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Frase de Edgí Carvalho

A Última Faixa do Tempo O relógio da vida não marca horas, ele risca sulcos invisíveis num vinil arranhado, onde cada segundo é um riff esquecido, e cada silêncio, um verso que nunca ousou ser refrão. Na estrada dos sonhos, somos acordes dissonantes de um violão desafinado, dedilhados por mãos invisíveis que já empunharam fuzis de flores e apertaram corações até que se estilhaçassem em silêncio. Há algo que não se nomeia. Como aquela canção que te atravessa feito vento... Você sente, mas não entende. Ela nunca chega na parte que você quer, mas deixa rastros: O cheiro de chuva no asfalto quente, um olhar que sangra como solo de violino em luto, um arrepio que não vem do frio, mas da memória que insiste em doer. Esperamos por isso como quem espera o "bis" sabendo que talvez nunca venha, mas ainda assim, gritamos o nome da banda, como se o eco pudesse reverter o fim. Porque há coisas que não voltam, e mesmo assim, cantamos, como se o tempo fosse só mais um verso mal interpretado. E então, no meio da tempestade, uma janela entreaberta, a chuva batendo como palmas de um público ausente, e uma xícara solitária no parapeito, como se alguém tivesse pausado o mundo no exato instante antes do último acorde. Ali, o tempo não corre, ele reverbera, feito um lamento que recusa-se a findar. Ali, o que não tem nome sussurra, como um verso escondido no encarte de um disco esquecido. Essa memória, teimosa, não escreve para lembrar, mas para manter viva a melodia dessa canção infinita que não pode terminar numa janela de vidro, numa casa de madeira, onde o som que ecoa… termina em C (Dó).

Edgí Carvalho

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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É POEMA MEU 2! Minha Poesia Maluca Minha Inocência Absurda Minhas Palavras Confusas É Poema Meu! Minha crença estranha Meu nervosismo sem fim Minha timidez incontrolável Que toma conta de mim É Poema meu! Minha risada estranha Minha alegria tamanha Meu gosto musical apurado Meu coração petrificado É POEMA MEU!!!

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Cada poesia que escrevi em minha mente Se revoltou e foi parar em um papel. Eu pensei nuns poemas bem malucos Que dominou minha cabeça por um momento De poesia era feito meu pensamento Mas ela se fez rebelde e mudou Meu juízo ela mesma atormentou Me deixou girando igualmente a um carrossel Minha alegria é azul da cor do céu Não entendo por que ficou tão valente Cada poesia que escrevi em minha mente Se revoltou e foi parar em um papel...