BONDADE "Quando se dedicares a definitivamente fazer o bem, ao invés de simplesmente não fazer o mal, terás verdadeiramente atingido ambos os objetivos!" Claudio Broliani
Frases de Broliani
54 frases
APENAS VERSO Nesse arranjo matemático de frases; Ou na sonoridade precisa dos finais;
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APENAS VERSO Nesse arranjo matemático de frases; Ou na sonoridade precisa dos finais; Se não houver um sentimento a mais; - Poesias não passariam de teses! Claudio Broliani
PÉS NO CHÃO Já fui gênio, príncipe e anjo, apenas bobagens,
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PÉS NO CHÃO Já fui gênio, príncipe e anjo, apenas bobagens, eu não acredito. Graduado não sou, sem PhD ou mestrado, nem mesmo letrado. Cavalo branco não tenho, nem armadura e espada, isto é pra conto de fada. Anjo sem asas não existe, sou falho, humano, e triste. Triste pois; Ser gênio, príncipe e anjo não mereço. São títulos e armas, e isto eu dispenso. Mas; Se de tudo ainda algo pudesse escolher. Por certo, o que mais faz-me falta são asas! Claudio Broliani
TEOREMA “Quando paramos de achar tanto e buscamos encontrar mais, as soluções deixam de ser meros impasses!” Claudio Broliani
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TEOREMA “Quando paramos de achar tanto e buscamos encontrar mais, as soluções deixam de ser meros impasses!” Claudio Broliani
POESIA Dos sentimentos que encontram amparo na força do verbo que toca o imaterial e assim tecem os versos, aos desejos que mesmo alquebrados renascem ardentes, pulsante e liberto das amarras da razão e materializa toda a emoção que nos preenchem a imaginação. Assim é o prélio…
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POESIA Dos sentimentos que encontram amparo na força do verbo que toca o imaterial e assim tecem os versos, aos desejos que mesmo alquebrados renascem ardentes, pulsante e liberto das amarras da razão e materializa toda a emoção que nos preenchem a imaginação. Assim é o prélio entre a arte e a poesia... a primeira retrata a vida em versos, já a segunda, essa sim, faz versos verdadeiramente vivos. Claudio Broliani
DESÍGNIO DA PROVA A mensagem é forte onde ela toca, não pela prova, mas pela razão de existir. Amalgama estabelecida de larga abordagem para contemplar, amplidão da imagem concludente a se somatizar ao real imaginário que produz a lenda, nortear o concreto pela razão lógica do…
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DESÍGNIO DA PROVA A mensagem é forte onde ela toca, não pela prova, mas pela razão de existir. Amalgama estabelecida de larga abordagem para contemplar, amplidão da imagem concludente a se somatizar ao real imaginário que produz a lenda, nortear o concreto pela razão lógica do indefinido em sua dualidade, estabelecer precisa exatidão pela pluralidade do intangível, infindável e inefável e assim alcançar o filosófico. Vetor em tríade (Alma/Consciência/Amor) fundamentais, todos, somente pela consciência da tangibilidade do sentimento que pulsa, e assim, se faz percebível na profundidade do ser, encontramos a essência do real amor, pelo que toca a alma estaríamos então o mais próximo possível da materialização do invisível no êxtase existencial... "Pressuposto", essa é a letra da música, o norte do caminho, a crônica da vida, caminhar pela lógica da razão concreta seria o trajeto comum, a todos, sem desvios, opção reta para quem quiser, tortuosa para quem procura atalhos, simples na concepção como foi simples a vida Daquele que a ditou e tanto ensinou, mas difícil na aplicação pelo livre arbítrio, o "descabresto" mal usado pela humanidade, egoísta e presunçosa, em nós, a verdade margeia-se em torno daquilo em que queremos acreditar, e essa é a decisão que dá o real valor a ouvirmos a boa e valorosa música, a encontrarmos um norte no caminho e escrevermos em glória a crônica de nossa história, pela Fé na Palavra que enaltece e dignifica, e por não ouvir os sussurros da dúvida quando ela mais urra aos ouvidos... Ele, o Cristo, nos falou, não escreveu, e até em seu murmúrio final fez retumbar a verdade que encaminha a sua Lei maior, moral e imortal. Se para quem entre grandes mentes e figura como um dos maiores filósofos contemporâneos, Kant, suposto ateu, em sua “Crítica da Razão Pura” postula à própria controvérsia a existência de Deus, a qual denomina “O Ser Necessário”, ainda assim, a necessidade em estabelecer “à matéria” a prova contrária a sua existência, se torna a razão de muitos, mesmo em lógica rasa de pensamento estreito diante do esplendor daquilo que não alcançamos, que é muito, inimaginável ainda, nem por isso baseada em irrelevâncias, apenas óbvias demais pelo prisma proposto dentre a nossa limitada ciência existencial, como dito, me é verdadeiro tudo aquilo em que quero acreditar, por necessidade ou teorização da prova aceita, mas, como por equação matemática desenvolver resultado de aceitabilidade concreta para Quem em conceito de essência transcende, é buscar resposta para a cor do ar em meio a escuridão onde não há emissão de luz, é tentar ouvir a propagação do som imerso ao vácuo, é pensar em reação antes da ação, onde, tudo é reação a partir do início da “primogênita ação” seja por estimulo, reflexo, consequência ou efeito, - Enquanto buscares em Mim a resposta para a razão do seu existir, esquecerás de encontrar em ti a verdadeira razão do meu existir; ou para a aplicação lógica desnecessária ao ininteligível, simplesmente o oposto! Claudio Broliani
DIVINO TEMPORAL Eis que irrompe em trovão sem aviso. Ecoando e quebrando o imane silêncio.
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DIVINO TEMPORAL Eis que irrompe em trovão sem aviso. Ecoando e quebrando o imane silêncio. Ressonante acústico compasso preciso. No coração és da tormenta prenúncio. Rutilam raios que cegam os olhos, Ensandecer brilhar incandescente. Visão confusa piscando em fachos. Relâmpagos que ofuscam a mente. Torrencial cascata despenca do céu. De sensações o verdadeiro dilúvio. Tempestade que vem como alívio. Pelo amor que escorre em seu véu. Das sinapses a paixão é relâmpago. Nas veias tempestade em ebulição. Sacro temporal que atinge o âmago. Pois no peito o que pulsa é trovão. Claudio Broliani
Cântico pra Ela Lírico som... em livre leve vento voou Seu cântico em prece, que tanto entoou
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Cântico pra Ela Lírico som... em livre leve vento voou Seu cântico em prece, que tanto entoou E em sutil acorde, de paixão ele tocou E nos ouvidos dela, repouso encontrou. Sem desistir... a cruel batalha lutou Vencendo todo o medo... que o castigou E eis que no caminho com a fé bailou E seguindo seu destino, alto cantou. Se fez sublime tal melodia para aquela Que a muito esperava em sua pureza O dia de voltar... a encontrar o amor. Que fugitivo deixou apenas a fria tristeza Mas hoje se fez chama, que emana calor Eternizando as notas da serenata pra ela. Claudio Broliani
AMAR ATÉ O LIMIAR. ... Vou contar-lhe uma história; Mas prometa-me que a ouvirá;
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AMAR ATÉ O LIMIAR. ... Vou contar-lhe uma história; Mas prometa-me que a ouvirá; Ela não fala de perda ou vitória; Apenas, de tudo que ainda virá. Felicidade é um estado da alma, e seu toque só se sente vivendo, ... projetada se torna um trauma, e morremos atrás dela correndo. ... café fresco, pão quente e queijo, ... e da amada os sussurros sutis; Um sorriso, um abraço... um beijo; É melhor que champagne em Paris. Coisas simples e tão ao alcance; Que na rotina se tornam triviais, ... ofuscando a delícia do romance; Quando buscamos prazeres irreais. Para vocês amantes tão jovens, que vai essa simples mensagem; Apaixonados flutuando em nuvens; - Amar, também é dura viagem! Sentimento é matéria mutável, e reflexo de quanto crescemos; Sendo ele essência infindável; Sobrevive se de fato quisermos. ... Então, sigam entre os carinhos; Pois dos desejos são o alimento; Para juntos chegarem aos sonhos; De viverem do amor o sacramento. O amor não é complexo ou singelo, ... nem conto de bruxas ou fadas; Não sendo jogo de cartas marcadas; Não há príncipe edificando o castelo; Lembrem-se do que se trata, amar! Saborear o amargo e o doce, e também... o sorrir e o chorar. Até o fim amor... apenas eu e você, a enfrentar as tempestades no mar! Claudio Broliani
ANTAGÔNICO SENTIMENTO Prefiro não saber se és real, E pouco interessa se não for,
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ANTAGÔNICO SENTIMENTO Prefiro não saber se és real, E pouco interessa se não for, Pois a ele se mantendo leal, Eclodirás com beleza de flor. Das certezas que desconheço, Sobram dúvidas e desejos, Que crescem entre os beijos, Na entrega a qualquer preço. Repentino surge entre juras, Florindo entre os carinhos, Sem se ater as desventuras, Da flor coberta de espinhos. Mesmo por ele sendo ferido, E vendo o sangue a escorrer, Ter de nós o amor suprimido, Melhor seria então morrer. Para sempre seremos servos, Desse sentimento antagônico, Pois não sendo ele platônico, És a razão de estarmos vivos. Claudio Broliani
INARMONIA EM RASCUNHO Não, não me peça um verso a mais, nem me impeça de ser só um som,
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INARMONIA EM RASCUNHO Não, não me peça um verso a mais, nem me impeça de ser só um som, sem arranjos que descrevam o tom, no descompasso de poemas banais. Dos traços sou apenas o desalento; Que na imagem carente de poesia; Violenta o verbo em sonora heresia; Nessa prece carregada de lamento. O poder da palavra é imensurável; És passagem para infinitas viagens, que vórtice de sentimento inefável; Revela-nos mais... que mil imagens. ... sou assim a imagem desvendada; Aquela pintura em tinta derramada, que na ausência de feições perfeitas, ...é reles esboço em linhas mal feitas. Então, sendo eu um pouco do verso, ... em partes sou um tantinho de dor, mas que também pode ser o inverso; Quando escrevo à imagem do amor! Claudio Broliani
CHEIRO DE VIDA. Vida que busco levar em profunda harmonia, entre os erros e acertos que tanto me fazem companhia,
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CHEIRO DE VIDA. Vida que busco levar em profunda harmonia, entre os erros e acertos que tanto me fazem companhia, nesse caminho estreito que se alarga mesmo em desencontros, pois nele se podem encontrar momentos de pura alegria, que preenchem o vago espaço que carrego no peito, nessa árdua caminhada íngreme, sem cor e por vezes vazia. São flores, amigos e amores, com aroma, calor e sabores, todos com seu perfume, presença e encantos, emanando sua luz que pulsa, aquece e envolvem, pelo mais gentil e sublime sentimento, afastando o frio escuro da noite, trazendo de volta à alma o brilho do dia, na paz tranqüila e na sutil beleza em aquarela de cores, que somente entende o elevado valor, aquele que teve na vida como eu, a felicidade de encontrar em seu trilhar... flores, amigos e amores! Claudio Broliani
CONSCIÊNCIA Do que é atilado em empirismo no fundamental valor consciente, lúcido, talvez muitos, talvez alguns, ou ainda muito poucos, e daquilo que nos remete a visão além de questões menores, expressão compreensível, atingível, suportável pela nossa pequenez de entendimento,…
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CONSCIÊNCIA Do que é atilado em empirismo no fundamental valor consciente, lúcido, talvez muitos, talvez alguns, ou ainda muito poucos, e daquilo que nos remete a visão além de questões menores, expressão compreensível, atingível, suportável pela nossa pequenez de entendimento, tão humana, tão presente, tão nossa... Consciência, um fardo deverás pesado, principalmente quando se eleva esse sentido de função maior, e se esbarra na consciência da "quase" inexistência ou mínima nenhuma dessa consciência em nós, esmagadora ao confronta-la com o que pensamos saber, do que nada sabemos e nunca saberemos. Entrar nessa espiral sem fim é mensurar o imensurável, caminho sem destino, jornada sem louros para nós homo sapiens tão insipientes ainda, mas tornar-se ciente da insciência desse "todo" inatingível, é a consciência de que há consciência, e ela avança, lenta, mesmo quase estacionaria diante do "tudo" que se poderia almejar saber, em algum momento, em milênios, quem sabe em “milhão de anos”, se por completo não extinguir-se a vida, essa que conhecemos, penso que haverá um salto não quântico, mas exponencial nesse avanço, onde se atingirá uma dimensão seja de tempo ou espaço que permita uma aproximação com essa que seria uma consciência elevada, coletiva, harmônica e originária em valores maiores. Para nós, em nosso tempo, ficamos com a ponderação e escolha pelo certo, pelo valoroso arbítrio pessoal, de opção pelo que é honrado e digno e pelo preço a pagar pelo caminho contrário, esse é o alcance razoável, pela consciência que caminha e não pelo jugo que impõe apenas. Do que liberta e ao mesmo tempo são freios que mantém a ordem no caos, seja a Lei ou a Fé, nenhuma se objetiva se não pela consciência de cada um, principalmente pelo que ambas oferecem, o direito ao benefício mas também ao castigo, do contrário, seria como imputar o cárcere em presídio ao criminoso mentalmente incapaz ou em estado vegetativo ou ainda a promessa de danação ao ateu, pois de nada valeria, sem objetivo, pela limitação própria da situação ou inabordável pelos seus princípios. Assim, pelo que toca a consciência em nossa mínima capacidade, é que se chega ao máximo do possível entendimento das razões tão distantes de compreensão desse "quase nada" do todo desse plano evolutivo. Claudio Broliani
DESCANSO NO MAR - (Soneto polissêmico) És majestoso... oceano Pacífico; Que se abre ao sopé desse morro;
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DESCANSO NO MAR - (Soneto polissêmico) És majestoso... oceano Pacífico; Que se abre ao sopé desse morro; Nesse mar azul calmo e pacífico, ...em êxtase mergulho e morro! ...sendo, para o fim muito cedo; Luto, sentindo da vida a chama; Mas sem forças desisto e cedo, ... à voz, que bela me chama. - Seu navegar não serás em vão, ou, sepulcro sem mastro e vela, Sobre ondas que vem e que vão, não haverás no fim, choro ou vela; Nesse infinito largo como um vão, ...eterna Nau, da paz que se vela! Claudio Broliani
A BELA Hoje uma simples palavra bastaria, para dizer o que sinto por ela,
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A BELA Hoje uma simples palavra bastaria, para dizer o que sinto por ela, estando envolto em calmaria, sussurrar ao ouvido o quanto és bela! Amanhã isso parecerá pouco, merecendo ela muito mais, sendo ingênuas palavras de um louco, que como poema não soam jamais! Eternamente ecoarás como heresia, pois o amor é pura sutileza, onde nem mesmo a perfeita poesia, justiça faria... a tamanha beleza! Claudio Broliani
DESCULPE-ME O POETA Prefiro a vida do romance que machuca, à ficção da poesia que conforta.
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DESCULPE-ME O POETA Prefiro a vida do romance que machuca, à ficção da poesia que conforta. Prefiro o romantismo e suas marcas profundas, às farsas e seus afagos poéticos. Prefiro a verdade poética do romântico, à ilusão romântica do poeta. Prefiro o segundo do romance sem tempo, à eternidade da poesia sem fim. Prefiro o cinza do romance imperfeito, à cor da poesia sem defeito. Prefiro a triste lembrança do romance, à feliz imaginação da poesia. Prefiro o calor de um abraço mudo, à palavras em folhas frias! Claudio A Broliani
PERIGO É NÃO AMAR! Amarei sem receio seus defeitos; Pois cansado estou da perfeição;
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PERIGO É NÃO AMAR! Amarei sem receio seus defeitos; Pois cansado estou da perfeição; Sendo ela apenas uma vil ilusão, peco em buscar amores perfeitos. Fácil amar em olhar aprisionado; Quando se vê só o maravilhoso; Um mero aceno se faz gostoso, ...para um coração apaixonado. O errado é sonhar com calmaria; - Pois amar tem tristes verdades! É gostar de desafiar tempestades, é pra quem com a morte flertaria. Se mede o valor pela dificuldade, ... quando tudo parecer perdido, ... e lutar não fizer mais sentido; O amor ainda é sublime vontade. E assim edificaremos nosso altar; Sobre a solidez de toda verdade, que vai muito além da sanidade; Nessa louca viagem que é amar! Claudio Broliani
PRECE LIMIAR ABSOLUTO Marejar de olhos vermelhos em lágrimas sentidas, apagando o flamejar de sonhos e paixões vividas.
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PRECE LIMIAR ABSOLUTO Marejar de olhos vermelhos em lágrimas sentidas, apagando o flamejar de sonhos e paixões vividas. Maldade das hordas dilacerando a pureza do encanto, levando crueldade ávida a profanar o momento. Gotejos cortantes do negro véu da solidão, afogando lamentos que inundam o coração. Garras de harpias rasgando a carne até os ossos, conduzindo vidas perdidas ao trilhar dos mortos. Arrastar de correntes cheias de sacrifício e pranto. Bestas que usurpam a fé barganhando temor. Demônios insanos mercadores de vil sentimento. Instante final onde renasce a esperança no amor, Labareda que arde nobre e não se apaga ao vento. Prece... chama divina que cura da alma o sofrimento e a dor. Claudio Broliani
QUIETUDE Em voga a difusão do sarcasmo. Disseminado por redes em teia.
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QUIETUDE Em voga a difusão do sarcasmo. Disseminado por redes em teia. Mentem déspotas em espasmo. Sob as vistas da passiva plateia. É povo que leva a fome na face. De ter ao menos da vida o justo. Conhecem do pão nem o gosto. E do vil tirano ignoram o disfarce. No gládio diário és vencido. Em achaque lhe roubam a renda. Negando tirar dos olhos a venda. Entregas a chave ao bandido. Pensam estarem livres os tolos. Experimentando a pura ilusão. Em lento trotear de acéfalos. Ao abate seguem em procissão. Desconhecem a essência liberta. Conquistada pela dura batalha. Onde a vitória e a vida é incerta. Separar a liberdade e a migalha. Tendo direito à escolha... e cobrar! Indolentes engolem a seco essa sede. Na fartura que essa terra concede. Faltou a esse povo na guerra sangrar. Em meio à multidão que negaceia. A solitude é o caminho que resta. Nessa senda que se abre em fresta. A quietude é minha íntima aldeia. Claudio Broliani
NOS BRAÇOS DE HERA Do sono profundo Acordar da manhã
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NOS BRAÇOS DE HERA Do sono profundo Acordar da manhã Em aroma fecundo Frescor de hortelã Anseia pela semente Plantada bem fundo És fértil e abundante Flui a vida no mundo Na sua pele macia Esqueço o amanhã Seu beijo que vicia Tem sabor de romã Seu olhar ardente Uma loba em fúria Hipnótica serpente Enlaçar em luxúria Dois corpos suados Seu exalar de avelã Desejos extenuados Da minha deusa pagã Claudio Broliani
SURREIÇÃO Em suas costas carregou o peso de tudo. A enorme cruz e os pecados do mundo.
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SURREIÇÃO Em suas costas carregou o peso de tudo. A enorme cruz e os pecados do mundo. De uma humanidade perversa e perdida. E por nós deu em sacrifício a própria vida. Do suplício resignado no horto das oliveiras. Angustia que fez em suor escorrer o sangue. Foi julgado, açoitado de forma vil e exangue. Crucificado e martirizado das piores maneiras. Pela impiedosa maldade e crueldade dos homens. Sucumbiu em suspiro oferecendo a nós remissão. Na fé imutável aceitou o destino pra nosso perdão. Após semear sua Palavra, ascendeu além das nuvens. És vida eterna em merecido descanso a direita de Deus. Mais puro exemplo de amor Ele nos deu, seu nome Jesus. Claudio Broliani
MITIGAR DA ALMA E quando por fim à hora chegar, será na exata contagem improrrogável, naquele momento que não se adia e nem se transfere, apenas se aceita acolher, na paz da consciência que em sua existência valorosa soube caminhar, sem medo de amar ou morrer. E quando por fim…
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MITIGAR DA ALMA E quando por fim à hora chegar, será na exata contagem improrrogável, naquele momento que não se adia e nem se transfere, apenas se aceita acolher, na paz da consciência que em sua existência valorosa soube caminhar, sem medo de amar ou morrer. E quando por fim à hora chegar, que seja ela rápida como o segundo em que os olhos se fecham e como em eternidade se vive, nas lembranças que nesse piscar sem volta revemos toda a glória da história, que pudemos ao lado daqueles que amamos de forma bela escrever. E quando por fim à hora chegar, que possa ser ao toque da trombeta inaudível, e pela sutileza do canto da Valquíria, que em sua montaria alada apontará o caminho para Valhalla, onde o descanso se faz merecido, a aquele que soube lutar e ser digno, nessa dura batalha que é viver. E quando por fim à hora chegar, haverá de ser na mansidão dos sentimentos, naquele instante de último sopro, que traz a calma ao coração e ao todo, onde sem os grilhões do peso do corpo, a essência leve e liberta viaja de volta pra casa, para finalmente à verdadeira morada... a alma imortal devolver. Claudio Broliani
RUGE A FÊMEA, GEME A FERA! ...No arrepio, que percorre a espinha; Há penugem eriçada por toda a pele;
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RUGE A FÊMEA, GEME A FERA! ...No arrepio, que percorre a espinha; Há penugem eriçada por toda a pele; Em suave toque que do sono desvele; Desperta a fera desejosa e mansinha. Sagaz como fêmea voraz em seu cio; Se move maliciosa em busca da caça; No seu bailar leve, envolto em graça; Ataca a presa, por ser esse seu vício. Implacável em seus desejos insanos; Avança com sede direto ao pescoço; Mas dominando a presa sem esforço; Ela se entrega, a prazeres mundanos. Então, a predadora já não é mais feroz; Agora a presa que impõe seus fascínios; Subjugando a fêmea aos seus domínios; A devora e sacia-se sendo agora o algoz. Claudio Broliani
MORADA Se não for pra ser você, porque deveria ser ela,
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MORADA Se não for pra ser você, porque deveria ser ela, aquela, ou todas elas? – Enorme coração? – Em tese! – Sempre cabe mais um? – Mentira! É espaço bem pequeno e espremido. É lugar sem movimento e escondido. É chão sagrado é terra divina, sem barulho e bem contido. Não é morada que se aluga, nem se empresta, é bem restrita. O acesso é só com chave, não tem cópia,...é só uma. Para abrir é só por dentro. E desta chave já és dona. Então bem sabes se queres ir. Só entra alguém, se você sair! Claudio Broliani