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Frases de Antonio Montes

876 frases

ABROLHAR Essa bola que me dá... Vem redonda no meu peito
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ABROLHAR Essa bola que me dá... Vem redonda no meu peito e faz meu coração pulsar. As vezes fico sem jeito e com seu efeito de chutar o que me faz, é eu amar. Essa bola que me dá, essa bola faz gol, no meu abotoar da gola.

PITACO É meu peixe... Fique frio enquanto nada
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PITACO É meu peixe... Fique frio enquanto nada pois nada poderá te afogar no rio. Mas cuidado... Cuidado com toda essas água que no dia da deságua, será estio. Nesse dia, não de rabanada sobre o ar pois agora poluído, o ar pode matar.

ANELAR Era noite estrelada... E a lua lá no céu, se fazia prata
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ANELAR Era noite estrelada... E a lua lá no céu, se fazia prata a saudade em mim, era de ti e mais nada. Eu? Eu caminhava pela orla desse amor aplaudindo a esperança que nos carregava feliz com seus abraços e seu sorriso em flor. Sonhei alto e fiz piquenique nas nuvens vaguei pelo espaço sideral o quanto pude. Antonio montes

SUPRESSÃO O dia se foi... Se faz noite n'essa hora
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SUPRESSÃO O dia se foi... Se faz noite n'essa hora e esse crepúsculo rosa, não demora. Abraçaremos a esperança... Na migalha do tempo, vamos sonhar? Com a vinda do sol alvorecer, sorrir e amar. O ontem, não roda mais moinho e seus ventos perderam-se, em seu ninho. Antonio Montes

NÃO CHORE POR MIM Não chore por que morri! Pois não poderei te ouvir
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NÃO CHORE POR MIM Não chore por que morri! Pois não poderei te ouvir Nem tão pouco te conforta Não chore porque já morto Não poderei lhe abraçar Nem nunca mais te dar conforto Nem você me visualizar. Fique também sabendo Que perdera seu tempo Se comigo vim sonhar. Não chore porque teu choro Não vai mais me comover Não poderei ter dor, nem dó. Nem sentir pena de você. Não chore porque já morto Não terei mais sentimento Não posso enxugar tua lágrima Nem ser mais o teu alento. Não chore, pois em teu choro. Não poderei te acompanhar Também não sentirei mais pena Nem nunca mais poderei Chorar. Não chore nem tenha dó De quem morreu te lembrando Passe o tempo que passar Saiba que morri te amando. Não chore, pois nem toda lágrima. Fará um dia eu voltar Me, tenha apenas em lembranças. E me guarde em teu sonhar.

DESEJO São seu lábios, boca sua... Que para mim, tanto quero!
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DESEJO São seu lábios, boca sua... Que para mim, tanto quero! Ah se eu pudesse... sapecaria o beijo de desejo que há muito anseio e venero. Seu pudesse... Mergulharia, n'essa fantasia e nadaria nas águas desse sonho, então... Eu sanava essa sede essa vontade toda verde... Plainaria nas asas desse sentimento e desses desejos medonhos. Antonio Montes

CACOS Em meio a cacos de vidros vejo sangrar nosso amor
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CACOS Em meio a cacos de vidros vejo sangrar nosso amor que despencou com apelido misturado-se, a tanta dor. O sangue esta pelo chão espalhado n'essa saudade que invade meu coração de tanta infelicidade. Tento levantar, cortado n' essa ingratidão sem fim vejo rumos despedaçados Deus! O que será de mim?

A PÁLIDA CANOA Com vento em popa lá vai à canoa
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A PÁLIDA CANOA Com vento em popa lá vai à canoa maré na calmaria ondas sobre a proa. O bico, vai às águas sem sede pra encher canoa, alguém paga... Pra andar com você? Quando criança; andei com medo no ar de não cair nas águas para não se afogar. A canoa esta pálida de tanto navegar já levou saudades para o lado de lá.

MANOBRA DE FILA Lá na fila de espera uma senha, uma hera
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MANOBRA DE FILA Lá na fila de espera uma senha, uma hera a hora ali, sim impera ao mando fiel da Era. O tempo ali demora e o soar do marcador o esperado, apavora com lagrimas, e suor. Cara feias estão ao ar do esquema poluído ali acontece um piscar do paixão desconhecido. O desrespeito do esquema que com grana, faz festa contas do povo é tema e flores em suas florestas.

ABORTO Sou filho de seus anseios Que com beijos e afagos
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ABORTO Sou filho de seus anseios Que com beijos e afagos Afegante de respiração Colocou-me intenso Bem perto do teu coração. Tive a chance de uma vida De ver a luz tão querida Sem direito e sem sopro E sem chance de nascer Transformou-me em aborto. Sem mãe e sem futuro abrigo Tive a chance de ser filho Quem sabe ser professor Que sem me deixar viver Tirou-me mesmo sem dor. Poderia também ser doutor E viver para salvar Mas sem direito de vir ao mundo Com um antídoto qualquer O que fez, foi me tirar. Se todas as mães do mundo Pensassem assim por segundo O que seria do criador Hoje não existia vida E nem Cristo redentor

SOU POEMA Sou poema, sou amor... Sou rascunho interno da alma
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SOU POEMA Sou poema, sou amor... Sou rascunho interno da alma Expressão integra do sentimental Lagrimas de puro fervor Sou deserto comunidade, capital. Sou poema, sou amor... Sou a lagrimar no rosto inocente O pólen da flor o pulsar do coração O gesto do lábio o tic, tác do momento O chilrear do vento sobre o tempo O chorar da solidão... A paixão. Sou poema, sou amor... Sou o semear da harmonia O romper e o entardecer do dia As ondas ao morrer na praia O peixe a rabanar no ar Sou o falar a expressão o gargalhar. Sou poema, sou amor... Sou partículas da natureza Expressão real do momento Um grito que sai do intimo Notas brotadas sobre um tempo Sorriso a plainar sobre o vento Cifras do som do arpoador. Sou poema, sou amor... Eu sou o carreiro com a poeira O berrante do boiadeiro O menino, moeda, chuva a lama O grito a porteira, moça a janela A tranquilidade um repousar na cama O segredo guardado na algibeira. Sou poema, sou amor... Sou musica que acalenta os anjos As rugas que demarcam o rosto Timbre da paz sobre o mundo Os sentidos de todos os gostos Eco da expansão da alegria Esperança de um vagabundo Sou astral que eleva os dias. Sou poema, sou amor... Sou a beleza da natureza A serenidade de um olhar A discrição esbouçada da pétala O farfalhar de um sonho na noite O açoite da mimica no jardim A algazarra alada dos pássaros As dores do principio ao fim.