Pular para o conteúdo

Frase de EdsonRicardoPaiva

Se sinto saudades na vida? Claro que eu sinto Sinto saudades da minha infância das casas onde morei das ruas onde brincava dos amigos que não vi mais tenho saudade até de algumas pretensas namoradas Mesmo que por elas eu não sinta mais nada além do desejo de que sejam felizes nos caminhos escolhidos Assim como estou feliz Com que eu escolhi e me escolheu Tenho saudade daquele que um dia eu fui Saudade da ingenuidade Saudade da confiança que sentia em gente que não merecia Saudade das pessoas Que eu havia idealizado E que com o tempo descobri que eram outras Sim Eu sinto saudade das coisas Nas quais eu acreditava Sinto saudades até dos fantasmas que me assombravam e que hoje eu reconheço Que não me fizeram mal Não sinto saudades apenas das coisas das quais me esqueci Mas eu não vivi à tôa ou minha memória é muito boa ou é amor demais no coração sinto saudades dos meus irmãos de todos eles, sem exceção Sinto saudades dos professores das escolas e até das passagens pela Diretoria saudades dos inspetores: A Dalva e o Seu Osvaldo que corrigiam o menino que eu era Queria abraçá-los hoje em dia Sinto saudades dos primos das tias, dos amigos, dos avós Que amaram todos nós talvez de maneira igual Quem vai saber? Se não foi, também não faz mal Eu sinto saudade da vida E de tudo que eu vivi Mas não gostaria de viver novamente a mesma vida Passou Foi muito bom e sou grato Faria tudo de novo mas desta vez faria melhor se tivesse que fazer Mas o passado Deus não muda Só não sinto saudade de Deus Pois Ele estava lá, naquele tempo E ainda está aqui agora Guiando meus pensamentos E fazendo carinho com o vento que entra pela janela Enquanto eu escrevo estes versos Meu "muito obrigado" a todos Que passaram Agradeço a Deus por ter ficado Eu tive uma vida bela da qual vou sentir saudades

EdsonRicardoPaiva

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
Continuar lendo

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
Continuar lendo

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
Continuar lendo

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
Continuar lendo

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva