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Frases de Edgí Carvalho

77 frases

⁠Causa ofego saber que Somos apenas sacos de carne Isolados num planeta
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⁠Causa ofego saber que Somos apenas sacos de carne Isolados num planeta Pequeno e perdido e que Nada disso faz sentido algum Sabendo que há muito o que Se descobrir E estamos limitados à seres finitos E sem consciência Universal!

Vou, mas levo! Morri... E você nem me conheceu
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Vou, mas levo! Morri... E você nem me conheceu Fui poeta e cantador Violeiro amador Da Julieta, o Romeu. Fui o Adão da Eva Fui profundo e vazio Causei na pele, arrepio E tive conduta perversa Causei tristeza à Bessa E fiz lágrima virar rio. Sei que falo algo bobo Mas que também traz consolo Para quem perdeu meu bem Na verdade não sei nem Se o distanciar é duradouro Pois pretendo ter no quórum O chegar de mais alguém Vizinho, colega, amigão Eu sei muito bem que então Estaremos com um só riso Lado a lado no paraíso Nos chamando de irmão. (Edgi Carvalho🍁)

Sou o poema que você não leu direito Não me leia em voz alta. Minhas sílabas têm espinhos.
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Sou o poema que você não leu direito Não me leia em voz alta. Minhas sílabas têm espinhos. E você sempre foi pura demais pra sangrar desse jeito. Eu tentei te caber. Dobrei meus cantos, Desmontei os móveis da alma, Apaguei os quadros da parede Pra ver se você entrava sem tropeçar. Mas você preferiu as janelas, E fez de mim uma porta trancada por dentro. Você me lia como quem folheia bula, Procurando efeitos colaterais Pra justificar sua desistência. Eu sou o poema que você fingiu entender. O verso que você sublinhou Só pra parecer que sentiu. E acabou me apagando Deixando apenas o papel marcado. E agora você me olha Como se eu tivesse sido tempestade demais Pro seu guarda-chuva de pano. Quando na verdade Você que era feita de papel. Não me peça explicações. Agora sou o que sobrou Do versos alagados Que vazaram pelos olhos. Você nunca me leu direito. E agora quer tradução para um idioma que você mesma inventou gírias? Só te perdoo porque também não me entendo. Só sei que doeu. e que ainda dói Mas agora, é voce quem vai sentir!. Edgi Carvalho

A Última Faixa do Tempo O relógio da vida não marca horas, ele risca sulcos invisíveis num vinil arranhado, onde cada segundo é um riff esquecido,
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A Última Faixa do Tempo O relógio da vida não marca horas, ele risca sulcos invisíveis num vinil arranhado, onde cada segundo é um riff esquecido, e cada silêncio, um verso que nunca ousou ser refrão. Na estrada dos sonhos, somos acordes dissonantes de um violão desafinado, dedilhados por mãos invisíveis que já empunharam fuzis de flores e apertaram corações até que se estilhaçassem em silêncio. Há algo que não se nomeia. Como aquela canção que te atravessa feito vento... Você sente, mas não entende. Ela nunca chega na parte que você quer, mas deixa rastros: O cheiro de chuva no asfalto quente, um olhar que sangra como solo de violino em luto, um arrepio que não vem do frio, mas da memória que insiste em doer. Esperamos por isso como quem espera o "bis" sabendo que talvez nunca venha, mas ainda assim, gritamos o nome da banda, como se o eco pudesse reverter o fim. Porque há coisas que não voltam, e mesmo assim, cantamos, como se o tempo fosse só mais um verso mal interpretado. E então, no meio da tempestade, uma janela entreaberta, a chuva batendo como palmas de um público ausente, e uma xícara solitária no parapeito, como se alguém tivesse pausado o mundo no exato instante antes do último acorde. Ali, o tempo não corre, ele reverbera, feito um lamento que recusa-se a findar. Ali, o que não tem nome sussurra, como um verso escondido no encarte de um disco esquecido. Essa memória, teimosa, não escreve para lembrar, mas para manter viva a melodia dessa canção infinita que não pode terminar numa janela de vidro, numa casa de madeira, onde o som que ecoa… termina em C (Dó).