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Frases de Antonio Montes

876 frases

MUDADO N'aquela antiga rua, quase tudo mudou...
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MUDADO N'aquela antiga rua, quase tudo mudou... Mudou, novos, mudou velhos os rabiscos nas paredes mudou cadeira de balanços e os cabides das velhas redes. As cores cheias de mistérios os palavras dos homens sérios os olhares dos transeuntes algum mudou para longe outros para o cemitérios. N'aquela rua... As portas e as janelas, mudou, mudou os passos d'ela... Os postes das velha calçadas o jeito das falcatruas e as velhas saias rodadas. Os brinquedos das meninas bonecas e as cordas puladas o carrossel da vida e da sina Os brincos da molecada e as magias de todas as fadas. Mudou a musica ouvida o riso da gargalhada as manobras mais queridas para o rumo antigo do nada. Antonio Montes

TOMA TOMO Eu tomo... Enquanto não me toma...
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TOMA TOMO Eu tomo... Enquanto não me toma... Essa dona, essa goma, que adorna a minha redoma. Eu tomo, enquanto não me toma... Essa bomba que me estronda essa onda, esse andar... Essa paina enfadonha, que desanda a minha banda. Antonio Montes

A FALIDA CERTEZA Então você acha que em vida já é santo, que tem a cura e o poder de
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A FALIDA CERTEZA Então você acha que em vida já é santo, que tem a cura e o poder de salvar, e de condenar a nação... Você acha, que pode mandar as almas para Deus, ou para o cão?! Hum!!! Então, você acha que é dono do caminho da vida e da grande porta! E que você tem as passagens, as quais pode vende-las para os seus... Em nome de Deus e da promessa da eternidade? Hum!!! Então você acha que os outros seres é inferior a você, e que você pode sugá-los em sua fé, alegando dizimo... Tirar o pão em troca de salvação, no mesmo tempo que você auto se propaga, mais salvo que o resto do mundo? Hum!!! É... Você faz isso, tudo para agregar riquezas tendo muito mais do que precisa... E vive surrupiando bens e vida! Em que dimensão esta aquela parte do camelo e agulha? Hum!!! Porque tem o poder de salvar e a certeza da salvação, de vida eterna... E mesmo com todo esse poder, tem tanto medo de morrer?! Você não acha, que achando você nunca achará o que acha?! Hum!!! Antonio Montes

MURO DE PEDRA Mãe, eu não sabia... Que eu era tão pequeno!
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MURO DE PEDRA Mãe, eu não sabia... Que eu era tão pequeno! Não no tamanho é claro, mas na posição social. É mãe... Crescendo eu descobri que sou pequeno... Talvez, talvez menor que um animal. Descobri que existe um muro que me separa dos grandes... Não um muro qualquer! Mas, um muro intransponível de pedra... Pedra que separa os pequenos dos grades. Mãe eu quero ser grande e morar do lado de lá do muro... Eu vou crescer, servir o exercito defender o País para ser respeitado Se possível, morrer pela pátria... Assim quem sabe mãe! Se quando eu morrer, terei uma lapide de pedra, com inscrições, do meu nome! Quem sabe se essa não será a única forma para me lerem e saber de mim, através de gerações e gerações desse mundo ... Saber que... Eu, mesmo pequeno eu morri defendendo os grandes do lado de lá do muro. Antonio Montes

MOTORISTA FOQUE Certos motoristas, se acha... Anda e esculacha por ai.
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MOTORISTA FOQUE Certos motoristas, se acha... Anda e esculacha por ai. De noite, não dá luz baixa, de dia, ultrapassa na faixa... Não esta ai, para atenção e quando o pior acontece então, reclama da situação. Motorista... A sua luz alta , me encandeia, é uma peia para minha visão ... Se sabe dirigir, dirija... Dirija para mim, que eu, dirigirei para ti e assim, vamos todos dirigir. por ai. Motorista, foque enfoque Não se esqueça do bodoque e que... Um dia é da sorte o outro, poderá ser da morte. Antonio Montes

MORDA N'água, nada... Nade e se afogue
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MORDA N'água, nada... Nade e se afogue se afogue grogue, com gole tome tudo, não seja mole tome o mundo, tome seu porre. Corra, corre... Se esconde e se sacode Morde, morda, não morde, bate a cabeça como bode logo depois, faça como pode. Morda, todos os dentes da gangorra todo peso, toda arroba boba sem moda sem estilo sem roupa morda a popa escorra a loca feixe a porta d'essa masmorra. Antonio Montes

BEIJO TEMPORAL Seus beijos são ardentes assim, como aguardente quente...
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BEIJO TEMPORAL Seus beijos são ardentes assim, como aguardente quente... Evoluem como chuvas de temporal formando corredeiras, cachoeira... ventos assoviando no varal. Correntes de água correntes brisa de aconchego, sob laranjeiras do quintal ... Arrastão de sentimentos inebriando paixão... Deixando o coração contente. Antonio Montes

LETRAS MEDIDAS Não quero letras medidas nem frases em matemática
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LETRAS MEDIDAS Não quero letras medidas nem frases em matemática quero sim, poemas da vida sentimentos em poesias em qualquer tipo de cascata. Essa estrofe toda pesada em pesos pesados das silabas cada fonema uma cabeçada uma rima todo enfeitada em métricas do tudo, nada. Eu quero poesias soltas falando de tudo que há escapadas dos quadrados livres de todas as cordas que amarrou o lado de lá. Poemas sem nem um enfeite tirados do nossos dia, a dia palavras que em si se ajeite que traga um dardo de malicia com uma pitada de alegria. Antonio Montes

QUADRA DA VIDA Para aquele rosto pintado de nariz grená...
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QUADRA DA VIDA Para aquele rosto pintado de nariz grená... Toda tarde era triste, toda noite era tempo... A onde as lagrimas, sem descanso sob as horas do manso silêncio.... Enaltecia o chorar. Pelo dia... A sua face se escondia da alegria, e o seu semblante no espelho não era imagem nascida para olhar! Pois quando no espelho olhava, o que via... Era marcas, marcadas... Que o apagador, do passado, não podia apagar. Vivia um sonho, tinha planos de felicidades, mas os anos todavia, demonstravam o outro lado da verdade. Escondia um segredo, onde o qual teimava em acreditar... Em sua mímica de vida, construía os seus contos e fingia, manquitolar pelos trilhos do seu andar, mas não sabia... Não sabia, que a vida era manca, e carregava uma bengala, para os sonhos se segurar. Quantos versos em seus dias! Quantas prosas... E só na rima que fazia, mostrava-lhes as cores, verdes e rosas que se encontravam, com a quadra... onde a poesia da sua vida enquadrava o seu amar. Antonio Montes

LAVADOR DO TEMPO Absolto no meu sonho... Ouvindo os grilos, eu passeava pelos
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LAVADOR DO TEMPO Absolto no meu sonho... Ouvindo os grilos, eu passeava pelos trilhos da noite, quando me deparei com o lavador dos astros. N'uma mão, ele estendia o lençol prata da lua, n'outra mão, ele segura a barra do sol. Então ai eu perguntei a ele... Lavador o que você esta fazendo? _ Eu estou cobrindo o tempo, com o lençol prata da lua, amenizando as sombras e os silêncios da solidão, e fazendo o reluzir, das estrelas para velas cintilar, sobre as janelas da sua rua. _ E essa barra de sol em sua mão... É pra fazer o que? _ E para lavar as mazelas da noite passada ... As lagrimas da solidão, a saudade do coração e o azedume da alvorada. Com essa barra de sol, eu lavarei... A fumaça por de trás dos montes, a poluição do ozônio a farsa além dos do horizonte a paixão suja do mundo... a profunda degradação e os sonhos dos vagabundos. Lavarei todas as mentiras, do principio até aqui, as promessas sem medidas, a corda suja da ira... E essa incoerência sem fim. O lavador do tempo lavava todo tempo sem parar e nisso, lavou o meu sonho trazendo-me, ao mundo medonho as horas para o meu acordar. Antonio Montes

CÃO A ESMO Dois cães cheiram as suas, entranhas e se estranham, e assim... Mijam
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CÃO A ESMO Dois cães cheiram as suas, entranhas e se estranham, e assim... Mijam nas rodas nas sacolas ou, sobre os pés das arvores, o logo exibem os seus ranger de dentes, na árdua disputa pelo pedaço do osso oco. Desencadeando as suas raivas... Grunhem pela demarcação territorial, e por essa disputa desencadeiam o caos, assim como qualquer outro ser, na disputa acirrada do poder. Muitas das vezes... Esse poder vem da disputa da máfia dos palcos das massas ou pela chefia da nação... Pela qual, prometem e ladram pelos ossos, e como se fossem cão... Nunca largam a pitada do quinhão. Antonio Montes

TUDO É DE LÁ A cerveja gelada a cachaça de lá
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TUDO É DE LÁ A cerveja gelada a cachaça de lá aqueles goles gostosos sob gargalhos a gargalhar... Tudo é tão saboroso! Sob, o balcão d'aquele bar. Aquela musica de fundo, a saudade d'aquele mundo... Dedilhando a alegria! A mesa para os cochichos a turma do deixa disso na arenga da fantasia. N'aquele bar... Tudo é de lá! O beber para esquecer com sorriso para espantar a noite e o amanhecer o amor e o bem querer! permeando o chorar. Tudo lá, esta aqui... Gargalos da solidão, ressaca, zunido o ouvir barra do sol tremor no chão o choro de um coração n'um mundo longe daqui. Antonio Montes

ESPECTRO DO SONHO Quem me dera, n'essa hera um café do velho coador
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ESPECTRO DO SONHO Quem me dera, n'essa hera um café do velho coador torrado, coado com saco na tapera do meu avô. Sentado no banco de tabua do machado e transado um tempo que não apaga os rastros de Nosso Senhor. Uma etnia da velha vida vivida pelos batalhadores a terra... Sempre querida com a colheita dos amores. Vai o totem e vai a guerra essa fera que nos consome que o tempo leve as quimeras e os devaneios da dita fome. Esse azul na imensidão feita de ozônio e oxigênio a cada batida o coração alcança mais um milênio. Antonio montes

SERPENTEIO Esse amor p'ra hoje é uníssono, é eterno para o agora...
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SERPENTEIO Esse amor p'ra hoje é uníssono, é eterno para o agora... Para esse momento esse afago com suspiro esse tempo, essa hora... Tudo por aqui, tudo aquilo! Já para o amanhã... Esse amor medonho, é apenas um sonho! Mas para o tempo que passou! Esse amor é uma lembrança, branca uma pena sob o vento uma pétala driblando relento, muitas vezes, muitas vezes! É apenas, vagos sentimentos. ... Uma bruma no passado um arfado, arco esticado aquela flecha, aquele olhar... Psiu! Psiu você viu? Você me viu?! Eu sou como um rio... Corrente, correndo com seu viajar serpenteando as margens como serpenteio de serpente. ... Tudo que eu quero é que, você seja o meu mar... O meu amar Antonio Montes

COISAS DE RIO Riu, riu, muito, dou gargalhadas rio água, rio deságua, rio apaga...
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COISAS DE RIO Riu, riu, muito, dou gargalhadas rio água, rio deságua, rio apaga... Água doce, água límpida, corre fria e vai desaguar no mar... Conheço peixes que dão rabanadas em sua correnteza, em suas águas... E peixes... Que vão lá, p'ra delirar. Rio, rio... E aqueles meninos que de seus barrancos correm no pique, dão salto? Pulam em ti... E saem felizes, existe dando braçadas, sem nunca ter tempo de ensaiar. É rio... As suas margens são flores de raras belezas... São encanto em sua fortaleza, encantando o nosso olhar... O revoar das borboletas em sua beirada... O chilrear dos pássaros, os pássaros em sua volta... são fortalezas, de vida que só você pode propagar. Lá vai o canoeiro em sua canoa, em seu leito, levando gente boa a garça com sua alvura, se assenta na proa... Manhãs de neblina, tarde de garoa o mundo se move uma vez e outra chove. Em sua volta, você sem porta aporta tudo que por ti pode passar... Em suas águas, passou boi, cavalo boiada passou reza, procissão, cortejos... Certidão de casamento beijo suspiro paixão... Noiva concretizando sonhos, sonhos sonhando do coração. Antonio Montes

PASSAGEM DO BONDE O bonde passa... Passa... hum! Quem diria!
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PASSAGEM DO BONDE O bonde passa... Passa... hum! Quem diria! Eu sei, que o bonde passa as vezes, vejo olhares de vigia... Se ele passa? Claro que passa! O bonde passa, não sei por onde e quando ele passa... Muita gente vai, muita gente se esconde. Por onde o bonde passa? O bonde passa pelos trilhos pelo brilho pelas novilhas e novilhos... Você não viu! Ele passou pelos grilos e suspiros ... Pelas calçadas, pelas ruas, pela bondade e pela ignorância sua. Passou pelas tristezas e alegrias. Passou de graças pelas praças ... Fumegando... Navegando com suas rodas pretas e suas pernas... Negras, brancas, cinzas e amarelas... Passou com suas flores com suas dores... Com eles, e com elas... Passou por aquele grito da donzela que saiu da janela, n'aquela boca de noite, toda banguela! O bonde passa com João, José e Maria pelas tardes, manhãs e pelo dia pelos campos verdes por aquelas redes a onde se descansa d'aquela agonia... É o bonde passa, passa pelas juventude pelos tempos da velhice e por aquele seu sonho grude. É, o bonde passa... Passa assim como o açude como a alegria a vida e a saúde ... O bonde passa pela atitude. Antonio Montes

Ô MENINO Tic-tac... Tic-tac barriga um coração...
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Ô MENINO Tic-tac... Tic-tac barriga um coração... Um feto pulsando vida vida vinda, vida ida, Vida vinda, de paixão. Ô menino, ô menino... flagrado, ultrassonografia... Um dia, serás adultos criança... Passos corria n'uma vida quem diria! N'aquele tempo, vivia. Adulto, mundo engano envolto as fantasias acordarás para os anos inebriado há alegria. Antonio Montes

DEIXA Vamos ver... Se vai querer
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DEIXA Vamos ver... Se vai querer Se vai chover será que vai cair água... Águas nas águas d'eu ou... Nas águas de você. Nuvens virão... Deixa cair! E exista no existir... Alguém vai gostar alguns irão sorrir deixa existir!

O WIFI Com wifi eu vou, sem sair do lugar...
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O WIFI Com wifi eu vou, sem sair do lugar... Para onde quero ou não quero através dessas asas é vero, que qualquer um pode voar... Vou por ai pelas cidades horizontes campos e mar pelos os oceanos da vida vou de asas, vou de dedos... E remos a navegar. Com wifi... Faz?! Não sei, não sei... Não sei se faz ou não faz o que sei é que, com wifi eu sou um pouco, pouco, mais. Busco acalento no tempo psicologia para meus ais manobras para meu sentimentos barulho, calmo em silencio tudo esta, no wifi. Antonio Montes

PERMEIO DA VIDA Como pode fantasiar-se com a eternidade se não é capaz de perpetuar-se com a
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PERMEIO DA VIDA Como pode fantasiar-se com a eternidade se não é capaz de perpetuar-se com a juventude! Não vês que vivo... Tudo que faz e, correr para um amontoado de rugas e ossos fracos! Vivo... Tudo que faz é... ir de encontro a degradação de si mesmo, nervos cambaleando, carne degradando... Trilhando o caminho da fantasia. Vivo... Tudo que faz é, dormir para o sonho, e acordar para a promessa. Sabeis que acabará n'um amontoado de bactérias, e tão logo chegue ao fim tornar-nos-emos em pó, mas todavia permeia as recordações d'um passado... Sendo que ainda ontem, era jovem e como tal, corria e sorria com a sua disposição e alegria, com a sua jovialidade. Hoje vive a carregar as lendas e acreditar nas fadas e fendas... No invisível! Arrastando-se pelas lembranças jovens, jovem tempo, d'aquela linda criança. Antonio Montes