Frase de Carlos Humberto Pena
A LUZ DO FAROL Não te recitei poemas nem fiz juras de amor, eu te ofereci meus dias e minha vida como um criminoso buscando redenção. E você me abrigou sob sua luz, intensa e constante como um farol invadindo o mar para salvar os esquecidos e os desesperados. Você calou meus demônios com sua ternura e fendeu a sepultura onde jazia meu coração com um simples olhar, com um simples estar. Eu deixarei morrer cada entardecer enquanto teu beijo amanhecer o dia. Eu deixarei morrer cada dezembro enquanto tuas palavras brotarem janeiros. Eu deixarei morrer as flores do meu jardim enquanto teu corpo ressuscitar a primavera. Eu deixarei morrer silenciosamente no teu seio minh’alma ou meu espectro, pois em mim toda paz perde o reinado (não há virtude sem o pecado).
No pensador.ai desde