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Frases de EdsonRicardoPaiva

1.461 frases

Se fez Faz segredo Se fizer errado
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Se fez Faz segredo Se fizer errado Sinta medo Saiba Que no fundo Tudo é raso Não há malfeito que se oculte O que a gente chama acaso É somente o Universo corrigindo os incidentes de percurso Pra que tudo corra entre dois trilhos O rio da vida segue um curso e cumpre um prazo Todo desconhecido Tem nome e endereço e é pesado e medido e tem preço definido O deus do justo é um andarilho Um pedinte, um giramundo Pra que assim Possa chegar perto da gente Invisivelmente , sem que se atente Que pra tudo existe um custo a pagar Triste ou contente Pois, por mais que se fuja ou se faça O tempo enferruja E não permite nada Sem limite Cada minuto é contado E nada na vida é de graça. Edson Ricardo Paiva.

Eis que eu aqui Calado, esquecido Perdido e desarvorado
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Eis que eu aqui Calado, esquecido Perdido e desarvorado Eis que eu Escondido às sombras Nas penumbras do passado do qual eu me escondia Sem nem saber Que o presente também sabia Brincar de pique-esconde E mais do que todo mundo Sabe onde procurar Por certo Apesar de distante Diante dos resultados Agora a gente também sabe Que ele esteve sempre perto Pois Perante a rapidez da vida Não havia como estar tão longe ou se esconder da hora de ir embora quando a mãe chamar Só agora a gente vê A inútil futilidade do lugar onde se esconde Eis-me aqui. Edson Ricardo Paiva.

Anoitece outra vez Acaba mês, começa dia Se eu conhecesse a verdade
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Anoitece outra vez Acaba mês, começa dia Se eu conhecesse a verdade Contava pra todo mundo O valor de cada segundo corrente Existente roda do tempo Onde cada momento Representa a uma ínfima engrenagem Um fragmento de fração Eu penso em nem pensar, mas penso No silêncio do relógio, que tiquetaqueia Permeando o bojo da vida Fortalecendo o fraquejar da vontade Que eu sei, haverão de ecoar Por toda uma eternidade Perdidas, irremediavelmente perdidas Por detrás do vidro convexo Que expõe pra todos nós E ao mesmo tempo nos afasta Dessa relógio gigante, chamado Universo. Impedindo-nos de tocar nos ponteiros E parar, nem que fosse por um único instante O tempo que se vai ...e nos arrasta Pra algum lugar muito além de qualquer coisa que talvez Alguém pense em chamar de fim E enquanto isso Amanhece outra vez. Edson Ricardo Paiva.

Não há felicidade eterna Mas pode existir alegria na medida exata
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Não há felicidade eterna Mas pode existir alegria na medida exata E nada menos que isso Pois a gente pode sempre Procurar adquirir e manter Equilíbrio e sabedoria Nem que seja um pouco Pra entender as coisas que tem nome Mas a gente nunca sabe qual é E dessa maneira Não tratá-las por um nome qualquer Se houver qualquer forma de ódio ou de amor Que seja pelo menos Conforme as normas das coisas normais Pra não crescerem excessivamente Pois eles costumam trocar de lugar Pra depois se revelar demais pequenos

Aquilo que não tem remédio Morreu de esperar Na procura pela cura que não veio
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Aquilo que não tem remédio Morreu de esperar Na procura pela cura que não veio Portanto Está tudo certo e no lugar Não faz mal ser preterido E de vez em quando ser o último Muitas vezes na vida Eu fiquei lá no canto, esquecido Sem pranto e nem lástima Não sou dono de nada e nem ninguém O ar que respiramos é empréstimo Uma concessão que Deus nos faz Estou olhando O mundo e a vida do lado de fora Qualquer hora é hora da partida Não faz mal Nem ter sido chamado pra festa Dentro em pouco Termina essa história louca E todos se vão Sim, é assim Nós todos indo embora E ninguém vai levar nada A Inês é morta Pouco importa o que fiz ou não fiz O último a sair, por favor Apague a luz e feche a porta. Edson Ricardo Paiva

Eu fico aqui pensando Pra onde será que vai E de onde será que veio
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Eu fico aqui pensando Pra onde será que vai E de onde será que veio Aquilo que compõe a vida Pois a cada instante que passa A gente tá sempre em meio a dois tempos Não há nada que nos faça Nem ir junto e nem voltar Um dia acaba, outro começa O horizonte sai do prumo Os assuntos tomando outros rumos O vento sopra, a folha cai E qual fosse uma espécie de magia Haverá de nascer amanhã Outro e outro e outro dia Sem se dar conta ou atenção A gente vai vivendo isso E, enquanto vivo Nem tenta entender o motivo Simplesmente vai vivendo Com tristeza ou alegria Tudo depende Se aprendeu A enxergar o que olha Quando vê que lá vem outro dia Simples e prosaico Rotineiro e nem por isso, menos raro Raro, porque não volta A vida parece Nem sair do lugar Mas a cada uma dessas voltas que o mundo dá Conta outro dia vivido Você simplesmente o vive, mas não compreende a vida Num momento Está de chegada E num instante Está de partida Maldito presente Sempre a dividir o nosso tempo Em antes e depois Além desses dois Há outros dois milhões de pedaços do seu coração Que você despedaçou Ao tentar juntar As peças que não se encaixam Tamanha pressa de viver Os dois tempos Trocando de lado Você perdido lá no meio Sem saber se vai ou já veio No âmago da questão Se esconde o encanto, o triste encanto Em saber que a vida existe Mas passa depressa como um relâmpago Um raio que cai distante e de madrugada Sempre na hora Em que a janela estiver fechada E quando decide olhar descobre que não viveu E nem há mais tempo pra nada. Edson Ricardo Paiva.

Eu olho pro mundo e penso No quanto me sinto propenso A não ver
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Eu olho pro mundo e penso No quanto me sinto propenso A não ver Muita coisa que me alegre Tempos tristes Gente sem graça, mérito e nem talento Tento entregar às estrelas Todo o crédito dos meus olhares Milhares de brilhos Crias de Deus Emanando alegrias aos pares Purpurinas com as quais O Nosso Grande Criador Põe beleza no espaço Em nosso derredor Nos ensinando em silêncio Que por menos maus um dia sejamos Jamais faremos nada igual nem perto de parecido Me sinto perdido Nesse pequeno pedaço de espaço esquecido, em meio ao nada Satisfeito e ao mesmo tempo triste Por saber que existe Um número imensurárel de quasares, Incontáveis bilhões de Pulsares emersos Em um imenso Oceano de Estrelas Todas elas pra lá de belas Porquanto inversamente Permanecem simples e singelas Quais divinas aquarelas Retratadas lá no Céu Antes de fechar minha janela Eu penso Que em tamanho e infinitude Três grandezas serão comparáveis: A Perfeição do Deus, Em sua explicação silenciosa A Beleza do Universo Justificando a razão de o ser E a estupidez Humana Sem razão e nem porquê. Edson Ricardo Paiva.

Indiferença. Parece normal Achar normal
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Indiferença. Parece normal Achar normal Sentir calor no frio Buscar o bem no mal Estar em certos lugares, Repletos de espaços vazios As filosofias desta vida Igualando demais Aquilo que é desigual Tempestades e estios Na triste solidão de estrelas Tão distantes e desertas. Até o leito seco de um rio Pode ser bem natural durante alguns meses do ano Mas é certo Que mundos e gentes Seguem ciclos diferentes A graça da vida Sempre subtraída Atraindo pra junto de nós Aquilo que nos faz Irracionais A seguir nos dividindo Por corredeiras que se multiplicam Sem criar raízes Eu juro que pelo menos Esperava um pouco mais Que o nada ao quadrado Mas essas simples frações reais Jamais nos vem por inteiro Aquelas coisas bonitas Que a gente Infinitesimalmente crê E, no fundo, acredita que não vem Na angustiante efemeridade desta vida que se vai Naturalmente. Edson Ricardo Paiva.

Errei muitas vezes Nesta curta vida Acertei também
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Errei muitas vezes Nesta curta vida Acertei também E muito Foi muito além daquilo que se costuma errar Num único compromisso vivo Vidas, erros e acertos Agora eu olho pra isso Como mero visitante Quando olha uma foto antiga daquelas que o tempo desbota Ao passar por elas Mas ainda dá Pra enxergar nos detalhes Aquelas reles coisas Que ninguém nota, se a vê Essa vida rota, incrivelmente amarrotada Que todos tem E eu também tive Olhares que não dizem nada Pobres almas condenadas Cobrando atitudes da gente Percebo que não houve sorte Não se vive o azar ao acaso Só erros e acertos Naturais Quando a gente realmente vive Vê Que alguns prazos e compromissos Terminam Ou chegam bem perto disso Vem aquela sensação de olhar a vida Como a vê-la de cima e com certa isenção Com a vivência de quem olha e se cala Quando sabe Que é sim, possível, aprender a viver Mas só depois da experiência Entende que não há como ensiná-la Perante os próprios tropeços Compreende o valor das coisas Cujos preços se descobre Após muitos desdobramentos E o coração nada fala Aprendeu, ainda que vagamente Que tristeza e alegrias São coisas que o tempo apaga Só restam lembranças Pouco honestas, muito vagas da procura pela cura de uma loucura aparente Existente ou não Talvez tenha sido encontrada Pra logo em seguida Ser novamente perdida e nunca ... jamais Plenamente curada Enquanto vivos Até que um dia percebe Que a lição melhor aprendida Resulta Em saber que no final Apesar de tudo Tudo continua exatamente igual E tudo que nos cabe : Aprender que não sabe nada. Edson Ricardo Paiva

Hoje, ao cuidar do jardim Eu pensei assim: Será que vale a pena plantar uma flor
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Hoje, ao cuidar do jardim Eu pensei assim: Será que vale a pena plantar uma flor Se não tenho nenhum amor A quem ofertar? Porém, outra pergunta sempre vem: De que me valeria amar alguém Que eu não tivesse junto a mim E se acaso Estando ao abrigo do peito O amor acabasse? Amores sem qualidade Fatalmente são de outro jeito E nunca tem respeito e nem propósito Precisa botar atenção No prazo de validade Pois, se insistir em durar mais Ele Jamais vai ser como eu quis Às vezes, de tanto querer E tanto fazer, mesmo estando distante Não dura um instante mais De que me valeria fazer tanta coisa Quando o mais importante eu não fiz A gente precisa entender Que semente de amor Difere de plantar flor A flor cresce se a semente presta Mas amor é diferente e fere sem crescer direito Mesmo que a semente seja bem cuidada de instante em instante Não tem jeito A vida passa E não acontece nada Que traga a graça da flor Só nasce dor E um morrer sem viver Sem ter uma flor pra chorar por mim E então eu pensei assim: Pra nascer uma flor qualquer É melhor nem plantar um jardim Edson Ricardo Paiva

Hoje, ao cuidar do jardim Eu pensei assim: de que me vale cuidar da flor
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Hoje, ao cuidar do jardim Eu pensei assim: de que me vale cuidar da flor se não tenho um amor pra quem eu a possa ofertar? E logo em seguida surgiu-me mais uma pergunta De que me valeria amar alguém Se não a tivesse junto a mim E se junto a mim, o amor acabasse Pode ser que o amor durasse E o desenlasse não fosse feliz De que me valeria fazer tanta coisa Se o mais importante eu não fiz E de que me valeria fazer o mais importante Se de instante em instante A vida passa E se a vida não passasse Qual seria a graça De ficar pra sempre nessa dor E qual é o motivo da pressa Em morrer sem viver Sem flor a chorar por mim? E então, nessa hora eu pensei assim: Acho melhor eu cuidar desse jardim Edson Ricardo Paiva

Já pensou Se a imperfeição Que se enxerga na vida
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Já pensou Se a imperfeição Que se enxerga na vida E em tudo que se vê Pode ser simplesmente A inversão refletida do espelho da mente Desvendando Que na verdade era você Se mirando ao contrário E que o fim Nem sempre precisa Ser cinza Se ... das cinzas ao pó E do pó ao ser vivo O nada ecoando No silêncio que se escuta Pense Que em termos absolutos Tudo é relativo, sempre Inclusive o pensamento negativo Que a tudo corrompe E que a tantos atormenta Quando de passagem Pela ilusão desta vida Um novo engano Provisoriamente eterno E que nunca funcionou direito E pode ser que ela Esteja sendo vista Ao contrário Como a tudo que se vê Quando a gente olha no espelho Sem saber Que não se olha Sua mente somente reflete A imagem à sua escolha E seu ser verdadeiro Está do outro lado do espelho Mirando você Viva miragem Vivendo iludida E vendo a imperfeição Em quase tudo. Edson Ricardo Paiva.

Difícil responder O que vai ou permanece Tudo um dia se vai
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Difícil responder O que vai ou permanece Tudo um dia se vai Inclusive a gente Que simplesmente vive E se esquece de atentar para um fato: Em meio a tanta mudança Existirá clareza na lembrança? Não sabemos dizer Se as águas do rio se foram Ou se o rio carregou a gente A paisagem muda Conforme a ilusão Há, contudo, uma certeza Tudo se vai Quase tudo se foi E se a gente também não ficou Será que as águas do rio passaram Ou o rio carregou a gente Paisagens, imagens, miragens Será esta vida uma passagem Ou a gente há de ficar Enquanto o tempo e a vida Assim como as águas de um rio Haverão de sumir na curva A visão vai turvando Eu aqui, calado De vez em quando me pergunto Será que tudo passou pela gente Nas águas de um rio gelado Ou o rio carregou todo mundo E aquele tempo ficou no passado? Edson Ricardo Paiva

Todo o entendimento que há no mundo Pode caber num pensamento Antes é preciso aprender
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Todo o entendimento que há no mundo Pode caber num pensamento Antes é preciso aprender Que o pensamento move a tudo Mas o mundo inteiro a nenhum custo é capaz De demover a um pensamento pleno E a qualquer desejo verdadeiro Que seja justo e sincero Mesmo que pequeno Em primeiro lugar Entenda de uma vez por todas Que nem sempre é preciso dormir para sonhar Mas o ato de acordar É indispensável Pra poder viver os sonhos Não importam os seus tamanhos Entenda também Que sempre será perdida Toda força despendida em vão Pra saber onde se quer chegar Não é preciso ir até lá Antes, aprenda a medir a distância Arrependimento Pode ensinar muito mais que a guerra Guarde consigo os seus erros E saiba ler as palavras escritas Na lágrima de quem erra Pois a ira é uma péssima conselheira E a mentira, Uma aliada traiçoeira Olhe ao seu redor Descubra o que espera do mundo Quem não sabe direito o que quer Na verdade não deseja nada E vem recebendo da vida A vida inteira A única verdade que lhe cabe Portanto Seja na subida ou na descida Aceite de bom grado O que lhe der a vida Pois isso é tudo que te resta Até aprender desejar Decida Ou então Nada além disso te espera Nesta E em todas as outras vidas. Edson Ricardo Paiva.

Tua vida, uma ilusão. Se refaça Procure
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Tua vida, uma ilusão. Se refaça Procure por um pouco de graça Em sua vida Olhe pra si mesmo e responda Se o caminho que trilhais Não estará te levando Pra demais distante da alegria de viver a vida Mira-te a ti mesmo Diante do espelho Reflita Se a velha receita que jamais deu certo E o infarto constante Aquele que vem tentando derrotar-te a cada instante Na curta viagem indecisa e dividida Será que tem visto Miragens no espelho Em vez da mesma imagem refletida? Isso, é você quem deve decidir Mas... Decida Talvez essa existência Seja mesmo uma ilusão Um tanto rude Mas, até onde se sabe É sua ainda Portanto Talvez seja sua hora de escolher A ilusão Que mais e melhor Te ilude Edson Ricardo Paiva

Numa Tarde Qualquer. Numa tarde qualquer de um dia mais qualquer ainda
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Numa Tarde Qualquer. Numa tarde qualquer de um dia mais qualquer ainda Talvez um vento no rosto Um resto de saudade Pesadas lembranças Que o peso dos anos Não suavizou Uma dor no peito O manso jeito de olhar o mundo Nunca mais foi o mesmo Aquele tempo leve Algo levou Passou Foi tão breve Pode ser que hoje Você reveja os motivos Por tantos anos se esquivou de lembranças tão vivas Não te cabia Mas sabe Que um dia Numa tarde qualquer de um lindo dia Ainda assim Um dia mais qualquer ainda Acaba Tudo finda. Edson Ricardo Paiva

A vida não me entristece Tampouco este mundo me alegra Estando na vida e no mundo
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A vida não me entristece Tampouco este mundo me alegra Estando na vida e no mundo Tenho estado mais distante dos dois Assim como a ambos de mim Eu tento aprender sobre as coisas Não tenho certeza de nada E a cada dia que passa Aumenta a minha certeza acerca disso A vida não mais me alegra Este mundo também não me entristece Me esqueço quem sou E vou vivendo neste lugar Respirando o ar que rodeia a mim também Me vem a impressão de que a regra mais estúpida a seguir É aquela que me diz pra aplaudir Se houver alguma dúvida E sigo aplaudindo A cada um que cumpra Simplesmente a obrigação Estava escrito que seria assim Não me cabe descumprir o compromisso Tampouco discordar de quem Assim como eu Nada sabe A diferença Existe em quem julga saber. Edson Ricardo Paiva.

Vida. Vida Minha linda
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Vida. Vida Minha linda Apenas vida À duras penas Vivida E linda Foi a história vivida Sem grandes lances Isenta de grandes chances Muitas vezes ilusão Sem Céu e sem chão Sem grandes vitórias As perdas e derrotas Também foram lindas Na glória da minha vida Pois só eu a vivi E apesar de tudo que perdi Ela não foi perdida Foi linda E ainda tem um pouco mais de vida pra ser vivida Vivendo essas coisas da vida Mudanças de vida Vida à toa Boa vida História de vida Memórias Vida que começa Sem pressa E não espera Quando a gente menos vê Ela acelera E lá se vão as primaveras Lindamente sofridas Neste infindo buraco sem fundo Que ainda chamamos de mundo E um dia, lá no fim da linha Onde finda a linda vida Pouca coisa foste, Além de linda Eu sei que serás esquecida Saibam Que eu nunca esqueci de vivê-la E só o fato de tê-la vivido Me prova que nem tudo está perdido Antes ... se renova Quando tudo chega ao fim Ainda assim Vida Edson Ricardo Paiva

De repente uma nuvem branca Atravessa lá no Céu
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De repente uma nuvem branca Atravessa lá no Céu Parece que tão velozmente Parece até Que entre ela e a gente As copas das árvores Telhados de casas E os gramados das colinas Parece que tudo se move O tempo pára Até que o Céu termina Tenho a impressão Que o mundo gira de mentira Meus pés na calçada Uma formiga caminhando Atravessando o pavimento cimentado Eu olho pros lados e nada O tempo que havia parado correu Passou desesperado por aqui Correu tão depressa Que nem vi Enquanto eu olhava Pra nuvem que não chove A vida parecia se mover E se moveu Enquanto isso Muita coisa eu não via Não sentia Não senti A nuvem passou A formiga se foi O cimento tornou-se areia Tanta coisa mudou por aqui Pode até parecer que não Mas um dia eu de uma só vez Juro que senti E doeu. Edson Ricardo Paiva

A Arte de Viver. Estrelas No Céu da noite
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A Arte de Viver. Estrelas No Céu da noite Um fino véu azul Ornamentando a luz do dia A ultravioleta decanta em clorofila Meus pés, sempre no chão É que me dão A firmeza de um voar Sem rumo e nem medo Inexplorado Universo invisível Cintilando ao alcance dos dedos Sem dar chance de ser percebido Pelos cegos e surdos sentidos que vejo Sentindo-se Sabedores de tudo Cumprindo o que estava escrito Ases de paus, nos baralhos do mundo Arcaicos retalhos de vida A sua visão em mosaico faz lembrar A lente suja e desfocada Dum caleidoscópio de brinquedo E eu me sinto sozinho no mundo Enquanto a mente flutua em segredo Meu olhar alcança a Lua Sua luz refletida no chão Eu vejo um pouco...bem pouco Do muito que todo mundo pensa ver ...e não vê Nem sequer imagina que existe Atarefado e atarantado mundo, Não pode dedicar-lhe Sequer um ínfimo instante O chão sob meus pés, Muito acima do olhar Firmamento infinito Bonito é o momento E eu o levo comigo No abrigo do peito Consciente e acordado Pro fato que existo Entre um Céu e uma Terra A arte da vida ensinou Em silêncio, a fazer parte do conjunto das coisas Que excedem, ultrapassam e existem Aquilo tudo que em nenhum dia Nem sequer sonhou em sonhar As coisas que supõe saber A vossa vã filosofia. Edson Ricardo Paiva.