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Frases de Carlos Egberto Vital Pereira

61 frases

NÓS Partimos do nada Para o nada
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NÓS Partimos do nada Para o nada E no nada Que estamos Nada somos No vão do infinito Universo Se vão ao nada Nada que somos Nada do que nada Somos Sem nada aportará No nada.

SOLIDÃO: Na escrivaninha do quarto Encontro-me com a solidão
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SOLIDÃO: Na escrivaninha do quarto Encontro-me com a solidão Que me aflige e me inspira A escrever em versos Tudo, tudo... Que a razão e a lógica humana nos suprimem E deixa embalar o ego a suprimir a razão Como se um nobre a reprimir seus vassalos, O poeta exibe-se Na certeza de que seus pensamentos Percorreram os quadrantes do universo Qual Morfeu, filho do sono e da noite A percorrer o planeta num instante a fio.

DEVANEIOS: Sozinho, em meu quarto estou A janela entre aberta seduz a brisa fria
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DEVANEIOS: Sozinho, em meu quarto estou A janela entre aberta seduz a brisa fria A entrar Sobre a platina está O cálice já embriagado com o licor Que faz acalmar O orvalho da madrugada fria Sucumbe em meu corpo nu E me faz despertar A aurora já adentra As frestas da janela que não mais Entre aberta está Meu corpo ainda moribundo De uma noite ébria Me faz delirar Procuro-te ao meu lado Não tenho teu corpo febril A me deleitar Assim desperto Para mais um dia em devaneios Me embriagar.

INCÓGNITA Eu brado dentro de mim Onde encontro a solidão
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INCÓGNITA Eu brado dentro de mim Onde encontro a solidão Descolorindo o carmim Do meu triste coração A tristeza é o caminho Que eu trilho sem noção Traduzindo a incoerência De minha efêmera razão Meu sentimento indefeso, confuso Se esquiva da paixão Que tenta fazer morada No meu eu sem compaixão Após as léguas tiranas De tristeza e solidão Aporto minha incerteza De que sou, o que não fui ontem Abrandando o coração.

O PIOR DOS PATRÕES: Em nosso cotidiano a busca pelo sucesso, pela Ascensão pessoa, é bastante nutrida, quando começamos nos entender de gente, logo deixamos aflorar o sentimento de ambição na busca de um bom emprego e sucesso profissional, e ao almejarmos tal objetivo, na qualid…
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O PIOR DOS PATRÕES: Em nosso cotidiano a busca pelo sucesso, pela Ascensão pessoa, é bastante nutrida, quando começamos nos entender de gente, logo deixamos aflorar o sentimento de ambição na busca de um bom emprego e sucesso profissional, e ao almejarmos tal objetivo, na qualidade de seres humanos, nunca estaremos realizados, sempre ambicionamos voos maiores, assim sendo, não poderia ser diferente com o nosso protagonista. Que ainda garoto, começou trabalhar, o salario, nossa, quase simbólico, porém necessário para suprir suas necessidades de adolescente, cinema, barzinho, chocolates e etc. Era um pouco escravo, más quando não queria ir, pronto, não havia muita responsabilidade, patrão não metia medo, a liberdade era o foco, seu porto seguro. Já crescido, bom, legalmente reconhecido como legitimo trabalhador, ainda assim, seu patrão não podia de direito escraviza-lo, protegido pela lei, mesmo que de maneira opaca, contudo tinha direitos às férias, fins de semana com a família, assistência médica, sem contar os vários feriados anuais, bem como direitos adquiridos como sendo: 13º salário, terço de férias, salário família, etecetera e tal. Depois de crescido físico e financeiramente, não mais era um reles empregado e, sim, um bem sucedido empregador, pasmem começava conhecer o pior patrão que podia conhecer, deveras, não lhe dava direito às férias, décimo terceiro, nem pensar, não podia mais adoecer, tampouco viajar nos fins de semana, nunca mais teve o prazer de dirigir seu possante, família, agora era segundo plano, seus sonos e sonhos, se perderam na solidão da noite, mora hoje em um avião, sua pátria é o mundo, o paladar estrangeiro, seu mundo restrito e ilusório. Enquanto descobria, que somos os nossos piores patrões perdia-se no mundo nefasto do fugaz poder material, que aprisiona a alma e o corpo físico numa irreal sensação de felicidade...

MINHA VERSÁTIL CÂMARA: Num pais de extensão continental, clima tropical e, eleitor de memoria bestial, a versatilidade de políticos pulha, é transcendental. Vi a doce e ingênua Dorinha
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MINHA VERSÁTIL CÂMARA: Num pais de extensão continental, clima tropical e, eleitor de memoria bestial, a versatilidade de políticos pulha, é transcendental. Vi a doce e ingênua Dorinha Hoje alimentar a ira Três patetas que juravam Fidelidade ao reino Que outrora sucumbia Esconder-se atrás da capa De uma solidariedade Que não passa de utopia Nessa casa tem de tudo... Tem Maria vai com as outras Lagartixa tem soneca Tem até de porte atlético Que briga com que lhe aperta Tem os intelectuais Com toda sua eloquência Cursando as faculdades Que só o dinheiro pensa E para concluir a rima Vi papai Noel de feira Presentear as crianças Em programa radiofônico Pra manter sua carreira Contudo eu vou findar Mostrando pro meu Brasil Minha câmara fez de tudo Voto de aplauso repudio Blocos bumba meu boi Dos índios e do zanôi Fez até o tal G/8 Se transformar no G dois...

CONTRADITÓRIO: O poeta expressa toda sua alma Num instante de infinita euforia
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CONTRADITÓRIO: O poeta expressa toda sua alma Num instante de infinita euforia Na mesma velocidade toda sua aura Num toque de tão pura magia De certo não finge sua verdade Oculta deveras, sonhos e desencantos Exibindo com ardor, toda sua vaidade Por ser matrix de todo o encanto Recuso-me, desatrelado ao pudor De entender a razão da métrica e simetria Quando se diz em refrão, o poeta é fingidor.

BLACK POP: A Black pop é um mal chique Não é aquele mal escarrado, nojento
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BLACK POP: A Black pop é um mal chique Não é aquele mal escarrado, nojento A Black. Ela curte veado, traveco, sapato e ladrão A pop. Não fuma, não cheira e não curte apertar A mina. Ela vota, brinca de roda e toca agogô A negra. É chique na lapa, na copa, no gueto E até no pelô O Black da negra. Tingiu sem censura o branco encardido “DEPUTA”... retrô.

A DAMA CANDIDA: Ela virá tal qual trem Que as paralelas trilha
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A DAMA CANDIDA: Ela virá tal qual trem Que as paralelas trilha Fugaz, viril como sempre vem Insana, em sua palidez marmórea brilha A lápide seu refugio Epitáfio a própria identidade Anoite indumentária... Negra qual Vesúvio Hostil, sem carisma ou piedade De semblante pálido, olhar galhardo Ela brada e rir, sem sentir-se vai E consigo leva seu maior finório sem deixar recado Qual vento se vai sem deixar vestígios De volta ao seu “Paraíso” fúnebre Como se frenesi, te chama ao verdadeiro equilíbrio.

NOSSOS MEDOS: Meu maior medo é sentir medo Medo de sorrir, medo de cantar, de falar...
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NOSSOS MEDOS: Meu maior medo é sentir medo Medo de sorrir, medo de cantar, de falar... Sorrindo exercitamos os músculos faciais Na expressão do cantar, o interprete lava a alma Num instante de euforia, sem medo de errar, Na escrita ou, no olhar Não se tem medo de sorrir, de falar No exercício da voz se expressa o pensar Só assim, o rebento sem medos, expõe ao mundo Seu sorrir, seu cantar, no singelo gesto de chorar Sozinho em meu eu, me ponho a pensar Assustado, com medo dos medos que a vida Faz-nos empunhar E retorno ao meu intimo, vencendo o medo Que em tese, é apenas um estado de espirito Que teu eu possa estar.