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Frases de Célia Moura

84 frases

⁠Grito-te Poesia por todos os poros de mim.
⁠Este local filho meu, o mundo, este local meu filho tão sublime e tão cruel, onde tanto sofremos, tendo como grande e única certeza a morte, por tanto te amar não me permitiu a sublime alegria de te parir, mas sempre me ficaste no ventre de todos os silêncios embalando-me as mã…
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⁠Este local filho meu, o mundo, este local meu filho tão sublime e tão cruel, onde tanto sofremos, tendo como grande e única certeza a morte, por tanto te amar não me permitiu a sublime alegria de te parir, mas sempre me ficaste no ventre de todos os silêncios embalando-me as mãos de estrelas.

⁠Abençoado sejas ó criatura humana se nenhum dos bens materiais que possuis te define enquanto ser social numa época de aparências! Abençoado sejas quando o teu próprio corpo que não passa de matéria se sentir em paz com o teu espírito em qualquer vicissitude da existência. Na m…
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⁠Abençoado sejas ó criatura humana se nenhum dos bens materiais que possuis te define enquanto ser social numa época de aparências! Abençoado sejas quando o teu próprio corpo que não passa de matéria se sentir em paz com o teu espírito em qualquer vicissitude da existência. Na miséria ou na opulência, na juventude ou na velhice, na doença mais vil ou na saúde, conseguindo estar em qualquer local, por mais imundo que seja, tendo a plena consciência do local onde pertence!

⁠Mulher quem és tu? Não sei.
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⁠Mulher quem és tu? Não sei. Como não sabes! E sabes ao menos de onde vens? Não sei. Que fazes tu da vida? Não faço nada. Como não fazes nada?! Todos fazem algo, todos têm sonhos, Que é feito dos teus sonhos? Asfixiei-os. Porquê? Talvez por me causarem uma ilusão desmedida, não sei. Doiam-me na alma e no corpo inteiro. Mulher, tu és totalmente alucinada, Louca! Sou sim.

⁠Todos os dias te chamo envolta no negrume desta minha alma vazia.
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⁠Todos os dias te chamo envolta no negrume desta minha alma vazia. Todos os dias emudecem gritos na garganta paridos nesta agonia de viver sem saber para quê! Ninguém sabe de que néctar nos lambuzámos, de que luz nos incendiámos na lânguida tela, primordial e eterna inebriada de papoilas e trigo por ceifar. Ninguém soube, nem eu sequer o quanto te amei. Todos os dias te chamo e tu vens afoito, sorridente comemorar comigo Vida ao entardecer na tapada. E com amoras nos olhos samambaias no rosto adormeces-me neste exílio de terra fecundada onde me dou por inteira, sangue, pele, artérias indignação e coisa nenhuma. Todos os dias me adormeces num beijo de colibri para que esta dor imensa renasça flor.