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Frase de Carlos Egberto Vital Pereira

AO SAUDOSO MESTRE: Nascido em João Pessoa Capital da Paraíba O menino de voz rouca Corpo esguio ou delgado Aos seis anos de idade Mudou-se com a família Para a pequena Taperoá A quem chamava o guri Minha linda princesinha Aonde se projetaram Seus primeiros madrigais Logo imortalizados Na memoria dos mortais Com a mãe compadecida Das mentiras infernais Do chicó, e seu escudeiro Floreando os recitais Mais tarde, já homem feito Fazendo o erudito Se misturar aos cordéis Introduzindo as artes Ao nascente ARMORIAL Movimento que queria Popularizar a cultura Do nordeste e do Brasil Associando a ela A linguagem do sertão Em seu cavalo de fogo E traseiro alardeado Se não fosse um alazão Carregava em seu gibão A pedra do rei congado Como o maior legado Do povo de seu sertão Sem alarde, E bem pouca cerimônia Apenas um violino. Tocando em reverência A vossa triste partida Partiste a se encontrar No reinado da “SARON” Com nossa compadecida Vou encerrar com pesar Nesse meu coração físico A saudade desse mestre Nas rimas que vão ficar Eternamente inseridas No coração ARIANO Do nordestino aguerrido.

Carlos Egberto Vital Pereira

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Pensador.com

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