Que peso preciso!
Quisestes mostrar ao espectador
A extrema importância do teu extremo
Para o equilíbrio dos meus passos!!!
Eu pouco lhe observara, eu sei...
Enquanto tu me serviras
Todos os dias!
Tampouco eu notara
O mínimo que tu me pediras
Em troca de minhas vitórias
E até ontem mesmo não percebi
Quem tinha metade pra decidir
Pouco me importava até então
Contanto que eu tivesse
O esperado resultado
Que fosse ao final aclamado
E me sentisse inteiro
Sem ao menos oferecer
Parte dessas vitórias a ti.
Quisestes provar ao mundo
Pela mídia televisiva
Que a esquerda é decisiva!
Que o jogador devia se atentar
De que, se um pôde levantar
É porque houve força dobrada
Do outro lado pra amparar!
Não sofrerás mais...
Eu atenderei agora
Aos teus apelos!
Mesmo que tu entendas
Que se os farei
Ainda não serão por ti
Mas, ao contrário, sempre e somente
Para assegurar minha própria fama e sossego...
Doce ilusão
A cura não me alcança
Ainda bebo aquele veneno
Que me paralisou, que é amor
Que faz de mim um viciado, um legado
Pela lembrança, um condenado
Em regime de esperança
[...]
Então digo, para não esquecer
Que não há perigo d’eu escapar
Ninguém que passe por aqui
Terá um carro ou um avião
Que leve o peso desse coração
Que só você pôde aliviar
Mas que loucura essa paixão!
Que pensaria eu sobre a situação,
Se fosse incapaz de amar?
Até parece normal a obrigação
Não me culpe não
Pois é você que ainda
Tão diferente será
A mesma que vou amar
[...]
E que pena vou sentir
Desse amor que sinto
Vai parecer tão pequeno
Que pode até desaparecer
Frente ao que a liberdade
Prometeu nos trazer
Deixo correr o tempo
E deixe-me escrever
Já que não ponho risco em mais nada
Já que não surpreendo mais você
Eu vou pro seu lado
Você vai ao contrário
Sempre foi e pode ser.
O amor e o poeta:
"Vejo-me só com meus poemas
E em quantos deles o amor desprezei
Mesmo assim é ainda sobre ele que escrevo
Que insistência esse amor tem!"
Eu não terminei
E ninguém pode
Com isso acabar
O que comecei
Não foi errado
Mas pode falar
Eu não terminei
Tenho começado
Mas não sou só
Eu responsável
Sou a causa
E resultado
Eu não terminei
A quem vim amar
Mas pode findar
Esse compromisso
Estou muito além disso
E não vou mesmo parar
Eu não terminei
E não vou esperar
Pode chegar com um grito
E dizer que vai acabar
Ou pode mesmo calar
Tentando antecipar
Eu não terminei
Eu não ouço
Eu grito
Eu sei
Estou louco
Esqueceu?
Sou tudo que fui
Tudo que não
Te aconteceu
Tudo que nisso
(R)estou não é
Mais eu
Mas quem sou
Deixou
Tudo que era
Pra ser
(S)eu
Eu não terminei
Então não venha
Dizer qual louco
Sou eu
Que eu te acuso
Doutora
De tentar curar
Quem você adoeceu
Pois não venha mesmo
Dizendo que está louca
E quer terminar
Eu te acuso
De tentar me matar
Só pra me salvar
Do que não te aconteceu
Eu não terminei
E não consigo
Voltar atrás
Eu já sou
Se você
Quer
Ser mais louca
Que eu
Faz.
!
Eu bem mais louco do que era capaz
Como um louco
Não como um morto
Eu não.
Eu não sei se fiz a coisa certa, mas não era exatamente o certo a se fazer. Ainda quero você, de vestido, te ver.
Dormir e sonhar é uma desgraça, quando acordo e não sinto seus doces cabelos a me envolver.
Eu queria, aquele dia, te perguntar se concordava com como seria depois dali. Queria ter combinado um jeito da gente sair, uma vez a cada dois meses, pelo menos, dia 22, se preferir. Talvez eu preferisse ainda te amar e me ferir, um quase voto de castidade, para quem nunca quis sofrer a maldade de não ter quem ama perto de si.
Não tenho tudo o que quero, vou viver querendo assim, precisando só do que eu tenho e querendo de volta só o que me falta para ser feliz.
Desculpe se lhe fiz sofrer, sob meu método de provar o saber
Desculpe se preciso de provas, mas só posso agir se as ter
Desculpe se não ajo por impulso, eu poderia me perder
Desculpe se eu não sei bem para onde estou indo, mas é o que busco saber.
Me doeu anunciar a minha hora de partir.
Vem você me abracar. Atrasa e dificulta o penoso trabalho. Sair do seu abraco, é como deixar éden por um fútil compromisso. A minha magna reunião acontece quando reunimos braços olhar e coração. Eu tinha compromissos. Mas por favor, não me largue jamais. Porque mesmo que eu saia, meu pensamento aqui jaz. Eu tenho que partir. Construir a estância de nosso futuro. Mas por favor, me segure um pouco mais. Pode ficar comigo. Os minutos a mais eu desconto correndo de volta. Uso de todo seu calor, combustão para meu gás.
Hoje vi que estava ontem e renasci do acidente
Cheguei cansado, desolado,
Sozinho e já afastado
E a fome pretendeu, fazer-me dormir
Para esquecer da noite
A pior que já vivi
As ondas não cessaram
A maré ousou subir
Encurtando a noite
Instigando-me a fugir:
Rema!
Remei!
remenda!
Acorda! Cadê o elixir?
Assopra brisa forte sobre o rosto
Mas nenhum perfume hei de sentir
Meia volta completa do estalo contínuo
Do mau cochilo, desperta o menino
Para a janela ver o maior brilho
Ela está e sempre esteve lá fora
Cansada, desolada
Sozinha e já afastada
O mesmo vento que lhe tira a traz de volta
O perfume do sopro da vista
E tudo a volta se renova
É dia, um outro... Acorda!
É dia, o cheiro das flores lá fora!
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Não é sempre a maior ou mais colorida flor que traz em si o melhor néctar.
Não faça minha vontade
Opa! Foi mal. Não vi você aí
Agi sem saber que queria dividir
Opa! Foi mal. Mas não te reconheço
Um desejo que não clama
Não vive e não sana
Eu nunca vou sentir
Quando é que sua vontade
Se deixou subsistir
Na falsa arbitrariedade
De quem só quer sorrir?
Larga mão desse negócio
Que eu não sou seu sócio
Deixa eu escutar sua vontade
Pra matar a saudade
De quem eu conheci
Opa! Faz bem. Me chame pra sair
Fala sem perguntar o que quero ouvir
Opa! Faz melhor. Faça o que quiser
Que eu sei que seus desejos
Não se resumem em beijos
E também me fazem sorrir
Quando é que sua vontade
Se escondeu do vento
Sob uma passividade
Que nem eu aguento?
Larga a mão desse negocio, menina
Que eu não sou seu sócio
Abre esse coração
Deixe eu ver o que tem dentro...
Opa! [...]