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Frases de Antonio Montes

876 frases

CIRCUNSPEÇÃO A chama? ah essa chama... Que chama engana e esgana
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CIRCUNSPEÇÃO A chama? ah essa chama... Que chama engana e esgana inflama com gritos, ressalta e brama. Como chama essa chama! Será labareda, voz de articulação ou gana? ou um chamado estridente de bacana. Quando ouvires uma chama que chama, vá Mas tenha cuidado... Com o fogo da chama. Antonio Montes

EXPECTAÇÃO Uma lagrima serena em tardes tão pequenas
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EXPECTAÇÃO Uma lagrima serena em tardes tão pequenas vida breve de dá pena cravada n'essa novena. Não chore seu choro por príncipe nem um... Quem sabe ele é sapo enchendo-te de sopapos cheio de zum, zum, zum. Se segure, que amanhã lhes trará um novo sol horizonte,e bela flor coração cheio de amor braços aberto e arrebol. Antonio Montes

NO PRETO E BRANCO Um romance de amor na parede em moldura de um tempo sem cor
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NO PRETO E BRANCO Um romance de amor na parede em moldura de um tempo sem cor à poeira que queimou nosso verde um amor que a prisma registrou. Os abraços e beijos... No branco, e no preto ficou os desejos e ensejos suspenso na parede... Amarelou. Flores e jardins, no chassi, estão cinza E o arco-íris... Um surreal preto esvoaçado no ar. Pássaros sob espaço chuva de risco lágrimas pontilhadas olhos de carvão... Água branca para matar a sede venha menino... Vamos com essa vida rindo Me de a sua mão. Antonio Montes

LÁ VAI O TREM Piui, piui... Lá vai o trem
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LÁ VAI O TREM Piui, piui... Lá vai o trem Passa por ai passa por aqui sobre os trilhos de ir e vim passa como colibri. Da vontade de passar e nas janelas olhar as flores das velhas estradas o ponto da bela chegada que me leva a passear. Piui, piui... Lá vai o trem vai tremendo o seu trilhar corre lendo sob o vento com seu tempo de chegar. Esse trem leva saudade da lagrima que viu cair deixou no ponto a verdade e a felicidade ao partir. Piui, piui... Já foi o trem deixou o olhar do horizonte pelos campos ao sumir no ponto, prantos aos montes com a vontade de seguir. Sobre o vento, deixou lenço abanando a despedida foi para endereço tenso expelindo lagrimas da vida. Antonio Montes

LÁ VAI JOÃOZINHO Sobre o alvorecer cheio de sol assoviando pelo caminho
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LÁ VAI JOÃOZINHO Sobre o alvorecer cheio de sol assoviando pelo caminho lá vai Joãozinho!... E vai sozinho, no mundo o seu pedacinho admirando o seu destino. O vento sobre os arbusto o farfalhar daquelas folhas o chilrear da passarada as sombras em suas encolhas. A placa velha na estrada as margens cheias de flores as cores das borboletas os pássaros com seus amores. Lá vai Joãozinho... de vez em quando aos saltos com pensamentos lá no alto! Quando crescer não terei sede curarei todo verde para nunca mais faltar água. Farei rios no nordeste matas de sul ao leste e luzes que nunca se apaga. Vou formar outra Amazônia descobri outros países não apenas pra roubar. Farei, pais ficar com filhos no deitar e levantar sem nunca os abandonar. Joãozinho saiu pensando nas coisas do mundo mundano o que fazer pra melhorar. Descobriu que a politica é a engrenagem da invenção a onde todos é contra todos e irmãos é contra irmãos. Joãozinho cresceu ficou triste quando viu que sua carreira já não era mais brincadeira e o para traz, não mais existe. Antonio Montes

FIM NA ESTRADA O morto na beira da estrada não tinha riso
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FIM NA ESTRADA O morto na beira da estrada não tinha riso não tinha nada. A alma estava triste... Com o olhar seco e profundo como se tivesse perdido tudo. Não importava mais o mundo seus olhos, prostravam-se indiferentes... Desprovido de lagrimas... Não mais chorava. N’àquele instante, ali... o ar se fazia frio o vento, não ventava pássaros não cantavam Uma sombra de mal goro pairava sob o ar. N’àquele momento nada se ouvia Exceto... cri, cri de grilos... Revoar de morcegos E o gorjear de corujas. De repente!... Visitas expressões de fim mimica de perca O mundo estava perdido ali. E nesse ínterim... Brota uma mistura de choro cochichos de bramuras a falta de esperança o desprezo de uma cura. Os sentimentos estavam pendurados nas margens do abismo a cisma prostrava se inquieta Uma interrogação no ar... Porque que o mundo é aqui?! Antonio Montes

LEILÃO MALUCO Quanto me dão... Pela cesta de tristeza e o fim da beleza?!
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LEILÃO MALUCO Quanto me dão... Pela cesta de tristeza e o fim da beleza?! Uns dias?! Uma hora?! Uns gravetos?! Uma tora?! _ Uma tora! _ Umas toras dou-lhe uma... Uma tora dou-lhe duas... Vendido nesse momento agora! Vendido por uma tora!... Para o cavalheiro, cheio de pranto que se encontra lá no canto! Senhor indivíduo Não de ouvido... Pegue a sua tristeza e vá embora. Vamos continuar o leilão?! Nesse momento, agora... Vamos leiloar, uma lágrima sem água lágrima dessa que: Com o tempo se afaga. Vamos lá senhores! Quantos me dão pela lágrima do defunto passado, vivendo no sonho vamos! Essa é a hora certa... Façam as suas ofertas?! ¬_ Noites e noites de sonho! Momentos e tempo de lembranças. _ Momentos e tempo de lembranças... dou-lhe uma! Momentos e tempo de lembranças... Dou-lhe duas! Momentos e tempo de lembranças... Dou-lhe três! Vendido para a dona recordação A mesma senhora... Já rematou muitas e muitas saudades! É isso ai senhora?! Pegue a suas lembranças e sonhe sonhe, sonhe e um dia será feliz. Vamos ao leilão?! Vamos ao leilão?! Agora vamos leiloar... A partida! Quanto me dão pela partida?! _ Um sentimento de desprezo! _ Atenção! Atenção! O aceno de mão ofertou.... Um sentimento de desprezo pela partida... Um sentimento de desprezo! Dou-lhe uma!... Dou lhe duas!... Dou lhe três! Vendido para o aceno de mão! Uma boa aquisição Não se esqueça que: Partida sempre machuca o coração. Antonio Montes

INUNDAÇÃO Em silencio chora a sua dor... Uma dor profunda
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INUNDAÇÃO Em silencio chora a sua dor... Uma dor profunda que inunda que afunda em seu peito, as farpas magoas do seu eu. E que às escuras, dilacera as suas lagrimas... Uma a uma! Uma a uma se desnuda diante dos olhos de Deus. Envolve-se em sua angustia e o desespero... Assombra a ti mesmo e em sua tremula sombra vê tudo em surreal mas em sonho, nada pode fazer. Diante da velocidade dos seus atos os quais como dardos projetam sua coordenação e tato ao mesmo tempo em que esconde de ti... o alvo principal. Agora, já não tem tanta certeza nem a destreza do seu sono e os sonhos arredios... Não te lembram do seu sonhar. Antonio Montes

LAÇO ESTENDIDO Parada sem canto no verde das arvores
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LAÇO ESTENDIDO Parada sem canto no verde das arvores chilreia e desencanto que no peito invade. É voar sem traço embaraço com asa planar de abraço o amar de uma casa. É um pássaro no galho família sobre a mesa é amor sem entravo alegria e beleza. Um canto com encanto sentimentos reunidos é lagrimas sem pranto em laço estendido. Antonio Montes

ESTOU INDO Idoso eu sou com pouco anos
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ESTOU INDO Idoso eu sou com pouco anos vivi a vida com muito planos toquei meu sonhos e me enganei nos desenganos. Espero o ponto da minha chegada pesado eu vou só com amor não levo nada. Antes limpei hoje me sujo trabalhei tanto agora em planto sou vagabundo. Dores me levam carnes tremida nervos estão fracos olhares buracos turvos embaraços com pouca vida. Dias lembrei hoje lembrado pra tanto andar ensinei caminhar acalantei o chorar hoje sou andado Cantei pra dormir segurei sua mão sustentei seu corpo me fez tanto gosto caído no chão. Já velei por amor já plantei paciência agora enfadado acalmei a tal dor nesse mundo irado. Confesso, o caminho que aqui me levou me deixou sozinho pobre passarinho embrenhado em dor. Quero amor quero amor... pra chegar aos meus restos e mesmo se não presto eu detesto protesto. Vai chegar a sua vez assim como cheguei vai lembrar que um dia tu foste criança sujou fez estripulia e eu os cuidei. Quando eu não estiver quem sabe a saudade te levará a infância cairá na verdade da vida que é. Antonio Montes

LAVA TUDO Lava, lava lavadeira lava descida e ladeira
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LAVA TUDO Lava, lava lavadeira lava descida e ladeira e a lua pra namorar. lava calor frenesia canseira, aroma de flor horizonte além do mar. Lava a casa de Maria agonia do amor e a cama pra se deitar. A geleira da Sibéria lave com frio no osso e lave a louça do jantar. As panelas do almoço o teu gosto, lave a gosto e não deixe jejuar. Lave a vida com toda água reluzindo os sentimentos sem nunca se afogar. Faça do tempo, limpeza alvoreça os pensamentos com o modo do seu limpar. Lava, lava lavadeira Lave lá o azul do céu e a prata do luar. Lave o troféu do Nobel da bomba que explodiu na rua e da tática de matar. Lave a cara e a coragem dos quatros cantos do mundo a construção da bobagem e a politica que engole tudo. Lave também a esperança pra nunca faltar a fé o homem e a criança e a rudez da mulher. E essa tal escravidão lave até acabar e toda enganação não deixe te enganar. Lavadeira lave a roupa e coloque-a pra quarar enxague estenda na sombra pra não queimar ao secar. Antonio Montes

GATO E PÁSSARO O gato e o pássaro, lá de casa o dia inteiro o gato pula
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GATO E PÁSSARO O gato e o pássaro, lá de casa o dia inteiro o gato pula o pássaro vasa... Voa e arrasa, com suas asas. O gato com sua gula... Extravasa! Todo sorrateiro esgueira-se pelo canteiro por detrás do capim santo se esconde no seu canto E fica ali o dia, inteiro. E o pássaro? O pássaro voa ligeiro E lá do alto, voando visualiza o mundo inteiro. O gato com o saco se espanta e se arranca em disparada carreira levanta poeira sem eira sem beira e com sua mansidão sai na escuridão, para roubar mais um peixe na feira. O pássaro? O pássaro levanta-se do chão se propagando pelo tempo com sua vida costumeira e segue desfrutando do sol pela descida da comprida ladeira. O gato e o pássaro... Sempre apostos a se mirar Não se amam mas nunca param de se olhar. Antonio Montes

LUGAR NEM UM Eu sei e o será... Juntou-se ao talvez
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LUGAR NEM UM Eu sei e o será... Juntou-se ao talvez E saiu por ai sabe-se lá quando! Um papo de: Não sei oque. Um dia... Quem sabe... Uma hora... Não agora! No ano que vem? Ora, ora, quem diria! Ah! Não há nada! Na, dica de nada! Será mesmo... Não... Não sei pode ser... Quando? Vai chegar?! Do jeito que a coisa esta Nã, nã, ni... Nã não! Antonio Montes

O TECO-TECO Cuidado com teco-teco ele dispara e eu não breco
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O TECO-TECO Cuidado com teco-teco ele dispara e eu não breco decida abaixo esta perto para, pare! Vou dar um treco. Olhe a lagoa, veja o marreco bregueço, breco ou não breco desenvolvido pelo progresso hoje outro voar eu ate peço. Não eu não quero passar perto desse troço treco de teco-teco ultima, estava com meu caneco passando baixinho muito perto matou assim o meu marreco. Eu quero mesmo é um burrinho para sair logo cedo bem cedinho ainda assim sem vê no escurinho descer muito bem devagarzinho aquele estreito caminhinho. Antonio Montes

CHORRILHO Meu amor... Vim as carreiras,
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CHORRILHO Meu amor... Vim as carreiras, mas trago flores para você ... Margaridas, pétalas e vida para avivar o nosso querer. São flores da nossa estrada mas essas, encontrei na feira são para ti, oh minha amada! esse amor, que tanto cheira. Antonio Montes