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Frases de Camila Senna

238 frases

Não quero falar, Quero gritar... É gritar! O grito mais brando, com a voz mais suave,
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Não quero falar, Quero gritar... É gritar! O grito mais brando, com a voz mais suave, Com o sorriso mais aberto o quanto eu quero por toda minha vida, te amar!...

Desço a escada pálida, apressada... Carregada com minha jornada Com toda essa carga
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Desço a escada pálida, apressada... Carregada com minha jornada Com toda essa carga Dou de cara com um labirinto. Nele minhas roupas rasgadas Espalhadas... Começo a costurar, A unir meus pedaços, misturado com meus traços. Fico tentando ver se me acho Se me sinto... Se grito, Que silêncio de solidão, Quero ouvir a melodia, que me deixa em harmonia. Que caia do teto essa tarde chuvosa... Mesquinha, Fria, Mal-amada, que assolou meus dias. Fico em desatino Rasgo a pele Cuspo em vermes Me atiro no chão. Quero solução... Não quero razão. Quero provisão... Não quero suposição. Vou correr mato a dentro Desmantando meus sentimentos Procurando o vilão Quero encarar, quero-me aprofundar. A história que pregaram-me a peça, É minha... Eu sou a atriz. Dona do meu nariz. Não aceito teatro mal ensaiado. Quero compromisso com minhas raízes Se tiver que libertá-las, Uso meu instrumento sagrado, Minhas mãos.

Estava rindo, brincando, vestindo um largo vestido e casaco branco. Cabelos dourados ao vento. Fundo do tempo com raios luminosos...
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Estava rindo, brincando, vestindo um largo vestido e casaco branco. Cabelos dourados ao vento. Fundo do tempo com raios luminosos... E o frio enfeitando o momento. Que servia de alimento para minha ilusão para minha paixão. Sentimento de estar sentindo você a todo instante... Me olhar, me devorar. Olhos que afloram em mim, a flor mais delicada... A flor mas selvagem do meu jardim, do teu jardim! Quando no ímpeto olhei para o outro lado da rua... Pude ver a sombra bem delineada, bendita. Que denunciava que era você, e que eu era sua! Fiquei vermelha, acanhada, corri para dentro de casa. Meu coração naquele momento era só brasa... Querendo toda a sua chama... Que arde, que penetra, que Inflama... Devorando meu corpo, minha pele, minha alma. O vento, o mesmo que me acariciava te visitou... Trouxe de volta o teu cheiro... E ardentemente sussurrou e me falou: “que a linda melodia, ainda não cessou”.

Devagarinho, caminho por cada rua que vivi com você... Meu cheiro misturado com o seu, Está em cada esquina,
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Devagarinho, caminho por cada rua que vivi com você... Meu cheiro misturado com o seu, Está em cada esquina, Em cada banco de praça, Em cada calçada adornada, Adornada de lembranças, que são, para mim, valiosa herança. Devagarinho, ouço aquela música tomando uma taça de vinho. Sinto meu corpo queimar, quimera, pois não passa de primavera, O verão que marcou aquela música, aquele vinho, já era... Era que marcou o romance mais ávido, do sol mais dourado e do amor mais sagrado! Devagarinho, abro as portas do passado, Passado ainda presente, que a dor veemente insiste em ficar. Você foi como uma linda e longa viagem de trem... Chegou, lindamente ficou, e tristemente partiu... Será que ainda é vivo nesse mundo? Será que casou-se e teve filhos? Ora, foi mesmo uma viagem, Daquelas que os personagens não morrem... E nunca deixam de existir.

Durante anos de uma vida povoada, Andei só, com meu coração despovoado. Dava bom dia ao vizinho com sorriso no rosto...
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Durante anos de uma vida povoada, Andei só, com meu coração despovoado. Dava bom dia ao vizinho com sorriso no rosto... Para esconder a vergonha de cada a dia. Destilava palavras de carinho, Mas minha carne interna estava desidratada, sem rio. O amor que sempre me amou, insistia em ficar... Estava por um triz conservá-lo florido... Pois eram muitos momentos pálidos, sem colibris. Me vi num convento onde só enxergava lamento, Duma escassez de sentimentos de entontecer, As cores que eu via, era branco e preto, O branco: não era de paz, era dum tormento-loucura... O preto: não era da noite com luar, era a morte vestida para me tragar. Minha sorte foi a de ter nascido teimosa, rebelde, é... rebelde. Essa rebeldia causou a rebelião de toda uma vida ferida... Sem cor, ser harmonia, sem poesia... Me libertou! A inquietude interior que me vestia me fez ser melhor do que eu via, sentia, e vivia... Estava tudo entalado na garganta, e, antes que me estrangulassem... Vomitei com toda a minha coragem. Rasguei a batina que enclausurava minha espontaneidade, Joguei-a no lixo, no lixo dos covardes! Fiquei desnuda, com a face alva, macia e sem poeira. (respirei)...

Olhares sequiosos sempre me encontraram... Meus olhos nunca os cruzaram. Meus passos eram contados,
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Olhares sequiosos sempre me encontraram... Meus olhos nunca os cruzaram. Meus passos eram contados, E os tapetes eram erguidos... Erguidos para moça sonhadora passar. Mal sabiam que mesmo tendo visto guerra, desamor e agonia... O que eu queria não era ser star, queria apenas amar. Sempre quis a paz, sempre quis amor, sempre quis harmonia! Meu olhar ao contemplar o céu, era peculiar... Dos demais olhares das moças da minha idade. Meu jeito doido de inventar o amor foi sempre criticado... Porque dele não se falava com tando ardor. Não sei o que havia comigo, Não sei o que havia com eles. Quem era são? Quem era insano? - Não sei. Só sei, que o que eu sentia, para eles era fantasia. O novo era desconhecido, O antigo, era íntimo, me envolvia. Meu olhar, e a forma de ver o mundo, Era de dona, dona do meu nariz, dona dos meus pés. Era de dama, dama perdida no século de algum dia, Que ninguém via, só ouvia, mas não cria.

Acredito piamente que o nome dela é primavera... Quimera? Não, não, se for, é o absurdo mais lindo, mais forte, ao mesmo tempo mais doce que minha vida já viveu para ver... Quem?
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Acredito piamente que o nome dela é primavera... Quimera? Não, não, se for, é o absurdo mais lindo, mais forte, ao mesmo tempo mais doce que minha vida já viveu para ver... Quem? Aquela mulher? Sim, ela mesma! Que passa o ano inteiro segurando as pontas daqui, dali... E ainda assim, está sempre a sorrir, E ainda assim, está sempre a florir, Cuja flor, a mais valiosa que já vi... Cuja cor, é furta cor... A cor de todas as mulheres!

Vê se você enxerga meus pés alvos nas poças das ruas em dias de chuva gelada... Parece que não quer saber de nada, só mesmo do seu nariz. Agora eu já aprendi a lidar com você, fico na minha,
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Vê se você enxerga meus pés alvos nas poças das ruas em dias de chuva gelada... Parece que não quer saber de nada, só mesmo do seu nariz. Agora eu já aprendi a lidar com você, fico na minha, Por sua vez, você fica na sua... Então eu sigo dando os passos mais largos que consigo, indo além... Se caso eu não ver o buraco e cair, não se preocupe comigo, meu bem, eu me viro do avesso, mais não me rendo. Render? Eu nem sei o que é isso!

Tire a poeira da vida morna dos olhos e experimente deixar o vento lubrificar suas lentes... E quando estiver a caminhar por alguns desses atalhos que o tempo e o destino se encarregam de marcar... Não se esqueça, se der de cara com aquela alma florida que te deixa em êxtase...
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Tire a poeira da vida morna dos olhos e experimente deixar o vento lubrificar suas lentes... E quando estiver a caminhar por alguns desses atalhos que o tempo e o destino se encarregam de marcar... Não se esqueça, se der de cara com aquela alma florida que te deixa em êxtase... Que te toca a alma como uma linda melodia tocada por um violão... Que te toca a mente como uma linda paisagem da qual você sempre quis estar... Que te toca o coração como num filme de romance, daqueles que te arrepiam e te fazem faltar o ar... Se entregue, pois essa pessoa é a essência que faltava para seu jardim ser completo.

Pista molhada e toda uma jornada... Ando eu ao relento... Encantada com a madrugada,
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Pista molhada e toda uma jornada... Ando eu ao relento... Encantada com a madrugada, Que muitos dormem e não veem nada. Olho para cima e vejo as árvores se abraçando... Olho para o chão, parece miragem, mas não. Vejo folhas secas e vermelhas... Que mais parecem filosofar de tanta beleza, de tanta sutileza. Olho para frente... Me deparo com o farol do carro que vem vindo... Dilatando minhas pupilas, parece até luz divina. Vejo uma pedra e me assento nela... Me sinto forte como uma cidadela Mesmo estando com lodo e esquecida, me sinto protegida! Contei para as árvores... Contei para as pedras.... Meus segredos, belos segredos, Porque sei que jamais serão revelados. Posso morrer, e minha vida um dia contada em forma de poesia... Jamais será esquecida. Ficará enraizada nas raízes daquelas árvores... E esculpida nas fortalezas daquelas pedras... Com letras que só os sensíveis de alma entenderão. Tantos caminhos... Precipícios para alguns. Tantas trilhas... Morada para muitos. Tanto céu... E debaixo dele muitos ao léu. Tanto sol, farto sol... E muitos não emprestam nem o anzol. O amor está pouco. E o mar? Não está muito para sonhar. Então eu busco, incessantemente eu busco... Um pouquinho de verão... Verão que abrasa o bosque da minha menina... Que tem vida corrida por suas esquinas... Mas que anseia avenida para sua partida. Quero me aprofundar nesse labirinto em busca da felicidade... Meu instinto diz: você pode. Eu digo: eu creio. .

O nome dela é mulher... Ela sorrir como se nunca tivesse chorado... Ela chora como se nunca tivesse sorrido...
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O nome dela é mulher... Ela sorrir como se nunca tivesse chorado... Ela chora como se nunca tivesse sorrido... Ela faz amor como se fosse a primeira vez.... Se for de amar, ama quantas vezes precisar com a mesma intensidade... Ela se doa, se empresta para uma amizade verdeira com a mesma essência de uma criança inocente. Os olhos da sua alma é só amor, e essa palavra, ela veste com muito nobresa e louvor.

Não importa se a “negra” é da igreja ou do candomblé... O que importa é que ela é rainha, negra pura, mestiça, guerreira, trabalhadora, e de quebra ainda tem samba no pé. Camila Senna.
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Não importa se a “negra” é da igreja ou do candomblé... O que importa é que ela é rainha, negra pura, mestiça, guerreira, trabalhadora, e de quebra ainda tem samba no pé. Camila Senna. Grupo feminino Cultural da baixada fluminense, “Fulanas de Tal”.

Tarde com céu rosado e chuva fina... Molhava suavemente os carros, As ruas, os pássaros...
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Tarde com céu rosado e chuva fina... Molhava suavemente os carros, As ruas, os pássaros... Menos o meu amor. Ele se tornava abstrato Porque nele, a chuva não tocava e nem esfriava. O tempo parou quando nos olhos você me olhou... Quando na boca você me beijou e delicadamente degustou. O guarda chuva que eu segurava joguei ao léu... Me senti como pássaro colibri, livre e dona de mim. Dona também do teu coração Que pulsa em mim com toda exatidão. A chuva que caiu foi fugaz... Foi cenário para embalar a nossa paixão Que é eterna fusão. As árvores da rua que nos cercavam, Fotografavam sutilmente as sutilezas dos nossos gestos. O momento em si, parecia ilusão, devaneio. Engano bobo, era real... Era visceral. Não existia alheio, nem credo, era mais... Era espiritual. E hoje é sagrado pelos laços do amor. E esculpido na pedra do simples pecador.