Se houvesse um futuro melhor, eu não votaria no PT, porem não é salutar voltar a um passado muito, muito pior...
Frases de Carlos Egberto Vital Pereira
61 frases
No casamento, amizade, Ou amor O acordo deve ser
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No casamento, amizade, Ou amor O acordo deve ser Unilateral, Se assim não o for, Não haverá solidez.
A leitura alimenta a alma Aplaca o sentimento, e lhe Dar a faculdade do saber
MINHA SUPLICA PELA PAZ NA PALESTINA. A GUERRA "SANTA": A beleza da ODE
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MINHA SUPLICA PELA PAZ NA PALESTINA. A GUERRA "SANTA": A beleza da ODE Irradia-se no coração Das almas sensitivas E enruga-se Na razão Daqueles Que fazem a guerra Pela paz dos homens.
À PAZ: Aqueles que não se tocam Se abraçam ou se beijam
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À PAZ: Aqueles que não se tocam Se abraçam ou se beijam Não os conhecem Uns aos outros Tampouco, se amarão Enquanto os homens Dividirem territórios As metástases da guerra Triunfarão E findará ao triunfo Do único reino.
PARADOXO DA EXISTÊNCIA: É filosófico saber quem eu sou De onde vim, onde estou
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PARADOXO DA EXISTÊNCIA: É filosófico saber quem eu sou De onde vim, onde estou E para onde vou Meu ego, como o teu Mutila-se Na busca de autoafirmação A beleza anatômica Reflete-se nas entranhas do teu eu O pechoso Infinitamente reluz em tua razão Nesse afã Nosso ímpeto nos remete Ao orbe de que somos O que não seremos jamais Que viemos de onde jamais passamos E iremos talvez Para um universo Paradoxal...
AO SAUDOSO MESTRE: Nascido em João Pessoa Capital da Paraíba
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AO SAUDOSO MESTRE: Nascido em João Pessoa Capital da Paraíba O menino de voz rouca Corpo esguio ou delgado Aos seis anos de idade Mudou-se com a família Para a pequena Taperoá A quem chamava o guri Minha linda princesinha Aonde se projetaram Seus primeiros madrigais Logo imortalizados Na memoria dos mortais Com a mãe compadecida Das mentiras infernais Do chicó, e seu escudeiro Floreando os recitais Mais tarde, já homem feito Fazendo o erudito Se misturar aos cordéis Introduzindo as artes Ao nascente ARMORIAL Movimento que queria Popularizar a cultura Do nordeste e do Brasil Associando a ela A linguagem do sertão Em seu cavalo de fogo E traseiro alardeado Se não fosse um alazão Carregava em seu gibão A pedra do rei congado Como o maior legado Do povo de seu sertão Sem alarde, E bem pouca cerimônia Apenas um violino. Tocando em reverência A vossa triste partida Partiste a se encontrar No reinado da “SARON” Com nossa compadecida Vou encerrar com pesar Nesse meu coração físico A saudade desse mestre Nas rimas que vão ficar Eternamente inseridas No coração ARIANO Do nordestino aguerrido.
ANGU DE CAROÇO (Conjuntura Politica Esperancense) Hoje eu vou falar de algo que nunca existiu em nosso município, “GATOS e AMUADOS”, na verdade os “GATOS” nada mais são, que eleitores remanescentes dos “RATOS” e, bem afeiçoados ao ex-prefeito Nobson Pedro de Almeida (Nobinho), q…
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ANGU DE CAROÇO (Conjuntura Politica Esperancense) Hoje eu vou falar de algo que nunca existiu em nosso município, “GATOS e AMUADOS”, na verdade os “GATOS” nada mais são, que eleitores remanescentes dos “RATOS” e, bem afeiçoados ao ex-prefeito Nobson Pedro de Almeida (Nobinho), que por motivos alheio ao nosso conhecimento, há cerca de quatro anos, romperam com o projeto político do Dep. Arnaldo Monteiro e, iniciaram uma fictícia união com os “AMUADOS”, o qual foi mentor do grupo denominado hoje de “GATOS”, no momento constituído por cerca de dois mil adeptos ou simpatizantes, graças ao notório rompimento com os “AMUADOS”, dissidentes do saudoso José Torres em sua memorável campanha de 1976, hoje, “comandado” pelo ex-deputado Armando Abílio que também é cria dos “RATOS” que teve como patriarca o ex-prefeito Luiz Martins de Oliveira. União esta que nunca aconteceu, ou seja, é como colocar água e óleo no mesmo recipiente, até tentaram uma homogeneidade do grupo durante quatro anos, más parecia bastante patente a antipatia entre “GATOS e AMUADOS”, até que nesse momento, dado aos recentes acontecimentos, essa farsa emergiu ao cume. Diante de toda essa parafernália, nosso objetivo é evidenciar para Esperança a existência de apenas duas supostas facções políticas em nosso município, as quais brigam entre si pelo poder, sendo o primeiro um grupo mais homogêneo pela fidelidade do Dep. Arnaldo Monteiro aos seus correligionários, e o segundo, com sua identidade arranhada em virtude do visível rompimento entre “GATOS e AMUADOS”, deixando mesmo assim, o seu comandante o médico e ex deputado Armando Abílio e, a ex vice prefeita dona Rosa, com forte credibilidade junto aos verdadeiros “AMUADOS”. Dessa forma, sufoca e inibe a liderança dos “GATOS” na pessoa do ex- prefeito Nobson Pedro de Almeida, que não deu o devido valor a senhora Rosa Bronzeado enquanto prefeita e, respectivamente seus aliados, bem como além de perder as eleições de 2012, perdeu também na justiça com a posse do atual prefeito Anderson Monteiro Costa em 15.03.2013, fincando apenas a mercê de alguns equivocados recursos junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É de bom alvitre lembrar que em meio a tudo isso, há uma demanda de quase cinco mil votos Brancos e Nulos no ultimo pleito que naturalmente são pessoas que não comungam com nenhuma das duas propostas, a espera de uma terceira opção a qual possa emergir.
ESPERANÇA-PB: SAÚDO COM SAUDADE: Esperança, eu te saúdo pelo teu aniversário de 88 anos de vida bem vividos, me regozija a alma em poder contemplar tua beleza física, teus monumentos históricos, tua economia viçosa, teu povo festivo e hospitaleiro, teu semblante ainda bucólico,…
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ESPERANÇA-PB: SAÚDO COM SAUDADE: Esperança, eu te saúdo pelo teu aniversário de 88 anos de vida bem vividos, me regozija a alma em poder contemplar tua beleza física, teus monumentos históricos, tua economia viçosa, teu povo festivo e hospitaleiro, teu semblante ainda bucólico, num clima ameno e conquistador, que outrora atraiu dos mais longínquos torrões, novos a ti habitar, Esperança de filhos renomados no cenário politico, artístico, literário e financeiro, mil perdões te peço, por não externar seus nomes, talvez no afã de não pecar por omissão, saúdo a todos que já não habitam esse plano terreno, e beijos no coração dos que ainda degustam teu sentimento lúdico. Não obstante, maior que a saudação, é a saudade de tua adolescência e juventude, quiçá, eu trocasse toda sua exuberância presente, por tua ingenuidade e, candura de ontem, saiba minha querida e amada Esperança, trocaria teus prédios futuristas, pelas singelas casas de tua infância, onde se dormia sem trancas, teu asfalto fervilhante, pelas ruas de sapê onde crianças no ápice de sua inocência, as riscavam em suas duradouras brincadeiras de rua, tais como – Barra bandeira, enfinca, gata magra e Etc. Oh! Esperança dileta, sem sombra de duvidas, trocaria teus famigerados monstros financeiros, pelo saudoso SINE SÃO JOSÉ, teus restaurantes chineses, pelo inesquecível e acolhedor bar do Vicentão, tuas Lan Hauses e teus Ciber. Cafés, pelos simpáticos e saudáveis assustados no saudoso Caobe. Quanta saudade de minha antiga Banabuiê, aonde não havia polícia, e pai emprestava dinheiro ao filho sem lhe cobra juros, onde os homens se confraternizavam sem drogas, e as famílias não comiam politica e primavam por sua unidade, mesmo com todo o pragmatismo atual, morro a cada dia de saudade do teu paradigma infanto-juvenil. Sobretudo, amada minha, pretendo ser teu causídico até que a morte nos separe.
AO SAUDOSO AMIGO RAIMUNDO DO GALETO: O ano era 1964, na comunidade denominada Sitio Velho município de Esperança-PB, nascia Raimundo Fernandes dos Santos, sexto filho de uma família de dez, dos inesquecíveis, Paulo de Duda e sua esposa dona Luzia, aquele menino ainda franzino lo…
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AO SAUDOSO AMIGO RAIMUNDO DO GALETO: O ano era 1964, na comunidade denominada Sitio Velho município de Esperança-PB, nascia Raimundo Fernandes dos Santos, sexto filho de uma família de dez, dos inesquecíveis, Paulo de Duda e sua esposa dona Luzia, aquele menino ainda franzino logo se destacara dos demais, como sendo um exímio comerciante, ao coordenar as vendas de leite da família, quase sempre entregues de bicicleta, incentivadas por seus pais, que percebendo o dom do garoto para lidar com aquela atividade, logo tratou de deixar a vida bucólica do campo, para fixar residência na sede do município, onde a principio, o inseriu na escola com o intuito de lhe oferecer uma melhor educação e, dotar- lhe de conhecimento que mais tarde viria lhe auxiliar na condução dos negócios da família. Contudo, o menino já na pré- adolescência, não externava muita familiarização com as letras, seu forte, claro, rapidamente se evidenciou na habilidade patente com a manipulação comercial, ainda muito jovem, abortou as relações de negócios com seu genitor, pois almejava alçar voos com suas próprias asas, o qual havia lhe inserido na lida do mercado financeiro, pessoa agraciada com o carisma que tinha como peculiaridade, inicia uma saudável amizade com o senhor Romeu Eloy, gerente do banco do Brasil agencia local, responsável por sua ascensão comercial, com a cooperação oferecida pelo amigo mais recente à época, que na qualidade de gerente oferecera-lhe acesso a bons empréstimos, o que lhe proporcionou a criação do Aviário Bruna numa alusão a sua única filha à época, uma das maiores revendedoras de aves vivas da região, Raimundo, data vênia aos seus familiares, poderia eu chama-lo de um inveterado boêmio, porém, sempre externou ser um pai carinhoso e presente. Aviário Bruna crescia em escala estonteante era década de 1980, e o jovem empreendedor expandia seus negócios para outros estados como – Pernambuco e Rio Grande do Norte. Nesse mesmo ano, preconizava uma nova amizade com o ilustre Teixeirinha, que vinha de uma celebre campanha eleitoral, na qual foi o deputado estadual mais votado da historia do município em termos proporcionais, daquela amizade, iniciava-se seu interesse pela vida pública, em seguida, apresentou e financiou a campanha de seu irmão Ronaldo do Galeto ao cargo de vereador, infelizmente, sem lograr êxito, mesmo assim, o simpático comerciante, não perdia seu apreço pelos movimentos políticos partidários, herdada de seus pais as boas amizades com políticos de renome no estado e sua inserção na vida politica, tinha sua casa visitada por varias autoridades publicas tais como – Gilbran Asfora, Robson Dutra, Ronaldo Cunha Lima, e o próprio ex vice governador, o saudoso Raimunda Asfora, que alimentava grande simpatia por nosso protagonista. Todavia, a vida nos reserva não só boas como ruins surpresas, e o nosso dileto amigo Raimundo, não fugiu à regra, depois da bonança, o grande guerreiro amargava momentos de aflição, não só de cunho financeiro, como no plano emocional ao perder seu pai acometido de um CA, ainda relativamente moço , diante de toda essa provação, decide migrar para o estado de Rondônia onde permaneceu por uma década e também construiu um grande patrimônio. Ora! Não sei se por ironia do destino, ou acometido de saudade do seu torrão, retorna ao nosso convívio e de maneira abrupta, deixa esse plano terreno, e muita, muita, saudade a seus familiares e amigos. Porém, deixa também um legado de boas amizades, simplicidade e humanidade, quando da adoção de um de seus três filhos que ficaram para dar seguimento a sua trajetória prematuramente interrompida. Quiçá, lá onde esteja, tenha convicção de nossa admiração.
AUTO REFLEXÃO: Há momentos na vida que tomamos decisões As quais sequer sonhamos o que virá aflorar no futuro
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AUTO REFLEXÃO: Há momentos na vida que tomamos decisões As quais sequer sonhamos o que virá aflorar no futuro Ai sim são momentos que muitas vezes por não ouvirmos E só deliberarmos, Temos a sensação que quase sempre atiramos No próprio pé Momento em que acordamos do sonho E de maneira pragmática, Ensaiamos formas mais elementares De começarmos a entender Que vivemos o mundo antiético, escuso onde as pessoas Tratam melhor quem “Bem se Veste” Os valores humanísticos, quase sempre são substituídos Por bens Frívolos Assim sendo, colocamos a cabeça no travesseiro e como a sentinela, Assistimos o alvorecer Contudo, o amanhã nos permite outra vez sonhar e sonhar... Sonhando buscamos alçar grandes voos, Com perseverança, atingimos o cume Mesmo ainda descrente do semelhante Volto a sonhar Pois tenho comigo a certeza de que decidi com razão Mesmo que para sanar o coração Doravante, tudo, tudo é receita...
É bastante pertinente que os artistas não caibam dentro de si E explodam, transbordando de emoções...
PARALELAS A vida que a mim consiste Nos moldes que a razão emana
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PARALELAS A vida que a mim consiste Nos moldes que a razão emana É certo, existir não existe É concisa, fugaz e profana O belo que a existência explicita Enruga-se no primor da ode No sonho da donzela se avista E se perde a pretexto hoje Quem dera se amanhã eu pudesse Primar pela realidade insana Quem sabe meu coração fenece Ao ver enrugar-me a vida Se bela, há de ser remota Que nem a nossa ilusão avista.
VERSO & REVERSO: O poeta expressa seu sentimento lúdico Buscando a rima e a simetria,
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VERSO & REVERSO: O poeta expressa seu sentimento lúdico Buscando a rima e a simetria, Para muito ouvir o que não devia Deixando cândida a linha da harmonia. Se a réplica antecede a tréplica A métrica embeleza o verso Criando frases enriquecendo a guia.
TEUS FANTASMAS SÃO MEUS Os fantasmas que rondam Teus sonhos
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TEUS FANTASMAS SÃO MEUS Os fantasmas que rondam Teus sonhos Encontram-se nos sonos que sonham Meus sonos Refletem-se nas sombras das ondas Que sondam O sonho que sonhei... Em um labirinto E grandiosas criaturas metálicas Perseguiam-me sem tréguas Diante de gigantescos obstáculos metafóricos Que me afligiam Lembra, havia lindas mocinhas Bem vestidas a me clarear As saídas perdidas E alguns maus cuidados e feridos Quão perseguidos comigo Sumiam ou perdiam-se De minha ilusão Enfim, o fim Numa sala festiva Tais criaturas outrora tenebrosas Apresentando-se quais robôs Infantis Fechavam a única saída da sala Sem fim, cor de anil Que findava meu sonho febril.
INDECISÃO Será que sou o que penso Falo ou escrevo?
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INDECISÃO Será que sou o que penso Falo ou escrevo? Será que sou eu? Mesmo... Ou não sei se sou o que penso Que sou. Se não penso o que falo E não falo o que escrevo Às vezes penso que falo O que penso E escrevo o que penso Que sou.
IMPIEDOSO: A serenidade no olhar profundo ao horizonte Diz-se da certeza ao incerto...
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IMPIEDOSO: A serenidade no olhar profundo ao horizonte Diz-se da certeza ao incerto... Que nos rouba à calma A fé e o afeto Num futuro sem nexo Que macula a alma Tudo que tínhamos que éramos E nos fazia bem viver Impiedosamente se vão Sem deixar razão Sem nos oferecer defesa Por quê? Será felicidade? Viver infeliz num mundo “Feliz” Ou seria mais prudente, coerente Vencer e fazer crescer O sonho de viver Pra nunca, nunca mais esse monstro nefasto Nos fazer sofrer.
BUSCANDO O ÊXTASE: Como uma abelha De flor em flor
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BUSCANDO O ÊXTASE: Como uma abelha De flor em flor Procurando o pólen Pra fazer o mel Estarei sempre De dor a dor Procurando o dom De melhorar o eu Sei, é bem difícil, Acalentar o intimo E aplacar o frio Porem é tão cortês Se ter clemência De forma paradoxal.
BEM OU MAL Não sei se sou bom ou mal... Vivo ou morto
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BEM OU MAL Não sei se sou bom ou mal... Vivo ou morto Se aporto ou voo Se desejo ou renego Se desato ou fico Se bom, inexisto Quando não tô presente Na presença do bem e do mal Será que o bem não é vil? Ou, o mal infinitamente são?
À REVOLUÇÃO: O que move as revoluções são as paixões Claro, paixões pela igualdade social
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À REVOLUÇÃO: O que move as revoluções são as paixões Claro, paixões pela igualdade social Pelo avesso ao preconceito generalizado Pelo amor verdadeiro entre os povos Pela unidade das crendices Pelo respeito à admissão entre os relacionamentos Pela evolução dos espíritos de aura clara Pelo coração seco, do revolucionário, No afã de abdicar de um garboso amor Em detrimento de uma nefasta ideologia Pela ansiedade a emergir um ideal E pela angustia em submergir a retórica Que causa submissão aos homens...
HIPOCRISIA: Pensar que somos sãos Sobre a insanidade alheia
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HIPOCRISIA: Pensar que somos sãos Sobre a insanidade alheia Pensar que amamos Quando apenas dizemos, te amo Pensar que somos felizes Quando nunca, nunca perdoamos Pensar numa humanidade afável Quando a guerra faz pela paz do homem Pesar que somos humanos Sempre que aos insanos ignoramos Pensar que somos coerentes Quando só em si a verdade existe Pensar que tudo isso existe Apenas, porque vivemos Esse plano inconsequente. É saber que pensando assim Tudo é utópico nesse mundo vil...
ILUSÕES: Oh! Tempo intempestivo! Que marca as rugas
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ILUSÕES: Oh! Tempo intempestivo! Que marca as rugas Que ficam e não passa Viril pecador que mata e amordaça Sempre retruca fazendo ameaças Antanho vividos, sofridos sem graça Tempo que corre morre, e não passa.
CONTROVÉRSIAS (Carlos Egberto Vital Pereira) Eu penso que és o que sou
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CONTROVÉRSIAS (Carlos Egberto Vital Pereira) Eu penso que és o que sou Porque o que sois eu já fui O tempo passou de repente E hoje eu penso que fui O que pensas, não serás amanhã... Só pensando que és o que sou Tu serás o que pensas ser hoje.
CABELEIRA É O CARA: Nos idos anos de 1929, no município de Alagoa Nova-PB, pra ser mais nítido no sítio Camucá, hoje S.S. de Lagoa de Roça-PB, nascia CABELEIRA terceiro filho de uma família de cinco do senhor João Vital, carinhosamente chamado de João moco, homem de personalidad…
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CABELEIRA É O CARA: Nos idos anos de 1929, no município de Alagoa Nova-PB, pra ser mais nítido no sítio Camucá, hoje S.S. de Lagoa de Roça-PB, nascia CABELEIRA terceiro filho de uma família de cinco do senhor João Vital, carinhosamente chamado de João moco, homem de personalidade forte e conduta ilibada, logo se destaca por sua inclinação no domínio da matemática, autodidata, nunca cursou uma faculdade, porém era professor de matemática à época, onde dedicava parte de sua vida quando não estava na lida do campo, a ensinar os guris da redondeza pobre daquele município. CABELEIRA, como era conhecido entre os mais íntimos, não teve muito acesso a letra, em virtude de que na época em que estava em idade escolar, trabalhava para ajudar o pai homem de poucas posses, ainda muito moço, deixou a vida árdua do campo, aonde viveu duramente com sua família, a qual sobrevivia da agricultura familiar, para se aventurar na longínqua região sudeste, para ser mais preciso no Rio de Janeiro, acreditando que iria melhorar sua vida e, consequentemente oferecer ajuda a sua família que ficara no “inferno” nordestino abandonado por todos e tudo. Lêdo engano! Ao desembarcar depois de infinitos oito dias de viagem sem dormir, dentro de uma marinete sem o mínimo de conforto, se depara com uma realidade assustadora, terra, e gente desconhecida que logo ignora o pobre CABELEIRA, de indumentária matuta, sorriso tímido e, pele ressequida pelo sol impiedoso do nordeste árido, abruptamente a saudade do torrão natal aflora, e como um vídeo tape, começa a vislumbrar seus amigos, as conversas de botequins nas manhãs de domingo, as festas de argolinhas, os jogos de castanha no calçadão do alpendre da casa grande, as meninas de rouge no rosto, após a missa domingueira que antecede o pastoril dos cordões azul e encarnado, das disputas muitas vezes, na tapa, para decidir quem iria dançar com Doralice a quadrilha junina na escolha da “Rainha do milho”, da pamonha com carne seca assada na brasa, da rede de varanda onde depois da pamonha abria às pernas e peidava a noite inteira com o “Bucho inchado”. Imediatamente, lhe veio uma vontade tirana de entrar de volta naquela malfadada marinete, mas todo tostão que trouxera já havia acabado, e o amargurado CABELEIRA, é condenado a ficar naquela louca e enfadonha metrópole. Após pouco mais de um ano, o feliz CABELEIRA pisa em solo natal, era véspera de São João, havia muita fartura, milho verde, fava, feijão, batatinha e etc, depois de longos oito dias de volta, já menos sofridos, o jovem CABELEIRA sequer abre a cancela, e logo se joga dentro do barreiro da bigorna, ainda com o seu terno em linho branco, oriundo das terras sulistas, todo encharcado, o jovem grita: Pai, Mãe, cadê Jaime, Eugenio, Elídio, Tana e a vovó? Ao ouvir aquela voz, a matriarca responde lá de dentro da cocheira, teu pai foi dar aula na casa de seu Rouxinol, os meninos no roçado, e Tana lá na casa de Dodó, Dodó era uma meia tia do menino CABELEIRA e todos a amavam. E a felicidade era infinita na pequena casa de sapê, imediatamente foram chegando os irmãos e a noticia se espalha pela redondeza, e por volta do meio dia a casa já estava cheia para ver o jovem “carioca”, e Mariana a matriarca, reluzente de alegria grita: Tana! Bota água na panela que hoje temos mais bocas no almoço, pra finalizar, naquele dia comeram ali quarenta e seis pessoas. No dia seguinte, o jovem CABELEIRA confidencia para seus pais vou me casar! Você é doido menino! Disse João Moco o patriarca, com quem? Indagou. Com uma moça na Rua de Esperança-PB, o nome dela é Amélia, e assim o fez, o ano era 1960, casou-se com Amélia com quem teve dezenove filhos, dos quais, nove morreram ainda em idade de criança, hoje o velho CABELEIRA tem oitenta e quatro anos de idade e goza de uma saúde invejável, sua Amélia onze anos mais nova voltou a ser criança acometida do mal de Alzheimer. Ah, não podia me esquecer de suas peripécias, entre elas, se não a mais trágica, a mais cômica, o nosso protagonista também foi comerciante e possuía uma pequena mercearia no final dos anos de 1970, onde fazia e vendia “Dimdim” ou “Sacolé,” como queiram, o mais engraçado é que ao mexer o liquido deixava cair os cachos de “Baba,” e os moleques de forma irônica iam comprar e pediam me dê um babado desse ai, CABELEIRA com um sorriso pálido os despachava. Aquela pequena bodega foi palco de inúmeros espetáculos de grandes comédias involuntárias, e por onde passaram alguns nomes inesquecíveis de figuras hilárias como: Neve Pé de Cágo, Beto zambão, João Cafifi, Pombazulão, Maria debaixo da Mesa, o terror das crianças, e outros. Entre elas destaco a noite de domingo em que Neve “Pé de cágo” deu uma surra de cururu em “Beto zambão,” era aproximadamente 18h00, e “Zamba” ia pra missa, ao passar pela porta da bodega um moleque na rua grita “Pé de Cágo”! Neve acabara de beber um copo de cachaça brejeira, e ao se virar, dar de cara com “Beto zambão,” sem pestanejar, ela dar digarra de um sapo cururu que havia na calçada e começa a surrar o pobre rapaz que sem saber o que estava acontecendo apenas pedia para que a mesma não sujasse sua roupa branquinha que ia à igreja, a mesma, enfurecida, não parava de bater no rapaz, salvo com a intervenção das pessoas que ali se encontravam, bem como as quedas de asas de Antônio Cordeiro, em momentos de embriagues alcoólica, e muitas outras que em outro momento externarei aos senhores leitores. CABELEIRA também tinha grande facilidade de fazer boas amizades, e só lembrando algumas como: Juvenal Peteca, Antônio Carioca, Luiz Paulino, Zacarias, Antônio Cordeiro, Paulo Canuto e o pitoresco Pombazulão, até o poeta popular Arnaldo Cipriano, o qual promoveu muitos encontros de violeiros na casa de meu querido e amado CABELEIRA, que muitas vezes ao ser indagado pelo autor ainda criança, se ele pretendia se aventurar mais uma vez naquelas terras distantes. Respondeu: nunca, jamais, contudo aqui eu era feliz e não sabia.