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Frases de EdsonRicardoPaiva

1.461 frases

Como se não bastasse viver Eu fui escolher amar É como se não
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Como se não bastasse viver Eu fui escolher amar É como se não Houvesse nenhuma escolha As coisas do coração Sempre rumam Em direção àquilo Que é belo e bonito E estava escrito Que ao cair da última folha Todos os castelos de areia Não prosperariam A gente apenas não sabia Que aquelas pequenas coisas Que a gente tristemente vivia Anos à fio dia a dia Coisas que pairavam no ar Um jeito triste de viver Aquele amar Onde inexistia Qualquer espécie de amor Se transforma Num cálice transbordante Promessas esquecidas Triste vida E tudo se acaba Em menos de instante Como se não bastasse o amor Eu fui escolher você Eu escolhi um viver Que não nos basta E o vasto mundo a trilhar Tendo ao lado Um pote de alegria Me falta escolher Uma flor pra te dar e depois te confessar A falta que me faz Ter talento pra escrever Algo bonito Estar de joelhos Os olhos e o rosto vermelhos A lhe dizer Que não tema nunca mais a solidão Então Eu fiz somente um sigelo poema Não é perfeito, mas agora está escrito E tudo que nele foi dito Eu fui buscar No fundo do meu coração, Edson Ricardo Paiva.

Tem gente que pensa Que a gente quer um monte de coisas Que no fim das contas
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Tem gente que pensa Que a gente quer um monte de coisas Que no fim das contas Nem chega a importar tanto assim Uma hora você se pega pensando Que se apegou a um enorme nada Quando olha pros lados Olha pro espelho Pro passado Pra si As coisas que pareciam desimportantes Tem um valor diferente Então você percebe que queria mesmo Era aprender a rir de piada sem graça Um copo d'água na hora da sede Um olhar despretensioso Que lhe transmitisse a sensação Que alguém sente alegria Quando vê você Um colher de xarope, na hora da tosse Uma mão na testa, se acaso sentisse febre Alguém que puxa um cobertor e te cobre Alegria de festa sem motivo Pois, muito mais do que se pensa Todo mundo deseja apenas Que a sua presença seja esperada, desejada e benquista A gente não quer requinte Deseja um olhar atento E um par de ouvidos bem ouvintes Alguém que conte pra gente Como foi a sua infância E diga também da saudade Que sentiu durante a distância E o que foi que fez lembrar a gente Em alguma coisa que viu pelo caminho E no quanto doeu a nossa ausência Mais importante que o diamante É sentir E Principalmente Perceber que faz sentir Saudade Um certo orgulho bobo e sem razão Confiança Um olhar de lealdade na janela Uma ida ao portão Vontade de estar junto Um amor sem explicação Saudade do abraço Desejo de respeitar E um querer Que sente um vazio quando quer E quando quer Não quer deixar de querer São essas as coisas difíceis de perceber a importância Até que aqueles olhos Azuis, castanhos ou verdes Não mais sejam vistos de manhã, de tarde, de noite ou de madrugada Nem mesmo à distância Então você há de perceber Que tudo mais Não vale nada. Edson Ricardo Paiva.

Se você quiser pedir-me algo Te peço que não me peça Pra que eu te explique nada
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Se você quiser pedir-me algo Te peço que não me peça Pra que eu te explique nada A cada dia que nasce Pode haver somente Um amor que a cada dia Apenas cresce Quando a gente se esquece de tentar entender o passado Então te peço que me peça O impossível E somente amor infinito Não me peça pra que eu mude Qualquer coisa a respeito daquilo que está escrito E escreva junto comigo Um poema mais bonito Me ajude a fazer da vida Poesia somente E a cada dia mais concreta Não me faça sonhar contigo Abandonemos nos nossos passados Tantos sonhos perdidos e esquecidos Aqueles sonhados erroneamente A gente pode somente Transformar tudo em verdade e descobrir Que pode sim, existir Um jeito certo de pedir Pra que eu te traga uma montanha Enquanto me trazes estrelas Façamos as pazes com a vida E então, nós dois a sós Poderemos construir Outra vida Só pra nós. Edson Ricardo Paiva.

O Livro da Vida. Eu não conheço Nem nome e nem endereço
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O Livro da Vida. Eu não conheço Nem nome e nem endereço de todos que merecem confiança Não sei diferenciar Quem vive calcado em esperança Daqueles que se vendem por qualquer preço Sei que existem também Pessoas que se dão de graça Pelo apego à desfaçatez E prazer egoísta em ser um nada Não conheço o nome das Estrelas Nem o nome das flores Elas são Flores e Estrelas do mesmo jeito A despeito do que quer que se pense Então procuro não pensar Tento também viver minha vida Sabendo que um dia vou prestar contas Por cada palavra, cada gesto e cada pensamento de resto Pouco importa ao mundo Aquilo que eu sinto Cada um segue mentindo A seu modo E do seu jeito Minha vida diz respeito a mim Mesmo assim Eu me respeito Não me dou ao direito de julgar nada que sei Não me cabe Meu compromisso é com Deus E sei que Ele também sabe E percebe melhor que eu. Os dia correm O tempo passa Prossegue a vida Nessas idas e vindas Tudo prossegue só de ida Cada gesto e cada palavra Cada resto de mentira oculta Escritos no livro da vida Um dia tudo se desdobra A cada um Conforme as sua obras Edson Ricardo Paiva

Enquanto isso vou pensando nos caminhos onde andei Perdido no tempo e no espaço
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Enquanto isso vou pensando nos caminhos onde andei Perdido no tempo e no espaço Gente Respirando fumaça E realmente achando graça Penso e me perco Parcas esperanças Mais fracas Conforme o tempo passa E ele passa E nesse espaço de tempo Disfarço e me desfaço Penso em quantas partidas A vida Essa viagem só de ida Bagagem Mensagens de adeus despedidas Em quantos partiram Sem um último olhar ou abraço Em quantos vem chegando Sem saber e nem querer saber Vivendo sem pensar Simplesmente por viver E um dia partir Como tantos Que se foi deixando Ficar por esse caminho Tão curto e tão distante Confuso, inconstante, alegre e triste Agora parece Que a mente se ilumina Porém Quando olha pra cima Percebe que ninguém percebe Que o Sol não mais ilumina da mesma maneira que antes E a quantidade de luz que se recebe Não faz tanta diferença Quanto no tempo Em que se vivia e nem pensava E achava distante demais Tudo aquilo que hoje A bem da verdade Tanto faz... Edson Ricardo Paiva

Quanta distância houver Melhor será o parâmetro Pra aferir o que quer que seja
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Quanta distância houver Melhor será o parâmetro Pra aferir o que quer que seja Tente ver o que está distante E talvez o fato de não poder Te faça enxergar melhor Aquilo que está a um passo No alcance do teu abraço E você não abraça Faça as suas contas Eu sei que vai errar Portanto Guarde pra si a resposta Quanto tempo na sua vida Poderá durar um instante? Quanta dor se pode e se deve viver à guisa de amor? Quantos metros de distância Será que você precisa Pra dizer que algo Está longe ou perto? Quantos lances na escada da vida Seja pra baixo Pode ser que pra cima Pra poder ter ao seu alcance Aquilo tudo, que você, sem ajuda Tem poder de transformar em nada Como descrever Aquilo que se pensa ter visto de longe e de relance? Em qual parte do coração se esconde Aquilo que se quer de verdade E que causa tanta saudade Quantos pedaços da vida abrange E por que é que tanta gente Tão esperta e tão inteligente Foi deixar ficar assim Tão longe? Edson Ricardo Paiva

A vida passa depressa Isso é fato Mas, apesar de parecer
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A vida passa depressa Isso é fato Mas, apesar de parecer O montante do tempo Que se vive Está longe de ser importante Pois Aquilo que realmente prepondera nesta vida Se mede Pela quantidade de sedes saciadas e sonhos realizados ou não pelos quais a gente lutou E não se esqueçam da qualidade das risadas verdadeiras O importante na vida Não é o número de janeiros e nem de primaveras Conta muito mais A qualidade das verdades Que ouvimos e que dizemos E, das coisas que acumulamos Que fiquem pra sempre guardadas Somente as amizades E que a gente possa viver Pelo menos um amor Que tenha sido verdadeiro Quanto aos demais; Que evaporem Não há de importar em nada A quantidade de dinheiros ou lágrimas choradas Se acaso forem fingidas Portanto Faça o melhor que puder, Não viva uma vida qualquer Alicerçada em ponteiros Há dias Em que aquela chuva Que se toma com alegria Chega a ser bem mais concreta Que a fortuna mais bem arquitetada Pois esta, sem amor Não vale nada E saiba sempre Que se houver somente um pedaço de pão Pra dividir com quem Esteja disposta a viver pela gente Você vai ser feliz Cumprir todas as promessas e sentir, sim Muita pressa Pois a vida é curta e passa bem depressa Edson Ricardo Paiva.

Sol de mês de agosto Farpas de janeiro Numa linda manhã de junho
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Sol de mês de agosto Farpas de janeiro Numa linda manhã de junho O dia inteiro assim Por mais que se faça Vai ficando Mais sem graça ainda Alguém procura poesia Pedindo que alguém as escreva Talvez um dia ela seja lida Numa linda manhã de chuva Durante o velório de alguém Que viveu e nem viu E morreu num dia de abril Pode ser Que seja eu. Edson Ricardo Paiva

Pouca coisa, além de nada Me serve a bondade nos olhos Se a maldade está no mundo
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Pouca coisa, além de nada Me serve a bondade nos olhos Se a maldade está no mundo Mas ainda a preservo, mesmo assim Guarda-me, Deus De tamanha iniquidade que observo Conserva em mim O coração de ouro que um dia recebi Repleto de sentimentos puros Com o tempo aprendi Quão correto Saber o quanto o ouro é duro Entender que no mundo Compaixão é uma palavra Que descreve algo que não existe Triste verdade E mesmo assim eu prossigo Mantendo a mansidão de sempre Enxergando o que não veem Sentindo o que não sentem Fingindo crer, quando eles mentem Absorvendo a dor da incompreensão Percebendo as águas turvas e cristalinas Invisíveis enganos gritantes Tanta coisa que me entristece Tanta gente pensando esconder a verdade Enquanto ela cresce Amanhã de manhã eu saio à rua E este mundo continua como antes. Edson Ricardo Paiva

Quanta distância houver Melhor será o parâmetro Pra aferir o que quer que seja
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Quanta distância houver Melhor será o parâmetro Pra aferir o que quer que seja Tente ver o que está distante E talvez o fato de não poder Te faça enxergar melhor Aquilo que está a um passo No alcance do teu abraço E você não abraça Faça as suas contas Eu sei que vai errar Portanto Guarde pra si a resposta Quanto tempo na sua vida Poderá durar um instante? Quanta dor se pode e se deve viver à guisa de amor? Quantos metros de distância Será que você precisa Pra dizer que algo Está longe ou perto? Quantos lances na escada da vida Seja pra baixo Pode ser que pra cima Pra poder ter ao seu alcance Aquilo tudo, que você, sem ajuda Tem poder de transformar em nada Como descrever Aquilo que se pensa ter visto de longe e de relance? Em qual parte do coração se esconde Aquilo que se quer de verdade E que causa tanta saudade Quantos pedaços da vida abrange E por que é que tanta gente Tão esperta e tão inteligente Foi deixar ficar assim Tão longe? Edson Ricardo Paiva

Todo dia Caminhamos a mesma calçada
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Todo dia Caminhamos a mesma calçada Toda manhã A mesma risada O mesmo banho O mesmo espelho O mesmo ar Que respiramos em todas as tardes Em tantos finais de tarde Todos os pores do Sol são iguais Além do mais As mesmas dores sentimos Intuímos os mesmos sonhos Vivendo assim Todos os dias as mesmas vidas As mesmas mesmices Que nos disseram Afinal Não serem tantas Mas a cada fim de noite Não podemos Ser os mesmos Enfim Amanhã de manhã Nada muda o caminho E novamente Você pela sua E eu pela minha Caminhamos as mesmas calçadas Apesar de tudo Nada muda tanto assim Edson Ricardo Paiva.

Todo dia Caminhamos a mesma calçada
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Todo dia Caminhamos a mesma calçada Toda manhã A mesma risada O mesmo banho O mesmo espelho O mesmo ar Que respiramos em todas as tardes Em tantos finais de tarde Todos os pores do Sol são iguais Além do mais As mesmas dores sentimos Intuímos os mesmos sonhos Vivendo assim Todos os dias as mesmas vidas As mesmas mesmices Que nos disseram Afinal Não serem tantas Mas a cada fim de noite Não podemos Ser os mesmos Tanto assim Amanhã de manhã Nada muda o caminho E novamente Você pela sua E eu pela minha Caminhamos as mesmas calçadas Apesar de tudo Nada muda tanto assim Edson Ricardo Paiva.

Eu me vejo pensando Que coisa mais desprezível Ter nascido na condição Humana
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Eu me vejo pensando Que coisa mais desprezível Ter nascido na condição Humana Raça sem jeito Se olhar direito Dificilmente alguém se salva Mas estão todos certos Nos seus tortos argumentos Praticamente perfeitos Se lhes damos ouvidos Em suas teses e pontos de vista É uma conquista pessoal Pra nós mesmos Qualidades que vão ao longe dá até pra perdê-las de vista Pessoas tão desprendidas Abrem mão de tudo O tempo todo Pra logo em seguida Abarcar a tudo que é seu por direito E um pouco mais Usando os dois braços E mais aquela mão, que estava aberta Certos das suas convicções Que quase me convencem Pois a sua razão É sempre a razão mais certa Sabem sempre de tudo Sempre sabem onde vão Cobertos de razão Imbuídos de certeza Pobre gente Eternamente perdida! Edson Ricardo Paiva

Me pego desejando Que os raios de luz de Sol Iluminem um pouco mais
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Me pego desejando Que os raios de luz de Sol Iluminem um pouco mais As cores desbotadas dos varais da minha infância Lençóis de criança Perdidos no tempo e distancia Caras alegres de outros dias Colhendo tristes frutos Da estupidez semeada Sol, infância, lençol Não restou quase nada Talvez um resto de poesia Que a força dos ventos Faz soprar por entre as folhas Outros dias vem Nasceres do Sol Coloridos sem cor Brilhares sem brilho Pouca coisa Quase nada Nada além da cor desbotada Edson Ricardo Paiva

Antes se espera Antes não se faz Se prepara
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Antes se espera Antes não se faz Se prepara E se pensa se analisa, pra ver se compensa Nos momentos Em que aguarda A fruta ainda verde A parede ainda em pé Os planos podem ser frustrados, Malogrados. Ideias ruins Caminhar ao Sol que arde Palavras escritas ou pensadas Que ainda não foram ditas Ideias bonitas Se revelam desastres destarte Não faça Antes que seja tarde. Edson Ricardo Paiva.

Uma folha de papel Que se perdeu no tempo Que talvez, pode ser
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Uma folha de papel Que se perdeu no tempo Que talvez, pode ser Nela houvesse uma frase bonita Algo que se desconhece E que nunca vai saber O que é que estava escrito Uma bolha de sabão Que o vento leva Passou bem pertinho das mãos Passarinho que voou Esse mundo não possui grades, nem paredes Que sejam fortes o suficiente de maneira a manter eternamente nada Nem distante E nem perto da gente De certa forma, alguém em algum lugar Conhece e sabe A quantidade de alegria Que queríamos viver No decorrer do dia a dia E não nos cabe Alguma coisa não dá certo É sempre assim Algo foge ao controle Talvez seja Porque o mundo dá voltas As águas do Oceano Constantemente se revoltam Areia de Mar Ar de deserto Por certo, nunca os saberemos Não temos como saber e nem sabê-las E assim a noite se vai Levando consigo lembranças de antigos amigos O brilhar das Estrelas Coisas tolas Vontades quase que nulas Grades Sem força bastante E no instante seguinte Está distante O que andou bem diante dos olhos E que sempre foi igual Parece ser igual de uma maneira diferente A vontade da gente Nem sempre é uma verdade Nem tampouco Vontade da vida. Edson Ricardo Paiva.

Eu hoje acordei mais tarde Pra falar a verdade Não sei dizer se eu dormi
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Eu hoje acordei mais tarde Pra falar a verdade Não sei dizer se eu dormi E enquanto aqui Tranquei-me em meu escuro Apagado em mim mesmo Sem sentido ou ressentimento Me anulo Pensando em palavras bonitas Que agora não coadunam Porquanto jamais foram ditas Nesse instante eu concluo Que o ouro, em certas horas Acaba por ser o mais importante Mas verdade Isso Se diz...ou não Promessas se perde de vista Coração, se comove ou magoa Riquezas se acumula Mas amor ... Amor se conquista Uma vez conquistado, se preserva Pra preservar se respeita Amor desleal Pé descalço deslizando em lamaçal despedaçar joia rara não ouvir som de lira Fazer em cacos cristal Tem coisas na vida Que transformam beleza em coisa E enquanto coisa Torna-se a tudo mais um Na vala comum Um mais um não tem diferença Apesar de tudo que se pensa Foi-se a graça, não faz mal Não passa de coisa igual . Edson Ricardo Paiva.

Boas horas O dia se lamenta Faz sangrar discretamente
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Boas horas O dia se lamenta Faz sangrar discretamente Garoa que a gente não vê Parece até que nem molha O calor que antes fazia Agora distante, conforme o ponteiro Carregando, modorrento Lentamente o dia inteiro O ar se movimenta Tudo mais, quando não Excessivamente lento Completamente parado Boas horas Podem acontecer em qualquer dia Normalmente aqueles Em que a gente não chora Isso acontece tão rapidamente Quando a gente olha Distantes Vão indo embora Em horas assim Tanto faz Pois a vida tanto fez Cortinas de fumaça Luz de velas A garoa se foi Hoje a noite não trouxe estrelas Aquela doce sensação de hora boa destoa de tudo mais Talvez seja questão de tempo ou de escolha Enquanto isso os ponteiros Inexoravelmente Cumprindo seus compromissos E voltando sem muita vontade Pro mesmo lugar Hora triste Hora boa Garoa, luz de vela Noite à toa Sem perda e também sem conquista Nada além de outra hora e outra hora Fatalmente Um dia elas vem. Edson Ricardo Paiva

Meus olhos vão navegando Pelas ondas do pensamento Paredes e Céus
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Meus olhos vão navegando Pelas ondas do pensamento Paredes e Céus Montanhas e vento Meus olhos Meu nariz Meus pés no chão Criando ilusões a todo momento Eu perco a noção Do que vejo e que escuto Na vida Esta coisa inventada A navegar no tempo Dezembro, Janeiro Setembro ou Outubro Nada disso absoluto Pois o meu coração Não tem nada de astuto O raio que cai distante Existe somente No instante em que se olha Assim Como a chuva Inexistente que é Somente vai molhar os pés No instante em que se olha Isto é tudo que existe O martelo de pedra O fogo nas folhas O Castelo lá no alto da colina A flecha, o escudo O Homem lá na Lua É tudo a sua pura criação Criação de uma mente que mente A criar a todo instante O usual e o diferente O extravagante e o comum O inesperado e a rotina Tudo começa onde termina Redundando em lugar nenhum É tudo somente Uma falha na mente da gente No instante em que se olha. Edson Ricardo Paiva.

A Imperfeição de Deus. Está tudo no lugar errado Desde quando o Mundo é Mundo
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A Imperfeição de Deus. Está tudo no lugar errado Desde quando o Mundo é Mundo A começar Pelo cálculo dos horas E a miraculosa causa de nossas vidas A pausa para o descanso No voo dos gansos selvagens Isso sem falar Na mansidão da noite Ou na brancura da nuvem que passa lá no Céu Fazendo sombra sobre mim agora Eu acho muito chato tudo ser assim É simplesmente um erro O formato rotundo do Planeta Terra A lágrima daquele que erra O engano daquele que chora Todo mundo sabia fazer melhor Portanto Está tudo exatamente no lugar errado Este é o único fato concreto A noite dá lugar ao dia O dia que se torna noite Tudo isso, sem tocar no fato de que Mares e Oceanos Árvores, Estrelas, A Morte, A Doença Nada disso deveria estar nos planos Gente que pensa e que não pensa O advento da Humanidade As Máximas da nossa vã filosofia Deus nem ao menos perguntou Se alguém queria A próxima mudança de Estação As batidas do coração A dor que dói agora Quando a chuva cai Ou quando ela não vem A tempestade que destrói A verdade que um dia aparece E que destrói também A fumaça que sobe A gravidade, que a tudo faz descer O lamaçal escorre A grama cresce O inesperado a causar espanto O suave canto da Coruja A viscosidade na língua do sapo Quando impede que o inseto fuja A Luz do Sol Projetando a Sombra da Terra Quando a Lua míngua Água limpa, consciência suja Um mundo todo errado Ninguém que eu conheço erra E tem sido assim desde o começo O gato que mia O latido do cão Tá tudo errado Abençoada imperfeição! Ainda bem Pois, Quem criou tudo isso Não deixou que nada Ou quase nada eu tenha feito Neste Mundo abarrotado de defeitos Pois, de certo Assim me resta E não presta do mesmo jeito Somente a modesta e desprendida inspiração Em saber reconhecer em mim Que a tudo que fiz em vida Nunca fiz nada direito. Edson Ricardo Paiva.

Quando a gente olha pra vida Com olhos de amor Enxerga uma coisa lírica
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Quando a gente olha pra vida Com olhos de amor Enxerga uma coisa lírica Onírica, mágica e linda Poética, mecânica, estética perfeita Refeita a visão do eremita Existe o tempo triste Entra em pânico Quando a beleza se dissipa Perante o egoísmo do mundo. E se a gente procura buscar Só a ótica da esperança Firmando aliança com a fé Finca os pés num lugar melhor E acredita em tudo e em todos Vivendo a ilusão Fadada ao engodo Pois logo isso passa Dissipa igualzinho à fumaça. Se olha o mundo Com ódio e desconfiança Buscando alcançar somente O que venha somar Sempre um pouco mais Fica doente por dentro Sem paz, Infeliz e incoerente Sozinho ou talvez Em companhia de outros Que sejam iguais a gente. E se todos conseguíssemos Buscar ter a mesma visão da criança que um dia fomos E, quem sabe,sejamos ainda Talvez enxerguemos O Mundo e tudo mundo Sob o prisma da realidade Pois a vida jamais foi linda Impossível fugir à dor Pois, quando em criança, também doía Mas a gente não perdia a esperança No dia que raiava Acreditava no amor Sem ódio, rancor, desconfiança em demasia Prudentes como serpentes Simples corações de pombos Sempre se reerguendo E rindo dos próprios tombos A vida não é só amor Ou glória, vitória ou cinismo Olhemos pra ela do jeito que é Tendo fé nos seus defeitos E talvez a gente consiga Fugir um pouco mais das brigas Aceitar as coisas Do jeito que elas são Tristes, felizes e confusas Perfeitas na imperfeição Tudo depende somente da lente que a gente usa. Edson Ricardo Paiva.

Quando a gente olha pra vida Com olhos de amor Enxerga uma coisa lírica
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Quando a gente olha pra vida Com olhos de amor Enxerga uma coisa lírica Onírica, mágica e linda Poética, mecânica, estética perfeita Refeita a visão do eremita Existe o tempo triste Entra em pânico Quando a beleza se dissipa Perante o egoísmo do mundo. E se a gente procura buscar Só a ótica da esperança Firmando aliança com a fé Finca os pés num lugar melhor E acredita em tudo e em todos Vivendo a ilusão Fadada ao engodo Pois logo isso passa Dissipa igualzinho à fumaça. Se olha o mundo Com ódio e desconfiança Buscando alcançar somente O que venha somar Sempre um pouco mais Fica doente por dentro Sem paz, Infeliz e incoerente Sozinho ou talvez Em companhia de outros Que sejam iguais a gente. E se todos conseguíssemos Buscar ter a mesma visão da criança que um dia fomos E, quem sabe,sejamos ainda Talvez enxerguemos O Mundo e tudo mundo Sob o prisma da realidade Pois a vida jamais foi linda Impossível fugir à dor Pois, quando em criança, também doía Mas a gente não perdia a esperança No dia que raiava Acreditava no amor Sem ódio, rancor, desconfiança em demasia Prudentes como serpentes Simples corações de pombos Sempre se reerguendo E rindo dos próprios tombos A vida não é só amor Ou glória, vitória ou cinismo Olhemos pra ela do jeito que é Tendo fé nos seus defeitos E talvez a gente consiga Fugir um pouco mais das brigas Aceitar as coisas Do jeito que elas são Tristes, felizes e confusas Perfeitas na imperfeição Tudo depende somente da lente que a gente usa. Edson Ricardo Paiva.

Quando acordar de manhã descontente com o dia de hoje Pense que hoje já é amanhã
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Quando acordar de manhã descontente com o dia de hoje Pense que hoje já é amanhã Noutras vezes, talvez você queira Que seja depois de amanhã E vá vivendo assim...até o fim Pois o hoje é somente O tempo onde a gente se sente Permita-se Sinta o seu rosto no vento E em todos os gestos Um resto do gosto Em mentir o teu rosto vermelho diante do espelho Uma imagem na qual acredita Imagine a viagem Igual que fizeste no tempo Um caminho florido Um livro que se perdeu Enquanto ainda na metade Seja livre de verdade E pule essa etapa Um resto de rosto na capa Pode ser que seja o seu Mas nunca, jamais permita Que te convençam de que hoje é só hoje e ´só isso Como tão bem Lhes convém. Edson Ricardo Paiva