Cada dia é uma despedida e cada queda uma ferida, mas quem vive da busca não morre
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Cada dia é uma despedida e cada queda uma ferida, mas quem vive da busca não morre - em tempo Deus socorre - vai garimpar estrelas.
73 frases
Cada dia é uma despedida e cada queda uma ferida, mas quem vive da busca não morre
Cada dia é uma despedida e cada queda uma ferida, mas quem vive da busca não morre - em tempo Deus socorre - vai garimpar estrelas.
Eu creio na meiga canção que sopra da aurora E que ecoa na última lágrima de despedida Eu creio com a mesma fé das árvores
Eu creio na meiga canção que sopra da aurora E que ecoa na última lágrima de despedida Eu creio com a mesma fé das árvores Que se alimentam da solidão das horas
Meu país é o majestoso momento de nossas almas em intensa colisão.
Tudo o que se tem é o agora e cada momento será como uma ressurreição. Darei à luz um campo de girassóis
Tudo o que se tem é o agora e cada momento será como uma ressurreição. Darei à luz um campo de girassóis e semearei palmeiras na lua, para que não falte beleza e esperança. Minha casa será um noite de estrelas, onde as crianças crescerão descalças e cavalgarão unicórnios. Com um grito lançado ao vento rebatizarei o homem de errante, pois suas perguntas só terão respostas na ausência do medo de tentar e na consciência de que só se pode ser sincero.
Seria possível qualquer dia morrer e ainda estar por aí a andar, em doces palavras e no querer
Seria possível qualquer dia morrer e ainda estar por aí a andar, em doces palavras e no querer d'um amigo que não deixou de te amar.
nem a mais forte tempestade nem um brisa de saudade nem um vendaval
nem a mais forte tempestade nem um brisa de saudade nem um vendaval destruindo árvores no meu quintal nem furacões, nem terremotos nem o mar ou maremotos nem o abismo mais profundo nem toda raiva do mundo nem raios ou trovões nem beijos e canções nem um contratempo ou passatempo e nenhum unguento nem mesmo o carnaval natal ou arraial nem mesmo o tempo e seu suave acalanto nem mesmo o amor nada, nem mesmo o amor é capaz de sepultar a solidão silenciosa que no coração do homem faz casa
Sou como um velho barco quebrando ondas em um mar revolto: LIVRE!
Eu pedia devotamente ao Redentor - na minha silenciosa súplica - para que a eternidade
Eu pedia devotamente ao Redentor - na minha silenciosa súplica - para que a eternidade fosse o quintal dos nossos sonhos ou um simples reflexo das horas em que vivemos um do outro.
Eu creio na meiga canção que sopra da aurora E que ecoa na última lágrima de despedida Eu creio com a mesma fé das árvores
Eu creio na meiga canção que sopra da aurora E que ecoa na última lágrima de despedida Eu creio com a mesma fé das árvores Que se alimentam das horas
Onde mais poderia estar o paraíso senão guardado nos teus sorrisos e nos teus gemidos, que ecoam como o bater das asas de uma borboleta
Onde mais poderia estar o paraíso senão guardado nos teus sorrisos e nos teus gemidos, que ecoam como o bater das asas de uma borboleta nas minhas noites de luas repentinas?
Para você eu escrevo sem palavras e te dedico um silêncio profundo, porque só o silêncio pode falar
Para você eu escrevo sem palavras e te dedico um silêncio profundo, porque só o silêncio pode falar quando as palavras não podem descrever.
Bateu-me um besouro na testa e me contou o segredo da festa: _ Não esperes da menina o sorriso,
Bateu-me um besouro na testa e me contou o segredo da festa: _ Não esperes da menina o sorriso, vá dançando a valsa da loucura, que dela iras roubar o desejo obtuso de tratar um apaixonado sem cura.
DIA A DIA II Queria toda aventura, toda emoção, toda fartura. Queria esquecer meu nome,
DIA A DIA II Queria toda aventura, toda emoção, toda fartura. Queria esquecer meu nome, viver de música, saciar minha fome. Queria nascer todo dia na Tailândia, no Tibet, na Bahia. Eu queria... velar minha ignorância que doí como uma azia: falta vírgula, falta acento, falta rima na poesia. Eu queria ter paciência, eu queria ter ciência. Eu queria saber viver o dia a dia (bastava saber viver o dia a dia), mas não adianta, não me encanta, eu queimo como um diabo, ardo em fogo, e não é um jogo: percorro caminhos de morte e cavalgo ventos da sorte. Sou pura bebedeira, caso queira divertimento, crio morcegos e educo vampiros no apartamento. Meu QI médio não conhece o tédio: esse é meu mundo, meu remédio. Basta abrir os olhos, basta sair à janela, basta uma brisa, basta uma viela... E quando dormir o sol seu sono mais profundo, permanecendo só na festa um último moribundo, sussurrarei bem baixinho: _ Não tenha pressa, eu volto outro dia pra beijar-Lhe à testa.
Amar é ter as cortinas e as janelas abertas e a casa iluminada de luar. É com o que foge aos olhos ter compromisso
Amar é ter as cortinas e as janelas abertas e a casa iluminada de luar. É com o que foge aos olhos ter compromisso com razão de ter a fé como chão pois o amor faz palpável o infinito.
A amizade não cobra explicação, aceita o tempo e o momento: é compreensão. Um amigo não é pouco e não exige troco,
A amizade não cobra explicação, aceita o tempo e o momento: é compreensão. Um amigo não é pouco e não exige troco, faz exigências tampouco. É união fraternal selada por Deus no quintal. E Dele carrega a propriedade de ver através d'outro a verdade. A amizade é irmã da vida: bebem no mesmo cálice, caminham na mesma avenida, e não se curvam à tolice. Seria possível qualquer dia morrer e ainda estar por aí a andar, em doces palavras e no querer d'um amigo que não deixou de te amar.
CORAÇÃO DE BICHO Coração de bicho é saudade do selvagem
CORAÇÃO DE BICHO Coração de bicho é saudade do selvagem de estar à margem e na margem do rio saudar a tempestade de raios bramir aos lacaios fremir frente a fronte do destino e ir sorrir e seguir sempre seguir adiante condenado a ser amante de tudo e de cada lugar ter o chão e a lua a velar
SE NÃO PUDERES MAIS ME AMAR Se não puderes mais me amar, tudo bem, eu compreendo.
SE NÃO PUDERES MAIS ME AMAR Se não puderes mais me amar, tudo bem, eu compreendo. Afinal, nos seus dias há saudade logo cedo e nem todo ouro posso te dar. Se não puderes mais me amar, se não fores mais capaz de se alegrar com minhas ranhetices e manias, não tem problema. Afinal, toda rosa quer ser tema de poema. Se não puderes mais aqui permanecer, se tiveres que seguir seu caminho com razão, não olhes pra trás e se permita renascer. Só não te esqueças de que cabe ao sol render a escuridão. Por isso, não se torture e tenha nos passos firmeza e nos olhos aquela velha paixão pela vida. Eu estarei a lembrar da minha paixão perdida, mas tudo bem, reencontrarei a amiga tristeza.
Declaração de amor eterno Eu te amo... Eu te amo como a montanha ama o sol que lhe permite fazer parte do entardecer
Declaração de amor eterno Eu te amo... Eu te amo como a montanha ama o sol que lhe permite fazer parte do entardecer Eu te amo como o mar ama a tempestade que lhe liberta da calmaria Eu te amo como o pássaro ama a aurora que lhe autoriza o cantar Eu te amo como a lua cheia ama o poeta que lhe veste de prazeres Eu te amo como a amizade ama a aliança do abraço Eu te amo como o tempo ama a fortuna da cumplicidade Eu te amo simplesmente, como o lavrador ama a terra que lhe alimenta Eu te amo e só. E quando não puder mais sentir o doce toque do meu amor, encontre-me no amanhecer, que é o momento do milagre. Ou me busque na sombra das estrelas, que é onde mora o que é eterno.
RENASCIMENTO Eu não vou chorar por coisa alguma, estou dando uma segunda chance à vida.
RENASCIMENTO Eu não vou chorar por coisa alguma, estou dando uma segunda chance à vida. Tudo aqui é um milagre. Vou bradar aos céus: – Eu quero raios e trovões! Tenho-te como uma mãe abraça o filho que nasceu, cheia de carinho e fé e com a certeza cega de que tudo vai dar certo. Estou lapidando meu diamante e a pureza é indescritível, terá o preço de cada manhã futura. Inestimável como o cheiro do amanhecer no campo. Simples como não se esquecer de aguar uma semente, porque essa palmeira que plantei não se envergará nem se quebrará ao convite do vento. Sou como um velho barco quebrando ondas em um mar revolto: LIVRE!
E O QUE MAIS PODERIA SER? O que mais poderia durar para sempre senão o minuto que acabara de passar,
E O QUE MAIS PODERIA SER? O que mais poderia durar para sempre senão o minuto que acabara de passar, deixando teu fantasma cravado nos meus olhos como a cicatriz de uma faca que aleija uma rosa? O que mais poderia ser eterno senão aquele beijo inesquecível, que durou o tempo de uma vida libertada ou uma caminhada pelo quintal das estrelas? Onde mais poderia estar o paraíso senão guardado nos teus sorrisos e nos teus gemidos, que ecoam como o bater das asas de uma borboleta nas minhas noites de luas repentinas? Onde mais poderia encontrar o perdão senão escondido no nosso pecado de amar, que navega sem velas e ao acaso do vento, guiado pela própria inconsistência da maré? Em qual sermão poderia vislumbrar a redenção senão nos segredos que me sussurra a luz do dia, bendizendo teu singular passar pela praça e a sorte que tem quem pode te tocar o coração?
POEMA DAS PALAVRAS AUSENTES Hoje, embebedado de sentidos, resolvi escrever sobre você. Quis narrar como sua beleza agressiva furta toda a atenção
POEMA DAS PALAVRAS AUSENTES Hoje, embebedado de sentidos, resolvi escrever sobre você. Quis narrar como sua beleza agressiva furta toda a atenção e como seu olhar está sempre a pedir um afago e breguices de amor, que adoro dizer ao seu ouvido. Decidi descrever como seu desajeito é todo complexo, querendo ser companhia para o meu descompasso. Quis divulgar como suas curvas delicadas revelam desejos meus e se exibem de maneira solar à meia-luz. Cambaleei entre palavras relembrando como seu sorriso me traz um futuro bom e como tenho em mim uma tempestade de você. Recordei cada instante, todo o tempo, calando meus versos, por breve momento. Percebi que para você nenhum verso é decente e que palavras não seriam suficientes. Para falar de você minha poesia deveria ter o cheiro da primavera e a tenuidade de uma manhã de inverno; teria de ser bela como um pôr-do-sol sobre o mar e quente como um abraço de saudade. Pediria a transparência da água de uma nascente e a pureza de lugares desconhecidos. Para falar de você minha poesia deveria ter o gosto ingênuo das nuvens. Não bastaria uma canção, seria necessário compor uma sinfonia. Eu teria de divulgar segredos – sagrados segredos – que te fizeram assim: tanto! Para falar de você eu teria de desvendar o encanto que nos cerca e que nos uniu: teria de justificar o incompreensível. Por isso, para você eu escrevo sem palavras e te dedico um silêncio profundo, porque só o silêncio pode falar quando as palavras não podem descrever.
O DITADOR Se eu fosse o ditador da Síria, da Líbia ou do Iêmen – lutando pelo poder –
O DITADOR Se eu fosse o ditador da Síria, da Líbia ou do Iêmen – lutando pelo poder – não atiraria balas, não lançaria bombas: a revolução não se curva às armas. Eu atiraria rosas, lírios e tulipas, recitaria poemas e entoaria canções: eu mataria de amor. Se eu fosse o ditador do Egito, do Iraque ou da Jordânia – lutando pelo poder – não atiraria balas, não lançaria bombas: a revolução não se curva às armas. Eu lembraria histórias, causos e mentiras, compraria um circo e contaria piadas: eu mataria de rir. Se eu fosse um sangrento ditador, eu deixaria de ser um sangrento ditador. Não atiraria balas, não lançaria bombas, não faria nada: eu mataria de tédio.
CASA DE BICHO Casa de bicho é liberdade ventania
CASA DE BICHO Casa de bicho é liberdade ventania luar em sinfonia de divindade estar a passar estar na paisagem de passagem correndo pelos olhos o véu do tempo voando avoado sem lamento sem tormento somente o céu e o relento
A LUZ DO FAROL Não te recitei poemas nem fiz juras de amor, eu te ofereci meus dias e minha vida
A LUZ DO FAROL Não te recitei poemas nem fiz juras de amor, eu te ofereci meus dias e minha vida como um criminoso buscando redenção. E você me abrigou sob sua luz, intensa e constante como um farol invadindo o mar para salvar os esquecidos e os desesperados. Você calou meus demônios com sua ternura e fendeu a sepultura onde jazia meu coração com um simples olhar, com um simples estar. Eu deixarei morrer cada entardecer enquanto teu beijo amanhecer o dia. Eu deixarei morrer cada dezembro enquanto tuas palavras brotarem janeiros. Eu deixarei morrer as flores do meu jardim enquanto teu corpo ressuscitar a primavera. Eu deixarei morrer silenciosamente no teu seio minh’alma ou meu espectro, pois em mim toda paz perde o reinado (não há virtude sem o pecado).