Não posso mover meus passos por esse atroz labirinto de esquecimento e cegueira
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Não posso mover meus passos por esse atroz labirinto de esquecimento e cegueira em que amores e ódios vão
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Não posso mover meus passos por esse atroz labirinto de esquecimento e cegueira
Não posso mover meus passos por esse atroz labirinto de esquecimento e cegueira em que amores e ódios vão
"Vejo o arrepio da morte, à voz da condenação Quem ordena, julga e pune?
"Vejo o arrepio da morte, à voz da condenação Quem ordena, julga e pune? Quem é culpado e inocente? Na mesma cova do tempo cai o castigo e o perdão Morre a tinta das sentenças e o sangue dos enforcados... liras, espadas e cruzes pura cinza agora são"
"De coração votado a iguais perigos, vivendo as mesmas dores e esperanças, a voz ouvi de amigos e inimigos"
"Aqui, além, pelo mundo ossos, nomes, letras, poeira... onde, os rostos? onde, as almas?
"Aqui, além, pelo mundo ossos, nomes, letras, poeira... onde, os rostos? onde, as almas? Nem os herdeiros recordam rastro nenhum pelo chão (...) choramos esse mistério esse esquema sobre-humano a força, o jogo, o acidente"
"Nós aqui movendo as águas e as pedras, desta maneira! -Pois, não deixaremos nada:
"Nós aqui movendo as águas e as pedras, desta maneira! -Pois, não deixaremos nada: nem o nome da caveira Que a nossa vida é a mesma coisa que a morte -noutra medida"
Que tudo passa... O prazer é um intervalo na desgraça
Que tudo passa... O prazer é um intervalo na desgraça Que tudo acaba! Quem diz que a montanha de ouro não desaba? Que tudo engana Gente, só a morte mesmo, é soberana
Ai, que sonhos tão felizes... que vidas tão desgraçadas
"Tenho o coração parado Como se não fosse viva (...) Vamos a ver se a minha alma
"Tenho o coração parado Como se não fosse viva (...) Vamos a ver se a minha alma Fala verdade ou mentira"
"Como as palavras se torcem Conforme o interesse e o tempo"
"Um vento de cinzas negras levou tudo para além"
"Agora são tempos de ouro. Os de sangue vem depois"
"Riqueza grande ta terra quantos por ti morrerão! (...) Há multidões para os vivos:
"Riqueza grande ta terra quantos por ti morrerão! (...) Há multidões para os vivos: porém quem morre vai só. (...) há mais forças, mais suplícios para os netos da traição. (...) Quem não presta, fica vivo; Quem é bom, mandam matar."
Talvez um dia se saibam as verdades todas, puras. Mas já serão coisas velhas,
Talvez um dia se saibam as verdades todas, puras. Mas já serão coisas velhas, muito do tempo passado... Que me importa o que se diga. o que se diga, e de quem? (...) Direi quanto for preciso, tudo quanto me inocente... Que alma tenho? Tenho corpo! E o medo agarrou me o peito... E o medo me envolve e obriga....
Pena que assim se retorce deixa a verdade torcida.
Todos querem liberdade mas quem por ela trabalha? (...) (o humano resgate custa
Todos querem liberdade mas quem por ela trabalha? (...) (o humano resgate custa pesadas carnificinas! Quem morre, para dar a vida? Quem quer arriscar seu sangue?)
...embora venha sorrindo, traz sinal de desgraçado. (...) Vejo que vai ser ferido
...embora venha sorrindo, traz sinal de desgraçado. (...) Vejo que vai ser ferido e vai ser glorificado: ao mesmo tempo, sozinho, e de multidões cercado, correndo grande perigo, e de repente elevado: ou sobre um astro divino ou num poste enforcado
E a marcha era tão segura que uns diziam: "Que coragem!" E outros : "Que loucura!"
E a marcha era tão segura que uns diziam: "Que coragem!" E outros : "Que loucura!" Lá se foi por esses montes, o homem de olhos espantados, a derramar esperanças por todos os lados (...) Pois parecia loucura, mas era mesmo verdade. Quem pode ser verdadeiro, sem que desagrade? (...) Pobre daquele que sonha Fazer bem - grande ousadia
" (E tudo é tão diferente do que em saudade imaginas! Onde estão os teus amigos?
" (E tudo é tão diferente do que em saudade imaginas! Onde estão os teus amigos? Quem te ampara, quem te salva?...)"
"Uns querendo ouro e diamantes, Outros, liberdade, apenas..."
pois o amor não é doce pois o bem não é suave pois amanhã como ontem
pois o amor não é doce pois o bem não é suave pois amanhã como ontem é amarga, a Liberdade
Não deve sonhar o pobre que o pobre não vale nada... Se o sonho do pobre é crime,
Não deve sonhar o pobre que o pobre não vale nada... Se o sonho do pobre é crime, quanto mais qualquer palavra
já são réus- pois se atreveram a falar em Liberdade que ninguém sabe o que seja
já são réus- pois se atreveram a falar em Liberdade que ninguém sabe o que seja Liberdade- essa palavra que o sonho humano alimenta que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda
passou um louco montado passou um louco a falar que isto era uma terra grande
passou um louco montado passou um louco a falar que isto era uma terra grande e que a ia libertar
Ó grande melancolia Ó profundíssimo assombro