Frase de Augusto Silva
Dias de Chuva e Resiliência por Augusto Silva Nem sempre o sol desperta com a gente. Às vezes é a chuva que dita o ritmo, e o café, nosso único abrigo. Esse poema é para quem já se sentiu preso nas nuvens, mas decidiu caminhar mesmo assim. Hoje acordei cedo, a chuva fazia alarde nos telhados, como se o céu também tivesse pressa. O ar, denso e escuro, trazia algo de Notting Hill, um encanto suspenso, uma pausa involuntária para refletir. O corpo levantava devagar, como se a chuva também morasse por dentro, e os pensamentos ainda fossem vestígios da noite. E mesmo com os olhos carregados de escuridão, nos obrigamos a levantar. Uma força estranha nos segura pelo tornozelo. Ainda assim, erguemo-nos como quem carrega o próprio peso das nuvens. O café, nesse teatro todo, parece ser nosso bálsamo, sem prometer cura, ressuscitando devagar a alma. Porque há dias que não pedem sol, mas pedem resiliência. E talvez a verdadeira felicidade seja apenas isso: seguir, mesmo quando tudo em volta parece querer que a gente não saia de casa.
No pensador.ai desde