No meu silêncio Me recompus sozinho. Sem mãos que me erguessem —
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No meu silêncio Me recompus sozinho. Sem mãos que me erguessem — apenas a dor, a febre, a indiferença. Bebi angústia em copos rachados. Fumei lembranças até virar cinza. Hoje, não salvo mais ninguém. Se vieres, vem nua de idealizações. Nunca fui o ideal — nem quero ser. Mas traga coragem nos olhos, pra suportar minha tempestade. Não quero juras de amor. Quero presença quando o verbo falhar. Não peço perfeição. Só alguém que me veja como eu vejo: com falhas, sem medo, sem pudor, sem fuga.