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Frases de Broliani

54 frases

SUBLIME ESCRAVIDÃO Quando e como não sei dizer; Apenas acontecerá sem aviso;
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SUBLIME ESCRAVIDÃO Quando e como não sei dizer; Apenas acontecerá sem aviso; Em singular êxtase de prazer; E tão natural como um sorriso! Chega se adonando sem pedir; Tomando o que julgas ser seu; Mas sendo nosso mais puro eu, ... apenas a nós caberá decidir! Queimarás como brasa acesa, no arrepio que corre a espinha; E nos despindo de toda defesa, nos curvará como à uma rainha! E assim de joelhos seguiremos; Mesmo que a dor seja tamanha; Sendo que por ela sangraremos, nos entregando a sua artimanha! Paixão real assim é avassaladora; Quando decidimos a ela enfrentar, ... impossível à razão argumentar; - Pois és do coração a predadora! Somos os peões nesse tabuleiro; Que no mover em risco se põem; E a si mesmo o cárcere impõem; Pois és ó amor sublime cativeiro! Claudio Broliani ⁠

⁠LINCE OLHAR Instante que urge no peito em badalar empírico, Ressoa na mente sem saber de fato o que sente,
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⁠LINCE OLHAR Instante que urge no peito em badalar empírico, Ressoa na mente sem saber de fato o que sente, Fagulhas de acenos entre ir ou não... apelo lírico, Serena visão profunda, seus olhos de Lince presente. Encontro sem texto, escrito por quem... acaso, Reverencia em momento perene seu ato solene, Dileção instantânea, afago abrigo da alma... Parnaso, Sentidos em névoa, ilusão em suprema vontade infrene. Vislumbre distante, acesso alado em galope de Pégaso. Sobejo inspirado além das águas... és ninfa Clímene. Frugal desejo em degraus de pedras... avanço em atraso. Socalcos íngremes em escarpas estridentes, Cáucaso. Óbices indomáveis retêm o alcance, sentença... condene! Despenco no abismo, finalmente em seus braços... indene! Claudio Broliani

⁠ETERNIDADE - Vivem as linhas além da vida! Sendo breve sopro sem duração;
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⁠ETERNIDADE - Vivem as linhas além da vida! Sendo breve sopro sem duração; Só provarás da vida a magnitude; Se sorveres dela a sua inspiração; Saciando-se assim em plenitude! - Pois a vida é pequena taça; Bebida... em poucos tragos; Para n’alma sentir os afagos, do néctar servido em graça! Mesmo em verso desbotado; Grafado em folha amarelada; Da terna paixão mal contada; Que jaz em baú empoeirado. - Poesia não é arte acidental; É emoção em forma precisa; É paixão exultada e concisa; É rimar amor transcendental. Onde da alma mesmo em retalho, e de coração fechado em concha, ... faz brotar choro que preencha; Petra flor em lágrimas de orvalho. Claudio Broliani

ÂNFORAS DOS SONHOS Desperta anáfora na mente em pertinaz fremir. Consonante descerram-se as ânforas dos sonhos.
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ÂNFORAS DOS SONHOS Desperta anáfora na mente em pertinaz fremir. Consonante descerram-se as ânforas dos sonhos. Alva a consciência em penumbra busca de remir. Diáfano desejo na renitência que sangra os olhos. Na congruente incoerência, guardo em mim um eu que não é meu, dos versos sem rima e das rimas sem nexo, dizendo o que não sei, em pensamentos que não vivo, são sentimentos que desejaria tê-los vivido, ao menos por um dia. Expressão irreal de caminhos que não se trilha, na remota capacidade de elevar-se a alturas além do alcance das sublimes fantasias, onde poderia encontrar talvez escondido no que escrevo o que de fato é meu, distante destas linhas perdidas e fora de sintonia, que nada mais são do que versos que soam com dor e sem poesia. E novamente poder dizer aquilo que eu sinto, em frases simples que surgem naturalmente como o respirar, mesmo em sibilo sussurrar, e assim conquistar seu mais puro sorriso, pois é nele que reside toda a felicidade de que preciso. E enfim, as ânforas que a muito foram lacradas finalmente serão abertas, onde nelas como vasos haverá a beleza da flor e quem sabe um pouco de amor, além do perfume doce da poesia, e somente então se revelarão também os sonhos, que sobreviveram regados pelas lágrimas dos meus olhos. Claudio Broliani ⁠

⁠SENTIMENTO POÉTICO E da imagem se fez verso, na visão que se pôs terna,
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⁠SENTIMENTO POÉTICO E da imagem se fez verso, na visão que se pôs terna, ou da aflição mais interna, de poema belo e perverso. No devaneio que maltrata; Ou em um mundo colorido, ... onde tudo é mais florido, e a maldade não se retrata. E da ilusão formou-se poesia, sendo sincera ou só mentira; Axioma fiel ou de pura sátira, de amor real ou de fantasia. E sendo alegria ou só tristeza, ....para o bardo em verdade, somente importa a liberdade, de trovar o feio em sua beleza. Não há lamento e nem falseta, pois o que escrevo não é meu; Sendo a poesia maior que eu; Os sentimentos são do poeta! Claudio Broliani

⁠CONJECTURAS Ouse imaginar, o quão triste seria viver sem amor! Como ave encarcerada que não ousa cantar.
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⁠CONJECTURAS Ouse imaginar, o quão triste seria viver sem amor! Como ave encarcerada que não ousa cantar. Dia sem cor, sem sol, sem calor, Noite sem brilho, sem estrelas, sem luar, Praia sem areia, sem ondas, sem mar, Jardim sem grama, sem aroma, sem flor, Valsa sem ritmo, sem giro, sem par, Filho sem pai, sem mãe, sem lar, Vida sem razão, sem paixão, sem valor. Como pássaro sem asas que não pode voar, Ouse imaginar, o quão triste seria morrer com essa dor! Claudio Broliani

⁠VOLÚPIA Escalando o ardor do seu lume, que minh’alma enfim ascendeu,
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⁠VOLÚPIA Escalando o ardor do seu lume, que minh’alma enfim ascendeu, ...elevando-me até o seu cume, ao seu corpo o meu se rendeu. Primazia estar em seu abraço; Aplacando nosso desejo vadio; És alento da volúpia e cansaço; Doce aconchego após o gládio. Impossível pensar em dormir; Pois agora não basta sonhar; Em ti ninfa eu preciso suprir; A volúpia que tenho de amar. E para eternizar esse instante; Seu corpo nu se veste de luar; E pra sedutora deusa radiante; Até a lua se curvou para olhar. Claudio Broliani

⁠ÉGIDE MAIOR Celestial maná que acalma! Esvanece do corpo a orexia,
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⁠ÉGIDE MAIOR Celestial maná que acalma! Esvanece do corpo a orexia, da insaciável e ardil asfixia, ...que afoga o rútilo da alma. Deflui correnteza em paz, inundando o ser impoluto; Em consonância esse fruto, sagrado esplandece audaz. Sápido de essência melíflua, ...pelas mãos do Pai germinou; E que o homem assim evolua, ...a verdade da Fé que ensinou Pois, Ele sumo verbo vaticinou, ...no Evo a matéria é supérflua! Claudio Broliani

⁠DISSONETO – SONETO DISSONANTE Estou ouvindo o som da voz interior, Eco silencioso quase mudo,
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⁠DISSONETO – SONETO DISSONANTE Estou ouvindo o som da voz interior, Eco silencioso quase mudo, Notas tentando escapar ao exterior, Luto para esconde-las do mundo. Desafinadas encontram passagem, Em altos trovões de gritos surdos, Buscam em folhas calma paragem, Entoar os segredos mais profundos. E despertam da inércia a coragem, Em sentimentos que não se medem, No recitar da poesia mais louca, Os versos dessa rima imperfeita, Na musicalidade em voz rouca, Dissonante a métrica perfeita! Claudio Broliani

⁠SIMPLESMENTE Seria tão simples dizer o que sinto, sem pormenores, apenas conclusos.
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⁠SIMPLESMENTE Seria tão simples dizer o que sinto, sem pormenores, apenas conclusos. Porém tão difícil definir o que sinto, sem o encanto dos atavios inclusos. Pois na tristeza de sentir o que sinto, pelo entrave do verbo em desuso. Perderia a alegria de viver o que vivo, na ausência de ver em você o que vejo, quando digo, simplesmente... te amo! Claudio Broliani

⁠ESPETÁCULO SEM ENTREATO No suave perfume em milhares de cores. Doce faz Inebriante aroma de primavera.
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⁠ESPETÁCULO SEM ENTREATO No suave perfume em milhares de cores. Doce faz Inebriante aroma de primavera. Inspira tons de amores vivos em quimera. Feitiço cromático apaixonante das flores. No cintilar que aquece é esperado o verão. Brilhante astro a pairar supremo no espaço. Produz em beleza refletida o raiar da visão. Sol soberano, de vital calor em seu abraço. No frio assovio canta-se a musica do vento. Dançam leves e livres as folhas de outono. Movem-se sem peso em lindo bailar lento. Flutuam soltas em derradeiro último sono. No úmido gotejo choram nuvens de inverno. Cobrindo de cristal toda terra que pulsa feliz. Alimentando o solo na fecunda força motriz. Restabelece a vida em dádiva de ciclo eterno. Claudio Broliani ⁠

⁠QUADRIS Naquela voz, de timbre sereno.
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⁠QUADRIS Naquela voz, de timbre sereno. Ou naquele sussurro, o gemido abafado. Naquela boca, de gosto divino. Ou naquele beijo, o desejo afogado. Naqueles contornos, do corpo moreno. Ou naquelas curvas, o “shape” dourado. Naquele seu perfume, que é um doce veneno. Ou naquela mistura, do nosso suor salgado. E a hora onde me perco, É no vai e vem que ela me ganha, E o momento que mais sou feliz, É no balanço dos seus quadris. Claudio Broliani

⁠FARFALHAR DE LUZ Avassalador em forma natural, De onde fluí e escorre a emoção,
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⁠FARFALHAR DE LUZ Avassalador em forma natural, De onde fluí e escorre a emoção, Inesgotável oceano de devoção, Que nos banha feito temporal. ... e há no coração uma represa! Fortaleza maior de sentimentos; Que frente à paixão fica indefesa, e rompe-se em mar de acalentos. Cintilante és magia intangível, Que nos toca em fogo abissal, Sobrenatural de força colossal, Possui-nos em efígie invisível. ... e há no amor um sussurrar! Que calmo como lago de cristal, ... deságua n´alma e faz jorrar; Esse plácido brilho sem igual. Claudio Broliani

⁠ACASO E no reluzir perpetuado, nesse sorriso enamorado, Que por acaso nos arrasta ao encontro inesperado,
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⁠ACASO E no reluzir perpetuado, nesse sorriso enamorado, Que por acaso nos arrasta ao encontro inesperado, Em um breve momento onde se cruzam os olhares, Falam mais que palavras proferidas aos milhares, E nesse cintilante brilho dos lindos olhos amendoados, Refletem a certeza que os sonhos a tanto encarcerados, Despertam e por fim podem deste grilhão ser libertado. Refazendo a esperança em viver um amor tão almejado. Instante eternizado no tocar dos ávidos lábios em um beijo, Na química inexplicável dos corpos entrelaçados em desejo, Ao rápido movimento onde as roupas se espalham pelo solo. Ter seu corpo quente, pulsando e se aninhando em meu colo. Sinto que novamente no giro incerto dos ponteiros do acaso. A vida é dádiva bendita, pois o melhor nos chega sem atraso. Claudio Broliani

⁠EPÍLOGO DO BARDO Seresteiro solitário da emoção, De cantilena rude sem melodia,
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⁠EPÍLOGO DO BARDO Seresteiro solitário da emoção, De cantilena rude sem melodia, Nas duras letras de sua autoria, Doa histórias puras em canção. Sem harmonia arranha o tom, Porém continua o seu cantar, Na fantasia de ser seu o dom, Poemas tristes insiste entoar. A pena ou lápis é seu florete, Amareladas folhas seu Coliseu, Inapto vocábulo é seu verbete, E na esgrima inábil padeceu. Sentindo a vida que se extingue, Pelo golpe que lhe feriu o peito, Faz poesia escorrida em sangue, Pois dos versos a morte é o leito. Em canto de dor serás esquecido, E linhas de vida no tempo sumirão, Mas se de alguém tocou o coração, És a razão... de ter o poeta existido! Claudio Broliani

ME AME E da triste solidão que dói e atormenta, és a pura emoção que minh’alma anseia.
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ME AME E da triste solidão que dói e atormenta, és a pura emoção que minh’alma anseia. E da certeza que essa esperança alimenta, és paixão que ainda no meu corpo incendeia. Desejos que foram em mim despertando, delicada e gentil mansidão me envolvendo. Gemidos contidos é música entoada em soluços, acorde da lira dos anjos a delicia dos seus beijos. Entre os lençóis o toque da sua pele macia, as carícias avançam na sensação que vicia. Do arrepio álgido no doce calor de seu cálice, ao elevar cálido de prazer extenue em seu ápice. São horas que voam neste dia perfeito, despertar com você chamando meu nome. Alcanço a paz com sua cabeça em meu peito, ter-te novamente nos braços pedindo... me ame! Claudio Broliani ⁠

⁠O AMOR COMO DESTINO Me fez então seu servo, ...como exposto nervo;
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⁠O AMOR COMO DESTINO Me fez então seu servo, ...como exposto nervo; Simples peça de acervo, Donde imóvel observo! Sem a força de Hércules, ...ou as faces de Aquiles; Esboço de traços moles, Escultura pobre e reles. Delírio do canto em flerte, Da ilusão levada em frente, Imagem deforme e latente, Mentira que tudo perverte. Preso em armadilha secreta; Ver dela a verdadeira faceta, que de encanto só a silhueta, no mais era só visão de poeta. De histórias em linhas oclusas, na loucura que fala de deusas, ...e do que são feito as musas; Criadas por imagens obtusas! Venerar a paixão é coisa séria, e a quem se ama... sabedoria! Pois da vida a razão qual seria? - Amar, como missão sumária! Claudio Broliani

BELEZA NATURAL De filhos frutos dulcificado... nos agracia e alimenta,
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BELEZA NATURAL De filhos frutos dulcificado... nos agracia e alimenta, Em fresca sombra robusta, se doa a nós em abrigo, No aroma que seduz a todos que dela experimenta, É rio de alma corrente que traz sabor e vida consigo. Elementar em sua exuberância és tu... ó natureza! Florida essência lúdica... em quimeras de aquarela, Sutileza e formas desiguais na sua perfeita beleza, Pulsa forte em bálsamo de cores... mesmo singela. Somos dela os súditos, rainha maior em seu trono, Brinda-nos em seu cálice... que eclode em sépalas, Das criações é a mais linda, florescendo sem dono, Divinas rosas livres se abrem... em corola de pétalas! Claudio Broliani ⁠

PÉROLAS E CONCHAS Pérolas... Chega como onda,
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PÉROLAS E CONCHAS Pérolas... Chega como onda, Que feroz açoita as rochas, Comprimindo o peito que arfa sem ar, Então urra o prazer como oceano que estronda, Em duas partes encaixadas perfeitas unidas em conchas, Tensão, alívio e a seiva inunda a gruta, como as ondas do mar, E ela vibra, espasmos seguidos movimentam o quadril em marolas; Conchas, Assim chega o descanso, Para os amantes em êxtase, Que esperam para de novo se amar, Se beijam sem pressa como rio em remanso, Já escrevendo um novo início para sua catástase, Pois pra eles seus corpos são como as ondas do mar. Na eterna viagem para beijar com néctar a praia que banhas! Pérolas... Claudio Broliani ⁠

FAZER VALER Há de ser nem fresco e nem sufocante, do primaveril mesmo que ainda inverno.
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FAZER VALER Há de ser nem fresco e nem sufocante, do primaveril mesmo que ainda inverno. Há de ser nem alegre e nem triste, do riso rasgado mesmo que de choro contido. Há de ser nem sol e nem lua, os dias da aurora mesmo que ao crepúsculo. Há de ser nem flores e nem espinhos, das pétalas mesmo que dilaceradas. Há de ser nem amor e nem ódio, das juras mesmo que muitas em vão. Há de ser nem mais e nem menos, da união mesmo que dividida. Há de ser nem tudo e nem nada, do desejo mesmo que frustrado. Há de ser sim vida e também sentimento, mesmo que sofrida. Há de ser sim verdadeira, há de bastar, e assim,...há de valer à pena! Claudio Broliani ⁠

⁠NAU BRASILIS Nessa Nau que singra a imensidão, E sem remanso enfrenta sortilégios,
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⁠NAU BRASILIS Nessa Nau que singra a imensidão, E sem remanso enfrenta sortilégios, Da procela irrompida em sofridão, Às sereias seus cantos e sacrilégios. Aflora em aguda lamina o arrecife, Rasgando como seda o frágil casco, Sob o peso da mão fria do carrasco, Finda sem rima mais essa estrofe. Restando só horizonte sem brilho, Aonde se mirava belo firmamento, Naufragado em dor nesse momento, És triste a visão deste tombadilho. Apenas destroços insistem a flutuar, Lançados ao mar e a própria sorte, Esperança de novas viagens a sepultar, Nas profundezas em leito de morte. E a Nau imponente foi despedaçada, Pagando pela imperícia de seu capitão, E pela ganância corrupta da tripulação, A todos afogou nessa funesta jornada. Claudio Broliani

⁠UM CANTO AO VENTO Na fresca sombra de uma árvore, as horas passam a velocidade do vento,
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⁠UM CANTO AO VENTO Na fresca sombra de uma árvore, as horas passam a velocidade do vento, as folhas poetizam a voz do vento, a pele se arrepia ao toque do vento. Na imensidão de um céu azul, as nuvens flutuam a força do vento, os pássaros pairam a razão do vento, a mente viaja ao sopro do vento. Na vontade que nos move, a vida segue ao sabor do vento, os versos surgem ao canto do vento, e o vento venta, e o vento leva! Pois na verdade; Tudo é vida; Tudo é verso; Tudo é vento. Claudio Broliani

⁠SONHO DE AMOR E assim eu fui tudo o que você queria, ... para lhe ver feliz e não mais sofrer,
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⁠SONHO DE AMOR E assim eu fui tudo o que você queria, ... para lhe ver feliz e não mais sofrer, ...com toda paixão que em mim cabia; Mesmo assim você foi sem eu querer! Na cruciante espera pelo adormecer, fica a bela lembrança como bálsamo, ...para em seus doces lábios fenecer; E possuí-la de volta em meu tálamo! Nessa rotina que morro ao anoitecer, ...no véu da fria noite que me abraça; Sonho com seu beijo servido em taça; E assim renasço em novo amanhecer! Claudio Broliani