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Frase de EdsonRicardoPaiva

Dúvida Não raro Necessária e boa No momento oportuno Justifica o cinismo egoísta Existe uma voz gritante Nos dizendo em brados surdos Mas não temos tempo Para ouvir e nem pensar É urgente viver Enquanto isso os sinos tocam Lentos ponteiros de areias ao vento Os seus olhos, sempre abertos Não veem Com qual velocidade O Universo se move A dúvida se esconde Por detrás da cortina fechada E passa completamente Veloz e despercebida Vidas e vidas Talvez a gente as viva muitas Apesar de alguém dizer Que não existe a certeza de nada A ciência a explica Mas somente a existência de um Deus A justifica Não dá pra juntar dia com noite Nem se pode os separar também Mas a luz existe Quando a mente se permite A gente pode Acendê-la e apagá-la a qualquer instante O pensamento é uma uma obra do acaso Diferente dos pássaros Que foram feitos pra voar E voam Gente feita pra pensar Destoa da multidão, quando pensa E quando pensa Pensa que voa Persiste aquela voz, que nos fala E outra, que a manda calar Qual delas, dentro de nós Seremos nós? É como olhar pelo espelho Através de um outro espelho Saber que existe algo infinito É o princípio de qualquer insanidade Insistente em querer-lhe alcançar Enquanto isso os sinos tocam Seus ouvidos atentos não ouvem Você crê só naquilo que vê Mesmo que não veja Que aquilo eram somente sombras Projetadas pelas próprias mãos A vida e o mundo Se curvando e obedecendo A cada vontade sua Quem sabe, um dia a gente acabe Ou não Passando pela morte de olhos fechados O "olhar para o nada " É finalmente perceber a quase tudo Mas creio ser esse Aquele momento, que efetivamente Costumamos dizer Demasiado tarde. Edson Ricardo Paiva.

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva