Dez encontros Nossos encontros renderam-me quinze poesias Mas isso é tudo, preciso ir-me sem titubear
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Dez encontros Nossos encontros renderam-me quinze poesias Mas isso é tudo, preciso ir-me sem titubear Se queres que suma, assim o farei Pude escolher entre dizer adeus por bem ou por mal Entre sair amando triste ou com raiva Chorando de ódio ou de alegria Vi o amor começar a surgir em seu olhar Nem tinha pedido, nem tinha forçado Percebi seu esforço inútil para tentar controlá-lo Então a noite chegou, não para nos acolher E as estrelas atestaram muito bem suas palavras Nem motivos, nem nada, apenas “Não quero mais ver-te” Fui julgado, injustamente visto como culpado Minhas emoções foram menosprezadas Ao rastejar, perdi a última coisa que me sobrava Volta e meia, penso em escrever-te algo Sei que nunca estarei completamente curado Do infortúnio do esquecimento, duro fardo da separação Perseguirei sem fim o seu cheiro Em qualquer mecha loira que cruzar-me a vista Tornar-me-ei um ser mesquinho, não oferecerei além do mínimo E quando, ao acaso, acreditar sentir a sua presença Ainda que não faça mais diferença Estou certo de que passarei uma semana sem dormir A vida, então, não valerá a pena Até que a sua voz serena volte a massagear-me Fazendo ecoar notas sublimes em musicalidade e amor Bernardo Almeida