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Frase de André Luz Gonçalves

Catarse Eu podia livrar me da dor Indo te olhar livre Podia ressecar essa sangria matar essa fome posuda Beber da sua água não há de me negar de novo Contemplar a rede dos seus cabelos Falarmos do pó e poesia de rua Me abrigar no seu dossel Deixar que o corpo faça febre Te ouvir E soar com suor o primeiro gemido Adequar me ao incontível Suprir o incabível Remeter sem destino Ou desmedir nosso infinito Mais meti o braço pelas pernas Estuprei o sentimento virginal que nunca floriu pra sempre Tatuei um desenho qualquer em forma de amor e desejei a você O seu desejo então não veio mimado de verdade, carente de nossa necessidade Daí nem que nascessem juntos sol e lua E se mesmo assim por um instante Eu te encanta-se E assim traísse essa minha dor com prazer e nossa paixão em dizer não Nem mesmo assim Eu não teria seu riso frouxo ao meu lado Sempre lembraria e iria Desse amargo que te fiz sugar Não pode ser permitido "deslembrar" Superar a memória do erro e eu Jogou teu perdão na caçamba segunda Julgou a limpeza imunda Tratou de não tardar. Dali restou o surreal de uma alma gêmeas frias e inventivas Onde a criar torna-se a cela A palavra a agonia Toda vontade quando depara Fome de panela vazia. E ainda assim há dor imperdoável e desprezível dos meus ossos quebrados remendados mais que nosso mistério estéreo, etéreo.

André Luz Gonçalves

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Desalinho do meu simples caminho Derrota sem dessiso Delegado sombrio do meu brilho Pretenso desafio rítmico, descontínuo Maldito Senhor do Destino Esmola meu querer Leva feito vento sem tempo Desaba uma sina sem graça ensina a farsa o cume da faca Suplico Senhor do Destino Me deixe assim desde menino Sou tanto amor que eu te ensino Não faz pouco desse destemido Apenas dai me o tempo desses sentidos