Frase de Antonio Montes
POEMA MADURO Eu aqui, calado, talhado no meu silencio a procurar ele e o desvencilhar de mim Ele, solto ao tempo, navegando canção a dentro, sem deixar que eu o encontrasse, até então, tudo que ele queria, era alforria... E diante desse feito, ele corria pelas ruas saltava pelas calçadas e jogava pedras aos alpendres, e as janelas. As vezes para varias ele jogava pedrinhas nas poças d'água, só para vê-las pular como desvairadas piabas. Outro dia ele fugiu de mim... Sorrateiro, correu para o horizonte de pois se escondeu atrás dos montes Foi apreciar o crepúsculo do sol... Antes porem, pintou as sete cores sob o diadema do céu e expandiu fumaças sob os vales e as nascentes dos rios. E eu aqui sem saber o que fazer, na procura que procura... E nada desse, poema da as caras a mim ... Todavia quando eu procuro, ele fica daqui, dá li, a se esconder por ai. E no esconde, esconde eu percebi que quando ele saltou do caís, abraçou o mar... E saiu navegando em seu barco, era noite e para saciar o seu frio... Ele rebuçou no lençol prata da lua e dormiu, navegando em seus sonhos, e remando em suas saudades... Depois fugiu por ai se camuflando em sua diversidade. Outro dia eu fiquei sabendo que não adianta eu querê-lo se ele não me quiser, e eu pega-lo... Ele fica comigo mas é como se eu não conseguisse tê-lo. Antonio Montes
No pensador.ai desde