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Frase de EdsonRicardoPaiva

A Imperfeição de Deus. Está tudo no lugar errado Desde quando o Mundo é Mundo A começar Pelo cálculo dos horas E a miraculosa causa de nossas vidas A pausa para o descanso No voo dos gansos selvagens Isso sem falar Na mansidão da noite Ou na brancura da nuvem que passa lá no Céu Fazendo sombra sobre mim agora Eu acho muito chato tudo ser assim É simplesmente um erro O formato rotundo do Planeta Terra A lágrima daquele que erra O engano daquele que chora Todo mundo sabia fazer melhor Portanto Está tudo exatamente no lugar errado Este é o único fato concreto A noite dá lugar ao dia O dia que se torna noite Tudo isso, sem tocar no fato de que Mares e Oceanos Árvores, Estrelas, A Morte, A Doença Nada disso deveria estar nos planos Gente que pensa e que não pensa O advento da Humanidade As Máximas da nossa vã filosofia Deus nem ao menos perguntou Se alguém queria A próxima mudança de Estação As batidas do coração A dor que dói agora Quando a chuva cai Ou quando ela não vem A tempestade que destrói A verdade que um dia aparece E que destrói também A fumaça que sobe A gravidade, que a tudo faz descer O lamaçal escorre A grama cresce O inesperado a causar espanto O suave canto da Coruja A viscosidade na língua do sapo Quando impede que o inseto fuja A Luz do Sol Projetando a Sombra da Terra Quando a Lua míngua Água limpa, consciência suja Um mundo todo errado Ninguém que eu conheço erra E tem sido assim desde o começo O gato que mia O latido do cão Tá tudo errado Abençoada imperfeição! Ainda bem Pois, Quem criou tudo isso Não deixou que nada Ou quase nada eu tenha feito Neste Mundo abarrotado de defeitos Pois, de certo Assim me resta E não presta do mesmo jeito Somente a modesta e desprendida inspiração Em saber reconhecer em mim Que a tudo que fiz em vida Nunca fiz nada direito. Edson Ricardo Paiva.

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva