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Frases de Ariane de Moura

91 frases

Morrerei engasgada de palavras Ouvi dizer que todos os poetas Morreram engasgados
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Morrerei engasgada de palavras Ouvi dizer que todos os poetas Morreram engasgados Pensei engasgados Morrerei escrevendo tudo . Mas nunca será o suficiente Sou inundada de dentro pra fora Permeada de caos e contradições Tão finitas quanto eternas . Um relógio de cordas Programado já repetição O eu caótico frustrado Com fleches de memória . Inerte da história , na contra mão Infinitas palavras deslocadas Extraídas soberbas de me . ⁠

Ao soar dos sinos Traz de volta , traz pra mim Revoga o beijo o cheiro , desejo
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Ao soar dos sinos Traz de volta , traz pra mim Revoga o beijo o cheiro , desejo Arromba a porta que ficou trancada Não por opção , mas por orgulho besta . Segure os dedos minhas mãos Não solte não vá embora , fique . Resista , peça , me queira Me dispa. Beba de mim, sugue de mim Sussurre enquanto beija minha boca Converse no meu ouvido Com sua voz rouca . Sorria Quando fechar lentamente os olhos Enquanto se curva sobre mim Abra as pernas e como na cadeira Sente , apoie seus braços e viaje em me Passeie com as mãos no meus pescoço Busque meus olhos pra se Impeça minha fuga . Beije-me Não me deixe ir.

⁠Sintonia Senti medo ,quando seu corpo tocou o meu Sentir que entrava na minha carne
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⁠Sintonia Senti medo ,quando seu corpo tocou o meu Sentir que entrava na minha carne Tive medo de não conseguir sair Fiquei tão presa , na maciez da sua boca. Que me esqueci , me perdi Todo meu amor Todo meu carinho e atenção , Flamejante, como o ardo . Daquele chocolate aquele , aquele Pimenta , finalmente, quanta memória Não concluída , quanto prazer desejo adiado Sua pele , tom de romã , ou maçã , canela isso . Seu cheiro que embebeda meus pensamentos , mas como se é pra sentir Sim me embebeda , entra pelos meus pulmões E derrepente , estagnada perplexa do seu poder . Macio quente , doce forte Molhava minha boca E eu quase implorava Me beija . Minha licença poética Meu delírio eminente Vislumbre da poesia perfeita Minha cereja negra .

⁠ "Infame Olhei e vi seus olhos
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⁠ "Infame Olhei e vi seus olhos Naquelas gotas de chuva Que molhava seus cabelos Dançamos . Estava hipnotizada , com seu ar de que Nós podemos ser tudo que quisermos ser O mundo é seu é meu é nosso Nas linhas tênue do seu corpo . Fio a fio eu puxei, te trouxe pra mim Daquela água que escorria de você Eu bebi , destilando pela minha boca Encurralada não resisti . Pedi um beijo , Quando me negou Eu o tomei pra mim.

⁠Minhas palavras Eu dou um passo no escuro Navego entre as linhas do destino
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⁠Minhas palavras Eu dou um passo no escuro Navego entre as linhas do destino Eu brinco com cada palavra Dedilhada nas cordas de um violão. Eu não digo as palavras , Eu as transpiro, As faço carne da minha carne As faço sentir por se próprias . São viscerais , do profundo Metódicas consistentes Quase com vidas Se não, vivas. Você pode dançar com elas Canta-las educa-las endireita-la Melhor sussurra-las , grita-las Por fim guarda-las .

Te venero Tempestade, furacão de sentimentos mútuos Dilacerou meu coração , arremessando
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Te venero Tempestade, furacão de sentimentos mútuos Dilacerou meu coração , arremessando Minha alma nesse mar de paixão Chovia em mim e molhava minha boca Desejando , minha pele e meus beijos quentes Escorria pelo meu corpo com a boca Sentia meu cheiro , eu sentia seu Você me chamava , eu te ouvia Te seguia , eu tinha sede de você Queria beber te como vinho Queria sugar te como mel em meus dedos Queria deslizar minha língua e sentir Cada gosto seu Não é da carne , e do desejo é do beijo Seu seu cheiro Seus beijos seu delírio por mim Minha , sua ,sua suspira geme Pra mim Bebe da minha boca Nosso fogo e desejo Eu ⁠ louca por te

⁠Quando um vaso se quebra Cavando uma saída sem fim Doi quando eu respiro
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⁠Quando um vaso se quebra Cavando uma saída sem fim Doi quando eu respiro Meu coração sangra E meus olhos se molham São duas linhas distintas, em caminhos separados Não importa quantas vezes eu chore Sera minhas mãos a enxugar meu próprio rosto. Como explicar tanta dor Como te fazer viver e sentir Escrevendo as aqui Como te mostrar aquela pontada? Seguida de falta de ar Junto a engasgo de melancolia Como dizer escrevendo , sinto , Eu sinto , sinto se partirem Como ossos secos Jorram como sangue de uma artéria Como cinzas quentes De uma árvore em chamas

"Arco iris" Serei pra sempre sua, Vagas palavras dentro do meu coração
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"Arco iris" Serei pra sempre sua, Vagas palavras dentro do meu coração Que se partiu em pedaços Não tão vagas assim. Aquelas palavras escritas que gritaram, Pra sempre para todo sempre Até alguém ouvir Tanto a ser dito, nada que os sentidos Possam ouvir Mergulhei Aqui estou eu, tomada atordoada Ai ,coração maldito So fazes zombar de me Escreverei milhões de palavras Pintarei todas as ruas de azul rosa ou amarelo ou vermelho Eu beijarei seus pés e sentirei seu cheiro Minha, minha eu repito "Sua" Eu escutei Ariane de Moura

⁠ Mais uma madrugada Em que a insônia
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⁠ Mais uma madrugada Em que a insônia O abismo sem fim me engole, Mais um finito tempo . Entre espaço e pensamentos Corroe, roendo As minhas borboletas no estômago Que hoje não passam de cinzas . Que amargam a minha boca Que me causam enjôos Mais um dia em que a única coisa que muda É o meu humor.

"⁠Maldita seja Eu não sabia que amar doía tanto Eu não imaginava
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"⁠Maldita seja Eu não sabia que amar doía tanto Eu não imaginava Que me destruiria Nunca pensei. Quão dilacerante seria Dar meu coração Uma praga desconfortante Dor escruciante . Luta de amor e ódio eterno Quando um não , doía até os ossos Que queres que te faça Maldita seja . Maldita bruxa devassa Deveria queimar-te , Mas a única coisa que queima É meu desejo de te . Malditas labaredas Eu sou a própria fogueira .

⁠cupido O que é amar pra você Uma explosão de dor
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⁠cupido O que é amar pra você Uma explosão de dor Agonia se agarrar nos detalhes É cegar-se pra não ver . Permitir que alguém invada você Toda dor causada cria uma casca Uma ferida que não sara Não cicatriza. Corte as asas de um pássaro E ele não voará Quebre o coração de alguém E até respirar fica difícil . Sim meu coração foi partido Esmagado pisoteado Mastigado Servido

⁠Relatos de quatro rodas Meros pés pernas andantes Tapados conformados
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⁠Relatos de quatro rodas Meros pés pernas andantes Tapados conformados Hipocrisia todos os dias Passo a passo . Palavras e palavras confusas Sou só mais um mortal De conflitantes pensamentos De esperas revoltantes O que diz a sua mente Melhor o que guarda Sorrisos , choro alegria pedidos Dor desespero Rum nesse passar infinito Nesse declínio maldito O tempo, gozador do ser .

⁠Ida Talvez eu fique por aí Só talvez eu me negue a ir ,
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⁠Ida Talvez eu fique por aí Só talvez eu me negue a ir , Sinto o gosto do sangue morno na boca O ferrugem do travar dos dentes. Aquela porta escura que não deve ser aberta Aquele fio de angústia Que sai do peito esvaindo pelas costelas A sensação do assoviar da morte . Alguém puxa o fio Eu sinto na minha carne Palavras ,infinitas palavras despedida Pobre alma ,vagante atormentada.

O gosto das uvas Revirei-me outra vez A cama fez jus ao meus pensamentos
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O gosto das uvas Revirei-me outra vez A cama fez jus ao meus pensamentos Meus segredos sonhos ,meus medos , Derrepente aquela sensação , Aquela de, encontrei eu achei Achei o que eu procurava , Pobre mente atormentada . Insana infundada , Dar me as mãos e só flutue Pise nos degraus imaginários E sonhe junto a me Essa história sem pudor. Quem é você ? Quem és tu que chegas de mansinho Aproximando uma pedra por vez . Um estalar de garganta , um dois três É vinho,tinto ,suave, seco, tardio doce Ou passado , eu não sei A me só me resta esperar Por esse breve encontro talvez.

O lamento do violão Da janela , a chuva caia Escorria nos vidros
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O lamento do violão Da janela , a chuva caia Escorria nos vidros Dançava gota a gota Faziam ziguezagues . Meus olhos acompanhavam De um lado para o outro Tic tac, tic tac Voltas e meia com os polegares. Um passo um suspiro, Declinando a cabeça Lamentava por algo perdido Ou simplesmente Por não ter nada a dizer ... ⁠

Violei-me ⁠ As palavras são cuspidas da minha boca Vagarosamente, empurradas para fora
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Violei-me ⁠ As palavras são cuspidas da minha boca Vagarosamente, empurradas para fora Jorradas como rio em forte correnteza Destilando da garganta pela língua. Em um engasgar seco eu repeti Estou dissipada, navegou no meu sangue Me encabulou zombando de mim Jogo na mesa quem da as cartas? Suspense , mistério não tão mistério assim Envergonhado pior de todos os golpes baixos , Essa piada o amor .

⁠intocável Por entre as ruas e vielas Por todas as cartas amarelas pelo tempo
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⁠intocável Por entre as ruas e vielas Por todas as cartas amarelas pelo tempo Em cada pétala que cai Em cada gota de chuva . Entre os fios do meu cabelo negro Em cada minina particula Naquela sala cor de folha seca , Dancei ,com a sintonia perfeita. Brilhava ao amanhecer Era seus olhos fugindo da ira Era meu eu quente naquela pira Eu queimei você.

⁠Amor doente Veio como brisa nos dias quentes de verão Soprou feito tempestade acenando o fim
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⁠Amor doente Veio como brisa nos dias quentes de verão Soprou feito tempestade acenando o fim Encandeia com o sorriso A primeira miragem. Saciei meus devaneios , relutei com a despedida Impetuosa inconstância Revelaste algo dentro de me Quem seria além de te. Sois o rio que derrama as águas O vinho que mata minha sede E seca minha boca Infortúnio é te amar. Minha bruxa maléfica

⁠Maçã podre Mais uma vez eu estava só Mais uma vez eu chorei sozinha
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⁠Maçã podre Mais uma vez eu estava só Mais uma vez eu chorei sozinha Entre as paredes escuras E um travesseiro molhado Dolorosamente me desfiz Calei meus sentimentos de angústia Senti cada linha se desfazer Percebi devia ficar muda. Lavados com água salgada Separados como o bem e mau Sufocados reprimidos Engasgados , refletidos Po fim. Cuspidos ...

Quebrou Escureceu , de repente veio até me Aquela sensação e se
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Quebrou Escureceu , de repente veio até me Aquela sensação e se Ao calar-me dei sinais , é o fim É chegada a hora tão temida por mim Hoje agora e para sempre lamentarei Por ser tão tola assim Em mil cacos meus cacos se partiram Ensanguentados diluem a minha razão Parece apagar vagarosamente Aquela luz que brilhava firme Hoje ofuscada pela desenlusão Fim sem mais delongas Sem sombras sem paixão Somente o fim sem razão

⁠se esvai É inútil cegar-me diante disso Parece que o tempo ,me pregou uma peça
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⁠se esvai É inútil cegar-me diante disso Parece que o tempo ,me pregou uma peça Ansioso coração Mãos e pés suados Olhar desviado Pernas apertadas , contra as mãos Entre os dedos foram embora Tempo lembranças ilusão Ram essa teoria da conspiração Essa mania Oh destino seu sem noção Levou embora , trouxe de volta Ahhhhh que droga Como é que fica meu coração

Aqui jaz um amor ⁠Pensei, respirel ahhhhhhhh Abri a porta
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Aqui jaz um amor ⁠Pensei, respirel ahhhhhhhh Abri a porta E fui , eu fui embora de você Fui embora das migalhas que me oferecia Finalmente eu pude ir Pude ver a aurora que em me encandeia Eu fui Fui embora de me Quando para você eu abrirá a porta Finalmente eu pude respirar Com o amanhecer ver o sol e sentir o calor Finalmente me libertei da prisão de ser sua Finalmente a minha verdade nua e crua Eu posso ver Eu fui Finalmente eu fui embora de você.

Ausência⁠ Quantas vezes a espera , se faz presente na ocasião , amores perdidos distendidos Remanescentes da dor e da ilusão ,
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Ausência⁠ Quantas vezes a espera , se faz presente na ocasião , amores perdidos distendidos Remanescentes da dor e da ilusão , Quem sabe atros sensação , cúmplices amantes , quem pode titular tal sentimento , quem ? Aqui ali , quando , por onde ou porque . O que o coração diz a você , bem se o coração é só um músculo porque ele dói quando sofremos , nem os físicos explica Pobre coração , pobre musculo sentimental .