Eu sou saudade Feito um samba que ainda não está pronto Mas se canta há muito tempo.
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Eu sou saudade Feito um samba que ainda não está pronto Mas se canta há muito tempo. Cheio de lembrar.
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Eu sou saudade Feito um samba que ainda não está pronto Mas se canta há muito tempo.
Eu sou saudade Feito um samba que ainda não está pronto Mas se canta há muito tempo. Cheio de lembrar.
Desaviso Vem logo, Antes que o caminho se apague
Desaviso Vem logo, Antes que o caminho se apague Antes que o novo nos guarde.
Quando for prefeito do mundo, vou pôr o amor nas matérias obrigatórias de todas as escolas! Darei certeza aos indecisos,
Quando for prefeito do mundo, vou pôr o amor nas matérias obrigatórias de todas as escolas! Darei certeza aos indecisos, Calarei os malditos. Beijarei Deus de surpresa! De toda tristeza farei a lei do poema!
Belo sorriso acaba comigo, é como perfume do olhar!
Disseram me segura a onda! Eu mergulhei fundo nela e segurei!
Até o mais solto passarinho precisa pousar pra amar.
Rápidas e intensas sensações Assim são as drogas As paixões
Rápidas e intensas sensações Assim são as drogas As paixões A poesia.
O sol nasceu! Enquanto eu comia, A boca me engolia.
Não sou o mergulhador valente, sou a água que o recebe cheio de coragem.
Batia o maço de cigarro no dedo Um só o caía Uma musica o ouvia,
Batia o maço de cigarro no dedo Um só o caía Uma musica o ouvia, Na aba do rosto que não se via.
Me falaram cuidado com os homens, eu sorri pro destino ser simpático e sou negro!
O desamor é sem cheiro, o desamor é sem gosto, o desamor é branco sem brilho, o desamor nasce no diafragma e não tem vida.
Lasciva, bem mais que carne viva Olho da vontade descabida Rasgo do vestido vai até o canto da boca
Lasciva, bem mais que carne viva Olho da vontade descabida Rasgo do vestido vai até o canto da boca Louca assumida, arrasa quando passa, cheiro de atrevida Na pele registros, marcas, roxos, casca polida exibida insegura se assegura dominante do vento levante Amarga e formosa menina.
praça o tempo carrega a gente feito uma balanço
praça o tempo carrega a gente feito uma balanço nessa gangorra de par o vento vem dançar
Travesseiros brancos Macio feito suas coxas Onde eu debrucei
Travesseiros brancos Macio feito suas coxas Onde eu debrucei e flutuei no dormir Entre as nuvens do seu sonho André Luz
quando louco puseram em mim um hospício pessoas sãs
quando louco puseram em mim um hospício pessoas sãs julga a imensidão como indícios sessões vãs terapias Agudos precipícios em mim em mil toques míopes medem 7 buracos minha cabeça eletrificam cavas odes a ironia conselhos pingo nágua visto a vista intercedo agonia dando carinho passarinho encanto amago canto então acho tudo nem tanto...
Comigo não levo cadeado Nem sonho perdido Não tem fato impossível
Comigo não levo cadeado Nem sonho perdido Não tem fato impossível Tudo que sente se expande Nu pensamento que tange Não soul de vento, venho e vou do tempo doutro levante Onde lamento e versos Eram brisas de errantes
As vezes quase me lembro os melhores poemas que cresci eu feito uma arvore
As vezes quase me lembro os melhores poemas que cresci eu feito uma arvore Onde já caíram tantas folhas que cresce do compasso Um torto tronco Num tomado de galhos Toda hora em voga fazendo sombra outrora raios de luz e de quase tudo um esqueci Quando me pousa um bem-te-ti
Orus Te incluo em minhas rezas Recluso em preces verso
Orus Te incluo em minhas rezas Recluso em preces verso Todo meu tom de quem sou som Me levo E agora que não virei Deus e adoro contrario de qualquer desejo Maligno-ro me E a cada cerimônia Que um poema cria Faço me de um pequena oferenda Compondo me em liturgias
Ela me serviu um café Amargo e frio Sem sorriso ou poema,
Ela me serviu um café Amargo e frio Sem sorriso ou poema, Disse que eu tinha partido Não dividira o pão, Nem me olham os tascos... Um velho bolo insosso grudado No céu da boca de pecados, Sem doce, luz negra Bom dia, tchau.
Capim de saudades Comprei frutas frescas Correndo rindo, me levei de criança
Capim de saudades Comprei frutas frescas Correndo rindo, me levei de criança E espalhei tudo pelo seu jardim Penduradas uma a uma em mim E as suas flores todas que eu vi lá Abriram se como se eu as deixasse Num cair de cada pétala, feito plumas Roçado fino na solidão de espinhos Dançando no vento em num “polir” do chão Feito pensamento que desmancha... De maços vagos me catapulto em anseios lúdicos Enrolados como fumo de raízes de amor puro E aquelas cores todas de no seu pomar e as folhas soltas... Foi-se no tempo tornando-as ocres, terra nova que pousava E aquelas frutas-eu que eras pra te aguçar E morder me suculenta em matar sua fome E foi-se temporada... E agora da varanda daqueles seus sorrisos Alegrava se uma saudade feita de um casal na rede Dessas paixões de boa tarde Delicado tempo venta porta de trás Até me invade porta a frente Capim de saudades
Ao poeta resta dar abrigo As almas no relento.
Banzeiro Poesia Amazônica Parece prece
Banzeiro Poesia Amazônica Parece prece que enverdesse Flertes da palavra mata Onde as ruas são rios Desse banzeiro que me envolvo.
Dedos soltos imprudentes cachos endoidados me cegam macios
Dedos soltos imprudentes cachos endoidados me cegam macios caindo no tato desse pescoço onde me caibo nesse todo louco que por fim desfaço de mim nos seus laços despenteados