Frase de Broliani
QUIETUDE Em voga a difusão do sarcasmo. Disseminado por redes em teia. Mentem déspotas em espasmo. Sob as vistas da passiva plateia. É povo que leva a fome na face. De ter ao menos da vida o justo. Conhecem do pão nem o gosto. E do vil tirano ignoram o disfarce. No gládio diário és vencido. Em achaque lhe roubam a renda. Negando tirar dos olhos a venda. Entregas a chave ao bandido. Pensam estarem livres os tolos. Experimentando a pura ilusão. Em lento trotear de acéfalos. Ao abate seguem em procissão. Desconhecem a essência liberta. Conquistada pela dura batalha. Onde a vitória e a vida é incerta. Separar a liberdade e a migalha. Tendo direito à escolha... e cobrar! Indolentes engolem a seco essa sede. Na fartura que essa terra concede. Faltou a esse povo na guerra sangrar. Em meio à multidão que negaceia. A solitude é o caminho que resta. Nessa senda que se abre em fresta. A quietude é minha íntima aldeia. Claudio Broliani
No pensador.ai desde