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Frase de Bernardo Almeida (www.bernardoalmeida.jor.br)

Leito Em terreno árido, o homem padece. Em disputas vãs, o homem se degrada. Em dias cinzas, o homem perde a graça. Em seu sorriso ameno, o homem encontra a paz. Em vozes autoritárias, o homem perde a compaixão. Em mãos agressivas, o homem perde o amor. Em dogmas, o homem perde a liberdade. Em seus seios, o homem conquista o direito de existir. Bernardo Almeida

Bernardo Almeida (www.bernardoalmeida.jor.br)

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Pensador.com

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Outras frases de Bernardo Almeida (www.bernardoalmeida.jor.br)

O resto Dias tristes Seguem-se um após o outro
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O resto Dias tristes Seguem-se um após o outro Noites chuvosas e manhãs secas No bar, deposito as minhas incertezas amorosas Atrás de ti, não me reconheço Ao seu lado sou completo Mas meus versos não rimam com o seu nome Sou andarilho, sou permissivo Vejo seu corpo e cobiço-o Mesmo que finja não enxergar-me Em punho, outro poema Para cantar a desilusão Os desencontros e as armadilhas Em princípio, sou o fim E coloco-me a sua disposição Sempre alheio aos acontecimentos Bata em minha face Derrame sobre mim a mais fria água E desperte-me deste sonho inoportuno Bernardo Almeida (Livro Achados e Perdidos)

Sem destino O vento é frio e a noite tão acolhedora Solitária e nublada como minha sorte
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Sem destino O vento é frio e a noite tão acolhedora Solitária e nublada como minha sorte Leste, oeste, sul e norte Uma bússola quebrada, desvairada Aponta para o nada e diz tudo Envia-me ao caminho menos oportuno Como um beijo derradeiro inalcançado Ou a cartada que precede a derrota Fora de contato, escondo segredos Que anuncio apenas à minha sombra E nem mesmo dela guardo confiança Quantas vezes não me traiu com certezas dúbias? Serei o penúltimo cavalheiro Aquele que leva as flores Mas nunca termina com a dama Estou fadado às despedidas e prêmios de consolação Serei então os restos do perdão Os ossos por trás de qualquer beleza A segunda-feira, a ressaca, as súplicas A humilhação, a tristeza, o medo de perder-te Mas diziam que o amor eleva? Conheci do paraíso às trevas E resido na instabilidade sem prescrição Tão perigosa quanto a própria vida Bernardo Almeida (Livro Achados e Perdidos)

Inadequado Eu não nasci para essa vida banal Uma rotina e um emprego convencional
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Inadequado Eu não nasci para essa vida banal Uma rotina e um emprego convencional Isso me soa marasmo Faz tudo que é belo Se tornar igual e chato Nada é mais estático Do que esse pobre padrão Que cria a cada dia um novo lunático Ou um perigoso ladrão Sou volátil como o álcool que bebo Sou daqui e dali Posso querer ser o mar E, em segundos, desistir Sou da vida Sou da natureza Sou sem pudor Sou no frio, o calor Sou do amor Sou do amor Bernardo Almeida (Livro Achados e Perdidos)

Incógnita O que tenta dizer-me esse olhar Profundamente misterioso
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Incógnita O que tenta dizer-me esse olhar Profundamente misterioso Que se esconde por detrás Dessa placa de gelo e vidro Talvez diga que me ama Mas poderia também zombar Dos meus elogios óbvios Da minha solicitude exagerada Quero dar o que te falta Mas, afinal, o que te falta? Seus olhos saltam de espanto Escondem respostas e choram Quem dera tivesse eu desenvolvido Os dons espirituais da mediunidade Atravessaria seus pensamentos E, em meio ao veneno, encontraria o antídoto Mas tudo o que me cabe É sentar ao seu lado E partilhar o silêncio cúmplice Da incógnita dos seus sentimentos Bernardo Almeida (Livro Achados e Perdidos)