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Frases de EdsonRicardoPaiva

1.461 frases

Do muito que eu quis Nem tudo me foi possível Mesmo assim, talvez até esteja feliz
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Do muito que eu quis Nem tudo me foi possível Mesmo assim, talvez até esteja feliz Concluí que é culpa minha não saber querer direito Daquilo que conquistei algumas não deixaram nem pista do seu paradeiro sumiram de vista ficou apenas o que era verdadeiro Das poucas verdades que os ventos trouxeram Algumas nem verdades eram Mesmo assim, menti pra mim e enfim as transformei em verdadeiras Meus desejos então hoje em dia, nada mais esperam além de que permaneçam as que ficaram As demais Eu até já me esqueci e espero sinceramente Que também me esqueçam.

Tem dias em que simplesmente Minh'alma se eleva Flutua por breve momento
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Tem dias em que simplesmente Minh'alma se eleva Flutua por breve momento É como se meu corpo voasse ao vento, de tão leve Não trago comigo remorsos que me lesem Não guardei na vida nenhum ouro e nem nada que hoje me pese divido o que me caia às mãos se não houver o que partilhar partilho a fome não quero e não desejo aquilo que não me pertence e é desta maneira que eu vejo que devo viver minha vida de homem Não pergunto a ninguém se estou correto Na verdade, nem quero saber a leveza que me invade faz sentir Que esta é minha única e intrasferível verdade.

Felizes são os pássaros Que passam pela vida Como o vento
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Felizes são os pássaros Que passam pela vida Como o vento que atravessa uma vidraça Sem preocupação Com as humanas convenções Felizes são as estrelas Que permanecem Milhões e milhões de anos como se fosse apenas um dia despreocupadas Com tristeza ou alegria Brilham sem saber seu brilho e são estrelas Sem saber quem são Felizes são as pessoas Que conseguem enxergar na vida as coisas que realmente possuem um valor intrínseco e veem somente as coisas boas sem sofrer aquela dor sofrida que outros valores ilusórios não possuem Mas que a maioria acostumou-se a procurar São felizes por viver o dia-a-dia agradecidas por viver apenas um momento de cada vez Atravessando a vida Leves como o vento Brilhantes como estrelas E felizes por viver Como toda vida e toda felicidade e toda poesia deveria ser.

Eu tenho a alma leve Tão leve, que você não a sentiria Na palma da mão esquerda
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Eu tenho a alma leve Tão leve, que você não a sentiria Na palma da mão esquerda Também tenho um coração Mesmo que às vezes, possa parecer que não Eu tive uma vida Que passou tão breve Tudo isso de vez em quando não me cabe Tem dias que a gente não sabe explicar ou compreender o que sente e eu não sei dizer o porquê de ter feito tudo que eu fiz Mas hoje eu sei Que simplesmente amanheci feliz.

Qual será o caminho que, em resumo nos conduza a algum lugar
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Qual será o caminho que, em resumo nos conduza a algum lugar ou a alguma conclusão Eu procuro, eu tento e me acostumo A viver sob falsas verdades Coisas que eu não procurava Me invadem a vida e me fazem viver assim Cercado por grades imaginárias Muito mais intransponíveis que as reais Porque nestas Não existe um ponto frágil Onde a gente pudesse então, serrá-las Qual será o segredo Que me proporcione, então, a chance de sair Deste tão longo, triste, angustiante e solitário degredo Onde meus medos são meus menores problemas Onde estarão as chaves destas algemas infames Que prendem minhas mãos aos meus pés Estarão na fé Na capela Num rosário na chama da vela ou no armário onde nunca mais encontrei nada? Vou procurando a resposta Nos canteiros desta estrada Vivendo Esta vida, cercada de mentiras verdadeiras Procurando a maneira De fazê-las visíveis Aos olhos insensíveis Que encontro por este caminho Mas...qual será o caminho?

Eu gostaria hoje de possuir um grande quintal onde pudesse plantar tomates,
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Eu gostaria hoje de possuir um grande quintal onde pudesse plantar tomates, alface e abacates Um lugar onde a gente pisasse e isso não fizesse mal Queria plantar também Amor, harmonia e perdão Fidelidade, fé e compaixão Eu queria semear amor e poder distribuí-lo diminuir a dor do Mundo Queria plantar maçãs e distribuir a comida Que alimentasse as almas e os corpos das pessoas que também quisessem A todos ver e ser vistas como irmãs Queria hoje dividir todas as conquistas Mas não gostaria de conquistar nada Que não pudesse ser compartilhado Ao longo dessa estrada de onde nada se leva Queria saber fazer Brotar a luz Onde existe apenas treva Se eu tivesse apenas um quintal Creio que seria suficiente desde que houvesse mais gente Que compartilhasse da vontade de viver e fazer valer uma vida onde tudo Fosse constituído Pura e simplesmente da verdade que a tudo supera E que todos os dias em nossas vidas Fossem constituídos Somente de primaveras.

Ser feliz é não perseguir a felicidade Felicidade é um estado de espírito Ser feliz é acreditar no futuro,
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Ser feliz é não perseguir a felicidade Felicidade é um estado de espírito Ser feliz é acreditar no futuro, na vida e nas pessoas. Ser feliz é viver sem preocupação Ser feliz é crêr sem sombra de dúvida Ser feliz é trazer um amor no coração e saber que também é amado e nunca será preterido Ser feliz é ver beleza onde ninguém vê nada é não enxergar os problemas do Mundo Ser feliz é sonhar acordado e pensar que alguém pensa em você Quando você não está por perto e achar que está tudo certo Ser feliz é achar tudo lindo Ser feliz é querer dar o Mundo Crendo que você realmente Tem poder pra conquistá-lo Ser feliz É ter um calo que dói Esquecer a dor e ir trabalhar Ser feliz é entregar tudo que tem Sem nunca pedir nada em troca Por crêr que não é preciso Ser feliz é acreditar Nas pessoas, no amor e na realização de todos os seus planos Ser feliz é ter seus poemas lidos Por quem você os dedicou e achar que serão aprovados Ser feliz é um grande engano Ser feliz é viver iludido.

Hoje eu compreendo Que errei muito por não saber
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Hoje eu compreendo Que errei muito por não saber Se eu soubesse Talvez tivesse errado mais Alguns de meus erros foram bons pra muita gente Se imaginasse Teria errado novamente Não somente os erros cometidos Que hoje eu vejo Não como simples erros vãos foram erros acertados, muito bons Por não terem feito mal a ninguém Grandes erros Não os cometi E jamais os faria Esses acertos também Me fazem sentir muito bem Errei algumas pedras que joguei em passarinhos Errei quando decidi Ser escritor de poesia Errei em dividir muita coisa Com quem mais tarde Achei que não merecia Errei em não ter escolhido outro caminho Errei por ter feito o que fiz Em lugar de fazer o que eu queria Errei ao dizer as palavras que eu disse num momento em que não pensei no que falava mas eu fiz naquele dia Se eu visse naquele tempo A paz que me faz sentir hoje Errava mais, juro que errava

Riso e alegria deveriam fazer parte dos expedientes nas empresas, dos currículos escolares, da rotina nos quartéis e, principalmente, de qualquer tratamento de saúde. O que vale em nós e precisa de cuidado é a alma, quando a alma está feliz produz mais, aprende pra não esquecer e…
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Riso e alegria deveriam fazer parte dos expedientes nas empresas, dos currículos escolares, da rotina nos quartéis e, principalmente, de qualquer tratamento de saúde. O que vale em nós e precisa de cuidado é a alma, quando a alma está feliz produz mais, aprende pra não esquecer e nunca fica doente.

No Céu o Sol não pára de brilhar As ondas no Mar se debatendo, enfurecidas Será que pulam de alegria
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No Céu o Sol não pára de brilhar As ondas no Mar se debatendo, enfurecidas Será que pulam de alegria comemorando a luz do dia Ou será que, sentindo-se esquecidas tentam fugir pra outro lugar Na segurança da gaiola um passarinho canta triste canta sozinho O cantar mais sofrido que existe Um cantar para o qual não pode haver nenhuma dança As folhas farfalhando ao vento dançam livres Folhas mortas em viva alegria Não parecem, em nenhum momento Sentir saudade dos galhos Pode até ser que eu me engane Talvez aconteça dos meus jugamentos serem falhos Não me importa Mas se eu tivesse que escolher Ser passarinho na gaiola Onda viva ou folha morta minha escolha não levava um momento Eu iria preferir voar ao vento

O Universo Este local até hoje inexplicável
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O Universo Este local até hoje inexplicável onde vivemos, sem saber se é mesmo verdade A existência de nós mesmos Vivemos Em vez de buscar explicação para tudo que vemos Quanto mais se descobre mais descobrimos que menos sabíamos Abre-se uma porta Estamos à um passo das estrelas E cada dia mais distantes das respostas escondidas em cada descoberta com as quais ninguém concorda de vez em quando alguém abre a porta certa Em vez de outro abismo aparece a teoria das cordas até que um dia percebemos que estão também aqui e que também estamos estivemos ou estaremos lá Nos confins dessa infinita estrada que o tempo não alcança dançando sem saber cada passo dessa dança que ninguém vai saber explicar se não conseguir tornar a ter o que um dia chamávamos de pureza da criança Explicamos o corpo usando o cérebro Não se explica o cérebro Usando apenas ele mesmo Abre-se uma porta caimos no abismo no qual ninguém cairia se voltasse a usar apenas a sabedoria que um dia tivemos e não sabemos aonde ficou Portanto Ignoramos o tudo Em vez de entender o nada

A lente arranha o Sol O pensamento entorta o aço O passarinho quebra a pedra
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A lente arranha o Sol O pensamento entorta o aço O passarinho quebra a pedra Aquilo que é lento e silencioso Quando finalmente nos alcança haverá deixado em nossas vidas Marcas muito mais profundas do que aquelas que houverem despertado a atenção momentânea O caminho, apesar de bem cuidado Mesmo assim se racha Vão-se os dentes, fica a gengiva E um dia, finalmente a gente acha Muito, infinitamente lindo e mais belo Um sorriso de alegria singela Quando vindo de uma boca banguela.

Uma vez eu falei pra ela Que eu não era uma propriedade da qual ela pudesse dispor e mandar
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Uma vez eu falei pra ela Que eu não era uma propriedade da qual ela pudesse dispor e mandar Ela não entendeu nada Na verdade, ficou revoltada e então comecei a dizer Meu coração pertence a ela Minha alma pertence a ela Assim como a minha vontade, meu amor, meus dias presentes e futuros, todas as frases que vier a criar Num livro, num caderno ou quem sabe...escrever num muro Todas as minhas poesias e poemas minhas alegrias grandes ou pequenas e todas as lágrimas seja de qual sentimento forem todas as canções que escrevi e as palavras de carinho que criar Todo o tempo que eu tiver E tudo que ela pedir Estas coisas pertencem a ela o resto é meu A saudade que eu sinto Quando ela não está por perto, por exemplo.

Tem horas em que fico me lembrando Sentindo uma imensa saudade daqueles bons tempos da inocência
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Tem horas em que fico me lembrando Sentindo uma imensa saudade daqueles bons tempos da inocência Coloridas peças de encaixe o brinquedo que vinha no doce desenhar a minha mãe com tinta guache, A moeda que meu pai trouxe da rua, Olhar as figuras nos livros Sem saber o que é que estava escrito Correr até ficar sem ar Parava, dava uma respiradinha E novamente estava pronto pra brincar Brincando a gente se machucava cortava o dedo e chorava No outro dia, tudo havia passado E meu medo era de coisas imaginárias Hoje os cortes são bem mais profundos Feridas, que apesar de imaginárias No outro dia não passaram Eu aprendi a ler o escrito E não gosto das coisas que eu leio O tempo da falta de inocência veio As peças não parecem ser mais assim; Tão coloridas Meus medos são reais Nada mais se encaixa

O início e o fim entre eles um intervalo chamado vida,
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O início e o fim entre eles um intervalo chamado vida, simples assim: Espinho e aroma na mesma rosa o amor e o desamor na mesma casa a saudade sentida e a palavra Adeus da mesma mente saída o fim e o começo tudo que há de bom carregando em si mesmo todo mal que já existiu Encontrados no mesmo endereço Quem despreza o lado bom E se vende pro mundo Em troca de curta emoção Não vale seu preço Eu não quero ver nunca mais tudo aquilo que foi visto ao mesmo tempo ninguém viu

As palavras que vem de você Não me trazem coisas boas Se eu fico pensando nelas
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As palavras que vem de você Não me trazem coisas boas Se eu fico pensando nelas O meu pensamento voa e faz concluir Que sempre que meu coração Bateu mais forte por você Bateu à toa E que já passou da hora de partir Por você eu esperei Você não veio Por você eu viveria até o fim Mas você parou no meio Eu trocaria e troquei Tudo por você Hoje eu vejo Decidi de forma errada Pois você me trocou por nada.

Soneto Um menino está brincando Solitário no quintal
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Soneto Um menino está brincando Solitário no quintal Todo dia para ele é sempre igual Faz brinquedos com as tralhas Que vai juntando pela vida Nunca foi primeiro em nada E nem nunca teve nada de primeira Nunca teve segredos Mas guardou no coração o medo de viver na eterna solidão Encontrou somente a companhia Quem lhe atirasse as migalhas Que houvessem restado ao fim do dia

O dia e a noite brigaram Por causa de encontro marcado Pois um veio antes da hora
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O dia e a noite brigaram Por causa de encontro marcado Pois um veio antes da hora E o outro, demais atrasado Não conversam mais, agora Quando um chega, o outro se vai Hoje de manhã Por um instante se olharam Mas cada qual hoje tem compromisso Nada mais os pode unir O dia casou-se com a Aurora E a noite namora o Ocaso Eu, órfão da Madrugada Vejo tudo e sinto dó Que me dói no coração Quando um vem despontando O outro partiu pro Japão.

Hoje Meu coração amanheceu Tão frio quanto este dia
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Hoje Meu coração amanheceu Tão frio quanto este dia E não sei Quanto tempo eu vou viver Sem saber se novamente Haverá nele calor Eu pensava que o amor A gente levasse com a gente Não percebi que ele morria Pois nele eu vivia absorto Não via que estava morto E vivia em mim somente Nem sei se existiu de fato Ou foi coisa da minha mente Amor, algo assim, abstrato Verdadeira mentira Pura ilusão Concreta agora É somente a ira Que me congela o coração.

Em breve, muito breve eu vou partir Me aguarda na margem de cá O Caronte, que me haverá de conduzir
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Em breve, muito breve eu vou partir Me aguarda na margem de cá O Caronte, que me haverá de conduzir Pra bem longe da tua presença e muito além deste horizonte Pois aqui, pra mim, não há mais nada À você, que me induziu à queda Sua alma é por demais pesada Portanto, ele manda avisar Que não há como aceitar Sua moeda.