Pular para o conteúdo

Frases de Antonio Montes

876 frases

A morte é vida... Quando a vida é sofrida
A CANJA Me arranja uma canja que de banda nessa banda
Continuar lendo

A CANJA Me arranja uma canja que de banda nessa banda voou tentando debandar se a canja me arrumar. Quem sabe uma colherada ... De riso carinho e amor um abraço antes do nada um jardim repleto de flor. Me arranja uma canja? Sim! Uma canja me arranja ... Para fazer do viver uma canja com você. D'essa canja, uma colherada com toque de tamborim sapateado samba rodada uma canja, assim para mim. Antonio Montes

FRUGALIDADE Da milharada eu quero milho p'ra fazer um mungunzá
Continuar lendo

FRUGALIDADE Da milharada eu quero milho p'ra fazer um mungunzá com mais puro sentimento, socado a pilão, sem casca as quais caíram ao chão com peneiradas ao vento. Da peneira a peneirada com furos e suas águas cheia de partículas no ar, e esse cheirando a verde orvalho matando a sede de um sonho ao sonhar. Quero também o aroma do café quente da manhã ... Toalha xadrez na mesa bule e xícara e a beleza dos olhos da natureza e a cesta cheia de maçã. Já da roda, a ciranda e quadrados do amarelinho a corda eu pulo de banda, e de manhã na manhãzinha pego o ovo da galinha antes que o dia me tromba. Antonio Montes

PÓLO DOS SEGREDOS É eu vi, os seus beijos sassaricando a minha volúpia,
Continuar lendo

PÓLO DOS SEGREDOS É eu vi, os seus beijos sassaricando a minha volúpia, enquanto meu coração pulsava... Meu corpo tremia de ansiedade e as labareda da minha paixão, crepitava na sofreguidão das suas mãos. Com seus beijos... O vento parou de farfalhar os pássaros encantados deixou de chilrear nossos olhos reviravam pelas marcas, geodésica dos nossos corpos. Visitamos os pólos dos nossos segredos para logo depois cochilarmos nas águas mansas dos oceanos. Antonio Montes

EM FRENTE Em frente a gente... Sonhos de uma vida
Continuar lendo

EM FRENTE Em frente a gente... Sonhos de uma vida esperança de felicidade, ... O dia dá partida horas dão despedida. Em frente ao surreal... As duvidas dos sonhos o outono do viver os insetos dos jardins o acalanto do mal. Em frente a gente... Tumulto da aglomeração planos, pautas e promessas esperança fazendo festa cântico e dança no salão. A velhice com bengala as filas nos sociais frases curtas, dizendo não a dor infligindo a cara o desfeito no coração. Em frente a gente... A faixa, a placa... PARE o semáforo, todo grená a pulsação e exaustão a duvida do viajar. Em frente a gente... admiração de flores e cachos A vontade de ir para cima o medo de ir para baixo. Antonio Montes

FEITOS DE UM POEMA Eu tenho um poema... Que fala de penas
Continuar lendo

FEITOS DE UM POEMA Eu tenho um poema... Que fala de penas que fala de asas e liberdade, de musica leves tocadas de sonhos nascidos do nada das alegrias e felicidades. Eu tenho um poema... Que fala de versos e rimas do cheiro da casa simples das tranças d'aquela menina que fala do rancor e da irá do amor vivido em flor do rancor causado pela dor do amanhã e da doce vida. Eu tenho um poema... Já feito no fim da tarde falando do alvorecer da lua prata da noite do vento e seus açoites horizonte e por do sol da solidão e seu anzol. Eu tenho um poema... Nascido de prosas e palavras com boiada e boiadeiro da vida mansa e canseira do menino e da peteca do ranger da velha porteira e a moeda na gibeira... Fala do velho caminho das flores d'aquelas margens das remadas na canoa a brisa do amor na proa os feitos de gente boa dos desfeitos e das vantagens. Eu tenho um poema... Que também fala das espadas das guerras desenfreadas feita para lucro de facínoras, um poema cheio te temas com suas penas e lagrimas suas magoas e suas tremas nele contem as façanhas e contendas de um poema. Antonio Montes

A LABAREDA Eu tenho querer no meu coração essa casa digna só para você
Continuar lendo

A LABAREDA Eu tenho querer no meu coração essa casa digna só para você ah, como é tão bom essa paixão... Intercalada nesse imenso querer. Eu fico a salutar e também crepitar no meu peito repleto de amor e o sono ao me levar te ajeita nesse florido jardim em flor. Da minha janela, o horizonte me chamando para a verdade a recordação vendo os montes desse coração com saudade. Penso na caricia, estou na sala aonde a volúpia, se instalou delirando com muita lembrança momento que nosso fogo crepitou. Na telepatia, tudo acontecendo eu aqui nas labaredas de você a salutar o aconchego já fervendo venha meu imenso amor, meu querer. Antonio Montes

O RANCHO Uma casa bem pequena com janelas p'ro terreiro
Continuar lendo

O RANCHO Uma casa bem pequena com janelas p'ro terreiro orações sem ter novena notas simples de um poema banho de sol ventos inteiro. A fumaça do seu café cheiro do fogão de lenha radio de mesa antena interior da casa pequena simplicidade ali é plena. Uma casa, sim, pequena calma chuva no oitão reina a calma serena poça d'água, vento pena molhando o coração. É lá no vale da serra bem no centro do sertão o natural por lá impera o cheiro é como fera espantando a solidão. Antonio Montes

VELHOS SAPATOS Meus sapatos velhos de couro secado
Continuar lendo

VELHOS SAPATOS Meus sapatos velhos de couro secado aperta meus pés por todos os lados. Já não tenho careta nem rugas na testa até tento andar certo mas o couro infesta. Meus sapatos velhos contem certo cheiro me dá uns apertos me doendo inteiro. Causa dores no cravo e frieiras nos dedos arranca-me sorriso pra manter o segredo. Antonio montes

MINHA MEDIDA Você... É a minha medida sem peso
Continuar lendo

MINHA MEDIDA Você... É a minha medida sem peso estou vesgo, fico teso com peso do meu querer. Te tenho em alto estima minha jarda, minha rima gravitacional da minha sina. Instrumento, que me eleva pra riba fada repleta de beleza, tu és a flor da minha medida. Antonio Montes

INQUIETUDE Dona coruja, cheia de rugas em seu cacarejo... Pede ajuda
Continuar lendo

INQUIETUDE Dona coruja, cheia de rugas em seu cacarejo... Pede ajuda e na noite escura, com frescura em cima de morro, estouro Pedido de socorro... Meu Deus, meus Deus ... Me acuda! Pelas sombras sombrações tudo cheio de tenções lobos dragões vidas cheias, supetões. Já o curiango sem seu tango faz o revoar de asas em silencio, todo brando ... Lá vai o bando pela escuridão o urro do lobo ladrar de cão... Topada no toco, escorregão. Pela lama da poça d'água pela noite enluarada rompe a aurora e vem com o dia, em euforia ave-maria, ave-maria. Antonio Montes

ASSOMO Nesses passos as passadas joga o passado para traz
Continuar lendo

ASSOMO Nesses passos as passadas joga o passado para traz e a vida já quase calada perde o rumo do seu nada e a fala, nem fala mais. Sobra as margens do viver na conquistar da esperança o amanhã espera você n'aquilo que pode crer flecha o alvo da confiança. Nesses passos as passadas arrasta os sentimentos pela vida, tudo é nada o mundo da cara os ventos e o amanhã é contos de fada. Antonio Montes

SÉQUITO Lá vai a procissão... Com os pés no chão
Continuar lendo

SÉQUITO Lá vai a procissão... Com os pés no chão bocejando oração fazendo prece derretendo velas pra pagar seu rogo revisando a fé, desentupindo o gogo... No tabuleiro do jogo. Um pedido para a santa... Pra proteja o sacripanta que não se cansa de mendigar, e a esperar a esperança entregando-se a confiança pra na rede crescer a pança. Lá vai a procissão com seu dizimo e cinismo com profeta e prejuízo surripiando seus fixos ate o dia de juízo. Antonio Montes

GIRATA Rosto triste nas areias um barco a distanciar
Continuar lendo

GIRATA Rosto triste nas areias um barco a distanciar as melancólicas sereias lagrimas de lua cheia choro a beira do mar. Lá vai o vento no rosto lembrança sem entender saudade dança desgosto ausência no contra gosto o corpo esta sem querer. Rosto triste nas areias horizonte desprovido sonhos que encandeia peias pelas mãos cheias maribondos com zumbidos. Antonio Montes

REVOAR De banda na sua banda eu vi o toque debandar
Continuar lendo

REVOAR De banda na sua banda eu vi o toque debandar pelo alto da colina pelas rodas das meninas ciranda no lado de lá. o show, foi breve e leve com pernas em seu planar a águia cortou nas asas o ar com o seu entregue nas garras e um piscar. No timbre da araponga e o tinido da begônia ferreiro dia e orquestra tampa lá as suas frestas e de noite volta a sonhar. Na banda a sua banda só você sabe dançar quando não voa desliza o tempo nunca te avisa o que tem para tocar. Antonio Montes

PEDIDO AO MENINO Joãozinho, venha cá vá depressa ao boteco
Continuar lendo

PEDIDO AO MENINO Joãozinho, venha cá vá depressa ao boteco compre copo e caneco e volte para almoçar. Bote lá na minha conta que pagarei nesse mês com dinheiro de nos três o boteco vai cozinhar. Farei buchada de bode gente não gosta, nem pode e nem acode, nem sacode se não pode, não tem gole. Não deixe sem empurrão ou pra baixo, ou para cima se ta maduro no cacho faz bem para o coração. Antonio Montes

ALJÔFAR Porque é que hoje, logo ao alvorecer Essa lagrima, triste, tão gélida...
Continuar lendo

ALJÔFAR Porque é que hoje, logo ao alvorecer Essa lagrima, triste, tão gélida... que me atormentou, pela noite singela cai de mim, lembrando você. Ah essa lagrima, essa lagrima... Calada singela e fria desbarranca a minha agonia por todas horas do meu dia. Essa lembrança inteira de ti hoje atira-me desconfiança me traz, tempo bom e lambança e me faz fugir de mim. Ah essa lagrima... gela os ossos da minha vida uma a uma por ti querida afoga-me, enforca e me afaga. Antonio montes

OBSOLETO As vezes me pergunto... Para onde vou?
Continuar lendo

OBSOLETO As vezes me pergunto... Para onde vou? Por quem, venho sendo levado? E porque fico mais velho a cada novo dia?! Bem que o tempo, podia ser meu amigo ... Me esquecer ou fingir, só para eu renovar contigo. Mas o tempo, tem lá seus segredos e a cada ano, me mete... Mais e mais medo. Não adianta eu acordar sedo não adianta eu saldar o novo ano pois a cada tempo... Eu me engano, me emperro eu me desespero com essas rugas o tempo passa, me deixando velho e eu, acordo no tempo... Com meus calados berros. Antonio Montes

CORTINA Olhos, olhares quantos olhos que me olham!
Continuar lendo

CORTINA Olhos, olhares quantos olhos que me olham! Que me ipungna, que me mira, e que me admira, me faz sorrir, e me castiga. Olhares de lagrimas, que lava a alma ou que deslava o ser. Olhares do mundo ou de você olhares que tem que ver... Só para crer. Olhares d'aquele ser inocente, tristes, cheio de fome causados pelas ganâncias do home olhares que só de ver... Nos consome. Antonio Montes