, estariamos bem mais felizes Mas quis Deus nos dar pensamento Qualidade irracional que nos dota de um medo Medo da mentira e da verdade E então Deus nos viu Inventar a pedrada Criar o machado e fazer a gaiola Pra depois usar em nós mesmos Se olhar direito O resumo da vida é isso e mais nada Hoje eu vejo Passarinho e a pitangueira Bem mais contentes que nós, De alguma maneira compreendem Que a vida é algo mais além Mas aquilo que eles sabem Ninguém nunca vai saber A coisa engraçada da simplicidade É exatamente perceber O quanto ela pode ser complicada Me resta a esperança de um dia acordar Novamente criança E voar como um passarinho Pro ninho da pitangueira Sem medo de pedrada Que não há de importar em nada E ser feliz por toda uma vida Edson Ricardo Paiva.

Enquanto isso, O motorneiro vai tocando o bonde Espetáculo de sombra e luz
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Enquanto isso, O motorneiro vai tocando o bonde Espetáculo de sombra e luz Que num instante desaba Nunca mais tentei parar o tempo Depois que ele se foi A impressão que dá é que ele acaba Em todo lugar onde há começo A vida é que corre ao avesso E ninguém vê Se esquece que o Sol se põe No momento em que nasce Desse modo é que tudo se dá Só não dá pra mudar nada Mas eu teimo em transformar Poesia em sonho Pra não ter que dizer adeus Confesso o pecado alheio Coisa estranha Os sonhos não eram seus E aos poucos se foram Deixando ficar Sem altos, sem baixos Nem perdas e ganhos Enquanto isso Um violeiro louco vai tocando no deserto O sonho parece mais perto Que o lugar bonito que vejo, quando acordado Passo a noite pensando e quase rio Quase rio, quase todo dia Quase dia, quase poesia Enquanto isso O timoneiro vai tocando o barco A vista alcança o invisível E durante o caminho A vontade de aço fraqueja A gente erra E os sonhos parecem naufragar Em um Mar tão distante daqui Nada mais que o pó da estrada Dá um nó na garganta Só de pensar Na pena de não sonhar Pois hoje é dia de semana Te aparta de mim Eu sou um cara por demais comum Enquanto isso O coração que vai tocando a prece. Edson Ricardo Paiva.

"A vida vai passando ... o tempo continua correndo. Pode ser que as coisas não pareçam eternas, ainda bem; isso faz parte do aprendizado, pois é preciso que o tempo passe, pra que a gente perceba que só o tempo não é eterno, ele apenas corre eternamente. Se as coisas que vivemos…
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"A vida vai passando ... o tempo continua correndo. Pode ser que as coisas não pareçam eternas, ainda bem; isso faz parte do aprendizado, pois é preciso que o tempo passe, pra que a gente perceba que só o tempo não é eterno, ele apenas corre eternamente. Se as coisas que vivemos serão eternas, se as pessoas que passam pela vida da gente, se as amizades serão eternas ... tudo isso vai depender das nossas atitudes perante a vida. Tudo isso vai depender da gente e da maneira que a gente aprender, ou não, com a passagem do tempo. Mas o tempo vai continuar correndo eternamente." Edson Ricardo Paiva.

Agora, assim como era antes Não posso chegar Ao lugar que se espera
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Agora, assim como era antes Não posso chegar Ao lugar que se espera Hoje eu entendo Que não vou alcançar O final da jornada Porque O final sou eu Entre tudo mais que existe Só o tempo não é eterno Ele apenas corre eternamente As fronteiras erigidas Estão todas em mim Como o vento A soprar por sob as asas A sustentar o voo Enquanto a vida passa As dobras que fizemos Nas mangas do tempo São apenas pra descobrir Que existem coisas bem pequenas Que não nos cabe saber Nunca as saberemos Até que o tempo corroa os alicerces Que sustentam a esse E a tantos outros Universos Pra que o Céu desabe sobre nós E acabe por tornar perfeita A perfeição corrompida Pelos nossos olhares tortos Quero crer que ali na esquina Debaixo daquela escada Pode ser que esteja Escondido O segredo da vida. Edson Ricardo Paiva.

Hoje, assim como era antes Eu cheguei ao lugar Onde prossegue a espera
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Hoje, assim como era antes Eu cheguei ao lugar Onde prossegue a espera Mas agora eu entendo Que não há como chegar Ao final da jornada Simplesmente porque Ela não tem um fim Me faltava saber Que eu só preciso encontrar O caminho que leva até mim Neste momento eu contemplo As dobras que fizemos Nas mangas do tempo Pensando em pôr as mãos à obra Enquanto não sabíamos Que nos cabia saber Mas agora eu sei Que não nos cabe ainda Porque nunca saberemos Antes que o tempo derrube As colunas do Universo E o Céu desabe sobre nós E acabe por fazer O que não foi feito Do jeito perfeito Que tanto queremos Pode ser que ali na esquina Debaixo daquela escada Esteja escondido O segredo da vida. Edson Ricardo Paiva

Tramas. Tenho meus pés pesados Olhos cansados
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Tramas. Tenho meus pés pesados Olhos cansados Trago em mim mãos calejadas Sei a letra de alguns poemas Fora isso não tenho nada Já tive no passado O meu gancho de rede Onde eu matava A saudade e a sede Tempos idos Era mais fácil desvelar A trama do tecido daquela rede Era mais provável Ter vencido Ao tempo que me venceu Que compreender O mistério das tramas da vida Que me faz sentir vencido Fora isso Não sinto nada. Edson Ricardo Paiva.

Triste luz da manhã. Bela manhã de Sol Lindo Sol
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Triste luz da manhã. Bela manhã de Sol Lindo Sol de uma manhã tão triste de tristeza daquela que mata Esconde a morte entre os cortes da arte de natureza morta sete cores escondidas no branco da luz do Sol, Triste Sol de branca luz Manhã de borboletas voando exibindo seu voo manco Manco voo à branca luz de Sol Luz de hemorragia Branca luz do dia O sangramento estanca Hemofílica alegria Luz que na verdade mente e mente com propriedade Quisera me esconder da luz do Sol Ah, meu Deus Como eu queria Que esse manco voo de alegria tornasse uma tristeza verdadeira Quando do Céu despontasse A derradeira luz da tarde desse branco Céu Sangrando de falsa alegria Que voa e não voa A vida correndo a toa Ardendo de verdade doendo com qualidade Prenúncio de tempestade Pálida verdade Triste Sol de uma manhã que arde. Edson Ricardo Paiva

Viver a vida E enquanto vivê-la Tentar não permitir
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Viver a vida E enquanto vivê-la Tentar não permitir Que nada ou ninguém Transforme a vida da gente Num solo infértil e infecundo Parecido com o lugar Que por não ter um nome a lhe dar Chamamos de Mundo Nosso inválido lar Sem saber de verdade O que fazer dele ou da vida. Viver é a parte complicada Sofrida e difícil da existência Tudo mais vai se tornando fácil Conforme a experiência adquirida Desde que a gente não queira a qualquer preço Exigir-lhe alguma meta Nem que seja necessário dar a ela Norma ou forma Pra depois, infeliz, vivê-la Pelo mero fato de viver Pensamento Abstratamente concreto Piorando a essa pálida passagem Bólide sem rastro Nave que flutua suave Com o vento a soprar-lhe o mastro Se eu puder pedir Eu imploro Que o Maestro da sinfonia Não permita Que a vida se transforme Num problema grave e sem saída A vida é só isso E mais nada Um compromisso com Deus Se houver razão pra estar em paz Agradeço ao Poeta que escreveu a vida Sem meta, direção ou seta Nem justa ou injusta medida Portanto, enquanto houver Estrelas pra ver no Céu Aproveito a chance de olhar pra elas Um dia há de restar Somente a lembrança do quanto um dia foram belas. Edson Ricardo Paiva

Viver a vida E enquanto vivê-la Tentar não permitir
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Viver a vida E enquanto vivê-la Tentar não permitir Que nada ou ninguém Transforme a vida da gente Num solo infértil e infecundo Parecido com o lugar Que por não saber seu nome ao certo Chamamos o lugar de Mundo Insistente invalidade Inverdade obsoleta Tenta a qualquer preço Exigir-lhe alguma meta Sem que seja necessário dar a ela Norma ou forma Pra depois, infeliz, vivê-la Pelo mero fato de viver Pensamento Abstratamente concreto Piorando a essa pálida passagem Bólide e sem rastro Nave que flutua suave, ao sabor do vento a soprar-lhe o mastro Maestro da sinfonia Não permita Que a vida se transforme Num problema grave e sem saída A vida é só isso Um compromisso com Deus e ninguém mais Se houver razão pra estar em paz Pense no poeta que escreveu a vida Sem meta Direção ou seta Nem justa ou injusta medida Portanto, enquanto houver Estrelas pra ver no Céu Aproveita a chance de olhar pra elas Um dia há de restar Somente a lembrança do quanto um dia foram belas. Edson Ricardo Paiva

Viver a vida E enquanto vivê-la Não permitir
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Viver a vida E enquanto vivê-la Não permitir Que nada ou ninguém Transforme o peito da gente Num solo infértil Igual a esse enorme deserto infecundo Existente num local incerto Que por não saber Chamamos Mundo Insistente qualidade obsoleta Em querer a qualquer preço dar à essa existência qualquer meta E depois, mesmo assim Vivê-la Pelo mero fato de viver Botando prazo de validade pra tudo E estudando a melhor maneira de piorá-la A vida pode ser uma pálida passagem Bólide e sem rastro Nave que flutua suave, ao sabor do mastro Não permita que essa vida se transforme Num problema grave e sem saída A vida é só isso Um compromisso com Deus e ninguém mais Se houver razão pra estar em paz Pense no poeta que escreveu a vida Sem meta Direção ou seta Nem justa ou injusta medida Edson Ricardo Paiva

A pensar na ciência da existência Me peguei me perguntando
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A pensar na ciência da existência Me peguei me perguntando No veneno mais mortal Que veneno de folha ou de cobra E o espinho que fere Inteligência que afere e calibra O mecanismo que faz avançar, simulando marasmo E rodar a cada engrenagem Que faz doer o que não doía Enxergar o que não via E querer que volte A aquilo que queria Que fosse e não ia Será que serão Exatamente iguais Nem menos Nem mais Todas as horas Que agora sabemos Que compõe o dia? Edson Ricardo Paiva.