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Frases de EdsonRicardoPaiva

1.461 frases

Anos atrás eu escrevia Minha poesia rupestre Escondida à luz do dia
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Anos atrás eu escrevia Minha poesia rupestre Escondida à luz do dia Inexistia um guia Não carecia de mestres E também não havia Erros mortais A queimar em alguma pira Como em qualquer Livro que eu já tenha visto Um misto de verdade e invenção Me adentrou o coração Um ser que tocava lira E encomendou-me um poema Que tivesse o amor como tema E eu fui atender a tal pedido Sem saber Que o diabo é pai da mentira.

Aquilo que às vezes turva as águas Muitas vezes fertiliza a terra Sem, no entanto, torná-las impuras
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Aquilo que às vezes turva as águas Muitas vezes fertiliza a terra Sem, no entanto, torná-las impuras Não é sobre qualquer assunto Que podemos fazer analogia Há águas que aparentam muito claras Mas, na verdade, a pureza É coisa por demais rara E então, passam- se anos Antes que chegue o dia Em que a gente possa Finalmente perceber O quão escuras eram elas. Belas paisagens Terrenos exibindo verdes relvas Se você escavar Há por descobrir que aquele lugar É somente um aterro Não serve pra nada Era apenas uma paisagem Pra ser olhada de longe Muito longe.

O que mais me impressiona É perceber que nesta vida Nada mais me pode impressionar
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O que mais me impressiona É perceber que nesta vida Nada mais me pode impressionar Deixei meu viver de lado Parei de sonhar acordado Eu, que tanto quis saber Agora acho tudo assim... Sem graça As emoções me abandonaram Eu não sinto mais falta de nada Coração oco Alma vazia Não entendo como foi que um dia Eu pude gostar da vida E querer bem a este mundo Que me esqueceu Assim Pra mim tanto faz Por favor, vida coisa abandonada Me esqueça no meio da estrada me deixe sumir em paz

Uma formiguinha caminhava sobre o piso de cimento Seguia em linha reta
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Uma formiguinha caminhava sobre o piso de cimento Seguia em linha reta O local tinha sido varrido Não havia nada à carregar Era apenas e tão somente Um inseto perdido Num lugar desconhecido Às vezes Eu também me sinto assim Quanto tempo faz Que tudo foi levado pelo vento Tanto tempo faz Que uma seta indicou o caminho Que a tudo conduzia Ao inexorável fim E tentando ser amável O mundo esqueceu de mim.

Ontem Minha alma saiu a passear Em meio a lugar desconhecido
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Ontem Minha alma saiu a passear Em meio a lugar desconhecido Estrada larga Escura madrugada Iluminada pela luz de estrelas Olhando para elas perguntei Qual força Deus usou Para erguê-las lá no Céu E que tecido Deus usou Pra fazer o véu da noite E quem será o noivo de tão bela criatura Hoje Noite escura iluminada À luz de vela abro a janela Estrelas não há Somente o som de água corrente que vem lá do meio da mata A escuridão traz o perfume e a serenata vagalume solitário iluminava intermitente A galha da cigarra Que aproveitava a escuridão pra fazer farra E nem percebe do morcego a chegada Em pouco menos de um segundo Só se ouvia O som do sossego e mais nada

O tempo e a necessidade Transformam uma simples trilha Em uma cada vez mais longa Estrada
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O tempo e a necessidade Transformam uma simples trilha Em uma cada vez mais longa Estrada Meus pés apenas fizeram esse caminho E não há nada que eu queira abandonar Ao longo de suas margens Além das flores que plantei Enquanto fazia esta viagem À qual nós chamamos de vida Cujos passos ninguém conta Muito menos as perdas de Pequena, média e grande monta As vitórias Estas deixo à Humanidade No dia em que minhas pernas Não mais puderem caminhar E meus olhos não mais conseguirem Vislumbrar seus horizontes Mas hoje eu ainda caminho Com meus passos cada vez mais lentos pois hoje nada é como antes Talvez por não haver Mais nenhum lugar aonde eu ir Pois descobri que ainda preciso buscar a mim mesmo Aquele que deixei ficar Em algum lugar desta jornada Hoje eu sei O tempo e a necessidade me ensinaram Que a mim mesmo preciso encontrar Mais nada.

Os pássaros comemoram cantando o amanhecer de mais um dia
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Os pássaros comemoram cantando o amanhecer de mais um dia Mas não é Em todos os cantos do Mundo Que existe alegria Muitas vezes Junto à chuva que cai uma lágrima discreta ali vai, despercebida Nem sempre é correta a afirmação Que um sorriso se traduz em alegria Há almas cujo medo Conduz em segredo Por caminhos parecidos às paisagens existentes em nossos piores pesadelos Mas sorriem Há semblantes alegres Semelhantes à simples cartões de visita E o que mais me irrita É que há pessoas Que tem todos os motivos pra sorrir e choram Outros dias há de vir Os Sóis se vão As estrelas também não se demoram Olhai os Lírios do Campo Sejais pois Iguais aos pássaros Que despreocupadamente comemoram.

Toda pessoa tem sempre alguém que é para ela o Centro do Universo. Se você não é o Centro do Universo de ninguém, lembre-se: A Terra também não é o Centro do Universo, mas até onde sabemos; ainda não há quem consiga chegar a um lugar melhor que este aqui. Azar de quem não te ele…
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Toda pessoa tem sempre alguém que é para ela o Centro do Universo. Se você não é o Centro do Universo de ninguém, lembre-se: A Terra também não é o Centro do Universo, mas até onde sabemos; ainda não há quem consiga chegar a um lugar melhor que este aqui. Azar de quem não te elegeu!

O que é que vale à pena? Talvez tudo Talvez uma pequena parte
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O que é que vale à pena? Talvez tudo Talvez uma pequena parte Não há resposta precisa Nenhuma decisão é clara A única certeza É que nesta vida cara e indecisa haverá um dia um ponto final. Até lá vamos nos perguntando Ou vivendo sem nos dar conta Nenhuma resposta Exposta após o sinal de igualdade estará isenta De uma nova descoberta causar-lhe inadiável desmonta e tudo começa de novo A resposta escondida Pode estar dentro de um peixe Que aparenta inocência Te olhando através do vidro do aquário Pode estar dentro do espelho Ou no conselho daquele andarilho a quem você negou uma moeda Tudo na vida vale à pena Mesmo quando parece que não Um dia no passado Você se sentia enfadado Na companhia de gente A quem deixou de perguntar Algo que hoje Essa ausência de resposta te tortura Me responda realmente Será que não vale à pena Ou é a gente Que não sabe onde buscar Aquilo que muitas vezes Esteve tão evidente?

Mandaram eu escrever um poema Cujo tema fosse a palavra problema Por achar coisa difícil perguntei:
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Mandaram eu escrever um poema Cujo tema fosse a palavra problema Por achar coisa difícil perguntei: Como assim O problema está no início ou está no fim? Está no Mundo ou em mim? O problema pode estar atrás da porta Só os mortos não tem problemas Os fracos e os fortes os tem E mesmo estando presente Ele pode vir lá do passado Num dedo quebrado, Embarcou no bonde errado, Recebeu um mal olhado. Todos temos um problema Que julgamos ser individual e na verdade é coletivo e afeta a toda a Humanidade difícil saber qual é às vezes a gente toma o problema nos braços e aperta contra o peito com toda força Por medo de perder E ficar de coração vazio Ainda bem que não pediram Pra apontar a solução.

Eu vou deixar de lado Essa tristeza sem cura Esse meu mundo assombrado
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Eu vou deixar de lado Essa tristeza sem cura Esse meu mundo assombrado por tanta frieza tanta incerteza tantos juramentos de procedência obscura Viverei agora de crimes Que me alegrem o coração Vou escrever frases que não rimem vou exercer a prática ilegal da poesia Conquistar corações que não me pertencem Me vingar daqueles que me esqueceram Fazer as pazes comigo mesmo Me cansei de tanto cinismo Vou causar um cataclismo nos corações de gente ingrata À partir desta data Serei simplesmente feliz Contente com aquilo Que fiz ou deixei de fazer vou criar um novo estilo Que só será compreendido depois que eu morrer e assim vou deixar ao mundo esta dúvida e esta dívida Esse sentimento profundo Que me lacerava a alma Oriundo da ausência de calma Que me causaram nesta passagem Vou viver noutras paisagens Vou viver sem compromisso Se não pude ser feliz Vou deixar ao menos de ser infeliz Só isso.

Alma Procure a mansidão Evite celeumas
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Alma Procure a mansidão Evite celeumas Tente enxergar a Luz Existente Em toda escuridão Tenha calma Venha a fleuma Encare seus problemas Com um sorriso nos dentes Viver se faz premente Se não choveu E se perdeu Aquilo que semeou Lembre-se O Sol ainda não se apagou Hoje ele calcinou a terra Amanhã Ele haverá de evaporar os mares E nuvens virão Com ares de bem aventurança Alma Não perca a esperança Lembre-se O mundo gira E em alguma dessas voltas e revoltas Você há de finalmente entender Que é preciso ver muitos ocasos Antes de saber Que nunca chove por acaso

Estradas existem Para que possamos decidir nossos caminhos
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Estradas existem Para que possamos decidir nossos caminhos Os quais nem sempre nos é dado O direito de escolher E não há como saber O que há no fim de cada uma seguimos sozinhos Nos sentindo acompanhados Não há nada e nem ninguém A lhe apontar constantemente a direção das águas que haverão de aplacar eternamente a sede e trazer-lhe o alento desejado do amor incondicional Se me tivessem dado o direito a escolher (Pois as estradas também não escolheram Sê-las) Talvez eu tivesse escolhido A Estrada que leva às Estrelas Estrelas não existem Somente pra serem olhadas Mesmo assim, no fim Existem noites em que as procuramos Não vemos nada Estamos presos a outros caminhos Muros marcados Pelas manchas que lhes faz o tempo Portas trancadas Chuvas sem telhado Coração sem abrigo dias e mais dias Sem ouvir palavra amiga Não me basta aguçar os ouvidos Se não há quem as diga Caminhos existem Para que a gente finque os pés no chão Querendo ou não O conhecimento Nem sempre traz riqueza Muito menos a riqueza O verdadeiro amor ou amizade A única coisa que existe É o caminho e a caminhada Esta é a única verdade Mais nada

Caiu uma gota Gotejou Gota de quê?
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Caiu uma gota Gotejou Gota de quê? Parece que molhou Formou uma mancha Qualquer falha... ela se espalha. Tem algo de mística, não dá pra explicar com minha parca linguística. Caiu na folha de papel onde eu ia escrever um triste poema; A ideia me sumiu A gota foi deixando a folha rota a folha era tão branca... Agora está impura, me distraí olhando a mancha esqueci a inspirada tristeza ela passou; não tem mais nada, findo o assunto. A magia da mancha Fazendo véu movendo Estrada Algo inerte ela alimenta E aumenta, no meio do nada Uma simples lágrima No branco do papel Em certos momentos da vida indecisa Pode dizer muita coisa

De vez em quando eu vou à Lua Hoje, não sei se voltei de lá E fui direto ao fundo do Mar
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De vez em quando eu vou à Lua Hoje, não sei se voltei de lá E fui direto ao fundo do Mar Este lugar é tão pequeno Me deixes ao menos querer Assim como sempre me deixaste Partir e ir embora Sei que nem ao menos percebeste Mas viajaste comigo no tempo A sessenta minutos por hora Achando tudo errado O que quero, o que penso e o que faço Neste tempo e neste espaço Criticando o meu sucesso e aplaudindo meus fracassos Não sei se te deste conta Mas um dia estarei partindo E pra sempre estarei por lá Aproveites hoje o meu abraço Pois não voltarei jamais Pra este lugar ao seu lado e tu, que tanto me preteriste Finalmente há de saber O que é ser triste.

"Faça-se a Luz" E assim se fez Próclise e ênclise
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"Faça-se a Luz" E assim se fez Próclise e ênclise O Alfa e o Ômega e desde o início mesmo antes que soprassem os ventos Passou a ser reivindicado como se fosse criação de criaturas sem talento criatividade ou vergonha na cara mesmo depois que inventaram o "Copia e cola" hoje em dia quase ninguém dá bola em apropriar-se do trabalho alheio Sem ter a menor ideia do que o criador quis dizer Nem no início e nem no meio Gente de inteligência curta A Sabedoria vem de Deus O diabo ensina toda essa gente que depois vem e furta O poema e a poesia alheia

Há dias em que parece Que a gente amanheceu e levantou
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Há dias em que parece Que a gente amanheceu e levantou Com dois pés esquerdos não há nada e nem há flores Que impeçam Um amor de acabar mais cedo Malograda a esperança O Jeito é colocar o pé na estrada Larga ou estreita E a gente não entende Só aceita Há dias em que mesmo sob o Sol Tudo é cinza, tudo é triste A gente nem mesmo tenta Só desiste E se pergunta Se um dia haverá de sorrir novamente Não aceite, Não desista, Nem pergunte Apenas tente.

Me lembro de uma colina Que eu via na minha infância Nunca fui lá
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Me lembro de uma colina Que eu via na minha infância Nunca fui lá Só via de longe Aquela paisagem tão mansa Poderia desejar muita coisa nesta vida Mas se eu pudesse fazer um pedido Queria hoje romper a distância Que o tempo cruel demarcou E estar lá agora com minha amada Sentar-me com ela E olhar o mundo ao longe Fazer fogueirinha declamar para ela poesia Erguê-la lá no Céu Somente com palavras Convencê-la de que a amo Olhá-la sorrindo Perceber o quanto é lindo o seu sorriso contrastando o Sol que finda mais um dia À noite olhar estrelas As que estão no firmamento E mais aquelas que subiriam Em movimentos lentos Ao despregar-se da fogueira Deitar-me ao lado dela Fazer planos... Passaram-se tantos anos O Sol se pôs muitas vezes Fizemos coisas complicadas estando juntos Mas esta coisa delicada e pura Não Passa-se a vida E a gente deixa escapar a oportunidade de realizar os sonhos mais singelos Que foi deixando pra depois e quando a gente vê Passou-se quase tudo E a gente pensa na colina distante no tempo e no espaço O amor, este permanece A colina Acho que não existe mais Esquece!

Se sinto saudades na vida? Claro que eu sinto Sinto saudades da minha infância
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Se sinto saudades na vida? Claro que eu sinto Sinto saudades da minha infância das casas onde morei das ruas onde brincava dos amigos que não vi mais tenho saudade até de algumas pretensas namoradas Mesmo que por elas eu não sinta mais nada além do desejo de que sejam felizes nos caminhos escolhidos Assim como estou feliz Com que eu escolhi e me escolheu Tenho saudade daquele que um dia eu fui Saudade da ingenuidade Saudade da confiança que sentia em gente que não merecia Saudade das pessoas Que eu havia idealizado E que com o tempo descobri que eram outras Sim Eu sinto saudade das coisas Nas quais eu acreditava Sinto saudades até dos fantasmas que me assombravam e que hoje eu reconheço Que não me fizeram mal Não sinto saudades apenas das coisas das quais me esqueci Mas eu não vivi à tôa ou minha memória é muito boa ou é amor demais no coração sinto saudades dos meus irmãos de todos eles, sem exceção Sinto saudades dos professores das escolas e até das passagens pela Diretoria saudades dos inspetores: A Dalva e o Seu Osvaldo que corrigiam o menino que eu era Queria abraçá-los hoje em dia Sinto saudades dos primos das tias, dos amigos, dos avós Que amaram todos nós talvez de maneira igual Quem vai saber? Se não foi, também não faz mal Eu sinto saudade da vida E de tudo que eu vivi Mas não gostaria de viver novamente a mesma vida Passou Foi muito bom e sou grato Faria tudo de novo mas desta vez faria melhor se tivesse que fazer Mas o passado Deus não muda Só não sinto saudade de Deus Pois Ele estava lá, naquele tempo E ainda está aqui agora Guiando meus pensamentos E fazendo carinho com o vento que entra pela janela Enquanto eu escrevo estes versos Meu "muito obrigado" a todos Que passaram Agradeço a Deus por ter ficado Eu tive uma vida bela da qual vou sentir saudades