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Frases de Antonio Montes

876 frases

DÁDIVA Ser mãe e dona de casa... Conselheira e sofredora
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DÁDIVA Ser mãe e dona de casa... Conselheira e sofredora chorar, enxugar as lagrimas mulher rendeira ou redentora. Do sertão ou do agreste da cidade ou pervertida parceira do cabra da peste mulher é símbolo da vida. Mulher é dádiva divina mãe do único redentor por Deus, foi escolhida pára sofrer a sua dor. Antes que a vida se acabe não tem ferias nem descanso se a turbulência te invade seu chorar ainda é manso. Antonio Montes

LOROTA Voote menino, o que, que é isso, p'ra onde tu vai assim abestado!
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LOROTA Voote menino, o que, que é isso, p'ra onde tu vai assim abestado! Com esse aperriamento todo... Oxente destraido, não me escutou! ... Cabra da peste, venha cá?! _ Não posso, não senhô... To agoniado, indo pra roça arrancar um pé de macaxeira para fazer, tapioca e pé de moleque e outras resenhas. _ Deixe de lorota, indiota Infeliz da costela oca... E para de zunir pedra na água deixe de aperreio e me traga A cuia cheia de fava. Vá num pé, e volte n'outro você é um abiúdo novo deixe de abusar, vá as carreira passe acolá, n'aquele pé de bananeira e traga também, minha algibeira. _ Ôxe painho, assim... alvoroçado mais que o vento Nem com São Bento, não agüento hoje, eu não estou arretado não posso voar nesse estado. _ Eu já estou com a molesta deixe d'essa fuleragem toda calce as alpercata e arroche logo... Seu bregueço, cheio de miguê avia! Abusado presepeiro. Antonio Montes

CONFINAMENTO HUMANO Nesse quadrado de embargo a liberdade, eu vivo...
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CONFINAMENTO HUMANO Nesse quadrado de embargo a liberdade, eu vivo... Vivo fechado: Entre muros arames farpados cerca elétrica, paredes e grades. Esse confinamento... Alerta a minha confiança, nada de mão, nada de bom dia, boa tarde Isso é mesmo de doer a felicidade, magoa os meus planos de viver... Essa triste aglomeração das cidades. Antonio Montes

CHIBATAS DE VOLÚPIAS Se me chama com sua chama... Essa chama que se esparrama
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CHIBATAS DE VOLÚPIAS Se me chama com sua chama... Essa chama que se esparrama e com sua labareda, me encandeia... Estapeia-me com seu afago nessa anciã que me inflama como lobo na lua cheia. Se me chama com sua chama... É essa centelha de fogo de sereia, as vezes me queima em lance de dama E se esbalda em nossa cama como se fosse grãos de areia... Sob ventos na praia e chibatadas de volúpia na peia. Antonio Montes

A BUSCA Agora que já vim... Estou aqui assim, mas para ti,
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A BUSCA Agora que já vim... Estou aqui assim, mas para ti, nada... Nada além de mim. Devolva meus beijos meus apertos e meus abraços, devolva-me, meus desejos... D'aqueles gostos gostosos dos chamegos e calhamaços. Devolva-me... Os carinhos carinhoso o escondido nervoso e as horas dos nossos ensejos... O crepitar tremulo do corpo aquele enrosco louco que a muito tempo eu não vejo. Agora que já vim! Devolva para mim, apertados... aqueles fungados molhados junto ao tempo passageiro nossos momentos caliente's o desinibidamente da gente e os segredos por inteiros. Agora que já vim, devolva-me... o outrossim das nossas chamas a volúpia d'aquela gama o isolamento do nosso tempo nos lençóis d'aquela cama, devolva as frenesias faça eu voltar n'aqueles dias aonde vivi alegrias. Antonio Montes

FAMÍLIA, FAMÍLIA Meu pai, minha mãe... Família!
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FAMÍLIA, FAMÍLIA Meu pai, minha mãe... Família! Família, mostrou, a minha trilha. Nesse mundo, N'essa strelitzia vazia Esse mar de maresia essa pia, quanta azia! Família, minha alegria, Meu caminho, minha guia preenchimento d'essa vasilha vasilha torta, toda esguia... Família, minha família. Antonio Montes

ESCORREGO NO CHAMEGO Me escorrego no chamego, escapulo do meu ego,
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ESCORREGO NO CHAMEGO Me escorrego no chamego, escapulo do meu ego, Vesgo no meu apego, não négo. Me apego, como prego se me levo nesse leve escorrego fico sonso, fico grego. As vezes, insisto no perigo eu existo, eu persisto... Também, sou filho de cristo. Se escorrego no meu apego nesse apego eu me aprégo no meu prego, me escorrégo. Nesse eco igual ferro do meu breque, eu desbeiço pelo této, pelo beiço e pelo berro. Antonio Montes

NOTICIAS QUENTES Olhe o jornaleiro! olhe o jornal!
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NOTICIAS QUENTES Olhe o jornaleiro! olhe o jornal! Por ser de hoje, esta quente... Traz noticias do bem e do mal aborda as questões do lixo e a corrupção do hospital. Abrange pela cidade o espanto que quer que seja fala das atrocidades ate mesmo das igrejas. 'Lá no lixão tem um corpo e um nenezinho ensacado o povo estão mesmo locos compactuando com o diabo'. A política é um desfruto dando frutos aos marginais a coerência esta em bruto o amar virou carnavais. O salário todavia pequeno com um só aumento anual o povão vive de sereno tratado como animal. Olhe o jornaleiro! Olhe o jornal... Fala da ficha critica e da tal corrupção e os eleito no limpa, limpa sem caratê para nação. São chamados de desviadores levando tudo que tem aqui depositando lá fora horrores de din, din do nosso país. Tem adeptos dos evangélicos estrupando a direito e a torto o populismo demográfico bélico estão tentando parar com aborto. Trabalha-se dia e noite para pagar o aluguel paga-se imposto torto paga-se também o fel. Enquanto marido trabalha vizinha no pula, pula a vida virou gandaia e articula pela gula. Tudo virou prestação de carro, casa, água e luz nem vêem que a mão do cão esta lado a lado com Jesus. Olhe o jornal... Olhe o jornaleiro! O que acontece por aqui esta acontecendo ao mundo inteiro. Antonio Montes

SER POETA Ser poeta é: Simplificar as fazes e as estações,
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SER POETA Ser poeta é: Simplificar as fazes e as estações, amiudar os amores e as saudades, medir o tempo e as tempestade ouvir o medo e achar a verdade. ser poeta é: Pespontar as pontas e demonstrar as verdades, ser feliz mesmo quando as flechas apontam para a sagacidade. Ser poeta é: Ter sonhos e sonhar ser sonhador acreditar no amor adaptar-se a vida e amar. Antonio Montes

PASSAGENS O que dizer a vocês... Direi que vida é isso, vida é assim
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PASSAGENS O que dizer a vocês... Direi que vida é isso, vida é assim ... Um tempo mais, outro tempo menos, um dia somos embalados, outro dia freados... Se hoje rirmos muito... Amanhã choramos. A vida é isso, isso é vida! E diante da vida, teremos que esta, preparados para viver. Particularmente, eu não culpo... A mim, a ninguém, muito menos a você... Estamos vivos e viver é errar e acertar, isso é vida! E diante da vida, não podemos ser iguais, nem os dedos das mãos podem! Que feios seriam se fossem. Avante gente, avante! Saúde, vamos a luta... Vamos está, vamos marcar , estamos passando, por aqui vamos deixar as nossas marcas fluir... Uma vês saindo daqui, nunca mais voltaremos a existir nem por segundo... Momento, minutos hora ou mês Não se esqueça que... Só se vive uma vês. Antonio Montes

NA LUA Ih!!! Tem muito lugar p'ra ir e eu vou... Vou sair daqui
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NA LUA Ih!!! Tem muito lugar p'ra ir e eu vou... Vou sair daqui vou por ai... Quem sabe se lá p'ra onde, se, a pé, ou se, de bonde. Aonde a gente se esconde? Sozinho , ou com o conde? Eu não sei se vocês, mas... Tudo que sei de mim, É que estou, próximo do inicio e muito mais do fim, e que, qualquer dia ... Desse mês... Chegará a minha vês E eu... Há, eu vou sair por ai, com aquele velhos giz... Colocando pingos nos is. Antonio montes

TINTA A PINTA Toma a tinta, pintor e pinta ... As pintas da minha janela
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TINTA A PINTA Toma a tinta, pintor e pinta ... As pintas da minha janela colorindo-as com essa tinta do tinteiro sempre d'ela. Eu já perdi minha cromática estou sem degrade e sem cor meu amar, foi uma chibata que cutelou o meu amor. Agora perdi o horizonte e sem o ramalhete do rei sol não colorearei os montes. Estou opaco nos rascunhos... Rabiscos, com altos relevos sem tato sem ar nem punho. Antonio montes

POETISA BÊBADA A poetisa bêbada em sonhos com as favas
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POETISA BÊBADA A poetisa bêbada em sonhos com as favas bebeu todas suas magoas, e no tempo medonho ... Magoada, sonhou. Sonhou com suas trelas entre cânticos e velas sonhava vela nas estrelas o mundo e seu inventor e voar com seu amor. A poetisa bêbada... Bebeu, poucas e boas e em sua garoa louca bateu o mal da sua roupa com sua boca rasgou. Rasgou o verbo, rasgou frases Embarcou em sua viagem boa navegou sobre seus mares e com poemas e suas penas encheu a sua velha canoa. A poetisa bêbada... Em noite enluarada debruçou sobre a calçada chorou seu mundo, seu tempo e todo seu sentimento sob o vento, ela jogou. Das agonias dos seus dias poetou as suas falas amarrou-se em fantasias e das palavras, fez sua casa. Antonio Montes

NA GAVETA A minha gaveta velha, além de rígido para abrir e fechar...
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NA GAVETA A minha gaveta velha, além de rígido para abrir e fechar... ainda guarda cacos e cacarecos e grilos que vivem a rondar. ... Peças velhas, recibo de frete bilhetes de escrito amassado cartas manchadas, confetes de um eterno carnaval passado. Grampos e bob's para cabelos um broxe estorvando um canto guarda também um lenço branco que um dia, enxugou seu pranto. Pregos, canetas, tachinhas ate uma meia velha, vi ali, ali só tem coisas minhas mas tantas, que nunca vi! Um enredo de um segredo segredo que quis preservar ... Preservar, todavia é sedo para um dia, em segredo chorar. Antonio Montes

EU VI A LUA Quando pequeno, uma noite no meu terreiro
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EU VI A LUA Quando pequeno, uma noite no meu terreiro sob o vento, meu inteiro! Eu olhava a lua... Tão alta, tão, alva tão minha... Tão sua. Lá nas alturas, muito longe lua, cavalo, dragão e conde o mundo ali... Pra onde? A lua, as vezes se esconde e vaga por cima do bonde. Os dois 'mundo e lua' ... Encontram-se nas velhas ruas e nas fofocas da língua sua. Quando pequeno, eu olhava a lua... passeando pelo inverno rodeada pelas estrelas as crianças queriam velas e no meu terreiro, fogueira fazíamos rodas de verso ali, segredo e confesso aos olhos da lua faceira. 'Lua, luar eu quero viver e crescer passear pela paixão ver a flor branca florescer e o povo abrir as mãos. Quero ver o mundo em paz acalentando os inocentes felicidade estampadas e risos no rosto da gente. Quando pequeno, eu olhava a lua... e sob o vento frio na margem do rio a lua nas águas, demonstrava seu brilho. Eu vi a lua e sua clamura vi seu encanto com pranto vi no espelho oceânico chorando as suas lagrimas e enxugando com seu manto. Quando pequeno eu vi a lua toda nova, toda cheia minguante de pois crescia espantando as candeias. Antonio Montes

A CAIXA Caixa legal!... D'água de som
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A CAIXA Caixa legal!... D'água de som de açúcar de sal... balas e bombons. Caixa de brita grita! Com picareta no ar e a careta até irrita para a dita se quebrar. Caixa de show, estressada com seu eco pelos ouvidos em grito alto por nada pelo ar todo estendido. Caixa d'água fria, boa sempre à cima, gelo chuva serenos, nuvens, garoas caixa de encaixar pessoas. Remexendo seus segredo a caixa que guarda magoa tanta draga que faz medo fazendo furdunso n'água. Na caixa d'água o peixe com seus deixe e queixes vivendo com enfeite em mundo, com seus feites. Caixa de macha que encaixa na carreira do seu tempo pela engrenagem da caixa vai encaixando o momento. Antonio Montes

PASSOS MARCADOS Se eu passo com meus passos com seus passos, pode passar...
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PASSOS MARCADOS Se eu passo com meus passos com seus passos, pode passar... Se seu passado, não passa e suas passadas embaraçam... Os passos segue carreira, para no passado, passear. Eu passei pelo passeio com passos e passadas largas meus passos foram escanteio com minhas passeadas rasas. José passou a galope entre poços e passos seguros suas passadas foram forte com bote para o futuro. Marcou passos no passado no tempo foi passageiro pelos passos do pai honrado passou para o mundo inteiro. Antonio Montes

NO FUNDO No fundo do meu fundo não consigo me afogar
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NO FUNDO No fundo do meu fundo não consigo me afogar se no meu, eu afundo no seu... Não sei nadar. No fundo queria ir fundo pela terra, pelo mar o mundo, do meu mundo um dia vai se afundar. Fundo não tem, mais fundo o que resta e transbordar se não, com fundo, do fundo será, na superfície do ar. Se ta no fundo, afunda afunda pra não voltar o tempo não terá cacunda para que possa se agarrar. Antonio Montes

COM POEMA Assim com poema, vou por ai desenfreado sem lado
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COM POEMA Assim com poema, vou por ai desenfreado sem lado as vezes em sopros mirrados em outras... Em ventos largos. Te digo, não ligo... Se eu vir, escorregar, e por acaso, cair no lago, quem sabe, sob frio, molhado farei um poema de tremer ou até mesmo um poema encolhido, coitado. Mas uma coisa, te digo mesmo que eu acenda a centelha Entre banhos de palavras e larvas não irei queimar minhas favas... saborearei o mel das frases sobre as telhas da minha casa. Antonio Montes

NOSSA TELEPATIA Perdido na praia, da minha solidão, ali, em meio as melodias das sereias
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NOSSA TELEPATIA Perdido na praia, da minha solidão, ali, em meio as melodias das sereias eu escrevia seu nome nas areias. A lua estava cheia, São Jorge com dragão enquanto, os peixes debatiam-se sobre as ondas do mar... Eu sentia a flecha do amor trespassar o meu frágil coração. Vi as espumas, apagar seu nome... Debruçado sobre a prata lunar, eu chorava, enquanto eu chorava... Minhas lagrimas molhava a saudade e a paixão soluçava a telepatia do nosso amar. Antonio Montes