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Frases de EdsonRicardoPaiva

1.461 frases

Vivemos Dormimos e acordamos e sonhamos
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Vivemos Dormimos e acordamos e sonhamos e cumprimos compromissos e enquanto isso vivemos Vivemos e enquanto vivos Precisamos Vencer diária e constantemente Todas as lutas As quais Queríamos tanto Que não fossem tantas E quanto mais queremos (não vencê-las ou perdê-las) Desejamos somente Que não fossem assim Tão duras, frias...tão sombrias Poderia ser somente dias felizes da vida da gente Mas a vida vai passando Corre inteira Chegando às raias da loucura Simplesmente porque a gente Certamente Tem muito de louco Vivemos E o nosso tempo é tão curto...tão pouco Desperdiçamos muito das poucas alegrias Com coisas que certamente Vão valer Pouco mais que nada Pois é assim que serão vistas Tão tolas e inúteis conquistas Edson Ricardo Paiva

Desejos são gotas de chuva Aliados aos raios do Sol Numa tarde de melancolia
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Desejos são gotas de chuva Aliados aos raios do Sol Numa tarde de melancolia A voltar sempre e sempre Todo dia São vontades felizes Que surgem nas horas tristes Bolhas de sabão Flutuando em caracol Que às vezes permanecem nos lugares onde eu vejo por muito mais tempo Que a gente esperava ver Insistentes Desejos são a lenha que alimenta Aquele fogo pálido, lerdo e lento Que insiste em permanecer No tímido coração Lampejos vem surgindo lentamente Te fazendo Pensar constantemente Em algo que não se esquece Desejos tristes dos quais o coração padece Quanto mais você se esquiva Navegando só O oceano de sonhos...e vai Flutuando à deriva Num triste abandono Não existe mais nada Inexiste alma viva Que em dado momento da vida Não encontre na rua Enquanto voltava pra casa Com aquela voz que vem no vento E a faça sentir uma imensa saudade Daquilo que De tanto querer Foi perder na tempestade Seguida de um vento suave e palavras que não se escreve E foram ditas E agora Passada a hora Se esforça em tentar entender O que foi que te fez Querer Edson Ricardo Paiva.

Ruas Caminhos por onde passei Lugares
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Ruas Caminhos por onde passei Lugares Tristes e alegres lugares Onde eu vivi Momentos iguais Ruas por onde passei Locais Onde sei que não sei voltar Mas sei Sei que não verei nunca mais Aquelas ruas Não me lembro de todas Alguma esqueci Uma ou duas, quem sabe Não me cabe Sentir tamanha saudade Nem sei por quê choro Melhor seria voltar pra casa Anoitece, talvez esse Céu desabe E então eu me lembro Que já faz alguns dezembros Que moro na rua. Edson Ricardo Paiva

A vida é algo Mais os menos assim Quando amanhece
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A vida é algo Mais os menos assim Quando amanhece Você abre a janela e tem ali um jardim Mas de nada vale ele estar lá Se você não o vir E nem perceber o perfume sutil Como às vezes pode ser sutil O Próprio Sol Que parece encoberto Mas aquela nuvem, na verdade a você encobriu As flores do jardim percebem a Sua Luz Sem possuir olhos de ver A vida só pode ser vivida Se você a viver e pra vivê-la Não é preciso ter dinheiro Nem jardim, nem nada disso A alegria e a gratidão por viver é que dão à vida aquele viço E te fazem sentir vontade de ter com aquele teu pedaço de chão Um compromisso que você vai cumprir Quando a gente conseguir Compreender que a vida é isso Poderemos então Bem vivê-la, enfim Começaremos por viver aquele dia E quem sabe Até cultivar um jardim Onde, antes Nada havia. Edson Ricardo Paiva

Acordo de madrugada Muito cedo despertei Quando aprendi nas lições da vida
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Acordo de madrugada Muito cedo despertei Quando aprendi nas lições da vida Que quanto mais palavras conhecesse Menos eu compreenderia A noite lentamente Desvenda seu véu Pra revelar que o Céu Anda encoberto Muito cedo compreendi Que as respostas certas Estão abaixo das nuvens também desde que a minha mente não obstrua a verdade Escondida Não pedras do Céu e do chão Nas quedas que eu não caí Nos restos de comida Que o mendigo deixou pela calçada Nas palavras ditas Por quem definitivamente Não tem noção do que diz Mas segue a dizer Constante e eternamente Compreendi Que não devo exigir de mim mesmo a aprender Com quem não aprende Ouvem, mas não escutam Falam demais Fazendo cara de inteligentes Escondendo a incompreensão Por trás de um sorriso mudo A vida me ensinou Que todo mundo sabe tudo E dizem que própria sombra As abandona no escuro Quando na verdade A escuridão as persegue Na mais intensa claridade O dia prossegue Vento e Sol de inverno Eu penso no fogo eterno Queimando pra eles Que se deram Quando pensavam se vender Mentem E chegam a crer nas próprias inverdades Concluo, então que do muito que eles sabem Cada um na própria Arrogância e prepotência Me descabe querer Ser e saber igual a eles Fico feliz Em não ser nada Tampouco melhor que ninguém Ainda bem! Edson Ricardo Paiva

O melhor pedaço de chão Ninguém sabe dizer Qual ele é
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O melhor pedaço de chão Ninguém sabe dizer Qual ele é Muito menos onde fica O melhor sorriso da vida O dia mais bem vivido A risada mais rica Ninguém nunca poderá dizer Qual foi E muito menos Se existiu realmente Talvez esteja ainda em teu futuro Quiça no passado Mas uma coisa todo mundo sabe Eles não te cabem no presente Seja seu agora Simplesmente o hoje Momento Onde tudo que desejas Anda em movimento constante Se evadindo de você a cada instante Pois você Com seus pés, palavras e mãos Afasta a tudo Pra depois, abarrotado de esperança e reclamando da inverossimilhança de tudo que deu errado em sua vida Colocar a alegria de lado E procurar onde se escondem A todas as alegrias não vividas Creio que agora, como sempre Não te cabem E é bem provável Que tão louváveis momentos Estão perdidos presentemente Em alguma esquina da vida Iluminado dia esquecido Num futuro Que agora não mais virá No passado Onde tudo de errado fizeste Neste momento presente Onde tudo tua mente afasta Enquanto te arrasta ainda muito mais Pra algum lugar bem distante Do chão, do riso, do dia e da risada Que a vida toda E de todo coração Afastaste desejaste Jamais Encontraste. Edson Ricardo Paiva

Num dia a gente nasce Noutros dias cresce E vive
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Num dia a gente nasce Noutros dias cresce E vive Vive coisas tão incríveis Simplesmente Sem saber-lhes Quais as causas A vida vai passando desde quando a gente nasce O tempo simplesmente Jamais faz uma pausa Na verdade o tempo mente Enquanto a vida nos esconde Quando e onde Uma brisa muito branda Chega assim, tão de repente E vem bater na cara da gente Enquanto manda Manda a gente se dar conta Que um tempo sem monta Cercado de requinte E um certo acinte Fez nascer no coração Uma saudade um tanto incerta do tempo que a gente vivia E não via Que devia ter parado, Olhado pros dois lados... Antes de atravessar Uma rua do passado E visto o que estava escrito Nas entrelinhas de uma esquina Pois, daquela vez Talvez fosse a hora de simplesmente prosseguir Pela mesma calçada Pra ver onde ela termina Há ruas que ainda estão lá Pra sempre nos aguardando Nos caminhos do passado Mas não saberemos jamais Quais serão e onde estão Nesta vida sem tamanho Infestada de uma grande quantidade de palavras que jamais foram verdades E de sonhos E tantas alegrias verdadeiras Perdidas Pra sempre esquecidas Pelos caminhos da vida. Edson Ricardo Paiva

Deve ser legal ser Deus E ficar lá de cima E ficar aqui de dentro
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Deve ser legal ser Deus E ficar lá de cima E ficar aqui de dentro Ficar em todo lugar Ficar de perto Estar bem longe Estar no centro Estar em tudo Estar distante E ver o que acontece Enquanto a saudade nasce Saber exatamente aonde Se esconde a verdade E virar a vontade ao avesso desde o começo de tudo Saber de todas as respostas E simplesmente Ficar aqui e ali Quieto e mudo Pousando no veludo impermeável de todas as pétalas invisíveis existentes nos jardins distantes Saber de tudo que acontece No instante que aconteça Saber por onde anda Tanto a maldade Quanto a bondade Muito antes Que a criança cresça E conhecer a forma mais correta de trazer mil pensamentos Formando as coisas confusas pra depois colocá-las Nas cabeças dos cientistas dos pedintes, dos vigaristas das musas e seus poetas Ser a chave de todas as portas A altura de quantas janelas e outras mais por onde queiramos nós simples mortais fatalmente um dia saltar e sentir a resistência do ar que nos rodeia E do Deus, que a tudo permeia e que anda sempre acima Tanto do mal Quanto do bem Não ter que dar jamais Explicações a ninguém Simplesmente ser Deus Estar antes e estar após Mandar dizer e ficar de longe olhando Esperando pra ver Saber muito antes O momento e o nome de quem vai Um dia encontrar nas palavras O argumento mais correto pra provar Que nós somos deuses também. Edson Ricardo Paiva.

Bom mesmo deve ser Não ser e nem existir Havendo assim
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Bom mesmo deve ser Não ser e nem existir Havendo assim A alegria de ser o imenso nada Cada qual sem outro igual Sem história Memória Alma à venda Condenada Perdida ou achada Bom mesmo deve ser Não ser Aquele que não sabe Melhor ainda deve ser Ser Aquele que de nada quer saber Saber do nada Cada qual assim Nem bom Nem mal Melhor Pior Igual E mais nada Além do nada Que somos Perdidos no espaço Tempo e vida Bom mesmo seria Ter sido Aquilo que a vida Jamais permitiu que fôssemos Por que será Que cada coisa Precisou ser assim ? Bom mesmo seria Que no lugar Dessas falsas alegrias Vividas nesta vida sem sentido Que a vida Não tivesse trazido nada E o tempo não tivesse Traduzido Tanto Nisto Nisto tudo Que por enquanto Não passou de nada Bom mesmo seria Que o tempo, o espaço e a vida Não tivessem traduzido Tudo isso do qual não se esquece Que bom seria Se não tivesse havido Nada Edson Ricardo Paiva.

Um dia Eu pensei que sabia Tanta coisa
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Um dia Eu pensei que sabia Tanta coisa Que hoje eu sei que não sei Pode até parecer Que não haja diferença alguma Mas quando a gente sabe Que não sabe Aquilo que sabe não saber de certa forma Os nossos olhos se abrem Pra uma visão mais profunda Uma segunda opinião Inunda o coração de certezas Aclaram-se as incertezas Pois não há como por-se à distância de tanta coisa que se ignora Agora Reconheço a importância de saber Acerca da ignorância que me cerca Reconheço Que desconheço as palavras certas Que elucidam essas dúvidas mudas E muda o jeito de pensar e aprender As coisas que se sabe não saber Nem sempre O importante é saber o certo Antes reconhecer O jeito errado De quem pensava Possuir um certo saber Que absolutamente lhe pertencia Pois agora eu me sinto mais perto de algo que não possui nada de igual Àquele deserto no qual vivia Certo de não saber Tanta coisa que um dia Eu pensei que sabia. Edson Ricardo Paiva.

Hoje Tudo que eu queria Era amanhecer o dia
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Hoje Tudo que eu queria Era amanhecer o dia Olhar ao lado E te ver dormindo Meu Deus Meu dia seria lindo! Hoje Eu queria tanto Escrever poesia Olhar pra lado E te ver sorrindo Todos os meus sorrisos seriam por ver Teus olhos brilhantes Hoje Tudo que eu queria Era deitar ao teu lado na rede e dizer que preciso pra sempre do teu olhar ...e só isso Paz e simplicidade e amor e amizade Cumprir o compromisso E provar ao longo da vida que de tudo que um dia eu disse Nenhuma palavra foi esquecida, Edson Ricardo Paiva.

A chuva cai de vez em quando Noutros dias Verdadeiras tempestades
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A chuva cai de vez em quando Noutros dias Verdadeiras tempestades Desabam na vida da gente Advindo aqueles tristes Momentos tempestuosos E eu sinto uma grande saudade Dos primeiros olhares de mãe e beijos de irmãs Naquelas manhãs Que se perderam no passado Lembranças felizes se unindo a essas crises doloridas Invadindo as nossas vidas Sem a gente ter permitido e nem dado licença Essas coisas acontecem Também em dias ensolarados É quando surgem as dúvidas Enquanto, outras elucidam-se Em verdades pra lá de sofridas Uma janela se abre no escuro A alma propensa a desistir Pela falta, pela imensa falta Dos momentos Em que a gente costumava Simplesmente sorrir e mais do que isso : a gente ria Sem saber de quê Pois, se permitia a dar risada; E então a minha fé Faz ver surgir a Luz Intensa E eu sinto a Divina presença do Deus, que eu sempre tive ao meu lado Pedras surgem no caminho Anjos de asas negras Criam laços Ensaiam abraços e abrem sorrisos falsificados Eu olho pro espaço e me lembro do Deus que eu tenho sempre ao meu lado Tem noites em que sombras vem Amigos verdadeiros Distantes no tempo e no espaço Eu olho ao meu redor Não há nada e nem ninguém Além da dor insistente que acompanha Mas minh'alma também não desiste Pois eu já não me sinto tão triste Sei que não fui abandonado Fecho os olhos E me lembro da luz Do Deus, que me pôs neste mundo E que esteve sempre Sempre esteve do meu lado Edson Ricardo Paiva.

Eu me apresso Me apresso...e nessa pressa vejo passar lentamente
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Eu me apresso Me apresso...e nessa pressa vejo passar lentamente diante dos olhos fechados Tantas respostas E outras tantas perguntas mais Que não pensei que existiam Percebo que eu vivia deixando a vida de lado Para vivê-la outro dia Hoje eu sinto pressa Tento entender Segredos inconfessos Que monstrei no primeiro instante Alguns eu falei pra Deus Antes Que meus olhos os vissem E pedi que não permitisse Que tais coisas acontecessem Não compreendi, ainda O motivo de o Universo Fazer segredos comigo Quando eu sei Não querer sabê-los E outros tantos Que apesar de tantos apelos Não dá pra reconhecer-lhes Origens e circunstâncias Tento manter a isenção Finjo nem ser comigo Olho à distância E vejo alguém, talvez um anjo Rompendo selos Simplesmente desvendando bem diante da minha mente de homem simples E na minha simplicidade Me apresso a confessar Outros tantos medos Meço as distâncias Tento tantos saltos Me engano, Sofro quedas Que a vida traz: O tempo até elas me leva E me faz caí-las Sem dó, não se apieda Me apresso em me reerguer Uma vez de pé Tenho pressa em não saber O motivo pelo qual me apresso E enquanto isso a vida passa E me faz esquecer e desconhecer Se existe ou não Algum compromisso a cumprir E tudo isso acontece Num único instante Que parece Ser apenas desimportante Pena Que o pensamento constante Se apresse em ocultá-los Antes mesmo de entender-lhes. Edson Ricardo Paiva.

Viver Pode não ser Algo que faça bem
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Viver Pode não ser Algo que faça bem Morrer Pode ser que não seja Algo que nos ameace Nem tudo Está sempre ao nosso alcance Além da simples ilusão Contudo Simplesmente não me iludo Com vida esperança guardada ou nada assim Eu trago sempre escondido em mim Um triste sorriso de despedida Pode ser Que seja usado ou não Pode ser que nem não chegue a dar Aquele aperto de mão que ninguém usa Quando chega o fim da vida Assim como chorei No dia em que de certa forma desembarquei neste mundo Adentrei a essa história Inglória e sem regras a ser seguidas Ou a gente se entrega à ela Senão não se entrega a nada E pede a Deus Perdão pelos grandes rasgos e imensos estragos Causados ao coração e à alma Não existe nenhuma norma Nem foi escrita A forma mais bonita de fazer ou desfazer A aquilo que não fizemos de fato Talvez O perfeito formato Seja o ato de somente sobreviver e depois deixar escrito Um simples relato Mentiroso e bonito a ser lembrado Edson Ricardo Paiva.

Pode ser que amanhã Não seja. Olhe ao seu redor
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Pode ser que amanhã Não seja. Olhe ao seu redor Olhe pra si mesmo e veja Encare as coisas simplesmente Como algo que criaste; Um fruto da sua mente Bolhas de sabão flutuando no ar Um chão bem leve Que te leve a algum lugar Castelos de areia Dores, amores, vida, desilusão Pode ser que na verdade Essas coisas que não se vê Sejam a única realidade da existência Num mundo que existe não Imagine o que seria, então Se a gente desistisse de tornar esse curto espaço de tempo Em algo um pouco mais bonito Não importa, se existe ou não. As coisas ...jamais elas são Do jeito que você vê, Da maneira que eu acredito Existe sempre Uma terceira Talvez Uma énesima opção Todas elas Um dia vão expirar Procure respirar A esse ar, que na verdade não existe Pode ser que amanhã Eu não esteja mais aqui Me ajude, então A viver a verdade que ilude da vida que eu escolhi Escolha também a sua Pois um dia As folhas caem As cores desaparecem As Estrelas vão se apagar Mas nem por isso nada fica Essa vida imaginária Nos envia sinais Que não haverá noutro tempo dias iguais a esses As coisas mudam de lugar A todo instante Coloque perto de si mesmo As coisas das quais precisa agora E não se apegue muito a nada Uma leve brisa Leva tudo embora E o coração, dasapercebido, chora Aproveita o dia Como se fosse o único Assim como singular É essa vida Eterna, invisível, linda e sofrida Repleta de momentos Rodeados de alegria passageiras como um pão Não deixe que elas se vão Sem vivê-las E sem ser feliz Posto isso, Aceite e procure As coisas nas quais acredita Essa maneira bonita de transformar o que não existia Numa coisa simples Pequena e serena Mas pela qual vale a pena Aceitar que realmente estão lá Pois um dia a gente vai deixa-las E nunca terá certeza Se realmente as viveu. Edson Ricardo Paiva.

Insista Vista-se de precioso sorriso E faça tudo novamente
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Insista Vista-se de precioso sorriso E faça tudo novamente Há dias que parece Que não se vive esta vida E esses dias, muitas vezes Duram anos, conforme você permite Portanto Viva somente o bastante Pra que haja certeza E que ela seja Cortante, contundente e elucidante Pra concluir Que está da hora de encontrar A melhor maneira de viver Outra vida, antes que ela se acabe Descubra Que há muito mais a saber Além do muito Que você pensa que sabe Conclua que tudo isso É ridiculamente pouco Senão Você não teria sido Louco o suficiente Em não tentar enxergar Aquilo que teus olhos Tanto insistiam em não ver Enquanto o teu coração Sabia o tempo todo Que é necessário e urgente Viver Aquilo tudo não vivido até agora Pois No eterno dia Aquele que não acabava Repleto de dias perdidos Horas tristes de sorrisos adiados E insistia Porque Você acostumou-se a ver as horas Num relógio que há muito tempo Havia parado. Edson Ricardo Paiva.

Somos prisioneiros da vida Reféns de tantas horas perdidas
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Somos prisioneiros da vida Reféns de tantas horas perdidas Somos possuidores Das melhores formas de sentir e afligir com as piores dores. Podendo, porém infrigir essas regras também E abrir mão de tudo isso Viver uma vida de alegria Empalidecendo assim O viço de tanta crueldade Somente viver Sem que pra isso Seja preciso expor a faculdade inerentemente humana Em sentir tamanho prazer na dor que afasta e que engana Cinicamente Travestida de outra coisa qualquer Revestida de brilho Pouco nítido, à luz da verdade desprezível em todas as suas variantes Pra isso Precisamos alcançar Uma porção da simplicidade que não seja falsa Andar descalços nos cantos escuros do próprio coração Sem necessidade de exposição ou publicidade Tentemos pular os muros Que ao longo dos anos construímos em derredor ao próprio orgulho é preciso saber enxergar A pilha de entulho em que se transforma A própria arrogância e pretensão Ladeada por uma longa escada Sobre a qual subimos Pra poder nos proteger e que também distancia dos sorrisos e dos abraços carinhosos Que tantos corações Enquanto enfermos e orgulhosos concluiam Não serem precisos Edson Ricardo Paiva.

Ultimamente Eu tenho alimentado a alma Somente com sementes
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Ultimamente Eu tenho alimentado a alma Somente com sementes Sementes de calma Enquanto a calma Tem andado tão ausente Não há coração que agüente Essa ausência tão cortante Pois não encontra Aquela calma, tão querida Tão bem-quista e desejada Não há nada Nada pra espantar Tamanha tristeza Nada na vida compensa Conviver Com a ausência da calma A falta daquela presença Que um dia Alimentava minh'alma de tanta alegria A alma revira ao avesso A cabeça não pensa Não existe preço Não existe nada Existe somente essa ausência Uma ausência sofrida Que faz duvidar Se vale mesmo a pena Viver essa vida Repleta Completamente abarrotada de ausência E mais nada. Edson Ricardo Paiva,

Eu penso Em um olhar que não me olha
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Eu penso Em um olhar que não me olha E enquanto Esses insistentes pensamentos Existem Sem que eu possa fazer nada Aquele olhar Que não me vê E tanto eu preciso Insiste em vir morar ou se esconder Num momento qualquer de algum sonho A saudade tira o sono Fico no portão Esperando a quem não vem Vejo A luz da lua Projetando a sua sombra na calçada A vida me cobrando O peso dos anos de ausência A violência Com a qual me agride A brisa mansa que me diz Que eu também preciso Viver aquele momento Em que a alma se decide Em finalmente ser feliz ou não Resolvo buscar em mim mesmo Palavras certas Como a quem simplesmente Ora no deserto Me envolvo com tudo aquilo E oro com tanta fé Que sonhos, desejo e insônia Brisa mansa Coração que não se cansa E de tanto insistir de repente Parece que dá tudo certo Aquela acalentada presença Já não me parece Nada distante E no instante em que eu abro os olhos E vejo que está aqui. Edson Ricardo Paiva

Quando houver na gente Aquela vontade exigente de querer saber de verdade
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Quando houver na gente Aquela vontade exigente de querer saber de verdade Como se deve agir Pensemos, então Será que temos a alma leve Existe paz no meu coração? Nesta breve existência Não é tudo que se corrige Não precisa haver Sempre rima em todo poema porém Se não existe harmonia nas coisas do dia a dia A orquestra da vida destoa Ninguém poderá pra sempre viver somente Aquilo que queria E ao final não descobrir Que por viver desigual Viveu uma vida a toa. Edson Ricardo Paiva.

Sobre a faculdade Que todos nós possuímos De crêr e pressentir e intuir
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Sobre a faculdade Que todos nós possuímos De crêr e pressentir e intuir e transformar em verdade Coisas e lugares Onde antes havia o nada Tudo isso acaba por conferir Uma espécie de divindade A cada um de nós, gente comum. Sobre a possibilidade de querer manipular os fatos Acrescentar e subtrair Algo de algo Que há de ter existido, acontecido e permanece abstrato E absolutamente não levam a nada Sempre haverão de comprovar A nossa desastrada humanidade A triste realidade da nossa natureza E toda a inferioridade que, infelizmente Certamente Possuímos Aqueles que a isso vivem Não deveriam ter o direito de possuir nada Pois não tem posse Assim como jamais Pertenceram sinceramente ao grupo dos que possuem direito a estar no coração de alguém. Edson Ricardo Paiva.

Vivemos de buscar certezas Mas jamais estaremos satisfeitos Ao obter uma certeza incerta
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Vivemos de buscar certezas Mas jamais estaremos satisfeitos Ao obter uma certeza incerta Vivemos de buscar uma certeza E morremos ávidos Em querer sempre Que ela seja do nosso jeito E assim espantar aquela dúvida de que, por que será Que a nossa certeza Apesar de tornar este mundo Um lugar pra lá de perfeito Jamais É a certeza certa Viramos a mesa Mantendo a alma na dúvida Obtemos certeza incerta Sem perceber jamais Que a vida é somente viver Havendo sempre a opção de poder estar feliz Vivendo do jeito que sempre quis e desejou Pedindo a Deus A certeza de que nunca mais Vai precisar pedir nada Além daquela paz tão desejada quanto certa Pois a certeza mais cristalina Que Deus nos concede e também que o tempo ensina é que, neste curto espaço de vida Não existe certeza de nada. Edson Ricardo Paiva

Já caminhei por ruas demais Lugares onde eu sei Que jamais saberei voltar
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Já caminhei por ruas demais Lugares onde eu sei Que jamais saberei voltar Tive todos os problemas Que a vida nos traz E confiei demais Em gente que não merecia E desmereci ou não fiz por merecer Muitas coisas boas demais Daquelas que se vão Pra nunca mais Esqueci de verdade de coisas que não se esquece Mas a verdade trouxe sempre Outras quantas eu precisasse Trouxe tantas Pra nunca mais eu me esquecer. Já inspirei tantas estrelas E suspirei tantos luares Em todos os lugares onde andei Que até hoje eu não sei Como pude me engasgar Com o ar que me sufocou A ponto de quase o respirar. Nesta vida desenhei muita ilusão Em folhas de papel Que outros ventos carregaram Ilusões demais Adentraram-me o coração Foram tantas Que a simples realidade Quando de mãos dadas com a verdade Quase não encontram lugar Diante dos olhares sonhadores e das dores que o mundo causou Pode parecer que não Mas há dias Em que o tempo Nos cede uma pausa A alma pode a Deus Que haja Uma boa causa Pela qual viver. Olhos parados no tempo Enquanto os olhares viajam Atravessam Mares e Oceanos Fazem planos de andar um dia Por ruas estranhas Só que dessa vez Creio que talvez Eu vá saber sempre voltar. Edson Ricardo Paiva.

De vez em quando Eram promessas Dessas que se esquece
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De vez em quando Eram promessas Dessas que se esquece Antes de acabar o dia Como se houvesse na vida Algum tipo de esperança Que pudesse simplesmente Esvair-se Juntamente o pôr do Sol Podem passar anos desejos profundos Permanecendo latentes Aguardando o segundo certo Pra despertar Num futuro um tanto incerto Tão repentinamente Como um dia adormeceu Pois A dor que um dia a causou Não se esqueceu Como eu não me esqueci Eu creio que somente adormeci Tristemente eu dormi Aguardando assim Que o tempo se esvaisse Até chegar o dia Quando após muitos pores do Sol à toa A lembrança muito boa daquela triste esperança Que hoje Não mais me magoa Ressurge, assim, do nada Fazendo alarde Em meio à mais uma das muitas Madrugadas vazias e caladar Gritando que hoje ainda não é tarde E que talvez A gente, que perdeu tanto Por enquanto Ainda não perdeu Nada. Edson Ricardo Paiva.