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Frases de Camila Senna

238 frases

Chão de pedras tortas... Cheia de histórias e estórias. Janelas que se abrem para admirar e receber o mundo...
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Chão de pedras tortas... Cheia de histórias e estórias. Janelas que se abrem para admirar e receber o mundo... Aonde o barulho são os idiomas, os dialetos. Aonde a vida vira cantiga numa roda de viola, Ou no chorinho da bossa nova. Verde que não se cansa de receber seus colibris... Que não se cansa de ser o fundo nos retratos da vida, que convida, que ilustra, tema sofrido ou tema feliz. Cidade que emociona com suas esquinas... Barcos que navegam no mar, nas correntezas, nas ilhas desertas... De cada profeta, De cada artista, De cada poeta. Trilhas que pessoas sem destino encontram abrigo... Encontram no vento e nas árvores, seu acalento, até seu destino. Assim é Paraty, lugar lindo de se sentir.

Que o céu azul divinal Resplandeça sobre a noite fria e injusta, Que tem assolado meu sono
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Que o céu azul divinal Resplandeça sobre a noite fria e injusta, Que tem assolado meu sono Que tem me tirado a paz... A paz que tenho gritado com voz firme em terra morta. Que os lençóis brancos e voadores dos meus sonhos, Não fiquem encardidos com a poeira. A poeira do esquecimento, da solidão Que tenta a todo instante Mofar minhas certezas e me tirar a direção. Que o fundo musical dos meus sentidos Não fique em silêncio... Que os desígnios do meu coração Não sejam só emoção, Mas temperados com pitadas de razão. Quando meus olhos chorarem Escorrendo pelos caminhos da minha vida... E desaguando no mar da minha boca... O paladar seja sal, visceral Não quero inferno astral, nem inglória. Quero vendaval... Vendaval de amor, mas com pitadas de força. Para enfrentar a vida e suas feridas. Pois quero ainda que sofrida... Flores em todas as estações. E que os meus ouvidos não desanimem e atentos fiquem... Para ouvir ao longe a musica tocada por sião, Que me sustenta a alma... Que me trás calma, Me encanta... E põe freios na agitação do meu coração.

O amor não é como pegadas deixadas nas areias... Que as ondas do mar vem e logo as levam. O amor não é como chuva de verão que vem e vai como num relâmpago.
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O amor não é como pegadas deixadas nas areias... Que as ondas do mar vem e logo as levam. O amor não é como chuva de verão que vem e vai como num relâmpago. O amor não é como montanha russa cheia de emoção com alguns minutos de duração. O amor não é palpável como um coração de brinquedo, não se pode ouvir, não se pode tocar, apenas se sentir... O amor não tem forma... O amor não tem cor... O amor não tem cheiro... O amor de verdade não escolhe o seu amor, não questiona o porquê de ser esse ou aquele o seu amado ou a sua amada. E eu, por amar muito o amor... Amo desmedidamente sem definições o amor em toda sua plenitude.

Passeando pela rua da minha paixão... Vi tudo colorir... Vi tudo reluzir...
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Passeando pela rua da minha paixão... Vi tudo colorir... Vi tudo reluzir... Essa rua, de importante que é, faz morada em mim. Ela me faz ver chuva no verão. Sol no inverno. Aflora em mim, o que há de mais excelso. O coração arde... As pernas não obedecem. A reação do meu corpo, querendo aquele bendito corpo... É explosão de tanta emoção... É Libertação de tanta entrega... É paixão de tanto amor e saudade.

Meu corpo tem andado por histórias mal resolvidas. Penso - Que corrida que eu dei até chegar aqui... Ufa! Tem pisado em casebres assombrados...
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Meu corpo tem andado por histórias mal resolvidas. Penso - Que corrida que eu dei até chegar aqui... Ufa! Tem pisado em casebres assombrados... Tem trilhado o que seria um achado, que é o amor. Me sinto gigante diante de tudo que vivi. Posso dizer que sobrevivi. Sofri, mas aprendi. Dei uma volta nas tempestades. Passei a perna na hereditariedade. Hoje estou aqui! Livre e dona de mim. Livre no pensar, Livre no agir, Livre, livre e livre. As cordas que me amarravam feito boneca de teatro... Soltaram-se por si só, Libertaram-se de mim, e eu delas. Me liberaram para outra melhor, e eu a elas. Quando me dá na telha, Pego o papel branco e sobre ele refaço minhas trilhas. Invento minhas ilhas... Desfilo por minhas passarelas... Corro sobre minhas avenidas, Pinto minhas aquarelas.

Fico pensando, até quando? Até quando essa paixão... Essa intensidade...
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Fico pensando, até quando? Até quando essa paixão... Essa intensidade... Essa ilusão reinará em mim? Saio por aí, e em todos os rostos só vejo você. Fico na esperança de te encontrar, de te falar... O quanto foi um prazer te conhecer. O quanto sua vida me fez enriquecer. Mas não te encontro... Espero, no entanto, um milagre acontecer... Meu suspiro libertar-se, Meus olhos se aconchegarem sobre você. Fico pensando: por que o destino quis assim? Ironia? Ou Bondade? Seja lá o que for, já é tarde. Algumas tardes... Porque um dia, eu sinto que vou ter-te... E assim reviver o que não é tarde.

A vida me trouxe alegrias e tristezas... Sol e chuva... Amores e desamores...
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A vida me trouxe alegrias e tristezas... Sol e chuva... Amores e desamores... Sanidade e loucura... Refrigério e dor... Paz e guerra... Mas umas das coisas que da vida eu levarei até meus últimos suspiros... É a certeza de ter sido de verdade, de ter sido eu mesma. Ansiosa, amorosa, persistente, acolhedora, impetuosa, sincera, imediatista, apaixonada, chorona, sonhadora, tagarela, dinâmica, teimosa, generosa, brava, impulsiva, romântica e intensa... Já provei do mel e do fel, mais tenho em mim, a doçura de quem destila mel... Enfrentaria tudo de novo, valeu a pena! Já imaginou uma vida sem histórias e travessuras? Pois é! O que diria aos seus filhos? Mamãe não viveu? Lágrimas, sorrisos, vitórias, derrotas... Fazem parte da nossa história. Quando olhamos para trás e visualizamos o passado, logo pensamos: como fui forte e corajosa. Permita-se, invista em você! Se apaixone por si mesma. Se existe vida, a mesma, foi feita para viver... Tem que ter natureza forte para enfrentar as adversidades e triunfar sobre elas, pois não há mal que dure para sempre. Assim como nos filmes de romance, o bem e o verdadeiro sempre tem final feliz!

Tenho que ir... Seguir meu destino. Dá de cara com a minha vida...
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Tenho que ir... Seguir meu destino. Dá de cara com a minha vida... Me confrontar com minhas dúvidas. Caminho pelas ruas de volta para casa... Passo pela praça, e não vejo nada! Nem pó de poeira... Nem criança sorrindo... Nem folha seca, soprada pelo vento... Nada! Ao lado, o trem passa... O pássaro, sem graça, se esconde. As árvores secas com a imagem vazia! Mostram minha realidade, que nostalgia. É tempo de unir meus retalhos espalhados no chão. Espalhados no colchão... Espalhados nas neblinas... Espalhados no verão... Espalhados nas ruas do meu coração, que está alagado! Com meus sentimentos boiando na contramão, Pedindo esmolas nas esquinas, e recebendo não! É tempo de me fazer rir, Não posso ficar na mesma de sempre... Querendo o mesmo de sempre! Se para sempre, um dia acaba! Pois nem tudo que acreditamos para sempre ser, é eterno! Quero travessia, Atravessar a ponte dos desesperados, Quem passa por essa ponte vê a morte, mas não morre! Encontra-se com sua vida, com suas feridas... Todas elas cicatrizadas. Mente, metade sadia, e a outra metade insana... Corpo, metade bendito, metade louco varrido... Saúde, sem cólera, mas não totalmente imune, Quero ser curada vez em quando... Pelo veneno bom do “amor”. Depois da torturante travessia, estar preparada! Preparada sim! Para as ventanias e as ressacas do mar da vida. Não posso viver a pegar aquela flor. A flor que um dia viva e linda, guardei... Ela secou no meu diário... Consigo, guardou... Todos os segredos que um dia escutou... Eles foram revelados ao Sol, a Lua e as estrelas.

As árvores são as guardiãs de cada cidade De cada País De cada floresta.
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As árvores são as guardiãs de cada cidade De cada País De cada floresta. Cidade, que tem a urgência da sua essência País, que implora incessantemente sua permanência Floresta, que fica em vigília velando de pé por sua cidadela. Se tiver que ter chama, que tenha nos corações dos desumanos A chama do amor, com labaredas de sentimentos bons sem pudor Se tiver que ter luz, que tenha nos emaranhados da mata A luz divina, a luz do sol Que venha também a chuva como um milagre Milagre que alimenta o solo Tornando-o fértil, imortal. Elas guardam segredos... Nos protegem do sol forte... Ornamentam as ruas de colibris da ilusão... Enfeitam os corações dos apaixonados... Trazem boas lembranças de outrora. Nos fazem sentir e ter a certeza de como é absoluta a natureza Natureza que reflete na vida dos que anseiam viver Viver cultivando as raízes do que é louvável Viver exalando e perpetuando o calor do amor Amor que há de se alastrar por toda terra Civilizando e proclamando o fim da guerra Guerra contra a natureza e sua grandeza.

O sorriso que ilumina a paz... Que também diz que é audaz... O sorriso...
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O sorriso que ilumina a paz... Que também diz que é audaz... O sorriso... Que tanta inglória traz... Mas busca ser nobre demais... Reluz sobre o cobre, o ouro que é. O olhar sempre em busca da chama... Que inflama... Que proclama. A atitude sempre em busca de cartazes... Querendo parir... Parir as glórias da vida e assim reluzir... Trazendo a importância da magnitude que é a democracia... Sem hipocrisia... Sem desarmonia... Sem covardia... Mas com muita fé, coragem e ousadia... Trazendo na bagagem toda a história das feridas... Com muitas lutas vencidas. Muros pintados de cores fortes... Unidas contra a morte... A morte dos sonhos... A morte da vida... A morte da terra e suas avenidas. O fim da tortura e do sangue... Sangue de vítimas inocentes... Que só queriam igualdade com muita dignidade. Eram os sofredores... Hoje são os vencedores. Eram os escravos... Hoje são os escritores. Que escrevem suas vidas... Trilhando a terra prometida... De cada sonho... Escrevem seus roteiros sem dor... Sem cor... Com muito louvor. Roupas brancas e adornadas Com seus guias... Com suas crenças e suas diferenças. Olhar esperançoso e sedento... Sem querer se quer, o lamento... Mas retidão. Mas provisão. Almejando a pluralidade dessa terra colorida. Tem a cara do Brasil... Tem os cantos de abril. O negro... O íntegro negro. Cuja correntes arrebentaram... E um novo destino, traçaram. Anseia sociedade absoluta Com sua conduta na luta... Sempre na labuta de verem as coisas evoluírem... De verem as coisas progredirem. Nossa cultura vem do negro meu irmão... Nossa terra é herança do negro meu irmão... Foram eles que nos motivaram... A terem força... A terem garra... A terem esperança... Em dias de guerra... Em dias lança. “... A nobreza de verdade vem do pó, pó da terra, que foi erguido o castelo, castelo de guerra, guerra contra o preconceito e suas raízes obscuras...”

O assobio do vento sussurrou baixo no pé do meu ouvido Dizendo: não se assuste com o mar de surpresas que chegará com força em sua tenda. Aquilo me causou arrepios.
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O assobio do vento sussurrou baixo no pé do meu ouvido Dizendo: não se assuste com o mar de surpresas que chegará com força em sua tenda. Aquilo me causou arrepios. Fiquei pensativa tentando decifrar o que poderia ser a surpresa. Nasceu o dia, findou-se a noite e assim durante seis dias... No sétimo dia, o vento espalhou aos quatro cantos da terra. – Que, para a alegria só é preciso fé e ousadia. Aí então eu entendi, foram justamente as duas coisas que eu mais me revesti.

Do que adianta procurar saída para a solidão Se muitas das vezes, sou eu, o x da questão. Do que adianta bater a porta na cara do não
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Do que adianta procurar saída para a solidão Se muitas das vezes, sou eu, o x da questão. Do que adianta bater a porta na cara do não Se ele uma hora vai chegar na minha direção. Do que adianta, não querer passar na curva estreita que tenho que passar... Se a rua reta que curto trafegar, pode um dia desses paralisar. Do que adianta ter medo de ser ridícula e mal interpretada... Se muitos dos grandes nomes foram, e hoje, são referência para nosso suspiro.

Lágrimas escorrem pelas curvas do meu rosto. Seguro na mão, a rosa vermelha que um dia eu fui. E luto, luto todos os dias para continuar sendo...
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Lágrimas escorrem pelas curvas do meu rosto. Seguro na mão, a rosa vermelha que um dia eu fui. E luto, luto todos os dias para continuar sendo... Mesmo não suportando o cotidiano, pois sou mulher de Áries! Eu busco, eu tento, persisto e invento. Pois sou o licor degustado com ardor. Anel dourado no dedo e cheio de experiência. Não todas, mas o suficiente para saber... Que amar dói... Mas também constrói. Que amar alimenta... Mas também pode matar. Matar os sonhos... Mas pode também ressuscitar, e dar um novo verso ao papel, Que um dia foi escrito com muito amor e mel. Corpo que se entrega e vive de teimosa a se entregar. Que não se cansa de lutar. E de intensa que é, busca ser imensa do tamanho do mar. Sem obscuros a rodear... Liberta e livre como o rouxinol. Andando por becos, Pontes, Marginais, Temporais, E com alegria, roseirais... “Querendo vida sem ferida Querendo vitória sem ironia Querendo poesia sem agonia...” Quero me alimentar com os grãos da minha vida vivida... Com as areias das minhas ilhas... Lutando sempre pelos meus anseios. Podem não ser os mais indicados, mas são meus... Então, não interrompam, muito obrigado! Você é dos meus.

Sorriso entre o pai e a filha Abraços entre amigos e irmãos Paisagens de união no verão
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Sorriso entre o pai e a filha Abraços entre amigos e irmãos Paisagens de união no verão Do mundo e seus encontros profundos... Do beijo molhado, do abraço suado Do olhar de uma mãe para um filho... Do vento no rosto. Da formatura esperada e venerada Da corrida... Da chegada de uma vida para esta vida... Das esquinas Da neblina E até da partida, que pensa que terá outro encontro... na verdade era só despedida. Os momentos correm como o vento E o tempo escorre por entre o vão da porta... Mas tem uma máquina, a máquina do tempo que para qualquer doce amargo lento forte momento... Fotografa, retratando o retrato da vida de todos... Deixando transparecer até sentimentos... Assim é a fotografia, como a poesia... Eterna, eterna...

Existe vida aí dentro? Se existe, a mesma, foi feita para ser vivida. Se teve descida, subimos a ladeira novamente. Se teve pancada, tratamos sem deixar marcas, (só as ruins...) rs
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Existe vida aí dentro? Se existe, a mesma, foi feita para ser vivida. Se teve descida, subimos a ladeira novamente. Se teve pancada, tratamos sem deixar marcas, (só as ruins...) rs Se teve tristeza, foi para um dia a alegria chegar com gradeza. Isso chama-se vida, que só quem vive são os ávidos de alma, de coração.

Assim como o ar... Na aldeia dos nossos sentimentos, todos podem te amar e venerar. Mas se tem um, somente um, cujo o "amor" que queremos e veneramos não nos é dado, dói, dói tanto, que às vezes é inútil tanto amor ao nosso redor, se na verdade necessitamos é de um só. Assim co…
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Assim como o ar... Na aldeia dos nossos sentimentos, todos podem te amar e venerar. Mas se tem um, somente um, cujo o "amor" que queremos e veneramos não nos é dado, dói, dói tanto, que às vezes é inútil tanto amor ao nosso redor, se na verdade necessitamos é de um só. Assim como o ar que respiramos.

Larguei o relógio da minha vida no chão. Ele marcava as horas, tomando conta do tempo. Tempo que quero deixar seguir sua real direção.
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Larguei o relógio da minha vida no chão. Ele marcava as horas, tomando conta do tempo. Tempo que quero deixar seguir sua real direção. Sem tantos planos, sem tanta espera. Tenho expectativa sim, mas deixa ela ao natural. Não quero colocar minha esperança em risco. Se tiver que me transportar de um lugar para o outro. Estou pronta! Não quero oprimir o tempo. Quero deixar que o tempo flua em mim. Sei que é melhor assim. Pois tudo que é forçado no final é ruim. Quero sair pelas estradas da vida... De braços dados com minha confiança. Me surpreendendo com o novo... Extasiada com o inesperado... Com o que até então, era impossível, era delírio. E de repente, dar de cara com as portas... As portas do futuro que um dia sonhei. Quebrar a ampulheta do tempo... Que me importunava a alma, a mente, o coração. Me fazendo dormir com aflição E acordar com talvez um não.

Choro, choro porque em mim, dentro de mim, habita uma vida. Vida sofrida, que mesmo com tantos dissabores. Mesmo com tantas desgraças já ocorridas.
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Choro, choro porque em mim, dentro de mim, habita uma vida. Vida sofrida, que mesmo com tantos dissabores. Mesmo com tantas desgraças já ocorridas. Grita, grita pra ter vida. Meu interior vez em quando, respira frágil, frágil pior que vidro. Cuja alma se encontra árida, retraída. Minha mente vaga nos andarilhos de um senhor chamado passado. Implorando fazer teatro, nas cortinas de um menino chamado presente. Aonde o todo poderoso é o tempo, o tempo. Quero me aconchegar em algum lugar. Ando com espírito ébrio de tanta imobilidade.