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Frases de Antonio Montes

876 frases

CACHOS EM MARÇO Porque tanto alvoroço assim... Nesse mês, nesse março
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CACHOS EM MARÇO Porque tanto alvoroço assim... Nesse mês, nesse março tantas águas tantas favas tanto faço tantos falsos! Todos cheios de mormaços... É um mês qualquer como outro... Eu acho. Eu me caço, me canso as vezes vejo-me, como sinuca de canto no canto no bico do barranco... E meio a todo esse embaraço eu me disfarço, e até arranco, pedaços do meu casco. Porque... Entre fiasco, e todos esses cachos... Eu me arrasto no mês de março? Antonio Montes

NA CORAGEM Brincando de gigante Eu me perco, diante da coragem
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NA CORAGEM Brincando de gigante Eu me perco, diante da coragem No beco, quem sabe? Tremendo... Um vulto? Pode ser uma visagem! Existe um aviso, perigo! Faça o que lhe digo Não ouça e castigo! E então? Salgando os costumes da vida O viver sobre o tempo Um chorar no sentimento Alento... Partida. Antonio Montes

SONHO BOM Com meus olhos caídos a difusão apropriou-se da minha cabeça
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SONHO BOM Com meus olhos caídos a difusão apropriou-se da minha cabeça que cansada se atonta... O sono me toma, estou atônito por fora e por dentro cambaleando assim... Já não consigo atinar nada, com meus pensamentos. Eu vou dormir, eu vou sonhar vou refazer o meu viver, com meus sonhos ... E em meus sonhos... Eu vou voar e se encantar com meu encanto ... Vou flutuar, quem sabe até sonhando, ter... O meu lindo cavalo branco. Antonio Montes

A POESIA... Hoje é dia de poesia quem diria!
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A POESIA... Hoje é dia de poesia quem diria! Todo dia é dia de poesia... Aqui agora, é o lugar no chorar na alegria em tudo que existe... Esta a poesia. A poesia é alforria do mal é a concepção do bem é o grito no hospital é o tick-tack do big-bem ... A poesia é o amor que todos no mundo tem. Antonio Montes

PASSADEIRA Passa, passa passadeira passa a noite, passa roupa
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PASSADEIRA Passa, passa passadeira passa a noite, passa roupa passa pela vida inteira passa o dia quase loca. Passa o vestido de renda a calça toda engomada passa os sonhos de prenda sonhando, em ser amada. Passa cuecas e camisas no dia sutil da vida Seu rosto triste na praça passa pelas avenidas. Um dia passou amor deixando muita paixão sofreu saudade e desprezo sofreu dor no coração. Antonio Montes

CAÓTISMO DO MUNDO Aqui, nesse apartamento, ... Do meu olhar eu vejo...
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CAÓTISMO DO MUNDO Aqui, nesse apartamento, ... Do meu olhar eu vejo... A lua com vidros a rua com tiros a paz, perambulando pela guerra E os clamores, dos olhares de socorro não são mais vistos, diante da clemência ... É pena, que todos querem amor mas, nunca aprenderam a dá-lo. Aqui desse meu olhar eu vejo... A ganância todavia espojada na cadeira do impero a insaciável caneca dos desejos do comando humano... Todavia seca ... Vejo lagrimas de sofrimentos, escorridas pelos rostos dos inocentes a esperança no caminho do mundo a debater-se pelo suspiro do amanhã. Aqui nesse apartamento ... Do meu olhar, eu vejo... Os livros do mundo lidos, mas seus ensinos, nunca foram seguidos A coerência subjugada pelas correntes da inconsequência, a curiosidade sendo levada pelos trilhos, dos perigos as feiras dos ensinos vendendo todo tipo de crença, e todas as crenças, ludibriando a inocência. Antonio Montes 13/03/17

VELHA CASA A velha casa na beira da estrada hoje sem cor, parede derrubada
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VELHA CASA A velha casa na beira da estrada hoje sem cor, parede derrubada nada, sobrou do existir... Mas ali, em época passada vidas foram projetas e suas passadas fizeram sorrir. A velha casa, teve suas glorias que hoje faz parte da historia que ninguém pode destruir... Ali, nasceu filhos e filhas projetou-se pela vida seguida e vivem lembranças por ai. A velha casa na beira da estrada ainda protege vidas desgarradas que voam pelo seu existir... Uma vez e outra, vida cansada calada com poucas palavras em repouso, passa a noite ali. A velha casa na beira da estrada hoje quieta sem burburinho guarda momentos em seu existir... A noite, te gela calada o sol te aquece o abandono só as estrelas, arriscam-lhe um sorrir. Antonio Montes

BANCO DAS LEMBRANÇAS Do que adianta agora, pedir para juntar lagrimas caídas
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BANCO DAS LEMBRANÇAS Do que adianta agora, pedir para juntar lagrimas caídas depois que o vento levou-as, agora que tudo acabou... Do que adianta falar de amor. Hoje, só... Nesse banco, abaixo d'essa janela, que ontem ainda era tão nossa... Eu olho a lua do nossos sonhos e não vejo mais as estrelas, do nosso esplendor. Sinto o desespero evadir o meu silencio e meu coração dispara querendo enxugar as lagrimas da minha cara. Tudo entristece em minha volta? em sonhos, eu tenho a sua imagem e acordado, sou açoitado pela saudade, e o desespero, torna-se agonia diante do meu pesadelo. Antonio Montes

SEU MUNDO Apeia do burro, e ele pasta e passa a feia descabelada
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SEU MUNDO Apeia do burro, e ele pasta e passa a feia descabelada apeia de rabo-de-tatu, tira casca como imposto compulsivo e as tachas. Descabelada, menina ao vento passa pela infância a felicidade logo vem os bicos de sentimentos propondo ver o rumo da verdade. Pasta o burro, passa a peia morte desapeia... Encandeia o homem , com a candeia ... Vento, de lua cheia. Grito sob escuro pulo através do muro, ainda há ponto seguro... No escuro do seu mundo? Quanto ao fundo que espera tudo é fundo... Quanto ao mundo que lidera você é tudo. Antonio montes

MORTE DA HORA Quando cheguei, era seis e seis ... Seis e seis do dia três do mês
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MORTE DA HORA Quando cheguei, era seis e seis ... Seis e seis do dia três do mês gente por ali, encontrava-se de pé fila se formando, já tinha seis... Seis pacientes, impacientes na minha frente. A medida que a fila aumentava veio o tempo, veio as senhas e com isso, apareceu as resenhas. Barulho de alerta na parede, marcador, números em ordem paciências em desordens, eu ali ficxando que o mundo é, para quem pode. Enquanto, Idoso, aleijados e grávidas, tomavam a vez de todo mundo aos olhos do certo, tudo era incerto horas morriam em seus segundos e o tempo ficava sem fundo. Antonio Montes

LAGRIMAS D'ÁGUA Eu choro as minhas lagrimas que ninguém pode chorar
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LAGRIMAS D'ÁGUA Eu choro as minhas lagrimas que ninguém pode chorar lagrimas atiradas aos ventos para no chão se acabar. São lagrimas desse meu eu, imposto d'elas, não pagarei se pagasse o mundo era breu sem chorar, não sei, não sei. Lagrimas que são empurradas pelos sentimentos internos elas aparecem do nada movendo céus, e infernos. Eu choro as minhas lagrimas para aliviar a grande dor lagrimas que sonhos afaga lagrimas pelo grande amor. Antonio Montes

MULHER E SEUS TREJEITOS Mulher rir, mulher chora mulher entristece quando vai embora.
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MULHER E SEUS TREJEITOS Mulher rir, mulher chora mulher entristece quando vai embora. ... Toda mulher... Já pegou no colo acarinhou com jeito amamentou no peito já chorou por amor. Toda mulher... Tem a sua magia, seu modo de fazer e acontecer o amanhecer de seus dias. ... Tudo que a mulher faz e bem feito, ela tem o... Defeito de fazer direito os jeitos dos seus trejeito. Antonio Montes

ESSA MULHER De Maria ou de linda lá vai ela pela vida...
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ESSA MULHER De Maria ou de linda lá vai ela pela vida... Enxugando toda lagrima de mais uma vida querida. Viveu no jardim do EDEN vi o seu filho sofrer... Rainha da manjedoura mulher, a mãe de você. Ouviu as correntes da noite tilintar pela esperança... Os sentimentos sobre açoites pela falada esperança. O amanhã, ao amanhecer sobre os braços do mundo... Ofereceu a vida pra morrer só para salvar o oriundo. Antonio Montes

PEDIDO MELEIRO Garçom... Eu quero uma mesa no canto
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PEDIDO MELEIRO Garçom... Eu quero uma mesa no canto aonde calado eu possa chorar ... O encanto d'essa saudade. Quero enxugar meu sentimento em silencio com meu mundo fundado em minas verdades. Garçom... Aquela mesa afastada para lá eu esconder as lagrimas perdidas pela minha amada. Relembrar com recordação do tempo em que meu amor viveu intenção paixão. Antonio Montes

PENEIRA SOPRADA De pano de saco, um bordado... Ponto cruz
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PENEIRA SOPRADA De pano de saco, um bordado... Ponto cruz no bastidor, ponto de marca! Feitos perdido no tempo... Um fim no convivo das matriarcas. Uma casa beira chão, no terreiro... Galinha cheiro-verde pimenta ... Home, homem... Soque pilão! Mas não sopre a peneira, com a sua venta. Antonio Montes

MENINO TRAQUINO Quando pequeno a mãe sempre com grilos,
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MENINO TRAQUINO Quando pequeno a mãe sempre com grilos, sobre seu esguio menino... Filho, filho, filho filho meu, meu filho! Não faça isso, não faça aquilo, não faça aquilo... Nem isso. Isso é ridículo! Aquilo dá enguiço, filho não faça aquilo... Filho não faça isso! E o pequeno franzino... Cheio de mimos esguio em tino pelo seu caminho torna-se, menino traquino. Antonio Montes

LEGADO Morre o poeta, e suas estrelas ficarão...
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LEGADO Morre o poeta, e suas estrelas ficarão... Como palavras no jardim da vida e como pétalas coloridas no coração. Tornar-se-ão... Alvos fincados no tempo flechas projetadas ao futuro versos tricotando alento e acalanto de um manto seguro. Morre o poeta... E suas setas, petrificam os rumos suas palavras, bordam o céu de arco-íres e suas poesias, edificam os mundos. Antonio Montes

NA BAMBA Porque me toma, na bamba me zomba
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NA BAMBA Porque me toma, na bamba me zomba com essa tromba com cara de bamba. Pitombas! me ronda n'essa quizomba... Toma e arromba na onda de banda. Porque me toma, e estronda bomba na bamba banda... Na unha de panda. Antonio Montes 05/03/17