Dias de Sangue e Silêncio Em dias de hoje o jornal sangra em vermelho, manchetes cruéis rasgam o espelho,
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Dias de Sangue e Silêncio Em dias de hoje o jornal sangra em vermelho, manchetes cruéis rasgam o espelho, do mundo perdido em medo e rancor, onde a esperança já não tem cor. Em dias de hoje só se fala em guerra, a paz já não pisa os pés nesta terra. Pandemias reinam, o riso se esconde, a alegria é um sonho que já não responde. Em dias de hoje o ar tem veneno, corações frios, amor tão pequeno. Máscaras cobrem verdades sombrias, mentiras reinando nas almas vazias. Em dias de hoje já não há confiança, morreu a lealdade, morreu a esperança. Nem homem, nem mulher guardam respeito, só sombras que andam com ódio no peito. Em dias de hoje o sangue mancha a avenida, um tiro covarde apaga uma vida. O medo ecoa, o irmão trai irmão, vende a memória por migalhas no chão. Em dias de hoje o justo é algemado, o ímpio é solto, protegido e amado. Nas ruas o crime é quem dita a lei, e o trabalhador já não vale o que sei. Em dias de hoje… só resta o lamento, um grito calado, perdido no vento. O mundo agoniza, sangrando em silêncio, num tempo sombrio, cruel e doente. Autor: Douglas Pasq