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Frases de André Moraes

29 frases

Duas Almas Repudiando ao magnetismo predominado Nas indiferenças das mascaras que usam
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Duas Almas Repudiando ao magnetismo predominado Nas indiferenças das mascaras que usam Refletem o querer num resguardo negado Aos distintos olhares opostos que cruzam Mas hei que descobrem-se postos a fronte Duma divina fusão de mais pura beleza Os olhares se alinham num só horizonte Ao tocarem-se as carnes à finda pureza Dois inimigos num só lado da guerra Dois elementos consagrados a terra Duas sementes em uma só flor Um único ser elevado ao quadrado As duas faces de um mesmo lado Duas almas em um só amor

Gostos Simples É um gosto refinado de se ter O de a simplicidade desfrutar
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Gostos Simples É um gosto refinado de se ter O de a simplicidade desfrutar As coisas importantes a meu ver São aquelas que se passam sem notar Como pôr um filho a adormecer Ou o afago de uma mãe a consolar Como um amor a esquecer Como um amor a começar O deleite de ser amado E o prazer de se amar Uma comédia romântica Abraçadinhos no sofá Até mesmo a semântica Do que se pode melhorar O leve gosto do perigo O satisfazer do vicio Uma canção de Chico E uma poesia de Vinícius Andar de pés descalços Tomar banho de chuva Sem ligar com a roupa suja Sem ligar com o cansaço Um corte novo de cabelo Uma nova camiseta Um bom Jack com gelo Uma vaidade satisfeita Comer doces a vontade Mesmo antes do jantar Acordar ao meio-dia Sem ter que se preocupar Uma boa pescaria Com os amigos a acampar O dia de pagamento Um feriado prolongado O viver todo momento Com quem gosta a teu lado Um cineminha com pipocas e beijinhos Afogados em Coca-Cola e carinhos O suspirar da amada ao meu poetizar E o conjugar de nossos verbos a amar Um violão e uma cifra Um sarrinho de um amigo Uma conversa de mesa de bar Um abraçar de noite fria O dormir de conchinha Um beijo de boa noite E outro beijo de bom dia São alguns gestos que desfruto E que minha felicidade aqui se faz E se hoje usufruo disto tudo Que posso eu da vida querer mais?

Tem Pena do Meu Amor Menina dos cabelos encaracolados Digo até quiçá esvoaçados
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Tem Pena do Meu Amor Menina dos cabelos encaracolados Digo até quiçá esvoaçados Tem pena do meu amor Não maltrate este coração já tão marcado De descasos dos amores já passados E que hoje só conhece o que é dor Menina de olhos pequenos e brilhantes Que se revela o mistério dos amantes Dando luz a sua bela branca cor Tem piedade deste ser apaixonado Que sonha a vida para sempre a seu lado E por ti morreria se preciso for Menina de gesto meigo e delicado Deixe ser meu coração o seu amado Não despreze este pobre sonhador Por amar tanto meu coração se fez aflito E por isso neste momento te suplico Tem pena do meu amor

Conjugar Vamos brincar de conjugar Numa oração a toda gente
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Conjugar Vamos brincar de conjugar Numa oração a toda gente Adjeto de tão raro efeito Conjuguemos o verbo “Amar” Num Futuro Pretérito Presente Muito-Mais-Que-Perfeito Eu amo a ti Tu amas a mim Ele ama a seus filhos Nós amamos a Ele Vós amais aos outros Eles amam a todos E eis que o amor predomina

Soneto do Amor Perfeito Não há nada na vida melhor que o amar E sentir o prazer de também ser amado
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Soneto do Amor Perfeito Não há nada na vida melhor que o amar E sentir o prazer de também ser amado Viver minha vida pra sempre a teu lado Sem ter que parar e nem ter que esperar Juntar nossos votos em nosso jurar Deixar brincar os corações apaixonados Sem a tal incerteza do certo ou errado Sem nenhuma ilusão a nos perturbar Nossos corações unidos a nosso presente Com nossos destinos fadados a sempre Juntos viver e sonhar E essa alegria só se faz quando agrega Ao nosso universo a única regra: Amar... Amar... Amar...

Se Não Fosse a Poesia Ah! O que seria da vida sem a poesia Sem o entoar embriagante das canções?
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Se Não Fosse a Poesia Ah! O que seria da vida sem a poesia Sem o entoar embriagante das canções? Não haveria o desejar, nem as paixões E nem sequer felicidade haveria Trancafiada a sangrar os corações Santo Deus! Nem o amor existiria Não haveria encanto ao luar E nem mesmo a magia do mar E as esquecidas estrelas (Coitadas!) não mais brilhariam Oh! Pobre natureza Nem as flores brotariam Se não fosse a poesia Nada disso existiria Nem o pôr nem o nascer Nem a noite nem o dia Se não fosse a poesia Nem a existência bastaria E não haveria ao ser o mundo Somente o vácuo profundo Se não fosse a poesia

Soneto de Despedida Te peço desculpas por estar indo embora Assim tão de repente, sem sequer avisar
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Soneto de Despedida Te peço desculpas por estar indo embora Assim tão de repente, sem sequer avisar É que meu coração cansou, e não é de agora Vem de muito sofrer, vem de muito queixar Sei bem querida que te jurei amor eterno E prometi por nada no mundo te abandonar Mas de repente o meu céu tornou-se inferno Por minha vida te dar e mais nada ganhar Pode até pensar que tenho outro alguém Mas te juro querida, não tenho ninguém Somente cansei desse seu desprezar E este é tanto o motivo de meu desalento E mesmo te amando, aqui neste momento Estou indo embora pra não mais voltar

A Esperança A esperança... A paciência que entorpece
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A Esperança A esperança... A paciência que entorpece A esperança... A cega fé que fortalece A esperança... O querer e o sobrevir A esperança... O porvir para o porvir A esperança... O persistir em convencer A esperança... O renascer e o florescer A esperança... O viver em relevar A esperança... O morrer em esperar A esperança...

Dos Meus Vícios Trago em mim o trago destilado Da fumaça embriagada das cortinas
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Dos Meus Vícios Trago em mim o trago destilado Da fumaça embriagada das cortinas Nas janelas empoeiradas que refina Tão fugaz sagacidade de meu fado Neste intenso resplendor enlameado Regressivo a fusão do meu espírito Manifesta-se num flagelo quão explicito Traduzindo um coração amargurado E destes hábitos a que faço meu refugio Renego em alto minh’alma ao perjúrio Em uma putrefação viva e amarga E no teso fardo que aspira o existir Precedo assim o inevitável que há por vir Imorredouro sono que a nós todos resguarda

Pra Sempre Lembrar-te Seguido a paixão a ordem natural Ingenuamente, talvez, por instinto
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Pra Sempre Lembrar-te Seguido a paixão a ordem natural Ingenuamente, talvez, por instinto Dediquei-me explicitamente afinco A discrepância dum amor unilateral Tão logo o inicio, logo o final A submissão insana em suplicio Junto à pena que por ora sinto Refundi num ato quão surreal E na perjura do passado esquecer Fechando os olhos a meu próprio ser Já cansado de tanto esperar-te Rabisquei a saudade um tanto amena E fiz da tua imagem este poema Para todo sempre lembrar-te

Da Minha Poesia Tenho dito: Que minha poesia não se prende a regras
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Da Minha Poesia Tenho dito: Que minha poesia não se prende a regras Nem tampouco a contextos gramaticais Meu coração é meu professor, e mais Faço de minha inspiração a palavra expressa Eis que a poesia é mais que o pensar É um estado de espírito É a alma que se faz aberta É transparecer É resplandecer É o sentimento a poetizar... E assim se faz um poeta E fim de papo

Ninguém a Esperar Ao avistar a janela entreaberta Prontamente se pôs a cantar
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Ninguém a Esperar Ao avistar a janela entreaberta Prontamente se pôs a cantar Mas calou-se, o pobre poeta Não havia ninguém a esperar Fora as guerras com honra lutar E por lado a morte passaste Na esperança da volta encontrar A amada que um dia deixaste Mas não sabia, pobre poeta Que no mundo que hoje se apressa Ninguém mais pode esperar E por isso seu canto ele cessa E pra este momento só resta A guerra voltar a lutar

Poema a Tristeza Que vida é essa que tanto me empolga E hoje em mim causa tanta alegria?
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Poema a Tristeza Que vida é essa que tanto me empolga E hoje em mim causa tanta alegria? Em tudo que vejo emprego beleza E acordo feliz assim todo dia Foi-me levada pra longe a tristeza E junto a ela minha poesia E antes que muda minh’alma padeça E com essa alegria meus versos esqueça Minha tristeza eu quero de volta!