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Frases de Carlos Daniel Dojja

15 frases

Às vezes me empresto vôos. Vou-me indo, com a percepção de que posso lançar-me a descoberta. Nunca sei o que virá depois que o passado do vento e o presente das nuvens se fundem. Teimo em fingir-me capaz de atingir infinitudes, parir-me de acontecimentos.
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Às vezes me empresto vôos. Vou-me indo, com a percepção de que posso lançar-me a descoberta. Nunca sei o que virá depois que o passado do vento e o presente das nuvens se fundem. Teimo em fingir-me capaz de atingir infinitudes, parir-me de acontecimentos. Desde isso, ponho-me asas estradeiras e olhares para o mais além do ver.

Insisto: Onde teus olhos pousaram? No voo das lágrimas que na cordilheira deságua? Entre as bordas tecidas no braseiro do tempo,
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Insisto: Onde teus olhos pousaram? No voo das lágrimas que na cordilheira deságua? Entre as bordas tecidas no braseiro do tempo, Ou agora, quando esvoaçam as borboletas no cio do teu ventre. Atrevo-me, em dar-te a resposta, irreal para os que descreem: - Vi teus olhos plantando sementes em meu peito.

... Minha sensação de grandeza se emaranha de singelezas. Como a memória da água, por entre rios, a retornar a nascente. Como quando nos sabemos finitos, refazendo-nos começos.
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... Minha sensação de grandeza se emaranha de singelezas. Como a memória da água, por entre rios, a retornar a nascente. Como quando nos sabemos finitos, refazendo-nos começos. E se é tão grande, como os olhos que se traduzem no peito..."

Não deve ser por outra razão, senão a da nobreza imorredoura da poesia, que Byron e tantos outros, revelaram em seus muros que “aqui não se morre, passa-se vivo para o outro lado”, condição inequívoca, como nos brindou Saraiva, reiterando que “qualquer que seja o futuro, continua…
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Não deve ser por outra razão, senão a da nobreza imorredoura da poesia, que Byron e tantos outros, revelaram em seus muros que “aqui não se morre, passa-se vivo para o outro lado”, condição inequívoca, como nos brindou Saraiva, reiterando que “qualquer que seja o futuro, continuará a haver noites de luar, Sintra e o Tejo a correr para o mar” In Carta a Laura Saramago

Já se adentrava a noite alta e as pandorgas versos partiam. Foi quando fitei a moça que de olhos gris se vestia. Então clamei a ela, antes que também se retirasse:
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Já se adentrava a noite alta e as pandorgas versos partiam. Foi quando fitei a moça que de olhos gris se vestia. Então clamei a ela, antes que também se retirasse: Agora que a lua cheia chegou, como teus olhos em ternura, borda-me entre o céu e a tua boca, numa indelével tecitura. In Chá com os Poetas e a Moça Bonita