E se!
E se fosse verdade
Que meu lar é lona preta?
E se fosse verdade
Que meu tema é o amor?
E se fosse verdade
Será se daria treta?
E se eu não me intimidasse
Com a careta do opressor?
E se fosse verdade
Que eu só vivo de amor?...
Cada poesia que escrevi em minha mente
Se revoltou e foi parar em um papel.
Eu pensei nuns poemas bem malucos
Que dominou minha cabeça por um momento
De poesia era feito meu pensamento
Mas ela se fez rebelde e mudou
Meu juízo ela mesma atormentou
Me deixou girando igualmente a um carrossel
Minha alegria é azul da cor do céu
Não entendo por que ficou tão valente
Cada poesia que escrevi em minha mente
Se revoltou e foi parar em um papel...
Eu possuo lembranças do passado
Dos momentos de alegria
Do tempo desperdiçado
Dos sonhos do dia-a-dia
Depois de um coração desmontado
A poesia faz folia em minha vida.
Eu queria dizer que te amo
Nas rimas da poesia!
Toda vez que eu te vejo
Meu coração dispara
No momento que te beijo
Minha respiração pára
Não consigo explicar
O tamanho da minha alegria
Eu queria dizer que te amo
Nas rimas da poesia.
La casa de papel - O resumo
Um dia desses assistir
Um seriado diferente
Mexe com a cabeça da gente
Foi feito pra nos confundir
Uns cara com máscara do Dali
Fizeram um plano perfeito
Bem bolado e bem feito
E começaram a agir
O chefe do bando é inteligente
Preparado e competente
Em todo detalhe pensou
O cara era esforcado
Esperto e bem ajeitado
O chamavam de professor
Montou uma equipe de artistas
Cheia de especialistas
Pra não ter dificuldade
Cada um tinha nome de cidade
Veja só no que é que deu.
Tokio é quem narrava
Pelo Rio se apaixonou
Oslo, o primeiro que morreu
Tinha Denver, filho de Moscou
A mais tranquila era Nairobi
Entrou nessa por um filho
Berlin era fora do trilho
Frio e calculista
Tinha pinta de artista
Porém lhe faltava brilho
Helsinki o grandão
Era o mais diferente
Cuidadoso e sorridente
Era o gay da facção
Por Arturo Roman tinha uma queda
O refém que só pensava em fugir
Na série, ele quem tava a dirigir
A La casa da moeda.
O roubo bem planejado
Mexeu com o país inteiro
Nunca ninguem tinha pensado
Em fazer seu próprio dinheiro
Imprimiam e imprimiam
Sem dá se quer um bocejo
E colocavam nuns sacões
Ter mais de duzentos milhões
Era o seu maior desejo.
Itziar Itaño da série participou
Ela era a inspetora responsável pelo caso
Mulher linda, um arraso
Que o professor pegou.
Os caras tudo vestidos
Com uma roupa vermelha
Alison Parker, a ovelha
Chamada pelos badidos
Era uma bela flor
Linda como um jasmim
Foi refém até o fim
A filha do embaixador
O plano foi bem ousado
Porém êxito logrou
Foi muito bem arquitetado
Pelo grande professor
Que no final ficou de boa
Terminou com inspetora
E pro Caribe se mudou.
No finzinho da tarde escrevi
Um poema com muita alegria
Pois faz parte de mim, a poesia
Que carrego comigo em meu peito
Acho até que isso é um defeito
Me perturba e até me tira o sono
Entorpecido sigo sem pensar direito
Me sinto como um poeta sem dono
Sou um lobo solitário não tem jeito
Em completo e total abandono.
Amo tudo que possuo
Incluindo o que não é meu
Como por exemplo, seu olhar
Que sem querer me entorpeceu.
Fui em busca de várias formas
De alcançar minha meta
Mas isso não passa de sonhos
Os sonhos de um poeta
Queria escrever um poema de saudade
Mas meu coração não aguentou
Tentei falar de liberdade
Ele logo retrucou
Perguntei, quer falar de que?
Ele respondeu, de Amor!
Um certo alguém!
Alguém chamado vento
Veio em minha direção
Trazendo lembranças frias
Pra congelar meu coração.
Alguém chamado estrela
Decidiu brilhar no céu
Para colorir meus olhos
Feito tinta no papel.
Alguem chamado destino
Trouxe você para mim
Para está sempre ao meu lado
E ficar - mos juntos até o fim.
Juventude do Brasil!
Tentei fazer uma poesia delicada
Sem criticar, sem agredir, sem dá pancada
Mas não consigo concordar com esse sistema
E quero abrir minha cabeça pra esse tema
Que fique claro, a juventude não tem culpa
É o eletrônico confundindo sua cuca
Todos os dias falam de jovens no jornal
E o culpado disso tudo é o capital
Que aliena incentivando ao consumismo
Com propagandas direcionadas ao modismo
Ja acabaram com a cultura e a diversão
E o próximo passo é acabar com a educação
A juventude é cada vez mais agredida
São retirados seus direitos, seus sonhos e seus projetos de vida
Tentam exclui - lo do convívio social
O sujeito jovem urbano e tambem o rural
Quando querem gritar, é calada a sua voz
Mas não conseguiram parar essa juventude aguerrida e feroz
Que tem objetivos e planos e muita determinação
Para se conscientizar e lutar contra a força da alienação
Avante juventude, o Brasil precisa de ti, vem lutar
Defenda a democracia e organize a rebeldia para o projeto popular!!!
Já é!
Pode até tá difícil
Mas se pô fé, já é
Pode parecer impossível
Mas se acredita, já é
Pode até demorar
Mas se tu quer, já é.
Se não houver tempo
Para o próximo brinde
Vamos brindar agora.
Se for agora, já é!
Você é a poesia que preciso escrever!
Preciso te escrever
Preciso decifrar teus versos
Preciso entender suas linhas
Preciso ver suas rimas
Preciso te escrever.
Preciso ver suas pausas
Preciso ver seus traços
Preciso te ler
Preciso ver seu encanto
Preciso ver os seus pontos
Preciso te ver
Preciso te escrever.
Preciso saber seu início
Preciso entender suas palavras
Preciso sentir o seu tom
Preciso saber suas histórias
Preciso descrever suas memórias
Você é a poesia que preciso escrever!
Um dia na areia branca
Escreverei seu nome com o pé
Te darei os caracóis
E a onda que vier.
E nas ondas do seu cabelo
Assim como em suas curvas
Deslizarei os meus dedos
Pra sentir sua fofura.
E naquele sal e água fria
Vou te beijar e abraçar
E até te conquistar
Usando minha poesia.
A carta de Eloá.
Mamãe!!!
Não vi o arroz brotar na terra.
Mas vi a luta pela terra!!!
Não estive na luta pela terra.
Mas nasci da luta pela terra.
Não vi as casas de alvenaria serem erguidas,
Não vi a água e a luz chegar!!!
Vi a distribuição de cestas básicas para o povão, que luta todo dia por um pedaço de chão!!!
Não vi as escolas abrirem suas portas, mas vi crianças com fome de educação.
Não vi a terra ser desapropriada, para ser a casa do povo sem terra...
Não vi a mística, mas tornei - me a mística...
Em meu nome, escolas serão abertas, crianças serão educadas.
A luta será mais forte!!!
Em meu nome, o povo camponês seguirá de bandeira em punho, em busca de reforma agrária!!!
Não vi a reforma agrária acontecer, mas vejo que a luta vai continuar e que o povo tem a esperança no triunfo que virás...
Poema em homenagem a Eloá Vitória de Sousa Soares e em solidariedade aos acampados do acampamento 8 de Março - Piauí...
E quando a aurora desabrochar no crepúsculo
Assim como uma rosa desabrocha num jardim.
Lembre - se do punhal e da rosa
Tudo será mar
Tudo será vermelho
Vermelho de aMAR...
Um Edgi diferente!
Era uma espécie de Edgi
diferente do normal
Aquelas rimas, aqueles traços
Algo sensacional
Era um horizonte diferente do conhecido
Anormalidade que muitos haviam percebido.
Uma frequência insintonizável
Ondas difíceis de se ouvi
Calor indetectável
Um outro colibrí.
Um frio retundande
Um silêncio entorpecente
Um poema deslumbrante
Altamente balístico para a mente.
Era versos escrevendo uma história
Era neve caindo no verão
Era tinta saindo da memória
Era eu naquela estação...
Nas vertigens, ela assumia uma forma e distorção diferente do comum.
Nas tonturas, ela conduzia - te ao desperdício.
Deixava - te em inércia.
Na fraqueza, arrancava - te de dentro para fora como se nada mais servisse - lhe.
Ondas internas provocavam - te reações avassaladoras.
Carrossel em atividade, provocava uma série de turbulências.
Até o novo dia chegar e a cabeça se reorganizar...
De vez enquando cultivo a liberdade
Mas é a saudade quem a mim conduz.
De vez enquando sou igual crepúsculo
Com coração no escuro
Fico aluno, sem luz.
De vez enquando a saudade aperta
Em mim falta a coberta
Todo anoitecer.
Mas eu já sei com toda clareza
Não me falta certeza
O que falta é você...