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Frases de André Luz Gonçalves

103 frases

Reverbera Um mandala depenado na casa de janelas de espera O sacro amor profano
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Reverbera Um mandala depenado na casa de janelas de espera O sacro amor profano A falta de saber deixar E os telefones todos com ela Esse seu me abandonar por aí Minha solidão, querendo seu estranho desejo odioso. E várias outras mãos te digitando E os telefones tocam sem ela E desse vai sem ir Nesse insosso sabor de desdém Aonde eu vejo e penso lembro E o telefone reverbera essa aquarela.

Hoje eu vi um bobo Um tipo louco de bufão escancarado e barulhento Bruto feito o tremor e sensível feito o artista
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Hoje eu vi um bobo Um tipo louco de bufão escancarado e barulhento Bruto feito o tremor e sensível feito o artista Ele era um fora do mundo vivendo imigrado Não vi refrão no tempo desse movimento Certo de que alma contida ele não tem Dor com sorriso é mais bonito logo desde manhã, chorava. Um pierrô sem colombina De maus tratos uns cortes De vida sorte Cheio de passos pra dar Foi olhando pra trás.

alusão Gosto de todos, Nem tudo muito.
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alusão Gosto de todos, Nem tudo muito. Sinto minha hora Nem toda hora minha Mesmo assim, sinto sim O tanto proporcional lúdico de cada dia Meus pés sem raízes buscam matizes, mirar E o medo de perder Né medo não é só perceber não ter e ser Um dia embora feito a hora Cheia de querer ir, aurora... Desejo grande não tenho Dor bem longe por perto Mais distante que o desassossego Talvez me sinta só e criativa, saudade

Catarse Eu podia livrar me da dor Indo te olhar livre
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Catarse Eu podia livrar me da dor Indo te olhar livre Podia ressecar essa sangria matar essa fome posuda Beber da sua água não há de me negar de novo Contemplar a rede dos seus cabelos Falarmos do pó e poesia de rua Me abrigar no seu dossel Deixar que o corpo faça febre Te ouvir E soar com suor o primeiro gemido Adequar me ao incontível Suprir o incabível Remeter sem destino Ou desmedir nosso infinito Mais meti o braço pelas pernas Estuprei o sentimento virginal que nunca floriu pra sempre Tatuei um desenho qualquer em forma de amor e desejei a você O seu desejo então não veio mimado de verdade, carente de nossa necessidade Daí nem que nascessem juntos sol e lua E se mesmo assim por um instante Eu te encanta-se E assim traísse essa minha dor com prazer e nossa paixão em dizer não Nem mesmo assim Eu não teria seu riso frouxo ao meu lado Sempre lembraria e iria Desse amargo que te fiz sugar Não pode ser permitido "deslembrar" Superar a memória do erro e eu Jogou teu perdão na caçamba segunda Julgou a limpeza imunda Tratou de não tardar. Dali restou o surreal de uma alma gêmeas frias e inventivas Onde a criar torna-se a cela A palavra a agonia Toda vontade quando depara Fome de panela vazia. E ainda assim há dor imperdoável e desprezível dos meus ossos quebrados remendados mais que nosso mistério estéreo, etéreo.

Vendo poesia Pode pagar-se e sentir-se Com panela e caldo no barro
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Vendo poesia Pode pagar-se e sentir-se Com panela e caldo no barro Da cara magra da gana, Ou fome na mão do palhaço Vendo versos Imensos em mim imersos De imagem na palavra eu tenho um bom Que seu olho pode pagar, onde ler alcançar. Alugo sentidos O tempo de ternura é bom Dura mais que um suspiro Tenho mais céu que o chão Venha ao brechó em poemas Alguns amarelos, mofados ao pó Alguma coisa rara, pouca cara Se encantar me aproveita fazendo outro nó.

Dor não tem vento Enruga, rusga, inflama o drama, Tormento enfrenta o corpo.
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Dor não tem vento Enruga, rusga, inflama o drama, Tormento enfrenta o corpo. Ossos desmancham, esmagam, Carne sem pedaços, pele repele e desfaz. Sentimento primário, Ofende o sorriso ofertando lágrimas Trata de dizer que o tempo é infinito Rasga a saudade do sossego Trepa com a morte e sangra Ao trauma físico, fino sabor de punhal Arromba a prece que valha Traga a cura e se entupa de juras Até nunca mais voltar