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Frases de Antonio Montes

876 frases

EFEITO CELESTE O céu adentrou no mar, e lá... Ele brincou com a ótica e a eólica.
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EFEITO CELESTE O céu adentrou no mar, e lá... Ele brincou com a ótica e a eólica. mergulhou nas águas tomou banho com as estrelas e tangeu os peixes que sabiam nadar. Ainda assim, ele não se contentou... Com as nuvens ele fez as ondas com os corais ele desenhou as cores depois fez o arco-íres e as trombas, para com lagrimas molhar as flores. Em noite densa, ele... Jorrou, jatos de chuva e banhou a terra com seu verde e quando o dia amanheceu! Ele rascunhou o horizonte e saiu colorindo a esperança d'eles de você e, eu. Antonio Montes

LAVADEIRA DO UNIVERSO Diz p'ra mim lavadeira do universo o que tem lavado?
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LAVADEIRA DO UNIVERSO Diz p'ra mim lavadeira do universo o que tem lavado? _ Lavei o lençol prata da noite a face alva da velha lua as esferas planetárias e as faixas da sua rua. Lavei a... Régua do horizonte o arco suspenso do arco-íres as cores do amanhecer os sonhos que floresce o ser e a corda da fé incrível. Lavei... A Boca da noite os quatro cantos do mundo dos ventos lavei o açoite... A ampulheta do tempo, do mar eu lavei o fundo. Lavei a tabua da vida o martelo do coração os bancos do jardim celeste o olhar da mãe querida... As linhas da palma da mão. As lâmpadas das almas, lavei... Com as gotículas das dóceis lagrimas lavei o eco do clamor a tabua de toda paixão juntos as falas que nos afagam. Um dia, eu lavei o futuro com o ladrilho da salvação os triângulos das bermudas os arcos meridianos e o molde, que moldou Adão. Lavei os cones dos ventos o funis dos furacões... As roscas dos pensamentos, o silencioso dedo do sentimento e os pregos tortos das nações. A flores da primavera... Lavei as pétalas de cada uma ... As filas das vãs esperas as garras de todas as feras e as guerras de todas picuinhas... As nuvens suspensas no ar com todas nuances de cor o segredo d'aquele amar a anseio e o viajar da carruagem do amor. Antonio Montes

ÁGUAS PASSADAS Veleiro no porto, atracado... Com todo seu pano furado,
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ÁGUAS PASSADAS Veleiro no porto, atracado... Com todo seu pano furado, não navega mais, o veleiro! Pelos mares do condado. Amarrado em seu cais... Dorme sonho de toda vida acorda em seus madrigais no altar de grande partida. Veleiro no porto atracado um dia projetou-se no mar velejou águas e oceanos e sonhos p'ra não se acabar. Supriu os mares do mundo com seu plano e coordenadas bombordo estibordo e pano agora são águas passadas. Antonio Montes

RIMA SEM FIM Aquelas notas soltas voando no amontoado falso
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RIMA SEM FIM Aquelas notas soltas voando no amontoado falso flutuam pelo mundo rasgado pelos passos do grande brado colorindo o nosso fim... Notas fugida dos bolsos levadas pelo arrogante esquema se perdem por outros temas marcando a falência daqui... Fortificando o nossos faquir. Aquela nota solta pelo sereno d'aquele jardim passo a passo marca o tango de um tinido sustenido em um timbre tom de querubim. Vão gingando pelo espaço da eternidade d'um salon... em fandangos de vida breve vão leve no pirim-pim-pim no tic-tac, tic-tac... Tic-tac coração. Passa breve pelos entregues o restegui d'uma nota assim... Marcam espaço no universo pela pauta da musica e o confesso nos versos da rima sem fim. Antonio Montes

BOCA DO TEMPO No pesadelo do meu sonho eu vi a boca do tempo, mastigando
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BOCA DO TEMPO No pesadelo do meu sonho eu vi a boca do tempo, mastigando os anos. A idade oscilava para o futuro sendo engolida pelos tragos da vida. Eu vi... A pele, os lábios sendo, sendo rascunhados pelas rugas dos anos. Enquanto alegria e as e os passos... Viajavam, dia, mês décadas, sobre boca do tempo... As janelas da juventude iam se fechando, uma a uma! Até sobrar apenas as telhas, amareladas das lembranças. Sobre a boca do tempo... As pernas se cansavam e tremiam entortando os passos, e as lagrimas se perdiam sob o chão. As válvulas gastas, ruíam ritmando a retinia do velho coração. Antonio Montes

ANCESTRAIS Aquela casa na estrada por onde a boiada passou
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ANCESTRAIS Aquela casa na estrada por onde a boiada passou n'um dia contava as jardas n'outro saudade do amor. Já serviu caneca fria com água lá da cacimba na agonia de um dia passo da vida atrevida. Aquela casa na estrada nas margens d'aquele lugar contava historia sem farda d'uma fada p'ra casar. Contava corda, amarelinho em tempo distante atrás pesponto estrelas pontinho na historias dos ancestrais. Antonio Montes

ESCORREGO N'aquele mar de lama aquela fama... Escorreguei cai,
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ESCORREGO N'aquele mar de lama aquela fama... Escorreguei cai, Cai que nem vi! perdi o pedestal, oh mundo real! oh mundo mal! Tão mal, não saber por onde ir. Aquele sono bom, aquela cama... Feriu meus sonhos, barrotou os meus batons... Tanta gana assim, explana se envolve n'essa lama e o mundo começa a ruir. Antonio Montes

METAMORFOSEIA Eu vou, metamorfoseia... Como o tempo velho da seca
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METAMORFOSEIA Eu vou, metamorfoseia... Como o tempo velho da seca renovando como vida da chuva ou... O luar com lua nova, semente nascendo em flor noite para próxima aurora... ou... O nascer do novo amor. Eu vou metamorfoseia... Tal como, céu com suas nuvens ou... O espaço e suas estrelas, esperança com Deus me ajude reinado com a realeza... Morte e vida e seus costumes. Antonio Montes

DOIM-DOIM Amor a-mim sonhar a-ti
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DOIM-DOIM Amor a-mim sonhar a-ti amar assim, sem fim, marfim doim, doim em fim... Firim, fim-fim. Por ai, saudade por aqui, pardal pedal e cidade... Frutos do oiti, o mundo é uma verdade que precisa descobrir. Antonio Montes

SABOR SEGREGADO Vamos meu amor, vamos... Vamos adentrar, noite há dentro
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SABOR SEGREGADO Vamos meu amor, vamos... Vamos adentrar, noite há dentro suspirar sob nossos desejos e atiçar centelhas, incendiando assim as chamas do nosso pudor. Enquanto a lua, congela o seu olhar prata, apos o crepúsculo de uma tarde faceira, e os rumos do horizonte sem prumo, desapruma com nosso fulgor... Depositaremos os nossos desejos sobre a brisa boreal... E divagaremos sob as cores grená do nosso tempo breve. Vamos amor... Essa noite, elevaremos o nosso amar aos caminhos, do pó estrelar e de lá... desceremos pelo arco do arco-íres inebriado de cores ai então adormeceremos sobre o sabor segregado da nossa volúpia. Antonio Montes

PÉTALAS SEPARADAS Foi assim... Pétalas a pétalas... Pétalas sobre pétalas, uma a uma
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PÉTALAS SEPARADAS Foi assim... Pétalas a pétalas... Pétalas sobre pétalas, uma a uma sobre pedra, sobre chão, sob ventos plainando medos, ventos plainando paixão... N'outros dias, a flor estava manquitola e as pétalas seguiram caindo pelas tardes, amanhecer, pelo frio da noite e pelo labor do dia e clima tenso... Caindo, caindo, até não restar mais flor... A qual agora jaz... Despedaçadas sobre o chão, e calçadas... Estava lá a flor, toda em pétalas separadas, como se fosse uma nação, em mãos barrocadas de terror, danificadas por planos e questões erradas. Antonio Montes

DANÇARINA DANÇANTE Porque dança dançarina... Com seus passos tantos! Todo santo
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DANÇARINA DANÇANTE Porque dança dançarina... Com seus passos tantos! Todo santo dia! Parece ródia na qual você rodopia esboçando sua alegria. Dançarina... Já que dança aquebrantada essa dança variada... A dançarina me ensina? Me ensina a dançar assim com essa emoção... Com essa poesia cheia, de cores e de tom. Essa rima, esse encanto... Me ensina a dançar esse amor essa dedicação... Me ensina a dançar essa dança que você dança, desfilando essa canção... Me ensina a dançar essa paixão, que você carrega nesse seu pobre coração. Me ensina a dançar dançarina! as coisas do mundo os trilhos da minha sina. Antonio Montes

ABRINDO GAVETAS Revirando a gaveta do passado hoje, eu me deparei com seus escritos...
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ABRINDO GAVETAS Revirando a gaveta do passado hoje, eu me deparei com seus escritos... Bilhetes, cartas e aquele gosto, fraseado. Em todos eles, você estava lá! Você estava lá, sob escrito, em todas palavras que você me escreveu. Estava lá, na beleza ortográfica! Na sensibilidade do sotaque... Era você, era você n'aquelas paginas. Bastou eu olhar para recordar, bastou eu vê e sentir você, eu até ouvi o seu sorriso me cadeando... Bastou eu vê e ver você com seu carinho, na fala, no cheiro... Na visão que a minha recordação exala. Bastou eu vê, e ver você com seu jeitinho ... Na micagem, na saudade n'aquele gargalhar gostoso... Aquele amar de verdade! Você estava ali n'aqueles escritos rascunhando as paginas da minha saudade. Antonio Montes

ECO DE AMOR Por detrás dessas cortinas majestosas, eu vejo o escuro da solidão assolando
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ECO DE AMOR Por detrás dessas cortinas majestosas, eu vejo o escuro da solidão assolando as lacunas da minha lembranças... Também, ouço o som de uma vitrola grená desvencilhando uma musica, que me arrasta ao amar d'um passado que o tempo e o seu encantado encanto... Cortinou em seu canto e encantou o meu pranto, sob as cores do meus velhos cabelos brancos. Entre um tranco de sentimento e outro... Eu solto um grito fosco ofuscando o momento breve, Meu bem, meu bem... Meu bem! Ninguém ouve o meu S.O.S de intensos timbres, internos... Nem mesmo os meus ouvidos são capazes de discernir o rumo do eco aclamado do meu coração. Meu bem! Meu bem! Hoje... São esses os meus gritos mudos que mostram-me, no mundo o quando eu fui rude com a minha paixão. Meu bem! Meu bem!!! Em vez d'eu ouvir, ou ver o meu chamado, tudo que vejo, são lagrimas do meus olhos e tudo que ouço são os tics-tacs do meu... Calado coração. Antonio Montes

IMPORTÂNCIA A primeira vez que me deixaram... Me perdi no sono, acordei sob choro
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IMPORTÂNCIA A primeira vez que me deixaram... Me perdi no sono, acordei sob choro de um pesadelo incontentável e a noite, sob minha solidão... Vaguei pelos passos pesados das passadas da lua. Atirei minhas lagrimas na calçada da rua, até então, crua. A segunda vez... Chorei, chorei ... Chorei como alma desvalida encharquei meus olhos com aquela neblina árdua e atrevida. As outras vezes que me deixaram... Não sei, não sei, não sei como fiquei! Já não chorei para os olhos, apenas, esfreguei minhas pálpebras, e enxuguei minha pupilas feridas... Hoje eu entendo, que em todas as vezes, eu dei mais importância mesmo para minha incansável vida. Antonio Montes

NOTA DE UM FONEMA Era noite... E o fonema de uma sanfona
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NOTA DE UM FONEMA Era noite... E o fonema de uma sanfona toda em tema... Fazia se ouvir pelos pensamentos, cabelos marias-chiquinhas e diademas. Enquanto a musica bradava tomando espaço do salão... A velha vitrola com sua pilha cansada, atontava o dono d'aquela canção. Entre uma nota e outra, timbres, suspiros, passos e contrapassos... Saias rodadas rodavam, rodavam arfando seus desejos na marcação. Enquanto isso... Olhos siricutiavam a desenvolturas dos ventos, junto aos buchichos e o fulgor dos desejos e os tics-tacs sonhado do coração. Antonio Montes

FIO DA FACA De moto na estrada na chuva sem capa
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FIO DA FACA De moto na estrada na chuva sem capa molha o coro, a camisa ... Molha a calça... Molha a vida atrevida com a vida que empaca o doce da doce vida no fio da velha faca. Molha o calor smilinguido e o pasto d'aquela vaca o esquema de bandido e os grãos seco da safra. Os, aperreios do calor molha com suavidade o adeus do grande amor e os ventos da saudade. Antonio Montes

A RETA E O GATO Seu gato... Cadê a reta, cadê a reta que você cerca, para que não
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A RETA E O GATO Seu gato... Cadê a reta, cadê a reta que você cerca, para que não possam passar?! Que flecha é essa, de qual arco ou retrato... Que atiram e acerta... Na asa d'essa caneca, na roda que breca... Ou na proa da canoa que aborda na velha borda abobada na hora incerta do velho mar... Seu gato... Gatuno noturno infortúnio! O que tem feito ao velho mundo, por qual você acha, que só você pode andar! Não vê, que a vida assim sem mim... Só você navegando por ai, por aqui, não terá meio inicio, muito menos... Meio fim. Antonio Montes

BORDADO DO BEIJO O beijo é uma bela poesia... Que duas bocas constroem
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BORDADO DO BEIJO O beijo é uma bela poesia... Que duas bocas constroem com rima, libido frenesia na anciã que nunca dói. Estrofes que galgam liberdade para o lampejo do desejo voar enchendo corpos de felicidade e sentimento de calhííente amar. O beijo dedilha, fulgor da chama e de um, sustenido chamego em dois corações que se ama trocadilhos de íntimos desejos. O beijo molhado na boca afoga a tímida timidez borda no corpo notas locas enterrando a sensatez. Antonio Montes

FLASH DE LUZ No dia em que você deixar de viver, ... A felicidade estará emoldurada
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FLASH DE LUZ No dia em que você deixar de viver, ... A felicidade estará emoldurada e pendula, enquadrada no tempo... N'uma sala de uma vida qualquer. A felicidade, será um quadro na parede onde você só conseguirá adentrar ao presente, através dos sonhos passados, os quais só andará sob as cores de uma pintura colorida, feitas pelas mãos hábil de um pintor morto. Através das suas recordações você andará pelas areias cheias de grãos, enredada pelas, águas, arvores, cachoeiras e campos verdejantes. Ali, na pintura da sua sala estará a saudade...Tomando o espaço amplo do quadro, sucumbindo o sorrir da vida e presenteando-te com as lagrimas das lembranças coloridas. A mente prega peça na gente... Quando tudo que temos e a colocação de um passado anterior! E as nuances das cores mortas, sob lembrança de uma vida, em um, velho e cupimzado, paspatur, de uma tela. O existir, esta ao escuro de um passado rascunhando, como se fosse um dardo, projetado sobre o futuro flash de luz. Antonio Montes

ESPERA DO PERDÃO Estou aqui, me desmanchando em lagrimas diante de ti.
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ESPERA DO PERDÃO Estou aqui, me desmanchando em lagrimas diante de ti. Não espero piedade dos seus olhos ... Compreensão, quem sabe?! Uma lagrima de coerência do seu coração. Eu errei, sim, sim! Eu sei... Mas agora, soltei dinamite no meu orgulho para tentar viver outra vez... Não espero perdão assim mas tudo que quero e que você de uma chance para mim. Noites em branco, momentos enterrado no silencio solidão... Ah solidão! Quantas lagrimas despedaçada por ti! Em fim, acho que paguei pelo meu erro ... Quero viver, tudo que espero o perdão vindo de você... O sorriso... Sorrir amar, amor é tudo que venero. Antonio Montes

SEMÂNTICA Vivemos a tons de musica cáustica corroendo o silencio de uma hera
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SEMÂNTICA Vivemos a tons de musica cáustica corroendo o silencio de uma hera desprovida de requintes e técnicas, adversa a ética dos gêneros da fonética universal e humana. Estamos em uma época de... Timbres tímidos de ouvidos corroídos, queimados pelos tinidos... E assolados pela ignorância mundana. Com as falências das semânticas... Nem é bom estar contigo, não te ouço não me ouve ninguém escuta! Somos surpreendidos o tempo todo pelos importunos e mordaz estilo musical do ultimo milênio. ... Batuque de encruzilhadas, aparelhados por rebolados antiético e palavras de histerias... Agressivas, obscenas e imorais. Antonio Montes

DE NINGUÉM País de quem... Meu? Seu? Das pragas dos pagas que paga
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DE NINGUÉM País de quem... Meu? Seu? Das pragas dos pagas que paga até as palavras ficarem gagas! Dos planos que lavra os anos ... Panos quentes desenganos... País sem fundo enfunando nos sonhos chafurdando o mundo. País em caos do abandono, aonde tudo se paga e nada! Nada é meu, nada é seu. Esse país é de quem?! De donos que não são donos... Meu bem, meu bem! Esse país... Não é de ninguém. Antonio Montes