Frase de Broliani
NAU BRASILIS Nessa Nau que singra a imensidão, E sem remanso enfrenta sortilégios, Da procela irrompida em sofridão, Às sereias seus cantos e sacrilégios. Aflora em aguda lamina o arrecife, Rasgando como seda o frágil casco, Sob o peso da mão fria do carrasco, Finda sem rima mais essa estrofe. Restando só horizonte sem brilho, Aonde se mirava belo firmamento, Naufragado em dor nesse momento, És triste a visão deste tombadilho. Apenas destroços insistem a flutuar, Lançados ao mar e a própria sorte, Esperança de novas viagens a sepultar, Nas profundezas em leito de morte. E a Nau imponente foi despedaçada, Pagando pela imperícia de seu capitão, E pela ganância corrupta da tripulação, A todos afogou nessa funesta jornada. Claudio Broliani
No pensador.ai desde