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Frases de Antonio Montes

876 frases

NÉGO Nego, nego... Porque não?! Nego porque sou negro
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NÉGO Nego, nego... Porque não?! Nego porque sou negro ... Assim como tição Chamam-me de preto, como negro... Sou rei da classe pobre, herdei as dividas da cruz e as mazelas da escravidão. Nego, nego mas não me entrego ... Fui chicoteado, acorrentado, esquecido no mourão, por isso nego... Mas, tanto faz... Nunca respeitaram o meu ego. Por outro lado... Aonde me apego? sou desgraçadamente banalizado, pelo seu ego E o impostamento da minha desgraça serve para a sua distração! O que sobra para mim, são dores e lagrimas subjugadas ao nó is da sua imposição... Por isso, eu nego... Nego as facetas do cão. Antonio Montes

WHATSAPP DO MAL Menina pequena, ainda boneca fizeram peteca da sua teclas...
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WHATSAPP DO MAL Menina pequena, ainda boneca fizeram peteca da sua teclas... Desrespeitaram sua ingenuidade e no estrondo do seu degredo saciaram-se com seu intimo com a sua infância e seu medo... Encheram suas esperanças, de enredo embrenhando, seus segredos. Diante da atrocidade... As lagrimas da sua inocência, tornaram sangue... E a menina atravessa avessa ao pesadelo, no qual, lhe roubaram o sorriso ... A esperança de um mundo inteiro Tão jovem, agora desenxabida desmorona em seu existir,... Com a marca da barbárie diante da saga d'essa sociedade menina bulida, agora é parte da demagogia tornou-se pagina atrevida, lida por todos, no intimo do seu silencio, tão triste... Não mais existe. Agora sua felicidade é sombra chora as horas de uma vida penosa relembrando d''aquela hora em que o mundo te olha como se você fosse objeto descartável. Menina, pequena inocente, matéria orgânica, pedaço de gente, querendo ser princesa Seus sonhos de fraqueza acabaram... Os dementes nem sempre sofrem punição se leis fossem feitas, por gente... os sangue sugas, não seriam agentes do cão... Mas como punir com veemência tais crimes, se os vinks gings das falcatruas... são os chefes da nação. De forma direta ou incerta os bárbaros da política partidária são os bárbaros dos bárbaros da população... e a menina pequena toda cheia de vida Indefesa, torna-se maldita diante desse carnaval o qual te obriga e configura-te ao whatsapp do mal. Quantas meninas de rua em pontos de caminhão arrancam-lhes as pétalas da flor e da cor... Da vida querida Florida em seu meigo coração. Antonio Montes

AMOR SUJO No fundo do meu mundo eu não queria ter-te tido
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AMOR SUJO No fundo do meu mundo eu não queria ter-te tido agora descobrimos juntos que nossa pauta é de fel e nosso momento é bandido. Se perto corremos risco com palavras de fulgor estamos perto de um cisco fagulha nos olhos do tempo lagrimas no olho do amor. Uma palavra a explosão nada mais que isso basta quase saímos nas mãos pelo espeto do jardim e com mímica do tapa. Essa desconfiança nossa confiscou meu coração temos, relâmpagos trovão uma cisma de mentira uma bomba de explosão. Um tempo éramos peixe nadando n'um lindo aquário em meio de tanto queixe viramos um jogo sujo no carteado de baralho. Estamos vivendo restos em um ar todo macabro deixa, disso, deixa disso em fim, o fim ta marcado esse amor, já é um lixo fedendo para todo lado. Antonio Montes 08/04/17

LINHAS E LINHAS Esse sentimento tênue. assim como a linha da vida
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LINHAS E LINHAS Esse sentimento tênue. assim como a linha da vida essa vida pra valer... Pela escada condenada e na linha de escrever. Essa linha toda fina que desatou da minha roupa essa roupa feita de linha pela sala, pela cozinha até na colher de sopa. E essa linha do meu linho do vestido e do meu terno da pipa atiçada ao vento a linha do meu silencio despertada por um berro. Linha de ferro e aérea linhas traçadas em bilro linha da vida e do morte linha do sul e norte linha disso ou daquilo. E essa linha telefônica que leva os recados meus linha da encruzilhada para o cão ou para Deus linha dos evangelista que um dia foram ateus. Linha d'aquela toalha que enxugou o rosto do home do pano que cobriu o pão do gasto que te consome linha que pescou o peixe do ficar e não me deixe e do rasgo do lobisomem. Linha da seca e da chuva que caiu lá no agreste das divisas e ignorâncias daquele cabra da peste linha da noite e do dia linha da dona Maria a rendera do nordeste. Tantas linha que alinha ate os meridiano linha dos sonhos e planos linha que desalinha pelas mentiras do fulano. Antonio Montes

PORQUE NÃO Porque não, porque não ... Porque não, janela,
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PORQUE NÃO Porque não, porque não ... Porque não, janela, fresta visão, tiro suspense prata da lua, passos na rua uivado do cão. Porque não, porque não ... Porque não, samba no pé roda ciranda, passos na tua carreira na calçada, sombras da bruma, saia rodada. Porque não... Caminhos finos desatino de seus tino nos ouvidos nos seus timbres os rumos da grande estrada negocio em faro fino... Porque não, porque não, ... Porque não seu Adão... Tradição feito por ela o neto da sua costela arandela da grande área os crimes da candelária... O imposto posto, o não quis os desvio dos seus grilos seguindo para outro país. Porque não, porque não ... Porque não, seu João, o banho do seu batismo dizimo disso adquirido condenação dos seus queridos o lavado de duas mãos... Porque não, porque, não... Antonio Montes

MODERNIDADE DE HOJE Já que terceirizaram o meu trabalho... Terceirize, minha crise, minha fome
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MODERNIDADE DE HOJE Já que terceirizaram o meu trabalho... Terceirize, minha crise, minha fome o desando e desvio do congresso terceirize também para mim... O descarrilamento desse bonde e esse imposto que me consome. Terceirize minhas dividas a fila da minha doença os exames do INSS a espera do INPS... O desacreditar da política a diversidade das crenças. Terceirize o parlamento a ética que lá não existe o desvio dos impostos nos trazendo tanta crise, terceirize esse mal gosto a crise de leste e sul... Do oeste e do norte Terceirize o golpe da foice o suspiro da minha morte. Antonio Montes

FEIRA SEXTA Sexta feira de zoeira, lá na feira...
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FEIRA SEXTA Sexta feira de zoeira, lá na feira... Muita pêra p'ra vender... Carmim, amarela laranjada suco doce de goiaba e olhe, o olho de dendê. A feirante com berrante palavras voam em instante mesmo sem saber do que. E o menino triunfante pelo seu primeiro instante na estante foi tecer. Sexta feira, lá na feira gaita violão e peixeira e muito p'ra acontecer. Despedida de uma vida terceirizada, sem pra que manobra toda enxerida feita apenas por você. Terceiriza morte e vida divida fome e o morrer terceiriza a partida lagrimas antes do escorrer. Lá na feira terceiriza palavras caladas que fala a fala que não avisa a firma que terceiriza, Antonio Montes

O VENDE VENDE Não cansas-te de fazer divisões no mundo, dividindo-o em, cercas, muros e muralhas
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O VENDE VENDE Não cansas-te de fazer divisões no mundo, dividindo-o em, cercas, muros e muralhas Quantas vezes com suas desculpas dividisse o amor... Quantas vezes, usando o nome do amor, fizeste guerras para galgar a paz... Até, tentou dividir o redentor.... Agora, depois de tanto... Tanto tempo! Dividiu o espaços no ar, em linhas e coordenadas mapearam tudo, só para poder, melhor guerrear. Já mapeou as estrelas, e também as águas dos oceanos... Já vendeu torrão no céu, vendeu, cadeira ao lado de Deus... Já jogou veneno no mundo só para aniquilar os irmãos seus. Atualmente, estão tentando mapear as terra do paraíso, ate andaram vendendo pedaços lá do alto! Não, não... Não encha o céu de divisa, não coloque muros nas alturas, pois ainda não fizeram moedas que lá possa comprar. Eu sei, eu sei... Existe gambelação, e vendem por ai, entradas na céu, mas isso não passa de: cega ganância e exploração. Antonio Montes

QUASE QUASE Tão perto do morro tão perto da lua
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QUASE QUASE Tão perto do morro tão perto da lua o urro do lobo os passos na rua. A cara pintada o passo a mímica fictício a risada truque d'essa vida. A bola no campo a água a cacimba o pote o quebranto o peso da moringa. O vulto da noite enchendo de pinta o amor e o açoite a moeda tilinta. Antonio Montes

PASSOS E GROSA Passos, passadas noite escura...
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PASSOS E GROSA Passos, passadas noite escura... Música de lambada, tons na sombra frágil figura atrás da lâmpada de neon. Medo, medão coração trema, tema no espaço compasso marca no aço DÓ, RÉ, MÍ, SOL, LÁ, SI, FÁ pelo norte e sul do salão marca tempo o batucar. Ginga na mímica a imagem refletida na bolha, de sabão ponteio de dedos coragem pela calçadas a visagem treme de medo a paixão. Choro segredo, lagrima aperto corpo frenesi couro, morro, labaredas socorro! socorro! Não... Não é p'ra ti, nem para mim. Antonio Montes

MENINO MENINO O menino com fadiga na hora tardia
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MENINO MENINO O menino com fadiga na hora tardia foi a cacimba passos cansado momentos amarrados quebrou a moringa. Cacos despencou água se foi o pote secou não tem mugunzá tapioca xerem batata pra assar não tem, não tem. A chaleira de ferro no fogo vermelhou galho da laranjeira a fogo - pagou. Menino, amarelinho batendo peteca pula corda cedinho com pano boneca. É arvore sem água é nuvem de sombra é conto de fada na festa de arromba. Cadê o menino sem tino, sem pino não busca mas água mas colhe desatino. Tem lei que proteja p'ra não trabalhar mas o crime anseia sem lei pra acabar. E os olhos inocente te vê na TV menino pequeno sabe mais que você. A TV te mostrou tudo que há a escola te ensina o tal B-A-BA. É a pata que nada o coelho da páscoa a magia da fada ABC que lasca. Professor, professor olhe, preste atenção não vê que o menino tem televisão. Big brother, novela tudo ensina amar o dinheiro comanda o mundo de cá. Professor, professor tome tento no ar cuidado o menino ele vai te ensinar. Antonio Montes

SEU SUMIÇO Eu estava inteiro quando você partiu...
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SEU SUMIÇO Eu estava inteiro quando você partiu... Me partiu a sua ausência! separando-me ao meio me dividiu em pedaços e acabou com meu inteiro. Hoje... Eu tento ajuntar meus cacos Mas depois que você sumiu... eu me caço, mas não me acho. As vezes, te encontro no sonho e n'aquele sonho de encanto cai as lagrimas do meu pranto só porque... Te amo tanto. Antonio Montes

CALAR DE AMOR Beija-me, como beija um beija-flor... Esse néctar, esse aroma florido
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CALAR DE AMOR Beija-me, como beija um beija-flor... Esse néctar, esse aroma florido esse doce, do doce amor. E como uma flor de rosa abrocharei, a prosa da alegria nesse momento de esplendor. E no aroma desse dia flutuarei com meu sentimentos sobre o céu da nostalgia. Beija-me como beija um beija-flor no calor desses lábios fartos que por ti, cala de amor. Antonio Montes

O ÁLBUM No álbum da minha saudade você estava lá...
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O ÁLBUM No álbum da minha saudade você estava lá... Toda linda em sua foto troce-me lembranças d'aquele amar. Do tempo que registrou-se ... Fiel no meu coração do sorriso que apagou-se no dia que me disse, não. Hoje, o álbum me leva nas recordações do passado flechando-me como se fosse fera no amor inconformado. Antonio Montes

BI-TREM DE POEMAS Quantos poetas... Quantos poemas?!
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BI-TREM DE POEMAS Quantos poetas... Quantos poemas?! Poetas lendo poetas poemas que ninguém vê poesias estão sem tema hoje, ninguém mais que ler. E o peso de uma pena! Ai, que pena, ai... Que pena... Poema agora sem treinar navega por alem mar entre hiatos e novena. O arco-íres, agora sem cor o céu esta sem diadema estrofes estão incolor nesse bi-trem de poemas. Antonio Montes

GALHO TORTO Insaciável ganância, empoleirada no galho...
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GALHO TORTO Insaciável ganância, empoleirada no galho... _ Um pássaro... _ Não! Um fardo sem fundo o prazer... Político dotado de infunda, coerência e toda sede de afluxo do mundo. Esse poder aquisitivo, que nunca para de crescer... Essa fome de causar fome sempre apta, a ver perecer. Se ele se salva... Ok, ok eu você, tu e todos... Podem morrer. Antonio Montes

POEMA MADURO Eu aqui, calado, talhado no meu silencio a procurar ele e o desvencilhar de mim
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POEMA MADURO Eu aqui, calado, talhado no meu silencio a procurar ele e o desvencilhar de mim Ele, solto ao tempo, navegando canção a dentro, sem deixar que eu o encontrasse, até então, tudo que ele queria, era alforria... E diante desse feito, ele corria pelas ruas saltava pelas calçadas e jogava pedras aos alpendres, e as janelas. As vezes para varias ele jogava pedrinhas nas poças d'água, só para vê-las pular como desvairadas piabas. Outro dia ele fugiu de mim... Sorrateiro, correu para o horizonte de pois se escondeu atrás dos montes Foi apreciar o crepúsculo do sol... Antes porem, pintou as sete cores sob o diadema do céu e expandiu fumaças sob os vales e as nascentes dos rios. E eu aqui sem saber o que fazer, na procura que procura... E nada desse, poema da as caras a mim ... Todavia quando eu procuro, ele fica daqui, dá li, a se esconder por ai. E no esconde, esconde eu percebi que quando ele saltou do caís, abraçou o mar... E saiu navegando em seu barco, era noite e para saciar o seu frio... Ele rebuçou no lençol prata da lua e dormiu, navegando em seus sonhos, e remando em suas saudades... Depois fugiu por ai se camuflando em sua diversidade. Outro dia eu fiquei sabendo que não adianta eu querê-lo se ele não me quiser, e eu pega-lo... Ele fica comigo mas é como se eu não conseguisse tê-lo. Antonio Montes

CHORO SÓ Pai, sabe aquela menina que, todo dia, passa em frente, a nossa casa chorando?!
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CHORO SÓ Pai, sabe aquela menina que, todo dia, passa em frente, a nossa casa chorando?! _ Sim filho... Aquela menina pequena, serena em sua sensatez... _ Isso pai, essa mesma! Hoje, ela passou chorando, outra vez! _ Filho... O choro é d'ela, deixa-a chorar. _ Mas pai... Do que adianta ela chorar, ninguém ouve... Se ouve, não quer escutar, alem do mais, choro, aos outros, só serve para incomodar. _ Deixe a menina chorar filho só ela sabe a dor que sente e porque chora, alem do mais, o choro é a marca da desunião ... Mas, lava a alma, regra o ser... Eleva o ego e faz o amor renascer. _ Então ta pai, eu vou ajudar, ela chorar _ Filho, filho... Chorar sem precisão, não é compaixão. Antonio Montes

DIGA QUE ME AMA Meu amor... Mesmo que seja mentira
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DIGA QUE ME AMA Meu amor... Mesmo que seja mentira ou.. Sei lá, desvio, curto pavio, quem sabe, ato mesquinho... Diga que me ama... A razão... A razão não importa! Seja para varrer, abaixo do tapete ou para se esconder atrás da porta mesmo que não seja de você essa trama ... Se você não se importa em dizer, então diga... Diga que me ama. Primeiro de abril, ou não... Eu não me importo a razão essa frase... Eu te amo invoca-me, me toca como cartas de tarô e eu fico assim... Como cores de primavera feliz, como despertar de um pesadelo, desabrochar de uma flor, ou, sonhar com o mundo inteiro, diga que me ama ... Esse dizer de amor... É bacana, e espairece a minha dor. Antonio montes

BARQUEIRO E CARTA Lá vai ele... O barqueiro, com pedaço de rapadura
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BARQUEIRO E CARTA Lá vai ele... O barqueiro, com pedaço de rapadura com seu barco, e seu saco, e dentada com boca dura Sacode seu remo ao vento empurra n'água o remar segue adentrando no rio com vontade de chegar. Em seu estreito espinhaço sobre o leito deslizando na pose de cabra macho barqueiro distanciando. Como lamina sobre as águas segue encurtando a viagem cada curva do rio, lagrima da saudade em visagem. O que tu leva barqueiro com tanta urgência assim, não, não é o mundo inteiro não diga isso p'ra mim... _ Levo carta com saudade do pulsar de um coração sonhos alem das margens sopitando de paixão. Levo vontade do amor como se fosse um tom nota com muito fervor tilintando sonho bom. Levo também uma sina de amar longe dos olhos uma vida que não rima oceanos sem abrolhos. Levo aqui um horizonte sem alvorecer do dia miragem alem dos montes um sonho de fantasia. Por outro lado o amor levo com suas vendas amar de longe é dor ô bom Deus, me defenda. Não deixe esse sofrer parar no meu coração não quero esse viver amar longe, não e não! Quero amor perto de mim todo dia e toda hora com diadema de cores no céu da minha aurora. Quero pássaros no quintal em notas do meu coração chilreando o carnaval farfalhando o meu quinhão. Anoitecer, quero sorriso da noite toda enluarada estrela d'alva eu preciso iluminando minha estrada. _ Barqueiro o que você quer sinto muito, também quero mas o querer e o vier... Pertence ao mundo dos cleros. Antonio Montes

QUE OLHAR É ESSE Que olhar é esse... Com tantos predicados que me ganha!
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QUE OLHAR É ESSE Que olhar é esse... Com tantos predicados que me ganha! Telha de aranha? Como se fosse unhas, que arranham o meu silencio, a despertar-me do meu casulo me propondo barganha. Que olhar é esse... Tão direto como flechas atiradas ao tempo me fazendo de alvo alvejando meus sentimentos e me deixando calvo. Esse olhar me enfeitiçou! Marcou-me com sua marca de luar floriu as margens do meu caminho fazendo o vento me levar. Esse olhar, esse olhar... Quanto fulgor contido nele! Centelha crepitando em brasa fritando assim, o meu amar. Antonio Montes

O DITO Eu disse ontem... Mas hoje eu penso, o dito do passado
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O DITO Eu disse ontem... Mas hoje eu penso, o dito do passado até fico suspenso nos passos que o dito editou errado. Eu penso... No grito assombrado, e tenso, que hoje, direi a você, para que no amanhã, logo de manhã esse grito não me assombre... E eu não venha me arrepender. Antonio Montes