Frase de Antonio Montes
BARQUEIRO E CARTA Lá vai ele... O barqueiro, com pedaço de rapadura com seu barco, e seu saco, e dentada com boca dura Sacode seu remo ao vento empurra n'água o remar segue adentrando no rio com vontade de chegar. Em seu estreito espinhaço sobre o leito deslizando na pose de cabra macho barqueiro distanciando. Como lamina sobre as águas segue encurtando a viagem cada curva do rio, lagrima da saudade em visagem. O que tu leva barqueiro com tanta urgência assim, não, não é o mundo inteiro não diga isso p'ra mim... _ Levo carta com saudade do pulsar de um coração sonhos alem das margens sopitando de paixão. Levo vontade do amor como se fosse um tom nota com muito fervor tilintando sonho bom. Levo também uma sina de amar longe dos olhos uma vida que não rima oceanos sem abrolhos. Levo aqui um horizonte sem alvorecer do dia miragem alem dos montes um sonho de fantasia. Por outro lado o amor levo com suas vendas amar de longe é dor ô bom Deus, me defenda. Não deixe esse sofrer parar no meu coração não quero esse viver amar longe, não e não! Quero amor perto de mim todo dia e toda hora com diadema de cores no céu da minha aurora. Quero pássaros no quintal em notas do meu coração chilreando o carnaval farfalhando o meu quinhão. Anoitecer, quero sorriso da noite toda enluarada estrela d'alva eu preciso iluminando minha estrada. _ Barqueiro o que você quer sinto muito, também quero mas o querer e o vier... Pertence ao mundo dos cleros. Antonio Montes
No pensador.ai desde