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Frases de Camila Senna

238 frases

Minha saudade o vento levou para bem longe... A única palavra que o vento amigo disse-me foi: - Espere a ventania do amor chegar na hora certa... Tenha certeza, você vai ouvir o sopro forte do vento batendo na sua janela...
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Minha saudade o vento levou para bem longe... A única palavra que o vento amigo disse-me foi: - Espere a ventania do amor chegar na hora certa... Tenha certeza, você vai ouvir o sopro forte do vento batendo na sua janela... Ao abrir, não exite em duvidar, é aquele mesmo amor que, outrora destinado, retornou... E por amar-te tanto se resguardou... Foi para quando voltasse, voltasse inteiro, fazendo tudo ser mais lindo, tornando tudo mais verdadeiro. Acredite!... O amor possui sapiência, regado de inocência e tomado de saudade.

Não tem lei que me prenda, Pois sou da avessa... Viro a mesa toda vez que preciso.
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Não tem lei que me prenda, Pois sou da avessa... Viro a mesa toda vez que preciso. Da ideologia, não sei... Por que a minha, eu mesma a criei. Não faço versos letrados... Faço versos marcados, que são, para mim, sustento!... Erudito em mim, só meu coração. Meu conhecimento vem da minha vivência. Da calçada pintada, das experiências cravadas!... A vida ávida que mora em mim, precisa, anseia...Ser livre!

Meus olhos são mais que castanhos, São multicores. Minha boca é mais que bonita,
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Meus olhos são mais que castanhos, São multicores. Minha boca é mais que bonita, É meu cartaz aberto ao público. Minha pele não é só alva, Tem marcas negras como tatuagem, eternas... Meu corpo é mais que aparência É meu instrumento sagrado, bendito, colocado em holocausto se for preciso. Minhas mãos são mais que delicadas, São fortes, capazes... Elas escrevem o grito da minha alma.

Poluição visual Banalização normal Não tem olho nu
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Poluição visual Banalização normal Não tem olho nu Reveste-se de ouro e fede. Teias encobrem sua retina Seu gosto bom pela vida Vida? - Vazia. Os sentimentos inefáveis, já não fazem milagre. O feio é interno Ninguém diz Ninguém sabe Ninguém nota. Truque barato Sem questão Sem glória Pura apelação. Bala no bolso Uma pinga na boca Uma chica na cama E tudo rima. Quando olhar para trás, não adianta mais. Valores vão embora. O que fica, é o amor para contar história. Até o mesmo vai sumir da memória O pão que hoje você não dá valor Cuidado! Ele pode fazer falta amanhã Sendo o único suprimento Para saciar seu tormento.

Nascida no Estácio de Sá Ariana de março Poeta sem berço
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Nascida no Estácio de Sá Ariana de março Poeta sem berço Casada por livre e espontânea vontade. Mãe, por ser abençoada. Mulher por natureza e puro ímpeto. Sou ponto. Sou vírgula, Sou reticências... Sou revoltada interrogação? Sou loucura serena, intensa e quente exclamação! Sou todo esse palavreado andarilhando o mundo... Sou luz e vago no breu Meu sorriso largo mascara a ausência, a carência... Sou todo esse barulho dos meus versos desnudos... Sou urgência! Prazer...

A humilhação é insistente e desde sempre me atormenta. Mas sou dura na queda!... Não permito-me ser submissa...
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A humilhação é insistente e desde sempre me atormenta. Mas sou dura na queda!... Não permito-me ser submissa... Não me faço de vítima, sou indomável! A vida me apresentou pessoas vaidosas Pessoas orgulhosas, cheias de si. Tentando fazer a todo instante, com que eu me achasse sem valia... Pessoas teóricas e frias. - eu sou mulher de prática, de emoção, de fantasia! Não aceito humilhação. Embora algumas vezes, A mesma me confronte, me encare, me desafie! Mas não sou fraca, sou idealista. Sou Minha Alquimista. Em dias insípidos, busco o agridoce. Em dias cortantes, faço-me flexível. Em dias frios, visto-me de sol. Em dias sem paixão, não adianta, perco o ímpeto! Entro em crise na esfera coração! Busco sinceridade e dou de cara com a soberba. Sou feliz um dia. E os outros não! Tenho tudo! Mas não tenho nada! Será que a vida para mim já basta! Que mistério é esse? Indago... Quero colher o fruto, mas ele nunca está maduro. Está tudo errado! O meu passado... O meu presente. O futuro não se mostra, quero apenas uma simplória resposta. Sei que tenho a marca, Sei que tenho o dom, Sei que sou sacerdotisa, Mas estão brincando de pique esconde comigo! Sou de carne e osso, à espera do alvoroço. Sou de sangue e vida, à espera da quimera. Sagrada e desejada é a paz para mim!... Tenho-a tatuado em meu corpo, ela sim! Deixo-me possuir!

Garçom, por favor! Uma cerveja. Um isqueiro também... Esqueci do meu! Ei, não me olha assim,
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Garçom, por favor! Uma cerveja. Um isqueiro também... Esqueci do meu! Ei, não me olha assim, Olhe para dentro de si. Não perca seu tempo recriminando-me, Gastando seu dedo torto sobre mim. Não se preocupe comigo, meu bem! O veneno que mata, Que apaga a alma, Não faço uso! Garçom, por favor! Mais uma cerveja! Traga o isqueiro de novo, Quero fumar mais um cigarro!

Quando ferida por palavras e usada pela vida... Desabo, choro, grito. Sinto que às vezes preciso-me afogar em lágrimas...
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Quando ferida por palavras e usada pela vida... Desabo, choro, grito. Sinto que às vezes preciso-me afogar em lágrimas... Redescobrindo oásis enterrados em minhas entranhas. Quando a injustiça me visita devorando-me a alma, É questão de honra expulsá-la do meu jardim, Que é para não impregnar meus jasmins. Quando tudo parece estacionar, Tenho certeza que estou no caminho delineado... Cheios de espinhos, os mesmos se converterão em lírios... Cedo ou tarde, Sei que encontrarei uma trilha colorida para o mundo além.

Meu sonho, É o mesmo de quando criança... Mudou o caminho,
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Meu sonho, É o mesmo de quando criança... Mudou o caminho, Por sorte, entrei no alinho. Sinto falta do cheiro do antigo lar, Do olhar do meu pai. Da felicidade que tinha e não sabia, Hoje sei. Sei que não existe Família melhor ou pior... Existem pessoas diferentes, Mas que se amam intrinsecamente. Eu fiz o que toda criança faz: Brincar. Eu fui o que todo adolescente é: Rebelde. Hoje eu faço poesia, Rimo minha vida, Decoro meu coração, Me peço perdão. Entendo minha arte, Sou chamada de "mãe". Arrependo-me de ter dito Poucos e longos "te amo". Meu coração é apertadinho... Bem no fundo do lago negro Dos meus expressivos olhos, Nada a tristeza, boia a solidão. Mesmo com minhas marcas... Já decidi! Vou continuar... Preciso continuar Continuar a sonhar.

Esse está torto... A mil léguas daqui. Deixou um buraco,
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Esse está torto... A mil léguas daqui. Deixou um buraco, Estou esperta... Não quero cair! Nasci para sorrir Mulher no exterior, Menina para sempre!... Desejando prosseguir sem dor! Deixaram-me de herança... Defeitos incorrigíveis Mais eu sou moldável... Eu sou simples.

Guerra de versos Sementes que prezo... Criadores que detesto,
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Guerra de versos Sementes que prezo... Criadores que detesto, Falo o que quero. Falo forte, Não sou do norte. Sou carioca, Com veias vertiginosas. Não sou fácil, Nem muito difícil... Sou geniosa, Sou moldável. Uma menina... Uma pantera no cio. Uma mulher... Uma fera destilando amor. Sou de controvérsias... Não me aplique matérias, Tiro nota ruim. Meu boletim é péssimo. Só faço o que desejo. Se me cantar a pedra, Falar a rima, Dominar a gíria, não me excito. Sobrevivo de malabarismo... Retocando o quarto, Cheiro novo no pescoço, Nem sempre no salto. Meus lençóis são intrigueiros Troco-os sempre!... Odeio o rotineiro. Gosto de suor, gosto de flagra. Me enoja a mão fria O puritanismo barato A poeira vazia no quarto A mesmice incorporada.

Ando distraída para o alheio... Estou atenta para meu profundo âmago Estão desassossegados com a calmaria do meu semblante...
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Ando distraída para o alheio... Estou atenta para meu profundo âmago Estão desassossegados com a calmaria do meu semblante... Vez em quando eu sou mesmo intrigante. Não estou a fim de ser barulhenta... Um pouco de silêncio às vezes faz bem ao corpo e a mente. Andam-me cobrando o inútil... Mal sabem que estou focada nas linhas do livro da minha vida... Metade feliz, metade sofrida. Estou caminhando... Quando canso, paro, observo e continuo... Vasculhando e descobrindo cada fragmento do meu mundo.

Ah, que tranquilo... Estar completando Meus vinte e cinco anos.
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Ah, que tranquilo... Estar completando Meus vinte e cinco anos. Tendo meu momento: "recordações"... Lembrei-me de tudo até aqui. Dos vestidos floridos, Do quintal e as brincadeiras com os primos. Ri sozinha lembrando-me do tombo de bicicleta, Dos doces preferidos. Morri de saudade do meu primeiro cachorro: "o Xuxo". Da vó descascando laranja, Do meu vô Laudy, torcedor do fluminense, Que era tudo para mim. Do vô Taica, que era portelense Com raízes em Realengo, Cheio do samba no pé. Apertou o coração quando pensei no Juninho, Meu tio, meu preferido, meu Down. Diante de tantas lembranças, Uma fez-me encher os olhos de lágrimas soltas, Uma fez-me pulsar descompassado o coração... Foi imaginando meu pai vendo-me completar vinte e cinco anos... O abraço, O sorriso nos lábios, A satisfação de ver sua filha mais velha, Ser gente boa, Cheia de defeitos Mas com princípios e preceitos. Nasci no dia 27 de março de 1986, no Estácio de Sá, na Cidade Maravilhosa. Hoje, no dia 27 de março de 2011, completo meus vinte e cinco anos. Obrigada, Senhor, por ter chegado até aqui!